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    April 15

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    Relatórios do Cindacta obtidos pelo "Jornal do Brasil" revelam um volume inquietante de episódios marcados por riscos de acidente envolvendo aviões que sobrevoam o Rio de Janeiro, sobretudo nas fases de pouso ou decolagem. Os chamados "relatórios de perigo" são produzidos por controladores de vôo e encaminhados ao comando da Aeronáutica. Alguns comunicam que, já nos céus do Rio, aviões sumiram das telas dos monitores.
    JB
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    Da serie me engana que eu gosto
    Sob Lula, o quadro de funcionários do governo voltou a crescer, interrompendo uma tendência de enxugamento que perdurava desde o início da década de 90. Saltou de 1,856 milhão de servidores ativos e inativos, registrados em 2002, final da era FHC, para 1,957 milhão no ano passado.
    O governo vinha acenando com a hipótese de podar gastos com pessoal em 2007, para vitaminar o orçamento de investimentos públicos. Mas a expansão dos gastos com o funcionalismo e os benefícios previdenciários faz da promessa uma quimera. Estima-se que as despesas com pessoal e Previdência devem subir dos cerca de 13% do PIB registrados em 2006 para algo em torno de 13,4% do PIB em 2007. Isso na improvável hipótese de que não haja nenhum reajuste salarial.
    Blog do  Josias de Souza
     
     Documento do Ministério do Planejamento mostra aumento real de 75% nos gastos com mão-de-obra terceirizada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O valor nominal saltou de R$ 857 milhões em 2002, último ano da gestão FHC, para R$ 1,96 bilhão em 2006.
    Já a elevação do gasto com funcionários contratados no mesmo período foi de 15% reais. Em quatro anos, a máquina aumentou em 185 mil os efetivos - de 804 mil para 989 mil. O discurso oficial de Lula tem sido o de que é preciso diminuir a terceirização e contratar servidores.
    Folha
     
    O mais interessante no governo Lula, quando se discute qualquer problema — da ética à aritmética —, é que não há uma só explicação oficial que pare em pé. À reportagem da Folha, o governo diz que cortou 33 mil terceirizados — o que era objeto de severos protestos da CUT quando FHC era presidente. Mas se trata de uma explicação petista, certo? Cortaram, mas as despesas aumentaram, já descontada a inflação, em 75%. Como pode? Com eles, sempre pode.
    “Não existe contradição no discurso do governo porque as funções permanentes do estado que eram exercidas por servidores terceirizados estão sendo substituídas por servidores efetivos, em acordo até com termo de ajuste de conduta acertado com o Ministério Público do Trabalho", afirma a nota do Ministério do Planejamento enviada à reportagem. Entenderam? Não? Nem eles. Não queriam explicar, mas apenas confundir. Como o Chacrinha.
    Se o ministro Paulo Bernardo fosse médico, não um bancário, e um paciente seu evoluísse de um resfriado para um de pneumonia, ele diria: “Não há contradição entre os dois quadros. Podem ver que ele já não está mais com o nariz congestionado”.
    Reinaldo Azevedo
     
    O governo paulista gasta R$ 290,5 milhões por ano com funcionários que faltam ao trabalho por motivo de saúde, informa Simone Iwasso. Em 2005, foram 5,5 milhões de ausências - 4 milhões apenas na educação -, englobando 444 mil servidores. Justificadas com a apresentação de atestado médico, as faltas atingiram o índice de 9,8%. Isso significa que, para cem dias contratados, um servidor deixa de trabalhar quase dez.
    Estado
     
    O governo Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrentou recentemente o descontentamento dos controles militares de tráfego aéreo, que reclamavam entre outras coisas do baixo salário, comprimiu o gasto per capita com servidores militares, enquanto expandia o dos civis.
    Segundo a nota técnica 01/ 2007 do Ministério do Planejamento, enviada à Câmara em 23 de março, o custo unitário médio do servidor militar, que engloba gasto com salários, encargos e benefícios, caiu 19,2% entre 2002 e 2006, em termos reais. No mesmo período, o custo médio com civis subiu 5,29% acima da inflação medida pelo IBGE. Os dados se referem a servidores da ativa.
    Em quatro anos, Lula aumentou a máquina militar em 51,94%, muito mais do que a estrutura de servidores civis, que cresceu 7,65%. Mas a incorporação de 145.085 militares não foi acompanhada por injeção de recursos correspondente."
    Folha
     
    De novo??????
    Lula já sabe qual será a origem da primeira dor de cabeça com seu recém-escalado time. O Ministério Público Federal avisou o presidente de que está prestes a ser concluída uma nova denúncia contra o titular dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), que já responde a três processos na Justiça Eleitoral por fatos relativos à campanha de 2006 para o Senado.
    Dos processos do ministro, o mais delicado o acusa de compra de votos. Sua campanha teria fornecido tíquetes de combustível juntamente com santinhos do então candidato numa carreata em Manacapuru. Mas não é nenhum desses casos que deve complicar a vida de Nascimento. Segundo o recado dado a Lula, o novo revés remete ao mecanismo do mensalão
    Folha
     
    Eis o mensalão da Infraero - Numa queixa-crime repleta de provas, empresária denuncia que seu sócio paga mesada a diretores da Infraero.
    Numa queixa-crime repleta de provas, empresária denuncia que seu sócio paga mesada a diretores da Infraero 
    "Não se trata apenas de mais uma auditoria do Tribunal de Contas da União. Desta vez, uma vasta documentação, que inclui contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador está em poder da Polícia Federal do Paraná e comprova que dentro da Infraero há anos existe um milionário “mensalão”.
    Os documentos foram entregues pela empresária Sílvia Pfeiffer, e pode ser o fio da meada para explicar por que o TCU tem encontrado tanto superfaturamento e licitações irregulares na contabilidade da estatal. A empresária de 47 anos trabalha há 20 com obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros e sua empresa financiou parte do tal mensalão.
    Mais do que relatar sua história e entregar documentos para a PF, Sílvia está disposta a comparecer a uma CPI para detalhar tudo o que sabe. São revelações importantes que envolvem até um amigo pessoal do presidente Lula: o empresário Walter Sâmara, também do Paraná.
    Ele freqüenta os churrascos do presidente, cruza o Brasil a bordo de seu próprio avião e teria recomendado a Sílvia que procurasse uma secretária de Lula para tratar sobre dinheiro para o PT. Econômico em palavras, o superintendente da PF no Paraná, delegado Jaber Saadi, tem plena ciência do teor explosivo do material que tem em mãos e, talvez por isso mesmo, limita-se a confirmar o recebimento dos documentos. “Mandei instaurar inquérito”, diz
    Isto E’
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Os dados mostram que a máquina estatal está inchada, desperdiça muito, é extremamente cara (37% do PIB) e garante estabilidade a bons e maus funcionários. Por que os jovens buscam emprego nessas organizações ineficientes? Uma pesquisa realizada por Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas, mostra que os ganhos dos servidores públicos são substancialmente mais altos do que a média do setor privado.
    Folha
     
    É devastador o relatório sobre trabalho e renda do Boletim Políticas Sociais do Ipea, edição especial, que analisa a primeira década do real, 1995-2005. A qualidade do trabalho e a oferta de emprego não melhoraram, além de ter ocorrido uma reafirmação do clichê politicamente incorreto que é o sistema econômico brasileiro: negros, mulheres, jovens periféricos e gente sem instrução seguem mais à margem
    Folha
     
    Para centenas de milhares de crianças e adolescentes do Brasil, o ano letivo ainda não começou por falta de professores. Só em Pernambuco são cem mil estudantes de 7 a 14 anos sem aulas. Em Alagoas, são 50 mil, numa situação que o governador Teotônio Vilela Filho chama de dramática. Outros 120 mil vão concluir o ensino médio sem ter estudado matemática, física, química e biologia.
    Globo
     
    Berço esplêndido da impunidade, o Brasil é também um país de muitas leis. O ordenamento jurídico brasileiro tem um total de 181.318 normas legais, segundo levantamento da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. O impressionante é que, desse universo, 53 mil leis estão realmente em vigor. Há um pouco de tudo: leis que colidem até com a própria Constituição, outras que já foram revogadas, algumas que o tempo tornou obsoletas e tantas outras que servem apenas para confundir.
    O pior desse cenário é que elas não param de ser produzidas. Diante da pressão do eleitorado por serviço, deputados e senadores estão sempre redigindo mais leis, muitas vezes sem a menor necessidade. Só na última legislatura foram aprovadas 14 emendas constitucionais, 8 leis complementares, 762 leis ordinárias e 3.687 decretos legislativos.
    Estado
     
    A indústria nacional produziu, nos últimos cinco anos, 2,3 milhões de armas, cinco vezes mais que as 464 mil recolhidas na campanha de desarmamento de 2005. Só ao mercado nacional foram destinadas 531 mil destas armas.
    Globo
     
    Criminosos obrigaram garis da Comlurb que faziam a coleta de lixo no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Centro do Rio, a colocar três corpos dentro do caminhão na tarde deste sábado
    ...
    Moradores de Inconfidentes, no Sul de Minas Gerais, estão assustados com a violência. Até o quartel da Polícia Militar da cidade foi alvo dos ladrões. Os criminosos arrombaram a porta do quartel e tentaram quebrar o alarme, que disparou. Eles conseguiram fugir com um radiocomunicador da polícia.
    Portal G1
     
    Um pais com a saúde publica quase perfeita....
    Perfeita bagunça - O Jornal da Band revelou há dias que em BH exames médicos do SUS são marcados só para 2010. É o que Lula chama de "saúde perto da perfeição".
    Claudio Humberto
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    Funcionários usaram até filhos de empregados domésticos para engordar o contracheque com o benefício de R$ 428,37 concedido a dependentes menores de 6 anos de idade. Um servidor faturava mais de R$ 4 mil por mês com a irregularidade.
    Correio
     
    Como funciona o bilionário leilão de cargos no governo Lula - O bilionário leilão de cargos - Há no governo 24 mil postos de confiança e 11 partidos cheios de apetite. O país conhece bem essa experiência e ela não costuma dar certo.
    Epoca
     
    O presidente da Assembléia Legislativa do Pará, deputado Domingos Juvenil, pau-mandado de Jader Barbalho, segue o mau exemplo da governadora nepotista Ana Julia Carepa (PT), sua aliada: nomeou o sobrinho Edmilson de Souza Campos como chefe de gabinete, a mulher Ruth Souza e a sobrinha Joyce Jeanne Campos Bezerra como assessoras. Ozório Góes Souza, seu filho, é o subprocurador-geral da Assembléia. O deputado Domingos só não nomeou o filhão Ozório procurador porque o cargo é de Maria Eugênia Rios, assessora jurídica do chefe Jader Barbalho.
    Claudio Humberto
     
    Ainda a estupida morte do garoto....
    Eles podem ser soltos - Deputados aprovam, sem ler, projeto que dá liberdade provisória a autores de crimes hediondos.
    Veja
     
    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)
    Por que Lula é tão popular? - Porque a economia vai bem, ele tem um carisma que o torna diferente dos outros políticos e governa quase sem ser incomodado pela oposição.
    Epoca
     
    Na articulação entre tucanos e petistas para acabar com a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou seu empenho público no assunto a um acordo entre os governadores José Serra e Aécio Neves -tucanos que administram, respectivamente, São Paulo e Minas Gerais.
    Lula avalia que deve ser da oposição a articulação para aprovar uma emenda constitucional que coloque fim à possibilidade de reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Crê que assumir essa batalha lhe trará desgaste
    Folha
     
    Nada contra o fim da reeleição. Tudo contra os alvos e os métodos usados. Novamente os tucanos mostram que são mais do que primos dos petistas. Eles são irmãos siameses, incestuosos. E estão dispostos a vender a ordem democrática por menos do que um prato de lentilhas. São dogmáticos, autoritários, oportunistas. Como o foram ao instituir a re-eleição e outras teratologias. Eles falam a mesma lingua dos nossos totalitários. Apenas exibem um sotaque assim assim...um sotaque Daslu.
    Mas as falas e os atos são Mas os atos e as falas são idênticos.

    Prof. Roberto Romano no seu blog
     
    Espetáculo do crescimento : ainda não contaram para os russos...
    O crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) esperado pelo governo este ano não será suficiente para combater o desemprego. Para garantir a abertura dos 3,6 milhões de empregos necessários, a economia teria de crescer 5,4%, segundo avaliação do economista Márcio Pochmann. Um em cada dois desempregados no País hoje tem idade abaixo de 25 anos.
    Estado
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Alvo certo da CPI do Apagão Aéreo que o Congresso está prestes a instalar, a Infraero vive uma espécie de 'efeito Orloff' da situação enfrentada pelos Correios em 2004, palco de escândalo nacional depois da malsucedida experiência do loteamento político por pelo menos três partidos (PT, PMDB e PTB). O organograma da Infraero acomoda 33 postos de comando - do presidente e seus 5 diretores aos 19 superintendentes nacionais e 8 regionais espalhados pelo País. Mas o exame minucioso do colegiado revela que a empresa é dirigida por um consórcio eclético de fisiologismo que junta seis partidos aliados e de oposição ao governo.
    Convivem ali afilhados de parlamentares do PT, PMDB, PTB, PSB, do recém-criado PR (ex-PL) e até do antigo PFL, rebatizado no mês passado de Democratas. Todos atentos aos R$ 878 milhões de investimentos em aeroportos que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê para este ano.
    Esse cenário inspirou o brigadeiro Edilberto Sirotheau a escrever uma carta de demissão premonitória da Superintendência de Segurança Aeroportuária, em abril de 2005. Sirotheau deixou a Infraero denunciando a “obsessiva prioridade às obras que proporcionam ´visibilidade´, em detrimento das necessidades operacionais”. O brigadeiro previa “ocorrências graves em futuro próximo”.
    A profecia do brigadeiro se cumpriu 17 meses depois, com o choque entre um jato Legacy, da Excel Aire (EUA), e um Boeing da Gol, que matou 154 passageiros. A tragédia desencadeou a operação-padrão dos controladores e trouxe à tona casos como o do Aeroporto de Congonhas: obras em ritmo apressado nos salões de embarque para acomodar lojas e publicidade, com mais conforto, sem dúvida, para os passageiros, mas com a reforma das pistas atrasada em pelo menos quatro anos.
    Estado
     
    O saco de gatos
    Um consórcio de seis partidos divide os 33 postos de comando da Infraero. O fisiologismo na estatal, que tem R$ 878 milhões para investir em aeroportos este ano, é alvo certo para a CPI do Apagão que o Congresso está prestes a instalar.
    Estado
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Gasto da União com terceirizados sobe 75% na gestão Lula
    Estado: Faltas de servidores custam R$ 290 milhões por ano a SP
    Globo: País tem milhares de crianças matriculadas,mas sem aulas
    Correio: Golpe do Celular - Brasilienses sofrem uma tentativa a cada 17 horas
    Veja: Como aproveitar o Real forte
    Época: Sim ou não? - Está aberta a discussão sobre o aborto  
    IstoÉ: O incômodo poder do amigo de Lula  
    IstoÉ Dinheiro: Superamigos  
    JB: Falha do controle aéreo põe em risco vôos do Rio
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    O incômodo poder do amigo de Lula - Roberto Teixeira - Ele já deu teto e alterou o próprio nome do presidente. É tratado como compadre e agora será investigado por uma CPI. Por que o advogado Roberto Teixeira provoca reações tanto na oposição como entre aliados?
    Isto E’
     
    O Planalto tem fundadas razões para recear a nova CPI do caos Aéreo, que está em vias de ser requerida no Senado. A oposição pretende protocolar o pedido de abertura da investigação na Mesa do Senado até a próxima quarta-feira (18). E já tem um primeiro alvo: o advogado Roberto Teixeira (foto), compadre e íntimo amigo de Lula.
     “A convocação de Roberto Teixeira é inevitável”, disse ao blog, na noite deste sábado (14), o senador José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado. “A Venda da Varig foi operada por ele. Esse é um dos motivos que levam o governo a ter tanto medo da investigação. Eles temem que o compadre do presidente se transforme no Paulo Okamoto desta CPI”, acrescentou o senador, referindo-se ao presidente do Sebrae, que pagou uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula com o PT.
    Blog do Josias
     
    Sobre o partido no poder....
    Virou um caso de polícia a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários que cardeais do PT fundaram há 11 anos. Inquérito criminal foi aberto pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), órgão da Secretaria de Segurança Pública do Estado, para apurar denúncia de fraudes, superfaturamento de obras, apropriação indébita, desvio de verba da instituição e formação de quadrilha.
    O inquérito foi instaurado por requisição do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público Estadual que apura casos de corrupção e má gestão de recursos. ...... A Promotoria suspeita de que executivos da Bancoop teriam formado organização para “cometimento de ilícitos de natureza penal”.
    O promotor de Justiça do Consumidor Paulo Sérgio Cornacchioni escreve: “A se considerar a possibilidade de vários administradores (da Bancoop) se haverem associado a terceiros e, organizadamente, todos em concurso subjetivo, praticarem reiteradamente aqueles delitos, estar-se-ia diante do crime de bando, descrito no artigo 288 do Código Penal.” Criada em 1996 por iniciativa da cúpula do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Bancoop constituiu-se numa associação sem fins lucrativos, destinada à construção de prédios de apartamentos, a preço de custo, em benefício dos cooperados.
    Ricardo Berzoini, deputado federal, presidente do PT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários, é um dos fundadores da Bancoop. Ele não é citado nas irregularidades, mas poderá ser chamado para depor. O Estado procurou Berzoini, mas não obteve retorno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é dono de apartamento da cooperativa no Guarujá.
    Estado
     
    A ala de José Dirceu, Ricardo Berzoini e Antonio Palocci Filho, há 12 anos no comando do PT e protagonista de seus maiores escândalos, voltou a ser desproporcionalmente privilegiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na montagem do ministério. Conhecida como Campo Majoritário, a tendência detém 42% do Diretório Nacional petista, mas foi contemplada com 56,25% das pastas destinadas ao partido (9 entre 16). Antes da reforma, o Campo tinha 47,1% dos ministérios
    Folha
     
    O Rio de Janeiro continua lindo...
     O Estado do Rio de Janeiro, que pediu o auxílio das Forças Armadas no combate à violência, paga hoje o segundo menor salário aos policiais militares do país.
    Folha
     
    Justiça....
     A Polícia Federal divulgou neste sábado (14) o valor da grana e dos bens apreendidos na véspera nas batidas da “Operação Furacão”. Noves fora 51 carros, a maioria importados, recolheram-se monturos de reais –em moeda sonante e em cheques—, dólares, euros e libras. Eis o resultado da coleta:
             R$ 15 milhões (R$ 10 milhões em dinheiro e R$ 5 milhões em cheques);
             US$ 300 mil;
             34 mil euros;
             400 libras.
    É uma dinheirama que estava guardada, por assim dizer, debaixo do colchão. Para transportar tanta pecúnia pelas ruas convulsionadas do Rio de Janeiro, os policiais viram-se obrigados a requisitar um carro-forte. Imagine-se o que essa gente não tem guardado nos bancos, aqui no Brasil e alhures!
    Neste sábado, os 25 detidos, entre desembargadores, advogados e mafiosos do bicho, começaram a ser inquiridos na carceragem da PF, em Brasília, para onde foram transferidos. Valeram-se da única arma à disposição daqueles que não têm argumentos: o silêncio.
    Blog do Josias 
     
     

    Perolas (cont)

    Sobre a America LatRina
    Os equatorianos decidem hoje se o país fará nova Constituição. O presidente Rafael Correa quer reconstruir toda a estrutura do país
    Estado
     
    A Venezuela quitou antecipadamente suas dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial (Bird), economizando assim US$ 8 milhões, afirmou neste sábado (14) à imprensa o ministro venezuelano das Finanças, Rodrigo Cabezas.
    "Senhores do Fundo Monetário Internacional, senhores do Banco Mundial, tchau a vocês, a Venezuela é livre", declarou Cabezas.
    Portal G1
     
    Perolas Internacionais
    Enquanto lutava em vão para preservar seu emprego, o controverso locutor de rádio americano Don Imus argumentou que os cantores de rap com freqüência “difamam e humilham mulheres negras” empregando “termos piores que eu jamais usei”. Essa afirmação foi feita por diversas pessoas durante a confusão que culminou com a demissão de Imus, na última quinta-feira (12), depois que o radialista chamou as mulheres do time de basquete Rutgers de “putas de cabelo sujo e espesso”. Agora que Imus foi silenciado, alguns críticos estão vasculhando o dial do rádio para atacar o hip hop, engrossando o movimento crescente contra as letras ofensivas do rap.
    Portal G1
     
    Estorias do Brasil
    Moura Cavalcanti era governador de Pernambuco quando um jovem parente de quem não gostava concluiu Medicina. Ele comentou com o secretário de Planejamento, Luiz Otávio:
    - Já sei o que vai acontecer. Este garoto não tem consultório e vou ter que acabar nomeando-o para algum lugar no governo do Estado.
    - Há um jeito de amenizar o problema...
    - Qual? - animou-se Cavalcanti.
    - O senhor pode nomeá-lo
    médico legista. Pelo menos os pacientes não vão reclamar.
    Claudio Humberto
     
    Da Serie recordar é viver
    Nascer nos anos 50 ou 60 foi barra.
    Uma geração foi feita para romper com a anterior, mas essa chegou ao mundo para mudar todos os conceitos de várias gerações. 
    Faz apenas 50 anos que apareceu a televisão, o chuveiro elétrico, a declaração dos direitos humanos e a revista Playboy. 
    Casar era pra sempre, sustentar filhos era até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na sala de jantar. As avós eram umas velhinhas e hoje uma mulher de 40 ou 50 anos é um mulherão. Todos nos vestimos como nossos filhos. Não existem mais velhos como antigamente. Essa foi uma geração que mudou tudo. Culpa da pílula, dos Beatles, da Internet, da globalização, do muro de Berlim, da televisão, da tecnologia, do Viagra. Até morrer ficou diferente. Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isto aconteceu logo depois de completar 57 anos. Hoje se morre com 80 ou aos 90 e é um vapt-vupt. Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quer poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão. 
    Hoje Aprendemos a ouvir as crianças falando sobre namorado da mãe e o pai do irmão e temos apenas 15 minutos para ficar com a certeza de que tudo isso é normal e saudável. As pessoas que têm mais de 40 anos têm 15 minutos para dar uma opinião sobre o clima da terra, o aquecimento global, os transgênicos, as mortes das baleias, a guerra da Chechênia,o orgasmo múltiplo, a venda e a falta de empregos, os muçulmanos, a reforma agrária. 
     As pessoas de mais de 40 anos aprenderam à tapa e na rapidez a assimilar todas as mudanças do mundo. Os filhos, por falta de emprego, não têm mais anseios de ir embora. Ficam morando eternamente e mandando na casa e com os controles remotos da TV, do DVD, do ar-condicionado na mão. Afinal, quem detém o poder do controle remoto manda na casa. São eles. 
    Para as pessoas de mais de 40 anos, palhaço era o Carequinha da TV Tupi. Hoje o povo inteiro é  palhaço e  pateta. 
    Ladrão era o Meneguetti. Hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara, do Senado e de uma cidade que não existia, chamada Brasília. 
    Naqueles tempos, frango jamais ficava gripado,  Presidente do Brasil era alfabetizado, experiência com feijão e algodão germinando a gente fazia na escola e não em vôo espacial. Movimento social era reunião dançante, dia da mentira não era data nacional, piercing quem usava era índio botocudo, mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde se divide dinheiro.
    Caseiro não era mais ético do que ministro; quadrilha era dança e não razão de existir de partido político; operário era padrão e não rimava com ladrão.
    Pizza se comia em casa e era bem alta, com molho de tomate e mussarela; hoje entregam uma a toda semana no Congresso do Planalto. O clube dos cafajestes eram uns playboys e não um País. 
    As pessoas de + de 40 anos estão assim meio tontas, mas vão levando.
    Fumaram e deixaram de fumar, beberam um whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral,  não têm mais certeza de nada e a única música do Beatles a tocar é "Help". Pára Brasil, que os caras de mais de 40 anos querem descer." 
    Ao ler esta mensagem dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade! Que a nossa realidade está de fazer vergonha! E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"?
    Internet
     
     
    Os Pensamentos do Dia
    A Mesma Chance
    Há duas semanas, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) completou 85 anos. A República tinha apenas 33 anos e a Abolição, 34, quando o partido foi criado, carregando a certeza da utopia comunista e uma estratégia revolucionária: tomar o poder e estatizar os meios de produção para construir uma sociedade igualitária.
    Em torno dessa utopia e dessa revolução, o Brasil teve uma militância atuante. Graças à utopia e à militância, o PCdoB, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e os grupos de esquerda ligados a Igreja Católica foram decisivos na formação política de gerações inteiras de brasileiros, mesmo daqueles que não concordavam com aquelas idéias.
    Foi por meio desses sonhos e dessa combatividade que uma geração conheceu e se posicionou a favor ou contra o marxismo, a teologia da libertação, o desenvolvimentismo e até, por oposição, ao capitalismo global que hoje prevalece.
    Mas a utopia deu lugar à perplexidade e a revolução, ao acomodamento. No começo do século XXI, os heróis se fizeram funcionários, a militância se transformou em filiação, a trincheira virou cargo, os partidos tornaram-se siglas, a história ficou presa à política. Os filiados de hoje em partidos chamados de esquerda caíram na perplexidade e no acomodamento. Nas comemorações de seus 85 heróicos anos, o PCdoB não é exceção: PT, PPS, PSB e o meu PDT também caímos na perplexidade e no acomodamento.
    Nosso grau de desafio é retirar a juventude da indiferença, dar-lhe outra vez uma utopia e uma revolução. Tirá-la do desencanto ou, pior, da briga mesquinha, limitada a cargos e salários ou, ainda pior, da droga e da criminalidade.
    A utopia não é mais o socialismo ou o comunismo. Nem é tampouco a simples continuidade do desenvolvimento econômico, que hoje aquece o planeta e é responsável pela apartação: depredador da natureza e concentrador de oportunidades e renda.
    Na nossa realidade, a máxima utopia é a garantia de “mesma chance” para cada brasileiro: sonho de que todo cidadão, ao nascer, receberá oportunidade igual para desenvolver seu potencial. Utilizar o seu esforço com a mesma chance, independente da renda da família em que nasceu, do gênero, da raça, até mesmo de deficiências físicas e mentais que possam ser compensadas.
    Alguns terão mais sucesso que outros, graças à vocação, ao talento e à persistência. Mas todos terão a mesma chance. O caminho para esta utopia é a educação: uma revolução na educação capaz de fazer, em pouco tempo, com que as escolas dos pobres nas favelas sejam equivalentes em qualidade às escolas dos ricos em condomínios. Quando isso acontecer, as favelas já não serão pobres e os condomínios não precisarão de muros. O Brasil terá derrubado o muro da sua desigualdade interna e o muro do atraso em relação aos países desenvolvidos.
    Ainda mais. Será a escola que conseguirá garantir a mesma chance entre a geração de hoje e as gerações futuras, educando para impedir a monumental tragédia do aquecimento global. É a educação que permitirá mudanças nos hábitos de consumo e oferecerá as técnicas para a revolução científica e tecnológica que poderá reverter o desastre ecológico.
    A mesma chance, pela educação. Essa é a única utopia e uma boa utopia, democraticamente realizada, sem exigir irresponsabilidade econômica ou fiscal, sem autoritarismo, sem quebra de regras. Possível, mas difícil por causa do vício das velhas utopias, abandonadas pelo acomodamento da militância, mas ainda alardeadas em teorias como forma de iludir o acomodamento. Palavras antigas escondendo a passividade.
    Nós já enganamos nossos filhos com as promessas da igualdade comunista, já jogamos nossos filhos na desesperança e no acomodamento. Talvez ainda haja esperança de despertar nossos netos para a luta por uma revolução educacional que ofereça a utopia da mesma chance para todos.
    Cristovam Buarque
     
    EU ENTENDO de algumas coisas, mas de outras confesso minha total ignorância.
    Do assunto Franklin Martins, por exemplo. Só para começar, o que faz uma pessoa que ganha - e sem nem fazer muito esforço - entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por mês, se demitir para aceitar um cargo onde vai passar a ganhar R$ 8.000. Estranho, não?
    É bem verdade que nesse novo cargo ele vai ser, no lugar de jornalista, ministro, e colado ao poder. Será então vaidade? Ambição?
    Mas ainda tem mais; a pessoa em questão, Franklin Martins, era dos melhores comentaristas políticos da TV, um homem corajoso, que não deixava de dizer o que pensava em relação ao governo - esse mesmo governo de que agora é empregado.
    Quem acompanhou os duros tempos da ditadura sabe que quem escreveu a famosa carta aos militares, exigindo a libertação de 15 companheiros em troca da vida do embaixador americano, Charles Elbrick, foi Franklin Martins. Bela carta, aliás. Não passa pela cabeça de ninguém que uma pessoa com aqueles ideais aceite ser porta-voz do governo do presidente Lula, a quem ele nunca poupou. Bela jogada do presidente, aliás. Mas tem mais: além de porta-voz, é ele quem vai cuidar de toda a publicidade do governo. Isso significa que se algum jornal disser alguma coisa que ele ache que não caiu bem, ele tem o poder de cortar a publicidade dos órgãos oficiais - Banco do Brasil, Caixa Econômica, e por aí vai. Não só o poder como o dever, penso eu. Não vamos também nos esquecer de que um dos 15 libertados no episódio do seqüestro do embaixador foi o ex-deputado cassado José Dirceu, que não cansa de mexer seus pauzinhos para ser anistiado, e agora já está metido até em negócios com o etanol.
    Eu queria que alguém me explicasse se está certo Franklin Martins aceitar esse emprego. Com isso ele joga no lixo sua biografia, o que talvez para ele não tenha a menor importância. Mas para muita gente tem.
    Eu, uma modesta cidadã, não vou acreditar mais em uma só palavra do que ele disser, e vou ficar de olho nessa história da publicidade oficial,
    que vai estar nas mãos dele.
    Até agora não ouvi nem li ninguém falar sobre o assunto, dizer se  ele fez bem ou mal em assumir o tal cargo, se ele não deveria ter recusado.
    Em outros tempos - até umas duas semanas atrás - eu ficaria orgulhosa de ser apresentada a esse homem que teve coragem para tanta coisa.
    Hoje, mais não. Será que é o passar dos anos que faz com que as pessoas mudem? Ou eu estou completamente errada e ele tinha todo o direito
    de aceitar ser porta-voz do governo Lula?
    Preciso que alguém me esclareça, alguém em quem eu acredite, alguém  que seja correto, honesto, que não tenha mudado com o tempo. Que tenha conhecido Franklin Martins profundamente, e que possa me explicar o que se passou com ele, se é normal que as pessoas mudem, até para que eu entenda que a vida é assim mesmo, e me conforme com isso, ou se continuo com minhas opiniões, mesmo sozinha, mesmo que talvez errada.
    E a única pessoa que gostaria que me falasse sobre isso, e na qual eu acreditaria, chama-se Fernando Gabeira. Eles foram companheiros,
    Gabeira deve entender.
    Diga alguma coisa a respeito, Gabeira; diga tudo que você acha, Gabeira, porque estou precisando de sua opinião.
    Aliás, só da sua.
     Danúza Leão na Folha

    Perolas

       
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    Perolas e Frases do dia......
     
    Qual cidadão de pensamento progressista em 1974 não votou no Quércia para senador? Quem é o progressista que, em 1978, não votava em Jader Barbalho no Pará para deputado federal?
     LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA em jantar com o PMDB na quarta-feira, ontem na Folha.
     
    Os observadores mais atentos, digamos um quarto dos entrevistados, associam a crise aérea ao governo. E também identificam nos métodos de montagem do gabinete as sementes da corrupção. No entanto, isso é apenas uma parte do país, universo da classe média, com seus editorialistas e formadores de opinião..... Nenhum esquema de poder é eterno. Mas este satisfaz à maioria dos políticos. Eles adoram as benesses do governo. Resta a oposição, mas ela é pequena e, sinceramente, não leva jeito para o papel.
    Fernando Gabeira na Folha Artigo completo nos Pensamentos do Dia
     
    Sociedades arcaicas tendem a cultuar o banditismo. Foi assim na Inglaterra do século XIV. Foi assim na Itália do século XVI. A gente ainda está estacionado nessa fase. Por isso os cangaceiros entraram para o imaginário nordestino. Por isso Lula foi reeleito
    Diogo Mainardi na Veja. Artigo completo a seguir
     
    Lula escolheu cinco ministros do PMDB e três do PT. Ele não sabe, mas acabou de enfiar o pino de 110 na tomada de 220
    Millor
     
    "Se o STF manteve o indiciamento de Hamilton Lacerda, que era coordenador da campanha, como pode ser [arquivada a acusação]?"
    DIÓGENES CURADO FILHO delegado da PF em Cuiabá (MT), sobre o STF ter arquivado o inquérito contra o senador Aloizio Mercadante, ontem na Folha.
     
    Já vi filhote de pombo, enterro de anão e cabeça de bacalhau, MAS NÃO VI O GOL MIL DO ROMARIO!"
    Cartaz em uma Kombi, segundo o blog do Ancelmo Gois
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    De novo??????
    Um dos expoentes do PMDB, partido que anda em lua-de-mel com o governo, o incorrigível deputado Jader Barbalho, recebeu o que pode ser um presentaço de 80 milhões de reais do governo. Em sua fachada, tudo parece se resumir a uma simples rearrumação societária, seguida de uma prosaica transferência de uma concessão de televisão de uma empresa para outra, de modo a adequar tudo à legislação. Examinado nos detalhes, o negócio é uma forte sugestão de que o governo deixou-se sucumbir a expedientes marotos com o objetivo de favorecer o novo aliado.
    O desfecho se deu no dia 21 de dezembro passado, quando o presidente Lula assinou um decreto autorizando que Jader transferisse sua concessão da Rede Bandeirantes no Pará. A concessão pertencia a uma empresa atolada em dívidas com o Erário, a RBA. Pois bem, ela foi transferida a uma empresa devidamente saneada, a Sistema Clube do Pará. A RBA tem uma dívida monumental com a União. Deve 82,4 milhões de reais à Receita Federal, ao INSS e ao fundo de garantia. Mesmo assim, conseguiu autorização oficial para livrar-se de uma concessão de TV, seu principal patrimônio, que foi parar no aconchego de uma empresa saneada. A RBA, agora sem televisão, vai certamente ser cobrada por suas dívidas junto à União, mas, como não tem capital para saldá-las, a conta vai ficar dependurada. Com a palavra o procurador Rômulo Moreira Conrado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, que examina o caso: "Com certeza, tudo foi feito para que a emissora continue operando sem pagar suas dívidas".
    Veja
     
    No Podcast do Diogo: corrupção e um pouco de sexo...
    Ouçam o podcast do Diogo Mainardi. Ele ficou sabendo que um deputado da oposição foi convidado a integrar a base do governo. Condições: R$ 100 mil no ato e pensão mensal de R$ 40 mil. Escreve Diogo: “O lulismo é tão ordinário, é tão vagabundo, que compra deputados no crediário. É o deputado varejista. O segundo mandato de Lula está começando exatamente do mesmo jeito que terminou o primeiro”.
    Diogo faz em seguida algumas questões. As três primeiras, ele poderia responder porque já sabe. As demais, ele promete investigar:
    - Qual é o nome do deputado?
    - De onde ele é?
    - Quem ofereceu o dinheiro?
    - De que maneira seria efetivado o pagamento?
    - Por meio de quem?
    - Qual é a origem do dinheiro?
    Ouçam o podcast. Diogo acaba falando também de sexo... Para ouvir, clique
    aqui
    Reinaldo Azevedo
     
    Um pais com a saúde publica quase perfeita....
    A Câmara dos Deputados pagou aos funcionários R$ 10 milhões em horas extras nos três primeiros meses do ano. Tanta produção não encontra eco no plenário: ontem, só 15 deputados trabalharam. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, admite rever a supressão das sessões de segunda-feira.
    JB
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    A Embaixada da França adverte: viajar ao Brasil pode ser muito perigoso. Em sua página na internet, ainda aconselha aos turistas: no país, reserve uma nota de R$ 50 para entregar, sem pestanejar, ao ladrão em caso de assalto.
    Folha
     
    País nega aos mais pobres acesso a anticoncepcionais - (...)E nós, no Brasil, que éramos 90 milhões em 1970 e hoje passamos dos 180, nós que fechamos os olhos para o fato de que 73% dos nascimentos acontecem nas classes D e E, até quando insistiremos na perversidade de negar aos mais pobres acesso aos métodos anticoncepcionais? Até quando adotaremos essa postura de avestruzes que colocará em risco o futuro de nossos filhos?
    Drauzio Varella: na Folha
     
    A turma da coluna não se cansa de denunciar os porcalhões que fazem o número 1 e até o número 2, em plena rua, na maior incivilidade. Mas o relato da leitora Maria Elisabeth Penna Pereira, sobre a cena que ela testemunhou nas franjas de um monumento carioca, dão o que pensar. Veja só:
    "A cidade se transformou num enorme banheiro público. E o pior: não são mendigos os únicos responsáveis por esse ato de selvageria. Homens de pasta, bem vestidos em plena luz do dia, como o que aconteceu numa 2ª feira às 11h da manhã. Ali estava um senhor de seus 40 anos, bem vestido, esguichando seu xixi na parte lateral do Teatro Municipal, alheio à passagem dos pedestres que como eu, ficaram constrangidos ao assistir a cena de total desrespeito e falta de educação".
    Blog do Ancelmo Gois
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    A CPMF, tributo criado para durar pouco e arrecadar recursos para gastos emergenciais com saúde, sempre causou polêmica. Sigla para contribuição provisória sobre movimentação financeira, ela há muito deixou de ser provisória e tampouco pode ser chamada de contribuição. Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso instituiu o tributo, em 1996, houve uma grita generalizada. O PT, por exemplo, disse que o tributo era inconstitucional e foi reclamar até no Supremo Tribunal Federal, sem sucesso. Seguiram-se quatro renovações, a última delas em 2003 – todas sob a estridente oposição dos setores produtivos da economia. Em dezembro deste ano, a CPMF perderá a validade, a não ser que o tributo seja prorrogado pela quinta vez. Para assegurar uma nova renovação, o governo botou o bloco na rua. Nos últimos dias, o presidente Lula fez acordos com governadores, prometeu dar uns caraminguás aos prefeitos e ameaçou demitir apaniguados da base aliada no governo – tudo para garantir que o Congresso aprove a prorrogação da CPMF até o fim de seu mandato, em 2010. O que mostra que, na reforma tributária, aquela que não existe, o único interesse do governo é sempre o mesmo: prorrogar a CPMF.
    Veja
     
     
    No início da década, o país assistiu à novela do superfaturamento das obras do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Nela, o protagonista era um juiz corrupto com apelido de chanchada, o "Lalau", e o fio condutor, o desvio de uma centena de milhões de reais. Na semana passada, uma história parecida começou a tomar corpo em Brasília. A Procuradoria-Geral do Trabalho pediu à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação criminal para apurar "prática delituosa" e "erros na execução de contratos" relativos à construção de sua própria sede. "Por sermos procuradores, temos de ser duplamente mais zelosos com a aplicação dos recursos públicos", declarou a procuradora-geral do Trabalho, Sandra Lia Simón. Esse zelo deveria ter alcançado o período anterior ao lançamento das fundações do prédio.
    Trata-se, afinal de contas, de outro elefante branco pago com o dinheiro do contribuinte: uma construção que, orçada inicialmente em cerca de 20 milhões de reais, custará 130 milhões de reais ao Erário. Ela terá 56 000 metros quadrados e abrigará, a princípio, 476 funcionários.
    Veja
     
    A Câmara dos Deputados pagou aos funcionários R$ 10 milhões em horas extras nos três primeiros meses do ano. Tanta produção não encontra eco no plenário: ontem, só 15 deputados trabalharam. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia, admite rever a supressão das sessões de segunda-feira.
    JB
     
    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)
    Dia desses, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), líder da minoria, cruzou com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, dentro do Plenário e o presidente o chamou:
    - Espero você às sete e meia - disse Arlindo, referindo-se a uma reunião com os líderes partidários na residência oficial da presidência da Câmara.
    - Mas tem de melhorar o cardápio... emendou Redecker.
    Diante da surpresa de um parlamentar que ouviu o diálogo tão amigável entre governo e oposição, Arlindo ainda explicou:
    - Ele foi meu eleitor no segundo turno...
    Assim anda o PSDB. Oposição, mas nem tanto.
    Cristiana Lôbo no seu blog
     
     
    Sobre o "noço lider"...
    Alguns me perguntam se Lula, ex-inimigo de Jader e Quércia, hoje aliado e apologista, vai elogiar também FHC algum dia. É claro que não. Falta ao ex-presidente tucano aquelas qualidades que tornaram os outros dois personagens notáveis da nossa história.
    Não sei se percebem. Mesmo a esquerdopatia delirante, o petralhismo mais ordinário, ainda que acuse o ex-presidente de “neoliberal” ou coisa parecida, não se atreve a chamá-lo de ladrão. Nem que seja de pipoca. E isso significa o seguinte: FHC não depende de Lula para lavar a sua reputação. No governo FHC, Jader apareceu algemado no Jornal Nacional. No governo Lula, ele aparece no Palácio do Planalto decidindo os destinos da nação. De fato, são perspectivas históricas inconciliáveis.
    Reinaldo Azevedo
     
    Manchetes de hoje
    Folha: PF prende juízes, delegados e bicheiros
    Estado: Juízes e bicheiros são presos em ação contra máfia do jogo
    Globo: PF desmonta rede de corrupção com bicheiros, juízes e delegados
    Correio: PF põe 25 figurões atrás das grades
    Jornal do Commercio (PE): Vândalos serão presos
    JB: F prende 25 e suspeita até de ministro do STJ
     
     
    Da Serie " de onde menos se espera é que não vem nada mesmo....."
     O delegado da Polícia Federal em Cuiabá (MT) Diógenes Curado Filho, responsável pela investigação sobre o dossiê contra políticos do PSDB, afirmou ontem que há contradição na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de arquivar o inquérito contra o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
    No inquérito do caso, concluído em dezembro, Curado indiciou Mercadante por crime eleitoral de caixa dois na campanha derrotada do senador ao governo de São Paulo.
    "Se [o STF] manteve [no inquérito] o indiciamento de Hamilton Lacerda, que era assessor e coordenador da campanha [de Mercadante], como pode ser [arquivada a acusação]?", questionou o delegado.
    Curado concluiu no inquérito que Lacerda, com aval de Mercadante, levou malas com US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão ao hotel Ibis Congonhas, em São Paulo, nos dias 13 e 15 de setembro de 2006.
    O dinheiro, apreendido pela PF, seria usado para comprar do chefe da máfia dos sanguessugas, Luiz Antonio Vedoin, documentos que buscavam envolver no esquema os tucanos Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência, e José Serra, que venceu a eleição para o governo de São Paulo.
    Segundo Curado, o dinheiro em reais saiu de caixa dois da campanha de Mercadante. Por isso o delegado indiciou o senador e o tesoureiro da campanha, José Giácomo Baccarin.
    "Há uma contradição. Pelo que sei, o procurador-geral pediu o arquivamento só para Mercadante, não para Baccarin. [O STF] concedeu [o arquivamento] de ofício [sem pedido formal] também para Baccarin. Não sei por que fizeram isso. Preciso ver o processo", disse.
    O delegado espera que, na conclusão do julgamento sobre o caso, o STF decida que a PF tem competência para indiciar autoridades com foro privilegiado, como o presidente da República e parlamentares. "Aí, realmente, pelo menos nisso, obteríamos uma vitória."
    Folha
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    Os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores não sabem o que fazer com o pedido do deputado Paulo Maluf (PP-SP), revelado ontem nesta coluna. Ele quer viajar a países que têm tratados de extradição com os Estados Unidos, e exige que o governo brasileiro faça gestões para garantir sua imunidade parlamentar. Há um mandado de prisão expedido contra Maluf pela justiça americana. O problema é que não há precedentes.
    Claudio Humberto
     
     A volta dos que nunca foram.....
    A obsessão de José Dirceu com o PSDB - que tanto mal causou ao governo Lula quando o ex-ministro dava expediente na Casa Civil - às vezes o leva ao ridículo.
    Hoje, ao comentar em seu blog as críticas pertinentes da revista "Economist" ao Brasil, num dos trabalhos mais equilibrados publicados pela imprensa estrangeira sobre o país recentemente, já que contém também vários elogios, Dirceu conseguiu escrever a seguinte pérola:
    "A revista não esconde o que quer: defender a agenda tucana".
    Então ficamos combinados assim: a "Economist", revista semanal mais influente do mundo, está aí publicando coisas só para agradar aos tucanos.
    Menos, Zé Dirceu, menos...
    Blog do Ancelmo Gois
     
    Da serie pensando bem
    O senado Romero Jucá (PMDB-RR) e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) foram chamados por Lula. Ele é líder do governo no Senado. Ela representa os interesses do Planalto no Congresso. Conversaram sobre a intenção de PSDB e DEM de instalar no Senado uma CPI para investigar o caos aéreo.
    "Queremos evitar a CPI aqui no Senado porque entendemos que hoje não há clima para isso na Casa”, disse Jucá. “Queremos mostrar, com bom senso, que nós estamos num ritmo de votações e de questões que são emblemáticas e necessárias de serem aprovadas nesse semestre. E uma CPI, de certa forma, tumultua esse relacionamento."
    O governo está certíssimo. Não há clima para uma CPI no Senado. Envenenaria o “clima”, quebraria o “ritmo”, tumultuaria o “relacionamento”. Um horror. Também não há clima para uma CPI na Câmara. Abriria uma guerra política justamente no instante em que o governo precisa de paz para votar o PAC.
    Há muito menos clima para duas CPIs –uma em cada Casa legislativa. Deputados e senadores esmiuçariam as negociatas da Infraero. Há sempre o risco de um ou outro congressista ser enredado na teia de suspeições, o que, além de ressuscitar a atmosfera da CPI dos Correios, prejudicaria o esforço para a recuperação da imagem do Legislativo.
    Não há clima para a imprensa publicar denúncias contra o governo. Manchariam a imagem do governo num instante em que a popularidade do presidente está nas nuvens. Tampouco há clima para que a oposição critique a situação. As ressalvas sonegariam a unanimidade a Lula. No limite, não há clima para a democracia, esse regime nefasto que tanto "tumultua os relacionamentos."
    Blog do Josias de Souza
     
    Sobre o partido no poder....
    O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), seguiu a risca o exemplo de Lula.
    Assim como o presidente, ele demorou mais de 100 dias para anunciar a equipe de seu segundo mandato - Lula ainda nem assinou a medida provisória que cria a Secretaria de Portos, parte da reforma.
    Assim como Lula, o governador chamou gente de vários partidos – Wellington chamou inclusive gente do Democratas (antigo PFL) – para assumir cargos.
    Assim como Lula, Wellington Dias aumentou a estrutura de governo para acomodar aliados.
    Foram cinco secretarias a mais do que as existentes, que perfilam 18 no total. Ao todo, o governador anunciou de uma vez só 64 novos funcionários, todos ocuparão cargos de confiança.  
    Noblat
     
    Justiça....
     Além de desembargadores, delegados, advogados, empresários e chefes do jogo do bicho, a Operação Hurricane, deflagrada nesta sexta-feira pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, investiga um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Chama-se Virgílio de Oliveira Medina. Não houve pedido de prisão contra ele. Entre os detidos está, porém, o irmão do ministro, Prendeu-se, porém, o irmão do ministro, o advogado Virgílio de Oliveira Medina. Baseando-se no conteúdo de grampos telefônicos, a PF e o Ministério Público investigam a suposta negociação de uma sentença expedida pelo ministro Paulo Medina. Envolve a liberação de máquinas caça-níqueis.
    Blog do Josias
     
    Escuta telefônica flagrou o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, conversando com o genro sobre a concessão de liminar liberando 900 máquinas de jogo. Suposto negociador da decisão, o genro, segundo a PF, ganhou da quadrilha um Mercedes-Benz. Já Alvin recusou presentes: "Minha parte eu quero em dinheiro."
    Estado
     
    Guardadas as proporções, a Operação Hurricane, no Rio, e a Operação Anaconda, em São Paulo, têm pontos em comum e lições a oferecer. Ao se ramificar no Judiciário, o crime organizado exige a participação de outros atores. A corrupção nessa esfera não se limita à ação individual do juiz. Requer a cumplicidade de magistrados, a cobertura de policiais corruptos e a intermediação de advogados envolvidos com as quadrilhas, além da prevaricação, para dizer o mínimo, de membros do Ministério Público
    Folha    

    Perolas (cont)

       
    Millor
    A única maneira de não ter idéias ultrapassadas é não ter qualquer idéia
     
    Tão realizado quanto o cara que acabou de dar um espirro
     
    Confesse: você não é pior sozinho do que mal acompanhado?
     
    Só louco rasga dinheiro? Bobagem. Nem louco rasga dinheiro. Experimente jogar uma nota de cinqüenta (ou mesmo de um!) num pátio de insanos
     
    O Paraíso, ninguém discorda, é a maravilha da criação divina. Mas por que Deus povoou aquilo com seres humanos, e não deixou lá, como querem os Verdes, apenas o mico-leão-dourado?
     
     
    Diogo Mainardi
    Disque "Diogo" para fazer lobby
    "A mulher de Franklin Martins me telefonou. Eram 10 da noite. Falamos por mais de uma hora. Muito educadamente, ela me apresentou seu curriculum vitae e perguntou que cargo eu autorizaria que ela ocupasse a partir de agora, com a ida de Franklin Martins para o ministério de Lula"
    Ninguém mais quer derrubar o Lula. Eu quero. Eu o derrubaria todas as semanas. Em vez de perder tempo comigo, leia atentamente a reportagem sobre Jader Barbalho. Se dependesse de mim, o caso derrubaria o presidente agora mesmo. O que falta para pedir a abertura de uma CPI da Bandeirantes? O que falta para responsabilizar Lula pelo rolo de 80 milhões de reais?
    Deve ser bom derrubar um presidente. Deve ser bom derrubar qualquer político. Apesar de meu fervor golpista, só tenho o poder de nomeá-los. Eu nomeei Franklin Martins. Ele virou ministro porque foi afastado da Rede Globo. E ele foi afastado da Rede Globo porque mostrei que sua mulher era assistente parlamentar do então líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante.
    Outro dia a mulher de Franklin Martins me telefonou. Eram 10 da noite. Falamos por mais de uma hora. Muito educadamente, ela me apresentou seu curriculum vitae e perguntou que cargo eu autorizaria que ela ocupasse a partir de agora, com a ida de Franklin Martins para o ministério de Lula. Respondi que ela poderia ocupar qualquer cargo no funcionalismo público, menos um cargo comissionado, como o que tinha no gabinete de Aloizio Mercadante. Ela achou ruim. Muito ruim. Para lá de ruim. Ponderou que, sem um cargo de comando, à altura de sua capacidade profissional, acabaria limpando as botas dos apadrinhados dos políticos. Repliquei que ela teria de se contentar em limpar as botas dos apadrinhados dos políticos enquanto seu marido fosse ministro. É isso: sou um fracasso na hora de derrubar o presidente, mas posso decidir o emprego do ministro e da mulher do ministro. Já tenho um futuro como lobista. No melhor dos casos, serei parceiro de Lulinha. No pior, de Vavá, o irmão de Lula.
    A popularidade de Lula impediu até hoje que ele fosse derrubado. Eu refletia a respeito do assunto enquanto lia Os Homens que Mataram o Facínora, livro que narra a história dos soldados que perseguiram, assassinaram e degolaram Lampião. O fato de refletir a respeito de Lula durante a leitura de um ensaio sobre cangaceiros pode indicar uma certa obsessão de minha parte. É verdade. Ocupei-me de Lula por tanto tempo que o caso já se tornou patológico. Vejo sua imagem estampada em todos os lugares. Vejo-a na mancha de café do sofá da sala. Vejo-a no bolor do queijo parmesão. Vejo-a na marca de suor da camisa do porteiro. É meu sudário blasfemo.
    Sociedades arcaicas tendem a cultuar o banditismo. Foi assim na Inglaterra do século XIV. Foi assim na Itália do século XVI. A gente ainda está estacionado nessa fase. Por isso os cangaceiros entraram para o imaginário nordestino. Por isso Lula foi reeleito. Mas um dia tudo muda. Como eu sei? A marca de suor na camisa do porteiro mostrava uma cabeça degolada.
    Veja
     
    A pesquisa do dia
    Escolha uma personagem para ser submetida à lavanderia de reputações do petismo e figurar no panteão do Bem, ao lado de Jader Barbalho e Orestes Quercia:

    ( ) Lobo Mau. Foi vítima do denuncismo vegetariano dos porquinhos da direita;
    ( ) Madrasta Má. A Cinderela era uma falsa boazinha tucana;
    ( ) Dick Vigarista. Penélope Charmosa era agente da CIA;
    ( ) A Rainha de Copas. Alice era agente do Mossad;
    ( ) O Príncipe Encantado. Shrek é uma metáfora do herói burguês
    Reinaldo Azevedo
     
    Os Pensamentos do Dia
    Um governo popular
    A PESQUISA CNT/Sensus revelou como está alta a popularidade de Lula. Dezenas de interpretações vão surgir. Gostaria de acrescentar uma gota d'água a esse oceano de tinta.
    Muita gente enfatiza o crescimento econômico. Acha um absurdo que o Brasil cresça apenas mais que o Haiti. E conclui, com isso, que o governo está perdendo apoio.
    Acreditamos demais no conceito de PIB. Já na década de 70, ele era criticado, porque não separava claramente as despesas das receitas. O aumento do salário dos burocratas, por exemplo, era um crescimento do PIB. Mais recentemente, com a emergência da consciência ecológica, uma nova crítica se impõe ao PIB.
    O crescimento econômico espetacular pode ser, ao mesmo tempo, um fator de destruição das riquezas nacionais. A destruição das florestas acrescenta alguns dígitos ao PIB, mas torna cada brasileiro mais pobre.
    Com suas imprecisões, o PIB não ajuda a entender o processo. Se nos voltamos para outra referência, a distribuição de renda, vemos que ela é a menos perversa dos últimos 30 anos. Isso não significa que os problemas estão resolvidos. De um ponto de vista popular, esta variável é bem mais importante que o crescimento. O que não significa que a distribuição seja sustentável sem crescimento nem que a incapacidade de absorver novos trabalhadores tenha pouco reflexo nos níveis de violência urbana.
    Cada um articula como pode as diferentes variáveis nacionais. A distribuição de renda é um fator decisivo nos governos de esquerda. Um caso limite é o de Cuba. É uma ilusão pensar que apenas a repressão política define a relativa adesão dos cubanos a Fidel.
    Restam outros fatores, como a incompetência e a corrupção. No caso da primeira, Lula é bastante hábil para ficar de fora, exigindo soluções rápidas, como se fosse um opositor construtivo. No que diz respeito à corrupção, ele se coloca de novo de fora, sentindo-se traído.
    Os observadores mais atentos, digamos um quarto dos entrevistados, associam a crise aérea ao governo. E também identificam nos métodos de montagem do gabinete as sementes da corrupção. No entanto, isso é apenas uma parte do país, universo da classe média, com seus editorialistas e formadores de opinião.
    Até que ponto é sustentável uma rede social, sem crescimento?
    Quando a violência urbana será associada ao ritmo do PIB, à corrupção, à incompetência? Nenhum esquema de poder é eterno. Mas este satisfaz à maioria dos políticos. Eles adoram as benesses do governo. Resta a oposição, mas ela é pequena e, sinceramente, não leva jeito para o papel.
    Fernando Gabeira na Folha
     
    10 Razões para o “Asco da Política”
    Nem sempre o clero é feliz quando se posiciona sobre questões políticas ou econômicas. Mas o arcebispo recém-empossado de São Paulo foi preciso na definição do momento atual do País: estamos dominados pelo asco em relação à prática política, e as conseqüências desse sentimento podem ser graves. Nossa opinião pública se apresenta ora apática, ora radical, sem conseguir influenciar em uma rota mais definida para o País: como um cão correndo atrás do rabo, repetimos as mesmas trapalhadas.
    1) A proposta de uma “super” TV estatal – Quem viu a foto de Hugo Chavez cercado de indivíduos uniformizados da cabeça aos pés, gritando palavras de ordem pode ter se divertido com a cena ou quase chorado ao ver o uso de métodos de verdade única que debocham da inteligência alheia e invariavelmente levaram as sociedades a traumas e fracassos. A proposta brasileira de criação de uma TV estatal de grande alcance soa inadequada para o momento, seja por criar mais despesa pública, seja pelo risco de trazer um risco razoável de ser utilizada como instrumento de propaganda política.
    2) A “mexidinha” no PIB – Esteja tecnicamente adequada ou não, a “mexida” no cálculo do PIB, e as interpretações que proporcionou lembram a célebre “arrumadinha” na inflação no final do governo Médici e outras patranhas do gênero. De uma hora para outra, a Velhinha de Taubaté, talvez, acredite que o Brasil transformou-se em um país de alto IDH (como Argentina, Chile e Uruguai, conclusão que não resiste a uma caminhada pela rua nesses países). Fica cristalizada a noção de que a economia cresceu mais nos últimos anos do que no período anterior (coincidentemente, quando havia governo da oposição). No mínimo, estranho.
    3) Os mecanismos de renda indireta e a imobilidade social- A complementação de renda como política pública de estabilidade social é utilizada com eficiência em diversos países, mas principalmente quando os beneficiários constituem uma minoria que se encontra em risco social, e não uma parcela considerável ou majoritária da população. Os mecanismos brasileiros, em sua maioria, não contemplam um componente de mobilidade social. Sem um componente educacional baseado em mérito e oportunidade, a renda complementar não tem caráter estruturante ou transformador, trazendo uma mensagem meramente assistencialista. O que devia ser investimento torna-se transferência. Não rompe o círculo vicioso da pobreza. É válido um debate mais amplo e corajoso sobre o tema.
    4) O tabu do planejamento familiar - Inexplicavelmente, esse assunto gera debates apaixonados.Se tivéssemos políticas mais amplas de planejamento familiar, teríamos menor pressão por programas sociais no presente e no futuro e as pessoas poderiam ser melhor atendidas por políticas públicas de saúde, educação e certamente teriam melhores oportunidades de trabalho – o perfil de remuneração seria mais alto. Não trata-se de “malthusianismo”, mas sim de possibilitar a melhor alocação de recursos e melhor qualidade de vida para a população através de um “choque de informação” que permita a livre escolha com discernimento.
    5) Os ministeriáveis – currículo ou ficha corrida? – Cada reforma ministerial, já há alguns anos e, é bom que se diga, não apenas nesse governo, traz mais componentes de um teatro tosco do que a esperança de renovação. Os governos no Brasil têm sido repartidos como um novilho, com as partes sendo devoradas pelo fisiologismo. A possibilidade de indivíduos com história pregressa de troca de partido, troca de casaca, crimes ordinários e despreparo para os assuntos serem ministros não deveria ser recorrente, e sim um acidente que ocorre a cada dez anos, como acontece nas democracias evoluídas.
    6) A imunidade parlamentar, a infidelidade partidária e os suplentes de senador- Não há palavras para explicar essas aberrações tão brasileiras e antiquadas. Caem como uma luva para criar oportunidades para situações fisiológicas e fomentar a cleptocracia.
    7) A pobreza do debate sobre previdência – O tabu assistencialista faz com que o debate de previdência oscile entre promessas impossíveis a quem não contribui e ameaças de péssimo nível técnico e político, como a crueldade de aposentar os contribuintes aos 67 anos.
    8) O ´caos´ aéreo- o que podemos concluir sobre o apreço do Estado brasileiro ao cidadão comum?
    9) Os jogos Pan-Americanos e a Copa do Mundo de 2014 – São situações em que o Brasil veste-se de Dinamarca, alocando recursos longe das necessidades prementes da grande maioria da população, privatizando privilégios e contratações públicas em cidades que carecem de educação,saúde, saneamento, habitação. Comam brioches!
    10) A frivolidade sobre questões estratégicas para nosso futuro- Questões complexas que requerem um posicionamento firme e debate amplo e qualificado são tratadas pontualmente ou empurradas pela barriga pela elite brasileira e mais ainda pela classe política: são questões como as mudanças climáticas, biocombustíveis e etanol, uma política sobre a nossa biodiversidade e muitas outras onde estamos faltando na responsabilidade com as gerações futuras.
    Em tempo: é leitura obrigatória o novo livro de Fábio Giambiagi, "Brasil: Raízes do Atraso". As razões para o asco são, em grande parte, a projeção conjuntural dessas raízes.

    Gustavo Grisa no seu site

    Why Globalization Is Good
    Robyn Meredith and Suzanne Hoppough 04.23.07
    Multinationals are trashed as exploiters of the poorest people on the planet. Wrong, wrong, wrong
    A ragtag army of save-the-world crusaders has spent years decrying multinational corporations as villains in the wave of globalization overwhelming the Third World. This ominous trend would fatten the rich, further impoverish and oppress the poor and crush local economies.
    The business-bashing group Public Citizen argued as much in a proclamation signed by almost 1,500 organizations in 89 countries in 1999. Whereupon hundreds of protesters rioted outside a conference of the World Trade Organization in Seattle, shattering windows, blocking traffic and confronting cops armed with tear gas and pepper spray. Six hundred people were arrested.
    Cut to 2007, and the numbers are in: The protesters and do-gooders are just plain wrong. It turns out globalization is good--and not just for the rich, but especially for the poor. The booming economies of India and China--the Elephant and the Dragon--have lifted 200 million people out of abject poverty in the 1990s as globalization took off, the International Monetary Fund says. Tens of millions more have catapulted themselves far ahead into the middle class.
    It's remarkable what a few container ships can do to make poor people better off. Certainly more than $2 trillion of foreign aid, which is roughly the amount (with an inflation adjustment) that the U.S. and Europe have poured into Africa and Asia over the past half-century.
    In the next eight years almost 1 billion people across Asia will take a Great Leap Forward into a new middle class. In China middle-class incomes are set to rise threefold, to $5,000, predicts Dominic Barton, a Shanghai managing partner for McKinsey & Co.
    As the Chindia revolution spreads, the ranks of the poor get smaller, not larger. In the 1990s, as Vietnam's economy grew 6% a year, the number of people living in poverty (42 million) fell 7% annually; in Uganda, when GDP growth passed 3%, the number fell 6% per year, says the World Bank.
    China unleashed its economy in 1978, seeding capitalism first among farmers newly freed to sell the fruits of their fields instead of handing the produce over to Communist Party collectives. Other reforms let the Chinese create 22 million new businesses that now employ 135 million people who otherwise would have remained peasants like the generations before them.
    Foreign direct investment, the very force so virulently opposed by the do-gooders, has helped drive China's gross domestic product to a more than tenfold increase since 1978. Since the reforms started, $600 billion has flooded into the country, $70 billion of it in the past year. Foreigners built hundreds of thousands of new factories as the Chinese government built the coal mines, power grid, airports and highways to supply them.
    As China built infrastructure, it created Special Economic Zones where foreign companies willing to build modern factories could hire cheap labor, go years without paying any taxes and leave it to government to build the roads and other infrastructure they needed. All of that, in turn, drove China's exports from $970 million to $974 billion in three decades. Those container loads make Americans better off, too. You can get a Chinese DVD at Wal-Mart for $28, and after you do you will buy some $15 movies made in the U.S.A.
    Per-person income in China has climbed from $16 a year in 1978 to $2,000 now. Wages in factory boomtowns in southern China can run $4 a day--scandalously low in the eyes of the protesters, yet up from pennies a day a generation ago and far ahead of increases in living costs.
    Middle-class Chinese families now own TVs, live in new apartments and send their children to private schools. Millions of Chinese have traded in their bicycles for motorcycles or cars. McDonald's has signed a deal with Sinopec, the huge Chinese gasoline retailer, to build drive-through restaurants attached to gas stations on China's new roads.
    Today 254 Starbucks stores serve coffee in the land of tea, including one at the Great Wall and another at the Forbidden Palace. (The latter is the target of protesters.) In Beijing 54 Starbucks shops thrive, peddling luxury lattes that cost up to $2.85 a cup and paying servers $6 for an 8-hour day. That looks exploitative until you peek inside a nearby Chinese-owned teahouse where the staff works a 12-hour day for $3.75.
    Says one woman, 23, who works for an international cargo shipper in Beijing: "My parents were both teachers when they were my age, and they earned 30 yuan [$3.70] a month. I earn 4,000 yuan ($500) a month, live comfortably and feel I have better opportunities than my parents did."
    Tony Ma, age 51, was an unwilling foot soldier in Mao's Cultural Revolution. During that dark period from 1966 to 1976 universities were closed, and he was sent at age 16 to work in a steel mill for $2 a month. He cut metal all day long for seven years and feared he might never escape.
    When colleges reopened, he landed a spot to study chemistry, transferred to the U.S., got a Ph.D. in biochemistry and signed on with Johnson & Johnson at $45,000 a year. Later he returned to the land he fled and now works for B.F. Goodrich in Hong Kong.
    The young college grads in China today wouldn't bother immigrating to the U.S. for a job that pays $45,000, he says--because now they have better opportunities at home.
    Capitalism alone, however, isn't enough to remake Third World economies--globalism is the key. A big reason India trails behind its bigger neighbor to the northeast in lifting the lower classes is that, even after embracing capitalism, it kept barriers to the flow of capital from abroad.
    Thus 77% of Indians live on $2 a day or less, the Asian Development Bank says, down only nine percentage points from 1990. A third of the population is illiterate. In 1980 India had more of its population in urban centers than China did (23% versus 20% for China). But by 2005 China had 41% in cities, where wages are higher; India's urbanites had grown to only 29%.
    Freed of British colonial rule in 1947 and scarred by its paternalistic effects, India initially combined capitalism with economic isolationism. It thwarted foreign companies intent on investing there and hampered Indian firms trying to sell abroad. This hurt Indian consumers and local biz: A $100 Microsoft operating system got slapped with duties that brought the price to $250 in India, putting imported software and computers further from reach for most people and businesses. Meanwhile, the government granted workers lavish job protections and imposed heavy taxes and regulations on employers. Government jobs usually were unchallenging and routine poorly, but they guaranteed lifetime employment. They also ensured economic stagnation.
    Financial crisis struck in 1991. Desperate for cash, India flew a planeload of gold reserves to London and began, grudgingly, to open its economy. Import duties were lowered or eliminated, so India's consumers and companies could buy modern, foreign-made goods and gear. Overseas firms in many industries were allowed to own their subsidiaries in India for the first time since 1977. India all but banned foreign investment until 1991. Since then foreign companies have come back, but not yet on the scale seen in China. Foreign companies have invested $48 billion in India since 1991--$7.5 billion of that just in the last fiscal year--the same amount dumped into China every six weeks. By the mid-1990s the economy boomed and created millions of jobs.
    By the late 1990s U.S. tech companies began turning to India for software design, particularly in the Y2K crunch. The Indians proved capable and cheap, and the much-maligned offshoring boom began. Suddenly Indian software engineers were programming corporate America's computers. New college graduates were answering America's customer service phone calls. Builders hired construction workers to erect new high-rise buildings suddenly in demand as American and European firms rushed to hire Indian workers.
    The new college hires, whose older siblings had graduated without finding a job, tell of surpassing their parents' salaries within five years and of buying cell phones, then motorcycles, then cars and even houses by the time they were 30. All of that would have been impossible had India failed to add globalization to capitalism.
    Today, despite its still dilapidated airports and pothole-riddled highways, the lumbering Elephant now is in a trot, growing more than 7% annually for the last decade. In 2005, borrowing from the Chinese, India began a five-year, $150 billion plan to update its roads, airports, ports and electric plants. India is creating free trade zones, like those in China, to encourage exports of software, apparel, auto parts and more.
    S.B. Kutwal manages the assembly line where Tata Motors builds Safari SUVs. He remembers how, in the 1980s, people waited five years to buy a scooter, and cars were only for the rich. "Since we've liberated the economy, lots of companies have started coming into India," says Kutwal. "People couldn't afford cars then. Now the buying power is coming."
    In Mumbai (formerly Bombay), Delhi, Bangalore and other big cities, shopping malls have sprung up, selling everything from Levi's jeans to Versace. India still has raggedy street touts, but when they tap on car windows at stoplights, instead of peddling cheap plastic toys, they sell to the new India: copies of Vogue and House & Garden magazines. Western restaurants are moving in, too: Domino's Pizza and Ruby Tuesday's have come to India, and 107 McDonald's have sprung up, serving veggie burgers in the land where cattle are sacred.
    None of this gives pause to an entity called International Forum on Globalization. The group declares that globalism's aim is to "benefit transnational corporations over workers; foreign investors over local businesses; and wealthy countries over developing nations. While promoters … proclaim that this model is the rising tide that will lift all boats, citizen movements find that it is instead lifting only yachts."
    "The majority of people in rich and poor countries aren't better off" since the World Trade Organization formed in 1995 to promote global trade, asserts Christopher Slevin, deputy director of Global Trade Watch, an arm of Ralph Nader's Public Citizen. "The breadth of the opposition has grown. It's not just industrial and steel workers and people who care about animal rights. It includes high-tech workers and the offshoring of jobs, also the faith-based community."
    While well-off American techies may be worried, it seems doubtful that an engineer in Bangalore who now earns $40,000 a year, and who has just bought his parents' house, wants to ban foreign investment.
    Slevin's further complaint is that globalism is a creature of WTO, the World Bank and other unelected bodies.
    But no, the people do have a voice in the process, and it is one that is equivocal on the matter of free market capitalism. The Western World's huge agriculture subsidies--$85 billion or more annually, between the U.S., Japan and the European Union--are decreed by democratically elected legislatures. The EU pays ranchers $2 per cow in daily subsidies, more than most Indians earn. If these farmers weren't getting handouts, and if trade in farm products were free, then poor farmers in the Third World could sell more of their output and could begin to lift themselves out of poverty.
    Adapted from The Elephant and the Dragon: The Rise of India and China, and What It Means for All of Us, by Robyn Meredith. To be published in July by W.W. Norton & Co.
    Forbes
       
    April 13

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    Lula disse que o deputado Jader Barbalho (PA) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), “são exemplos de pessoas progressistas que foram injustiçadas no processo político”.... “Sarney me apóia desde a campanha de 2002. É o único ex-presidente que se comporta como ex-presidente.” A administração de Orestes Quércia no governo de São Paulo foi qualificada de “altamente desenvolvimentista”.
    Estado
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    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    A pancadaria entre os guias cívicos do Pan-07 na frente do presidente Lula fez o Co-Rio (Comitê Organizador dos Jogos) desistir de empregá-los diretamente em tarefas relacionadas à competição, em julho. A maior parte dos 12 mil jovens de 14 a 24 anos treinados pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) é originária de favelas. Alguns já cumpriram medidas judiciais socioeducativas (punição para menores de 18 anos que cometem crimes), como revelou ontem a própria secretaria
    Folha
     
    A PF prendeu ontem 23 integrantes de uma organização criminosa com estrutura empresarial que matou cerca de 1.000 pessoas no agreste de Pernambuco, nos últimos cinco anos. Batizada pela PF de Homicídios S.A, a quadrilha tinha empresários, policiais, mototaxistas, traficantes e pistoleiros. A média era de quatro assassinatos por semana, e cada um custava de R$ 1 mil a R$ 5 mil.
    Globo
     
    A Polícia Federal, com um contingente de 300 homens, realiza nesta manhã, no Rio de Janeiro, a "Operação Furacão", para deter envolvidos na lavagem de dinheiro por meio de controladores de jogos como bingos e caça-níqueis. Entre os presos, o vice-presidente do Tribunal Regional Federal, desembargador José Eduardo Carreira Alvim, e outros integrantes do Poder Judiciário, acusados de envolvimento e conexões com o esquema. Além deste magistrado, estão sendo buscados para detenção, neste momento, outros juízes do mesmo tribunal."
    Foram presos também o delegado da PF de Niterói, Carlos Pereira, o ex-presidente da escola de samba Beija-Flor, Aniz Abraão David, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Aílton Guimarães Jorge, o capitão Guimarães, e Antonio Petrus Kalil, o Turcão, também estão presos
    Terra
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias que chega hoje ao Congresso prevê aumento da carga tributária a partir de 2009, quando as receitas irão a 24,02% do PIB. Já em 2008 a estimativa é de aumento das despesas, que atingirão 21,56% do PIB.
    Globo
     
    Hoje a Eletrobrás publica suas contas de 2006 nos jornais. São 20 páginas sendo que 4 exclusivamente de publicidade. Aliás, de uma empresa que não concorre em mercado. Das dezesseis páginas de apresentações contábeis, pelo menos 10 eram totalmente dispensáveis. Qual o valor disso tudo? Imagine pelo Brasil todo! Será a estréia do novo ministro da comunicação social? Uma verdadeira orgia com dinheiro público!
    Boletim do Cesar Maia
     
    Os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Luiz Marinho (Previdência), o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e a assessora especial da Presidência Miriam Belchior, além de diretores da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, são esperados hoje em São Bernardo do Campo, berço político de Lula, do PT e da CUT, para debater "O Impacto do PAC no ABCD". Organizado pelo jornal "ABCD Maior", o seminário para promover o carro-chefe do segundo mandato acontecerá em um dos restaurantes da chamada "rota do frango com polenta", sob patrocínio da CEF, da Petrobras e do governo federal.
    Comandado por Celso Horta, ex-assessor de Marinho na CUT, o "ABCD Maior", que se apresenta como "uma alternativa de informação", pretende alavancar a candidatura do ministro da Previdência à prefeitura de São Bernardo.
    Folha
     
    O 3º. Mandato a caminho....
     O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, afirmou hoje ser favorável à ampliação para cinco anos do mandato do presidente da República, desde que seja extinto o instituto da reeleição e desde que a ampliação não valha para o mandato do presidente Lula, somente para os próximos governos. "A eventual prorrogação do mandato atual, sem a devida consulta popular, seria uma grave violação à Constituição Federal, com cheiro de golpe", afirmou Britto, ao comentar a negociação, por governistas e tucanos, de emenda prevendo o fim da reeleição e o aumento para cinco anos dos mandatos no Brasil.
    Claudio Humberto
     
     
     
    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)
    Estamos aniquilados
    Desabafo do deputado José Aníbal (PSDB-SP) ao ver o resultado das pesquisas que dão Lula em alta, no Noblat
     
    “Yankees(e ingleses), go home...”
    Visto de fora, o Brasil tem a cara de um motorista covarde, do tipo que insiste em guiar sempre abaixo do limite de velocidade permitida. Mal comparando é essa a conclusão a que chegam os que lêem as 14 páginas que a revista britânica The Economist dedica ao Brasil em sua edição desta semana
    A certa altura do texto, a reportagem da mais prestigiosa revista do planeta anota que esta terra de palmeiras e sabiás é grande, democrática e rica. Mas cresceu míseros 3,3% nos últimos quatro anos, período em que a média de crescimento do resto do mundo foi de 7,3%.
    "O país está explodindo com commodities cobiçadas pelas economias crescentes da Ásia, de soja a minério de ferro”, acrescenta a Economist. “Nenhum outro país está mais bem colocado para lucrar com a histeria mundial por biocombustíveis. No entanto, o Brasil se recusa a crescer em sintonia com as expectativas de seus 188 milhões de habitantes."
    Nos últimos meses, a Economist já comparou o Congresso brasileiro a uma pocilga e disse que Lula optara pela vida mansa, em alusão à vagareza com que o presidente compôs o ministério do segundo reinado. Agora, mais essa. Ou Lula manda uma versão do PAC para os jornalistas da revista ou manda o Exército invadir a redação desta legítima representante do eixo golpista da mídia internacional.
    Melhor optar pela primeira hipótese. Nas próximas semanas, o Exército brasileiro estará muito ocupado devolvendo a paz ao Rio de Janeiro. Como informa, aliás, apressa-se em informar, em timbre negativista, o diário britânico The Times, outro braço do deletério consórcio do golpe midiático internacional. Essa gente não perde por esperar. Logo, logo, depois de consertar o Rio, a soldadesca há de dar um jeito.
    Blog do Josias de Souza
     
    Da série: “Cadê o meu Óleo de Peroba????”
    Preocupado com a possibilidade de o Senado investigar a crise aérea ao mesmo tempo em que a Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), para discutir o assunto. Segundo Jucá, o governo não quer a CPI do Apagão Aéreo no Senado porque isso poderia significar a paralisação das duas Casas Legislativas.
    Folha Online
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Um dia depois de divergirem na Câmara dos Deputados sobre a desmilitarização do controle de tráfego aéreo, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito e o ministro da Defesa, Waldir Pires, estiveram no Senado para dar explicações sobre a crise no setor. Pires voltou a defender que o controle dos vôos saia das mãos da Aeronáutica. Saito preferiu não dar mais sua opinião a respeito.
    Estado de Minas
     
    O cordão dos aloprados cada vez aumenta mais ...
    Para refrescar a memória: preso hoje pela PF na operação "Hurricane" (Furacão), o bicheiro carioca Antônio Petrus Kalil, o "Turcão", se envolveu em episódio nebuloso, há seis meses, durante as investigações da suposta compra do dossiê contra os tucanos.  A PF apontou-o como dono de pelo menos R$5 mil dos R$1,7 milhão apreendido com Gedimar Passos e Valdebran Padilha. "Turcão" negou ter doado dinheiro ao PT, dinheiro, no caso, do jogo do bicho do Rio. Quem seguir essa pista talvez acerte no milhar...
    Claudio Humberto
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Governo e oposicionistas negociam fim da reeleição
    Estado: Governo prepara a unificação de impostos
    Globo: STF defende restrições em greve de servidor público
    Correio: Trama de morte na Web dá até 10 anos de cadeia
    Valor: Lula e Serra se unem para tocar megaprojeto em SP
    Estado de Minas: Governo impede Minas de ampliar empréstimos
    Jornal do Commercio (PE): Agência de pistoleiros desbaratada em Caruaru
    JB: Barreira legal ameaça socorro militar ao Rio
    Gazeta Mercantil: Energia dispara 256% no mercado de curto prazo
     
    De Sanguessugas e outros espécimes pindoramicos...
    Uma escuta telefônica feita pela Polícia Federal revela que a deputada federal Marina Maggessi sugeriu, em 31 de outubro do ano passado, que um inspetor ligado ao ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins desse um "monte de tiros nos cornos" do delegado Alexandre Neto. No diálogo com o inspetor Helinho, Neto é citado como responsável por dossiês denunciando supostas atividades ilegais do grupo e do ex-chefe de Polícia Civil.
    Globo
     
    Perolas Internacionais
    A menos de duas semanas das eleições presidenciais, as pesquisas na França indicam que a esquerda é claramente minoritária na preferência do eleitorado.  Apenas os dois principais candidatos da direita, Nicolas Sarkozy, do partido do governo, e o centrista François Bayrou, como também Jean-Marie Le Pen, da extrema direita, em quarto lugar nas pesquisas, já totalizam, os três juntos, mais de 60% das intenções de votos. Os partidos de esquerda na França vivem um momento de pânico. A extrema esquerda registra índices inferiores aos obtidos nas pesquisas anteriores ao pleito de 2002. A candidata socialista, Ségolène Royal, segunda colocada nas pesquisas, com entre 22% e 24% das intenções de voto, vem recuando sucessivamente nas últimas sondagens. Nem mesmo o Partido Verde, num momento em que as questões em torno do aquecimento global estão no topo das discussões internacionais, consegue decolar nesta campanha. A candidata do partido, Dominique Voynet, tem apenas 2% das intenções de votos nas pesquisas.
    BBC
     
    Os Pensamentos do Dia
    O reinado Lula
    "O nosso projeto não começa agora e não termina agora. O que vai acontecer com o Brasil a partir de 2010?"
    As declarações, gravadas pela repórter Fernanda Krakovics, da Folha, foram feitas por Lula durante um jantar com o PMDB, anteontem, e ele mesmo deu a resposta: "A gente construiu um projeto de nação que tem que ter candidato a presidente, a vice-presidente, a governador, a deputado federal, a senador. Nós precisamos parar de ter medo de dizer essas coisas".
    Como Lula usou o pronome "nós", e o jantar era com o PMDB, deduz-se que o projeto de poder vai longe, embalado por uma popularidade consistente (apesar da queda de oito pontos percentuais de dezembro até agora, segundo o Ibope) e pela aliança do PT com um PMDB surpreendentemente unido. Mas que fique claro: o projeto é lulista.
    Não há vislumbre de candidatura petista ou mesmo da base aliada.
    Não há mais Dirceu nem Palocci, Marta foi escanteada para o Turismo, Ciro Gomes tem muito trabalho pela frente para se afirmar na Câmara. Lula, pois, reina sozinho. E vai caraminholando o melhor cenário para 2010. Leia-se: o melhor cenário para ele próprio e para suas chances de voltar em 2014 -se tudo continuar como está.
    Nesse cenário, o PT terá um candidato (aliás, querendo Lula ou não), o PMDB poderá lançar o seu próprio, e Ciro está aí para o que der e vier. Como sempre -especialmente como na disputa Aldo-Chinaglia-, Lula olhará, mandará dizer que apóia o mais forte, virará a qualquer momento de acordo com os ventos e ficará bem ganhe quem ganhar, inclusive se for tucano.
    Quando Lula pergunta o que vai acontecer a partir de 2010, a resposta é simples: ele vai apostar num sucessor fraco e virar automaticamente candidato para 2014. Se é que a re-reeleição à la Chávez é impossível. Aliás, se é que alguma coisa é impossível em política.
    Eliane Cantanhede na Folha
     
    A imprevidência como paradigma
    Nada prova nem atesta que Deus seja realmente brasileiro. Tampouco há indícios de que seja afinado com o Planalto. Mas, ao final, tudo parece se acertar por Suas divinas mãos. Somos a mais acabada negação da “Lei de Murphy” – aquela que diz que “se algo tiver a mínima possibilidade de dar errado, dará errado”. Crentes e imprevidentes, reafirmamos a “Primeira Lei Tácita de Mano”: “se alguma coisa tiver a mínima possibilidade de dar certo, desencana Mano; vai dar!” O governo do presidente Lula é a expressão mais fiel desse espírito nacional: “...se Deus quiser, tudo, tudo, tudo vai dar pé”. No woman, no cry!
    Aparentemente, os últimos fatos e o andamento do governo não combinam com as pesquisas de opinião. As lambanças se sucedem, mas não atingem o presidente ou o atingem quase nada. A euforia da vitória, a oposição cansada e a ressaca eleitoral dão férias ao ator. É a tal da lua-de-mel: a imagem de Lula, no céu, contaminando favoravelmente o governo, deixando-o pelo menos no purgatório. O presidente guarda boa imagem – “um homem como a gente” – e uma extraordinária capacidade de comunicação. Luiz Inácio entende de povo.
    A classe média urbana, com seus cartões de fidelidade das companhias de vôo, fica inconformada. A realidade, no entanto, é simples: a capacidade de comunicação do presidente, aliada a uma política econômica, se não alvissareira, pelo menos mediocremente eficaz, fazem, ao lado do Bolsa Família, com que a massa esqueça aquilo que não lhe diz respeito: aviões e ministérios. É racional. No mais, há a sorte; “sorte até para chupar um picolé”, dizia Nelson Rodrigues.
    Mas nem tudo são pesquisas e, de algum modo, a lua-de-mel, um dia, acaba. Trata-se de um governo que adora aventuras e vive se metendo em encrencas que poderia evitar; crises anunciadas, sinucas de bico; lambanças civis e, agora, militares. Adrenalina pura, galera! Mas, esse ambiente de Jack Bauer em “24 horas” só passa despercebido num cenário econômico prá lá de favorável. Em condições normais, possivelmente despertaria crises de confiança, ondas especulativas e todo resto daí derivado.
    Difícil e pouco oportuno dar conselhos. Mas, o calor de reforma ministerial tão confusa bem que permitiria ao presidente instituir, de uma vez por todas, a Secretaria Especial do “Vai dar M...”. Com status de ministro, um chato, desses que puxam pela gola do paletó e cutucam os outros, teria por função alertar para o óbvio: “nem sempre as coisas ocorrem como queremos que ocorram; um dia a casa cai”. Até os Césares, inabaláveis, cercavam-se de sujeitos deste tipo.
    O caso dos Controladores de Vôo foi apenas mais um perigoso exemplo de imprevidência. Há questões mais complexas de disputas entre militares e civis a considerar, por certo; mas o fato é que o governo deixou o bicho criar pernas, crescer e quase comer o dono; deixou-se conduzir por um jogo de poder e pressões que só poderia entrar mesmo numa escalada de conflitos implícitos e enfrentamentos explícitos até chegar ao ápice da quebra da hierarquia militar e do constrangedor (mas inevitável àquela altura) recuo presidencial.
    Sabe-se que o tema é para lá de delicado; caixa de marimbondos. Na verdade, na verdade, não superamos os traumas e não foi à toa que os fantasmas de 1964 surgiram com tanta facilidade no noticiário. Ao contrário de vários países da América Latina, resolvemos nossas diferenças com a caserna por meio da trégua e da desconfiança mútua e latente. Por muito tempo, ficaram no ar a hipótese e o pavor do retrocesso: a eleição de Tancredo, a posse de Sarney, a queda de Collor são exemplos disto; mesmo durante a crise do mensalão, houve quem pusesse as barbas de molho.
    Atualmente, a realidade e os militares são outros, é claro; avançamos muito. Mas desde que o Brasil é Brasil, a oficialidade não se contenta com a defesa de fronteiras e da soberania; envolve-se com a “ordem interna” e assim com a política dos civis; não confia nos civis. Nossa transição, menos que conciliadora, foi tolerante com o passado e, por isso, deixou essa tensão no ar. Dar aos militares a condução do poder civil não foi e, agora vemos, não está sendo tarefa simples. Fernando Henrique criou o ministério da Defesa sabendo do longo caminho para sua consolidação. Na crise de 2003, entre o ministro José Viegas e os militares, o presidente Lula achou por bem sufocar a tensão nomeando ninguém menos que o vice-presidente da República para o cargo de ministro da Defesa.
    Agora, o presidente pode ter-se envolvido numa queda-de-braço obtusa. Se a consolidação do Ministério da Defesa requer firmeza e determinação, não suporta, por outro lado, provocações e bravatas de baixa patente. No mais, a história é conselheira dos prudentes e verdugo dos imbecis: deu no que deu e, ainda bem, não deu no que poderia dar. A operação política foi uma lástima; voltamos à questão da qualidade da liderança. Não a temos e já sabemos; não é o caso de bater no ferro frio.
    Outro ponto de tensão no horizonte próximo será – está sendo – a disputa pelos cargos de segundo escalão. Consideradas as características “programáticas” (!) dos partidos que formam a base governista, esta questão pode não terminar em beijos e abraços. Ministérios, que eram de porteiras abertas, agora pretendem trocar apadrinhados e fechar comportas. Isto desalojará militantes, dirigentes partidários e sindicais em benefício de seus adversários históricos nos estados e nos movimentos sociais. Para quem sai, sem ter perdido a eleição, fica difícil engolir.
    O PT, na cúpula e no Parlamento, pode tudo aceitar, mas e a base? Não será de surpreender se denúncias pipocarem aqui e acolá; se um corpo qualquer for jogado à rua, como declaração de guerra. Caberá ao jeitoso, na expressão do presidente, Walfrido dos Mares Guia contornar a situação. Mares Guia é safo, tem experiência nos meandros da real política nacional, mas, ainda assim, não pertence aos quadros do PT e o PMDB é sempre o cavalo desembestado difícil de domar que conhecemos. 
    Como diria Drummond, “depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será” e nem o que virá, mas há uma tendência de mais tensão pela frente. Por conta disto, parece surpreendentemente prudente e apropriado que o governo já se antecipe, aproveitando o momento para iniciar discussões e aprovar a CPMF e a DRU. Ironicamente, estas, sim, questões tratadas com a celeridade da “Razão de Estado”. Mais tarde, a tal coalizão que, na visão do presidente, “consolidará novo projeto”, pode erodir-se ao vento e à fúria das disputas e do fisiologismo que, por dever de ofício, o discurso do presidente teima em ignorar.
    Carlos Melo, Cientista Político, doutor pela PUC-SP, Professor de Sociologia e Política do Ibmec São Paulo.no Noblat
    April 12

    Perolas - 2a. edicao

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    Perolas e Frases do dia......
    O Brasil é o país mais original do mundo.  É o único que não tem governo nem oposição
    Gilberto de Mello Kujawski no Estado. Artigo  completo nos Pensamentos do DiA
     
    Tudo que vai bem no Brasil se deve ao presidente Lula. Nada do que vá mal é por culpa dele. Essa parece ser a percepção dominante no País, a julgar pela pesquisa CNT/Sensus
    Eitorial do Estado
     
    A avaliação positiva do governo Lula recuou oito pontos percentuais passando de 57% em dezembro de 2006 para 49% em abril de 2007, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (12).  Neste mesmo período, segundo a pesquisa, subiu de 28% para 33% a parcela da população que considera o governo Lula regular. Em abril, somam 16% os que avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, um aumento de três pontos percentuais em relação ao último levantamento, em dezembro de 2006.
    Portal G1
     
     
    A crise do transporte aéreo está longe de ser uma crise
    Diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi no Estado
     
    Está tudo muito bem e estamos acordando de um sonho. Não há apagão, e sim céu de brigadeiro".
    O deputado Índio da Costa ironizando a Perola acima, no Estado
     
    Na Câmara, o depoimento do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazzi, só deixou uma certeza: ele é mesmo despreparado.
    Claudio Humberto
     
    A secretária nacional de Habitação, Inês da Silva Magalhães, 44, afirmou ontem que são "legítimas" as diferentes ações dos movimentos de sem-teto pelo país. Filiada ao PT, ela compara as manifestações, como acampamentos e invasões a prédios, às promovidas por militantes do Greenpeace.
    Folha
     
    Alô, aqui é o assaltante.
    De um ladrão ao atender o telefone de um banco que ele estava assaltando, no Noblat
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    Uma visao sobre o  novo “milagre brasileiro”....
    AC LEMGRUBER E A ECONOMIA BRASILEIRA. TRECHOS DE DOIS ARTIGOS!
    1. Marcio Garcia da PUC-RJ conseguiu demonstrar porque a intervenção do Banco Central não está influenciando a taxa de câmbio. Ou seja: porque o Banco Central está perdendo a guerra contra o ataque especulativo. Para cortar o ataque especulativo é preciso realmente emitir moeda ou baixar a taxa de juros. Em nossa opinião, é mais fácil anunciar uma banda cambial entre 2 e 3 e realmente emitir moeda se necessário para comprar dólares no nível próximo de 2.
    2. Uma banda de 2 para 3 é realmente necessária. Senão vamos ter até deflação em reais e recessão. Alguém conseguiria imaginar o que está acontecendo no Brasil? Que festa é essa? 12% de ganho mais a apreciação mais a alavancagem. Tem hedge fund ganhando 100% no Brasil em poucos meses. E a porta de saída? Remember 1998 ou 2002.
    3. Digamos que a inflação no Brasil esteja muito abaixo das metas por causa da ajuda do câmbio apreciado. Acontece que na verdade as Autoridades Monetárias brasileiras estão "gostando" da taxa de câmbio apreciada
    4. Não é verdade, portanto, que o Banco Central do Brasil conduza a taxa de juros pensando apenas na inflação. O Banco Central do Brasil não baixa mais rapidamente dos juros porque sabe que o câmbio vai desvalorizar e - mesmo que isso seja muito bom para o crescimento econômico - é ruim para a inflação, como ficou demonstrado em 1999 e 2002.
    5. A suprema ironia, em nossa opinião, é que o governo do PT percebeu que inflação baixa dá mais voto do que desemprego baixo. Curiosamente, os petistas parecem menos preocupados do que os republicanos nos EUA com o crescimento econômico. E mais satisfeitos com a inflação muito baixa.
    6. Afinal, só os desempregados são afetados pelo desemprego enquanto a inflação afeta a todos: é 100% contra 10%. Quem ganha eleição no Brasil é a inflação baixa enquanto nos EUA é o desemprego baixo - o que se explica pelas histórias passadas dos dois paises nas últimas décadas desde 1950.
    7. Pena que o espetáculo do crescimento esteja terminando na maioria dos paises - com exceções como China e Índia - e que o Brasil tenha perdido esse bonde da história nos últimos 20 anos.  Somos agora um país sem inflação e sem crescimento econômico. Uma ironia quando se olha para o período 1950-1980.
    Boletim do Cesar Maia
     
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Enquanto Lula exaltava no palco a inclusão social, jovens de facções criminosas se atacavam - O Estádio do Maracanã foi palco, ontem, de brigas entre jovens de comunidades dominadas por facções rivais que atuarão como guias cívicos nos Jogos Pan-Americanos no Rio. Pelo menos quatro confusões, com 4 feridos, tumultuaram a cerimônia de formatura de 5 mil guias, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Sérgio Cabral.
    O Dia
     
    Em 24 horas, movimentos de sem-teto fizeram 22 invasões e manifestações em 10 Estados. Em São Paulo, houve cinco ocupações - duas delas frustradas - envolvendo 2.500 pessoas. Os invasores ocuparam prédios na Praça Roosevelt e em Caieiras e um terreno em Sapopemba. Houve invasões e protestos em outras quatro capitais. No Recife, manifestantes interditaram ruas e congestionaram o trânsito. A área de um hospital foi ocupada em Salvador
    Estado
     
    Todos de acordo...
    As autoridades responsáveis pela aviação mostraram ontem, em público, o apagão gerencial do setor, ao divergirem na Câmara sobre o caos aéreo. O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, não vê uma crise ("vivemos o melhor momento na oferta de assentos"), mas o ministro da Defesa, Waldir Pires, a reconheceu e atribuiu-a à falta de gestão e problemas de equipamentos. Já o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, evitou a palavra e disse que os radares são modernos e que basta formar mais profissionais.
    Globo
     
    O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, defendeu no Congresso a manutenção do atual sistema de controle do tráfego aéreo, coordenado por militares. Durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, o brigadeiro avaliou que o sistema é "super moderno" e "totalmente integrado". Presente ao debate, o ministro da Defesa, Waldir Pires, divergiu abertamente, ao pregar a transferência do controle para as mãos dos civis. "É uma tendência mundial", justificou. A audiência reuniu seis representantes do setor aéreo, durou mais de sete horas e serviu para expor a falta de harmonia entre as autoridades responsáveis pelo funcionamento dos aeroportos e a segurança dos vôos.
    Estado
     
    Espetáculo do crescimento : ainda não contaram para os russos...
    Brasil cai do 23º para o 24º lugar no ranking dos exportadores- O Brasil caiu no ranking mundial dos maiores exportadores elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil passa a ocupar a 24ª posição no ranking dos maiores exportadores. Especialistas em Genebra apontam que o real valorizado teria contribuído para que as exportações não mais acompanhassem o ritmo de 2004 e 2005.
    Estado de SP


    Cai a concentração de renda - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada detectou uma redução na concentração de renda, no Brasil. É um avanço, mas, segundo o estudo que será divulgado esta semana, ainda somos o décimo país mais desigual do mundo. A renda destas pessoas, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cresceu 36% entre 2001 e 2005. No mesmo período, houve uma queda de 1,2% na renda dos 10% mais ricos.
    JN
     
    APENAS COMO CURIOSIDADE! A RENDA MÉDIA DOS 10% MAIS POBRES É DE 79 REAIS. 36% DE 79 REAIS SÃO 28 REAIS. ESSE FOI O AUMENTO MÉDIO DOS 10% MAIS POBRES ENTRE 2001 E 2005 OU -EM MÉDIA- 7 REAIS POR ANO!
    Comentario do Boletim do Cesar maia sobre a noticia acima
     
    Da série: “Cadê o meu Óleo de Peroba????”
    Relator de consulta feita ao Conselho de Ética afirma que deputados acusados na última legislatura foram reeleitos e que reabrir processos seria afrontar a vontade popular.
    Globo
     
    O apagão é culpa dos ??????
    A audiência pública em Brasília expôs a raiz dos apagões na aviação: o ministro da Defesa, Waldir Pires, analisou a crise que o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, disse desconhecer.
    JB
     
    Sobre o "noço lider"...
    Sem auxílio de seu cerimonial, Lula se embaralhou ontem à noite ao cumprimentar todos os governadores, deputados, senadores e ministros do PMDB.
    Lembrou do nome dos governadores, cumprimentou deputados e senadores, mas ao chegar aos ministros, não conseguiu se lembrar dos cinco escolhidos por ele.
    Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e Reinhold Stephanes, da Agricultura, foram esquecidos. Lula os via, mas não conseguia lembrar dos nomes.
    Foi salvo pelos presentes, que sopraram os nomes dos dois. Geddel fechou a cara. Stephanes nem ligou.
    Noblat
     
    O defensor dos frascos e comprimidos...
    A redução da desigualdade, ocorrida principalmente de 2001 a 2005, dá sinais de que está perdendo o fôlego. No ano passado, praticamente não houve mudança no grau de concentração de renda do trabalho nas seis principais regiões metropolitanas. O mesmo aconteceu com a miséria: depois de um período de queda até 2005, o percentual de trabalhadores abaixo da linha de miséria parou de cair em 2006
    Folha
     
    Os 8,1 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 3,3%. Eles pediam correção de 8,57%, mesmo índice dado ao segurados que ganham o mínimo.
    Estado
     
    O ovo da serpente....
    O presidente Lula da Silva fez críticas a imprensa na manhã desta quarta-feira. Segundo o presidente, muitas vezes apenas as coisas ruins são divulgadas pela mídia. - Muitas vezes, a gente acorda de manhã, vê a TV e só tem notícia negativa. A gente compra o jornal e só tem notícia ruim. A gente escuta o jornal na TV e muitas vezes tem muita notícia negativa. Muitas vezes, eu tenho a impressão que as coisas boas perderam destaques para as coisas ruins.
    Globo Online
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Anvisa vai limitar publicidade de cerveja
    Estado: FAB insiste em manter os militares no controle aéreo
    Globo: FAB e Defesa expõem as divergências em público
    Correio: Crimes tramados vai internet avançam no DF
    Valor: Governo vai desonerar folha para aliviar efeito do câmbio
    Estado de Minas: Aposentadoria sobre 3,3%
    Jornal do Commercio (PE): Aumento de aposentado vai de 0,44% a 3,3%
    JB: - Cabral pede Exército nas ruas por um ano
    Gazeta Mercantil: FMI prevê mais dois anos de forte expansão
     
    Da Serie " de onde menos se espera é que não vem nada mesmo....."
     Desceu ao arquivo o inquérito em que a Polícia Federal acusava o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de envolvimento no dossiêgate. A decisão foi tomada pela unanimidade dos ministros que integram o plenário do STF  O STF acatou parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que apontara a inconsistência do indiciamento de Mercadante. Na opinião do procurador, não há no processo nenhuma evidência da participação do senador na tentativa de compra de um dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin nas eleições do ano passado.
    Blog do Josias
     
    A oposição que o governo NÃO pediu a Deus....
     Depois de receber ontem o aval das bancadas do PSDB e do DEM, ex-PFL, a oposição começou ontem à noite a colher assinaturas para criar uma CPI do Apagão Aéreo no Senado. O objetivo é investigar denúncias de corrupção na Infraero, o acidente com o avião da Gol, paralisações feitas por controladores de tráfego aéreo e panes em equipamentos nos aeroportos.
    Folha
     
    Da serie " chama o ladrão"....
     Gravações feitas pela Polícia Federal revelam que o grupo de policiais ligado ao ex-chefe de Polícia Civil e deputado estadual Álvaro Lins intermediou negócios entre o governo do estado e um empresário em troca de doação para a campanha do delegado. Lins recebia informações privilegiadas de integrantes do Ministério público estadual e da Justiça Federal.
    Globo
     
    Ordem e Progresso
    Militantes sem-teto que invadiram uma casa no Largo do Boticário fariam uma grande rave no local, que é tombado. A festa só não aconteceu porque os vizinhos chamaram a polícia.
    JB
     
    Os Pensamentos do Dia 
    A Originalidade Brasileira
    O Brasil é o país mais original do mundo. É o único que não tem governo nem oposição.
    Obra de S. Exa. o presidente Lula. Lula não governa porque ainda não desceu do palanque. Lula conversa, desconversa, deixa como está para ver como fica, adia tudo para depois de amanhã, não por tática, como acreditam os papalvos, mas porque tem horror de tomar decisões importantes. É o campeão do despistamento. Nunca se dá por achado. Faz discursos, bravateia, solta piadas nefandas, promete o mundo e o fundo, mas não governa. Quebra a hierarquia da Aeronáutica, melindra os comandos militares.
    Faltam a Lula o perfil institucional, a compostura e a liturgia do cargo. Seu perfil é, antes, compadresco. Se não quer ser o Grande Irmão, quer ser o Grande Compadre de todos os brasileiros. Lula representa, com fidelidade alarmante, a figura daquele 'homem cordial' descrito por Sérgio Buarque de Holanda em seu livro famoso. O 'homem cordial' não é o homem polido, lhano no trato, hospitaleiro, como julgam as pessoas que não têm tempo de ler livros. Sérgio explica bem: 'A inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, nisto que uma e outra nascem do coração, procedem, assim, da esfera do íntimo, do familiar, do privado' (Raízes do Brasil). O homem cordial não é nenhum expoente de civilidade, ele é, sim, o homem imerso na esfera do íntimo e do familiar, transportando para a vida pública os usos e os valores da vida privada, sem amadurecer como cidadão responsável e zeloso das leis e da ordem pública. A palavra 'cordial' tem de ser tomada em sentido rigoroso e estritamente etimológico de cor, cordis, de pessoa só conduzida pelos humores do momento para o bem e para o mal. O homem cordial tem seus rancores, seus acessos de cólera e irritação, seus dias de lua e de fígado virado.
    Em suma, é o homem temperamental. Vinga-se de quem o prejudica, e coloca o amigo, o companheiro de partido, o eleitor acima da pátria e do Estado.
    Lula, o Grande Compadre, faz festa para a múmia de Fernando Collor e abraça um Paulo Maluf embalsamado, mas Lula não governa e tem raiva de quem governa (ou governava).
    Diga o leitor se um país assolado há meses pelo apagão aéreo, pela crise devastadora da segurança, pelo mau desempenho da educação e da saúde, pelo PIB vergonhoso (agora maquiado para inglês ver), pela inércia exasperante da máquina administrativa, pela desmoralização da classe política, pela escalada sufocante de impostos, diga se um país assim tem governo.
    Onde não há governo, não há oposição. A oposição, que já ia mal, anulou-se com o haraquiri do PSDB apoiando, secretamente, a candidatura de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. E que dizer dessa ridícula troca de nome do PFL para um insosso 'Democratas'? Capitulação vergonhosa! Democratas todos querem ser, mas a virilidade de sustentar um partido alimentado pelos ideais de um liberalismo autêntico, impondo limites ao governo, defendendo a iniciativa privada, a privatização quando necessária e a liberdade individual, a isso ninguém se atreve. O partido terá agora a cara de Rodrigo Maia? Confesso que prefiro o semblante mais digno, experiente e austero de Marco Maciel.
    Foi o Grande Compadre que começou a desmoralização calculada da oposição, anulando-a politicamente com o desprestígio do Legislativo, submerso numa enxurrada de medidas provisórias visando a castrar a iniciativa dos parlamentares. Lula reduziu o Legislativo a figura decorativa e a oposição, a trapo. A política é feita pela tensão sadia entre Executivo e Legislativo. Quando estão polarizados, passa a corrente da vida política e tudo vai em frente. Quando a tensão esmorece porque governo e oposição são fracos, a vida política se deteriora. O presidente, inflando o Executivo como fez, anulou a oposição. Esta perdeu o moral (a combatividade) e também a moral. Recolheu-se aos seus interesses corporativos e se deixou infiltrar pela corrupção organizada, gerando o mensalão e outros bichos peçonhentos.
    O pouco de oposição que ainda resta no País mudou dos partidos para a imprensa. A oposição refugiou-se na imprensa livre. O PT sabe disso e já prepara sua ofensiva contra a liberdade de imprensa, apoiado, agora, pelo profissionalismo de Franklin Martins, recentemente contratado. (Pegou mal. Uma pessoa que sabe das coisas me garantiu que não foi um caso de 'cooptação', mas de longa e antiga cooperação. Ficará na memória a entrevista de Franklin com seu ex-colega da Bandeirantes Ricardo Boechat, chamando, cerimoniosamente, o entrevistado de 'ministro', sem que este perdesse a impassibilidade.) Por suspeitar na imprensa a última chama da oposição é que Lula até hoje não cumpriu a promessa da entrevista coletiva com que acenou no dia em que foi reeleito.
    A maior ironia é que com toda a inchação do Executivo, nem assim o presidente consegue governar. Lula não pega nem no tranco. Então, sem governo, sem oposição, como é que o País continua de pé? Conta a lenda, não sei se indiana ou africana, que os elefantes, depois de mortos, continuam de pé por dias ou semanas. A carcaça dos paquidermes resiste por muito tempo à decomposição interna, sem se abalar.
    Não sou tão pessimista assim. O Brasil não está morto e continua de pé porque já provou mais de uma vez ser maior do que o buraco (leia-se 'governos'). No Brasil, escreve-se certo por linhas tortas. O método é confuso, mas o conjunto da obra nos redime.Talvez seja esta a verdadeira originalidade brasileira.

    Gilberto Gilberto de Mello Kujawski no Estado

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    E o nosso Guia disse:
    "Côpanheros, o pobrema dos aeroporto é passagero!"
     ass.: Luiz Inácio Lula da Silva...
    Internet
     
     
    Pela pesquisa, 36,9% atribuem a culpa do apagão ao governo federal, mas 63,7% aprovam o desempenho de Lula na Presidência, e apenas 28,2% desaprovam. Desde 2003, é o melhor resultado de Lula.
    Está confirmado, pois: o homem pode fazer tudo o que bem entender, como pode não fazer nada do que mal entender, e vai continuar sendo altamente popular e altamente aprovado pela população brasileira....
    Lula pode fazer o que bem entender. Ou, simplesmente, não fazer nada. Dá no mesmo.
    Eliane Cantanhede na Folha Online
     
    Por que Lula vai bem? ....porque Lula não enfrenta oposição política. A sabedoria popular não deve ser nunca subestimada. No que a política econômica da oposição seria diferente da atual? Ninguém sabe. No que a política de segurança pública da oposição seria diferente da atual? Ninguém sabe. No que a oposição agiria diferente diante da crise do setor aéreo? Ninguém sabe. Alguma crítica da oposição à política do governo para os biocombustíveis? Ninguém viu. Quem mais elogiou a "nova política" do governo para a educação? A oposição. Se até a oposição gosta tanto assim do governo de Lula, o povo vai ficar contra por quê?
    Blog do Alon
     
    O governo Lula tem uma proposta e tanto para as oposições. Prorrogar a CPMF até 2011, mantendo a alíquota de 0,38% e, vejam só!, extinguir a contribuição depois. Qual é o truque? O Babalorixá continua a contar com os R$ 32,5 bilhões que ela rende por ano. Num eventual futuro governo de oposição, o dinheiro desapareceria da noite para o dia. Coisa de gangsterismo político. E que se note: o Apedeuta tem maioria para fazer o que quiser. O que cabe às oposições? Pedir o fim da CPMF agora, e não depois. E denunciar a manobra sacana
    Reinaldo Azevedo
     
    Deputado na Câmara de segunda a sexta ficaria distante de sua base
    Deputado Luis Sérgio (RJ), líder do PT, oficializando o "enforcamento" da segunda-feira, no Claudio Humberto
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    Um pais com a saúde publica quase perfeita....
    Mesmo nos tímidos registros oficiais, a situação alcançou dimensões bastante graves: em 12 dias, houve um aumento de 4 mil casos de dengue no Rio, totalizando 12 mil vítimas. Esses números, contudo, estão muito abaixo da realidade. Segundo especialistas, são notificados apenas 10% dos casos. Isso significa que mais de 100 mil pessoas podem ter adquirido a doença. A força-tarefa com mais de mil agentes, prometida pelo governo federal, limitou-se até agora a apenas 400
    JB
     
    Viva a hierarquia....
    Duas semanas após o motim que parou os aeroportos do país, controladores de vôo militares de Brasília estão articulando uma reação caso se confirme a interrupção do diálogo com o governo para desmilitarizar o setor. Em assembléia extraordinária de quase quatro horas, eles ameaçaram ontem com pedido coletivo de baixa. Só na capital, 123 sargentos estariam dispostos a se desligar da FAB, quase metade do pessoal. Profissionais de Curitiba, Recife e Manaus poderiam aderir. O objetivo dos controladores seria impor a criação da estrutura civil, para a qual prestariam concurso público.
    Globo
     
    Os controladores de vôo continuam espalhando o terror. Disseram ontem na OAB nacional que são diários os pedidos de demissão, o que pode provocar um novo caos. A boa notícia é que os insatisfeitos estão indo embora.
    Claudio Humberto
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    Sabe a sua conta de energia? Pois é, deveria ser chamada conta de impostos.
    Numa conta de 100 reais, você paga R$ 48,50 pela energia propriamente dita. O resto – R$ 51,50 - vai para as diversas instâncias de governo, na forma de impostos, taxas, contribuições e encargos.
    É um recorde mundial. Nenhum consumidor paga tanto imposto na conta de luz.
    Esses números foram exibidos hoje cedo, em São Paulo, pelo presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, em seminário promovido pela Duke Energy Brasil.
    O principal imposto é o ICMS, estadual, que come cerca de 20% da conta. Mas há outros 21 impostos, taxas, contribuições e encargos.
    Carlos Sardenberg no seu blog
     
    PT e PMDB travam uma guerra de bastidores pelas vice-presidências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, os mais aquinhoados cargos do segundo escalão do governo federal. Nos dois bancos, a vaga mais disputada é a vice-presidência de tecnologia, um posto de pouca visibilidade, mas que comanda grandes orçamento
    Valor
     
    A PTrobras....
    Monta-se um bilionário "PAC (Plataforma Arrumada para Companheiros)" na Petrobras, cujo diretor de Serviços, Renato Duque, é mesmo engenhoso. A estatal decidiu encomendar sua plataforma P-56 ao mesmo fabricante da P-51 sem licitação, alegando que os projetos são idênticos. O consórcio companheiro das gigantes Fells e Odebrecht, sob os auspícios da notória Ultratec, terá assim o contrato de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões).
    Claudio Humberto
     
    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)
    Um novo modelo de investigação parlamentar será adotado na CPI do Apagão Aéreo, reduzindo seu potencial de escândalo. A duração dos depoimentos será limitada a três horas e denúncias de corrupção serão transferidas imediatamente para exame do Ministério Público. As mudanças são o resultado de acordo firmado entre PT e PSDB, que devem dividir o comando da CPI.
    Estado
     
    “Yankees, go home...”
    O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, que foi indiciado em Nova York por suspeita de desvio de recursos na construção da avenida Roberto Marinho, pode ter arrecadado US$ 120 milhões em propinas, disse o promotor do distrito de Manhattan Robert Morgenthau, nesta terça-feira, 10.
    Um júri popular de Nova York indiciou Maluf e quatro outras pessoas por suspeita de roubo e conspiração em março, seguindo uma investigação liderada pelo escritório de Morgenthau com a cooperação de autoridades brasileiras. Maluf, que já foi candidato à Presidência, se elegeu deputado federal em 2006 pelo PP e foi prefeito da cidade de São Paulo e governador do Estado de São Paulo.
    Morgenthau disse à Reuters em entrevista que o projeto da antiga avenida Água Espraiada deveria custar US$ 200 milhões, mas acabou custando US$ 600 milhões, em grande parte por meios ilegais.
    "Acusamos Maluf de passar 11,5 milhões por aqui (Nova York) porque temos todas as notas e tudo. Podemos provar que isso tudo foram propinas nesse contrato. Acreditamos que ele roubou 120 milhões desse projeto", disse Morgenthau.
    AgEstado
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    PESQUISA       
    1.  Para 90% dos brasileiros a violência aumentou. Ou seja: é uma questão nacional e não só do RIO.
    2.  Pela primeira vez o tráfico de drogas encosta na pobreza/miséria como causa da violência. Pobreza/Miséria 24%. Trafico de Drogas 19%. Ineficiência da Justiça 19%. 3.  Insegurança começa a pegar no governo federal. Para 30% o responsável é o governo federal. Para 17%, os estados. E para 13% os municípios. Para 34% todos.
    4. A população sabe que o problema são os bandidos -72%- e não os policiais -20%- apesar dos desvios destes.
    5. Somando os órgãos federais -26% governo federal, 10% aeronáutica e 9% a Infraero- a esfera federal é vista como responsável pelo "apagão aéreo" por 45% dos brasileiros. Para 15% são os controladores e para 11% as companhias aéreas.
    Boletim do Cesar Maia
     
    "Pra fazer o mal tem q te a manha veeiih... cabeça fria... tem que ser na filosofia de makiavel". Esse é o pensamento dos jovens brasilienses de classe média acusados de tramar pela internet o assassinato de um suposto rival, um adolescente de 17 anos morador do Guará. A polícia teve acesso aos diálogos entre os quatro jovens - um deles menor de idade. As conversas revelam como eles têm inclinação para o crime: pretendiam fazer sessões de tiro, seqüestrar a vítima e desovar o corpo. E, se fosse preciso, contratar um bom advogado para livra-los da prisão.
    Correio
     
    Espetáculo do crescimento : ainda não contaram para os russos...
    Veja o risco dos países
    O JP Morgan calcula o risco de alguns países emergentes. A média destas taxas é indicada pelo Embi Plus. Veja abaixo o patamar de fechamento do risco destes países na sexta-feira:
    Polônia: 48
    Egito: 56
    Bulgária: 64
    África do Sul: 74
    México: 94
    Rússia: 98
    Peru: 125
    Ucrânia: 145
    Panamá: 147
    Colômbia: 152
    Filipinas: 161
    Média dos países emergentes (Embi Plus): 163
    Brasil: 164
    Indonésia: 170
    Argentina: 202
    Turquia: 211
    Venezuela: 211
    Equador: 646
    Reinaldo Azevedo
     
    O risco de que problemas nos mercados financeiros afetem seriamente a economia mundial cresceu e algumas das apostas feitas nos últimos meses tornaram os investidores muito mais vulneráveis a choques e mudanças de expectativas, advertiu ontem o FMI. As principais fontes de preocupação são a crise no mercado imobiliário americano e a maneira como grandes fundos de investimento têm financiado aquisições de empresas nos EUA e na Europa.
    Além disso, a crescente integração dos mercados financeiros aumenta a apreensão com esses riscos, disse ontem o diretor do FMI que monitora os mercados de capitais, Jaime Caruana
    Valor
     
    Vamos inventar a roda na economia????.....
    Os balanços financeiros de tradicionais fabricantes brasileiras de artigos de cama, mesa e banho como Karsten, Buettner, Döhler e Teka fecharam no vermelho em 2006, mostra levantamento da Somma Investimentos, de Florianópolis. Um dos itens de destaque da pauta brasileira de exportação de têxteis, a venda desses produtos foi duramente afetada pelo câmbio. E a avaliação de analistas é de que não há sinalização firme de melhoria para o setor têxtil neste ano.
    Gazeta
     
    O transporte internacional de cargas entre Brasil e Argentina está cada vez mais desfavorável para empresas nacionais. Câmbio, preço do diesel e legislação do país vizinho reduzem a competitividade. Para a NTC (entidade que reúne transportadores brasileiros), decreto do governo argentino isentando transportadores locais de pagar pedágio desde dia 1° de abril complicou a situação, já que os brasileiros continuam pagando taxa de uso das estradas no país.
    Gazeta
     
    Da série: “Cadê o meu Óleo de Peroba????”
    Deputados queriam aumento de R$ 11.653; agora, eles se contentam com...R$ 17.973. Patriotas!!!
    A avaliação de Lula será sempre tanto melhor quanto mais o Congresso enfiar o pé na jaca. E o nosso adora andar com a sola lambuzada, não é mesmo? Ou então vejamos:
    - Ontem, os patriotas decidiram que não se vota mais nada às segundas-feiras. A medida fazia parte de um esforço moralizante de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Moral no PT é como vôo de galinha: curto, grosso e desajeitado;
    - Esses brasileiros exemplares também decidiram elevar os próprios salários de R$ 12.847 para R$ 16.520 — reposição da inflação — tão logo se votem as MPs do PAC;
    - A Mesa da Câmara se reúne hoje para discutir a elevação da verba para a contratação de assessores: de R$ 50,8 mil para R$ 65,1 mil por mês. Não sei se entendem: os deputados tinham decidido elevar seus salários para R$ 24,5 mil, elmbram-se?. A sociedade reagiu. Sensíveis, eles recuaram. Reparem: naquele caso, o aumento seria de R$ 11.653. Agora, eles pleiteiam uma elevação salarial de modestos R$ 3.673 e uma ampliação da verba de R$ 14,3 mil. Ou seja: assustados porque a sociedade protestou contra a mordida de R$ 11.653, eles, então, resolveram deixar por R$ 17.973. E trabalhando menos. Entendeu, leitor?
    Ah, mas isso é para contratação de assessores! Sei. Entendi. É para o nosso bem. Por falar nisso, Luiz Sérgio (RJ), líder do PT na Câmara, justificou a suspensão das votações às segundas dizendo que os parlamentares precisam ouvir suas bases; que seria até mais cômodo ficar em Brasília. Ou seja: também é em nosso benefício. Vamos implorar aos deputados que parem de cuidar de nós.
    Reinaldo Azevedo
     
    Ao sabotar a CPI do Apagão, o foco do Planalto não é dar prioridade ao PAC, mas evitar que a investigação abra a caixa de Pandora que é a estatal dos aeroportos, a Infraero.
    Estado
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Relatórios apontam falhas no sistema de tráfego aéreo de Brasília
    Aviões somem, multiplicam-se ou mudam inesperadamente de altitude no sistema de controle de tráfego aéreo de Brasília, apontam documentos deste ano do Centro de Controle Aéreo de Brasília (Cindacta-1), obtidos com exclusividade pelo G1.
    Em um deles, o controlador relata que, no dia 13 de março deste ano, às 22h42, todos os aviões sumiram da tela do computador. "Todas as aeronaves dos setores mudaram o símbolo de bola para asterisco durante alguns segundos. Tal símbolo (asterisco) representa que o sistema deixou de receber o (s) alvo (s)." O relatório acrescenta que a mesma falha ocorrera uma semana antes, durante o turno da tarde.
    Portal G1
     
    O governo atravessa uma séria crise. Uma crise de rótulo. As autoridades do setor aéreo não fazem outra coisa, ultimamente, a não ser escolher qual será a próxima explicação para o penúltimo tumulto nos aeroportos. Para contornar o ridículo, muito devem ensaiar diante do espelho as caras e bocas que fará em público.
    Nesta quarta-feira, todos os bambambãs aéreos do governo deram as caras numa audiência pública na Câmara. Descobriu-se que a dúvida mais recente dos auxiliares de Lula é se isso tudo que está aí é ou não é uma crise.
    Na opinião do ministro da Defesa, o indefeso Waldir Pires, há, sim, uma crise. Mencionou falhas em equipamentos e problemas funcionais. Nada que mereça, porém, maiores alardes. Coisa normal, rotineira. “Em países em desenvolvimento, essa é a rotina", disse.
    O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, só menciona o vocábulo crise para negá-lo: "A crise no transporte aéreo está longe de ser uma crise. Nós a superamos a partir de 2004." Também o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, tratou de minimizar a deficiência de equipamentos e a precariedade das condições de trabalho dos controladores de vôo, que seu "superior" Waldir Pires admitira minutos antes.
    Ou seja, o governo está diante de uma encrenva que tem orelhas de crise, o focinho é de crise, os olhos são de crise, os dentes são de crise. Mas a equipe de Lula alimenta a esperança de que o lobo seja, na verdade, uma vovozinha disfarçada. Prossegue a audiência pública na Câmara. Não há, por ora, nenhum vestígio do caçador heróico. Reze-se para que ninguém seja engolido. Ou, por outra, é melhor nem rezar.
    Blog do  Josias de Souza
     
    Como se faz uma crise? Com o homem certo no lugar certo
    Crise houve entre 1999 e 2003, quando houve a desvalorização do real, as empresas aéreas estavam com dívidas em dólar, a aviação mundial enfrentava as conseqüências do atentado de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e duas grandes operadoras brasileiras - TAM e Varig - estavam no vermelho".
    Trata-se de Milton Zuanazzi, diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), durante depoimento na Câmara. Viram só? Não é que o período a que se refere o valente coincide exatamente com o segundo mandato de FHC? Cessa tudo o que a antiga musa canta. Imaginávamos, até agora, que o setor de controle aéreo havia entrado em colapso no governo Lula. Engano. O PT resolveu o problema.
    Os depoimentos desta quarta demonstraram a necessidade da CPI. Eu, por exemplo, não sei se existiram ou não falhas técnicas durante o apagão; se os equipamentos são ou não obsoletos. Waldir Pires diz que sim; Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, diz que não. E Zuanazzi, como se vê, nem mesmo reconhece a existência de problema. Aliás, a sua intimidade com a aviação civil vem de longe. Eclético, é formado em engenharia mecânica, com pós-graduação em sociologia. Já foi secretário nacional de Turismo. Sua biografia oficial informa que, no Rio Grande do Sul, entre outras atividades, foi Secretário de Estado de Turismo, Esporte e Lazer, suplente da Bancada Federal, vereador da capital Porto Alegre e presidente da Companhia Riograndense de Telecomunicações – CRT. Sempre com o PT.
    Nada como ter o homem certo no lugar certo. Como se vê, podemos confiar na isenção e no julgamento deste verdadeiro patriota da agência reguladora. É o homem certo no lugar certo.
    Reinaldo Azevedo
     
    Sobre o "noço lider"...
    Pressionado pela presença de cerca de 3.000 prefeitos em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenou com mais verbas para os municípios e afirmou que a reforma tributária que está no Congresso não interessa mais ao Planalto
    Folha
     
    Pra quem gosta, o prato esta cheio
    Ao completar 100 dias do segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra seu melhor índice de aprovação popular desde fevereiro de 2006. Apesar da preocupação crescente com a violência e da crise no setor aéreo, o prestígio pessoal do presidente e o do governo continuam a subir. Pesquisa nacional CNT/Sensus mostra que o desempenho de Lula é aprovado por 63,75 dos entrevistados e a avaliação positiva de seu governo chega a 49,5%, o terceiro melhor resultado de 51 meses no poder. Para 54,8% dos entrevistados, o segundo mandato de Lula vai ser melhor que o primeiro. A analista Fátima Pacheco Jordão explica: "O que mais conta, para o eleitorado, é a expectativa de melhora, a percepção de que questões como emprego e renda e saúde tendem a melhorar." Nove em cada dez consultados consideram que a violência aumentou nos últimos anos. Entre os que tomaram conhecimento do apagão aéreo, 25,8% apontam o governo como o principal responsável. "A questão toda está em torno da imagem do Lula, que aparece como aquele que está tentando fazer as coisas darem certo", diz o cientista político Carlos Melo, do Ibmec-SP
    Estado
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Vereadores se concedem pacote de benefícios em SP
    Estado: Cresce aprovação de Lula, apesar das crises
    Globo: Controladores militares agora ameaçam com baixa coletiva
    Correio: Mensagens de um crime na internet
    Valor: BB e CEF viram alvos de disputa entre PMDB e PT
    Estado de Minas: Prefeitos arrancam R$ 1,7 bi
    Jornal do Commercio (PE): Eduardo lança pacote para saúde
    JB: Cabral quer militares contra a PM corrupta
    Gazeta Mercantil: China e câmbio afetam a balanço dos têxteis
     
     
    Da Serie " de onde menos se espera é que não vem nada mesmo....."
     STF ainda não tem data para julgar mensalão Faz um ano que a Procuradoria-Geral da República denunciou 40 pessoas no esquema. O mensalão continua como um inquérito.
    Portal G1
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    Ao receber a comissão de deputados estaduais do Amapá, que está acompanhando o desenrolar da Operação Antídoto, da Polícia Federal, o procurador-chefe da República, Rodrigo Santos, confidenciou aos parlamentares que durante seu depoimento o empresário Nivaldo Aranha Silva, proprietário da Globo Distribuidora de Medicamentos, afirmou que recebeu R$ 1 milhão de uma fatura e devolveu R$ 600 mil para o caixa 2 das campanhas do governador Waldez Góes e do senador José Sarney (PMDB-AP). Mas, na hora de assinar o depoimento, voltou atrás e pediu para retirar o nome do senador. A comissão era formada pelos deputados Jorge Salomão (DEM), Michel JK (PSDB), Camilo Capiberibe (PSB), Moisés Souza (PSL) e Dalto Martins (PMDB). O procurador disse que vai mandar quebrar o sigilo da Globo para comprovar a entrada e saída logo depois do dinheiro.
    Claudio Humberto
     
    A oposição que o governo pediu a Deus....
    A oposição já faz piada com sua reduzidíssima bancada na Câmara - que em casos raros chega a 180 deputados. E diz que, agora, o que existe na Câmara é um verdadeiro campeonato entre os partidos para saber qual deles é mais fiel ao Palácio do Planalto. A disputa está acirrada. Todos querem mostrar presença para, num segundo tempo, apresentar sua fatura ao governo. Em troca, quer mais e melhores cargos na administração.
    Cristiana Lôbo no seu blog
     
    De Sanguessugas e outros espécimes pindoramicos...
    Agora é oficial: os partidos decidiram que não haverá mais sessão na Câmara às segundas-feiras. Como não trabalham nas sextas-feiras, os deputados reduziram a três dias a jornada semanal.
    JB
     
    Em fevereiro, ao assumir o cargo, o presidente da Câmara, o petista Arlindo Chinaglia, anunciou que segunda-feira seria dia de votação na Casa. Ontem, mudou de idéia. Em reunião com líderes, decidiu que as sessões deliberativas voltam a começar nas terças.
    Globo
     
    A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um pacote de benefícios para os 55 vereadores da Casa que inclui verba de R$ 12,5 mil por mês para 'despesas do mandato', como as relativas a combustível e fotocópias. Hoje, os vereadores têm direito a cotas desses serviços, ao custo aproximado de R$ 10 mil por parlamentar.
    Folha
     
    Ordem e Progresso
    No momento em que organiza uma série de ações pelo país, no chamado "abril vermelho", o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) decidiu focar seus ataques diretamente na figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, os sem-terra romperam qualquer tipo de negociação com ministérios até que sejam recebidos por Lula em audiência no Planalto
    Folha
     
    Na sexta (13), a bancada ruralista vai enfrentar os sem-terra em seu próprio campo de batalha. Liderados por Eduardo Sciarra (DEM-PR), os deputados vão a Santa Tereza do Oeste (PR) verificar o estrago que os invasores da Via Campesina (la cumparsita do MST) fazem há mais de um ano na fazenda experimental da Syngenta Seeds, empresa suíça que pesquisa e desenvolve sementes resistentes às secas, cada vez mais comuns no Sul.
    Claudio Humberto
     
    O Rio de Janeiro continua lindo...
     Não foi apenas para aumentar o policiamento da cidade que o governador Sérgio Cabral pediu ao presidente Lula a mobilização de tropas das Forças Armadas no Rio. Cabral está irritado com o que considera um boicote da Polícia Militar contra o governo do Estado e pretende, com a presença de militares nas ruas, demonstrar força e deixar bem claro que não aceitará imposições. O governador espera que as Forças Armadas intimidem a ação da chamada banda podre da PM.
    JB
     
    Sobre a America LatRina
    ESTE EX-BLOG INSISTE: O CASO POLITICAMENTE GRAVE NA AMÉRICA LATINA É O DA ARGENTINA E NÃO O DA VENEZUELA, PAÍS MONOPRODUTOR DE PETRÓLEO E SEM LINKS RELEVANTES COM A REGIÃO.
    VALOR
    Kirchner privilegia Chávez e isola a Argentina do mundo
    O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, está planejando uma viagem pela América Latina para a metade deste ano. Será sua primeira visita oficial à região desde que foi assumiu, em janeiro passado. A agenda inclui passagens pelo Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia e México. Ainda não está confirmado oficialmente, mas a chancelaria do Canadá cogita também uma rápida passagem pelo Haiti, segundo informou o jornal canadense "Globe and Mail". Se confirmado esse roteiro, Harper será mais um dos líderes de países industrializados a deixar a Argentina fora de seu roteiro.
    Este ano já visitaram a América do Sul o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o primeiro ministro italiano, Romano Prodi, e o presidente alemão, Horst Köhler. Nenhum deles passou por Buenos Aires. O caso de Prodi surpreende, pois a Argentina, com uma das maiores comunidades italianas no mundo, tem até um senador no Parlamento italiano.
    Boletim do Cesar Maia
     
    O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou greve de fome se os senadores do partido do governo não aprovassem os 41 contratos com as multinacionais petrolíferas, como a Petrobras, em março, revelou à Efe o senador do MAS Gastón Cornejo. A oposição questionou os contratos com as doze empresas após o decreto de nacionalização, que ainda não entrou em vigor. Se a moda pega...
    Claudio Humberto
     
     

    Perolas (cont)

    Sobre o bambole do ano
    Aquecimento global: apocalíptico ou ponderado?
    Não. Eu não sou um, como vou dizer?, negacionista. Parece que há mesmo algum aquecimento global, embora essa minha concessão (para ser um homem de companhia) seja obrigada a ignorar algumas realidades. Os dados estão sendo compilados, mas é possível, por exemplo, que os EUA tenham tido a Páscoa mais fria de sua história (saiba mais aqui). Adiante. Digamos que a coisa esteja ficando quentinha. Qual é a certeza que se tem de que isso seja efeito da ação humana? Nessa hora, nada como ouvir especialistas.

    Um deles é Paulo Artaxo, físico e professor da Universidade de São Paulo. É um dos quatro brasileiros que integram o grupo de cientistas que fizeram o relatório sobre os impactos no planeta das mudanças climáticas. Informava o Estadão On Line no dia 2 de fevereiro deste ano: “O aquecimento global pode ter um impacto drástico na Amazônia, região que pode sofrer um aumento de temperatura superior à média global e redução de chuvas, o que levaria à transformação de parte da maior floresta tropical do mundo em cerrado. A previsão foi feita pelo físico brasileiro Paulo Artaxo, um dos autores do relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira, 2, em Paris. Em entrevista à BBC Brasil, o físico afirmou que a temperatura na Amazônia deve aumentar 5° C até 2100, uma elevação superior à previsão de 1,8°C a 4°C para o resto do mundo. O cálculo foi feito por técnicos brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base nas conclusões dos cientistas do IPCC.” (leia íntegra
    aqui). Preocupante? Deveras.

    Qual é o meu problema com o aquecimento global? Será que eu quero aquecer o planeta? Será que ganho alguma coisa com isso? Gosto só de caminhar na contramão? Não. Sou contra a religião do aquecimento global — uma religião primitiva, que ainda precisa assustar os crentes com escatologias, com o anúncio do fim do mundo, como o que se lê acima. O que me deixa um tanto indignado é que os mesmos apocalípticos, quando falam em ambientes fechados, costumam ser bem mais comedidos, relativizando suas previsões.

    É o caso de Artaxo, que concedeu, recentemente, uma palestra no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), onde, certamente, seu saber pode ser confrontado com ciência, não com crendice. Ali ele foi questionado sobre a ação humana no aquecimento global. Sua resposta: “Dadas as incertezas dos modelos e a pobreza do sistema observacional terrestre, é muito difícil você dizer que tem cem por cento de certeza que o efeito é antropogênico". Em suma, ele não tem certeza do que provoca o aquecimento global, mas está certo de que a Amazônia vai pro beleléu.

    Desde o começo dessa história, a única coisa que peço é um pouco mais de racionalidade. E que se fique atento à falibilidade dos modelos. Isso é importante? É. Não para postergar respostas, mas para encontrá-las, já que se vive um impasse político óbvio. Para ouvir a resposta do professor, clique aqui.
    Reinaldo Azevedo
     
    Piadas (?)
    QUINZE PERGUNTAS EXTREMAMENTE DIFÍCEIS DE SEREM RESPONDIDAS.
    PROCURA-SE UMA MENTE SUPERIOR CAPAZ DE RESPONDÊ-LAS.
     
    1.Por que o presidente do povo usa terno Armani?
     
    2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental  incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
     
    3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de "perseguido  político", salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?
     
    4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?
     
    5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?
     
    6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas  por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
     
    7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?
     
    8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser  filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?
     
    9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
     
    10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com a FARC e ninguém comenta isto?
     
    11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada ?
     
    12. Por que o presidente do povo não sofreu "impeachment" como o Collor  ?
     
    13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep.cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
     
    14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES ???
     
    15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país, continuam apoiando o "presidente do povo?"
     - Só pode ser por total falta de vergonha na cara, pois sabem de tudo como todo mundo sabe.
    Internet
     
    Os Pensamentos do Dia
    DOIS HISTORIADORES -EM ENTREVISTAS- ANALISAM A POLÍTICA HOJE TENDO COMO PANO DE FUNDO O CASO DOS CONTROLADORES DE VÔO! EM COMUM: BRASIL NÃO TEM PRESIDENTE!
    Trechos.
    1. José Murillo de Carvalho na Folha de SP.
    a) O presidente cometeu o mesmo erro que João Goulart no trato com militares, o descaso pela disciplina e pela hierarquia. Corrigiu-se a tempo, desautorizando um ministro civil que não tem tanques. O sinal dos tempos é que não foi deposto nem se cogitou isso, mas saiu com a autoridade desnecessariamente arranhada.
    b) O episódio revela que, depois de 22 anos de governo democrático, políticos e militares ainda não conseguem falar a mesma língua. A criação do Ministério da Defesa foi um passo à frente. Todos os países o possuem. Mas até hoje ele não decolou, está em permanente apagão. Os ministros civis que o ocuparam nunca tiveram legitimidade para representar as Forças Armadas e menos ainda para obter sua subordinação. O caso do ministro atual chega a ser patético. Sem interlocução eficaz, escaramuças ou mesmo crises podem pipocar a qualquer momento.
    c)  O apagão de seis meses revelou imensa incapacidade gerencial do governo. A recente crise gerada pela indisciplina dos operadores militares revelou grande inabilidade política. A crise revelou dois problemas não-resolvidos referentes às Forças Armadas: o orçamentário, que afeta salários e o aparelhamento institucional, inclusive para exercer o controle do tráfego aéreo, e o político, que afeta a inserção dos militares na máquina do poder. Sem a solução dos dois, nossa democracia continuará sujeita a chuvas e trovoadas, longe do céu de brigadeiro.
               
    2. Marco Antonio Villa no Estado de SP.
    a) Lula não sabe tomar decisões, não fica confortável diante delas. É uma característica pessoal. Em 1980, por exemplo, sumiu de vista em dias decisivos da greve em São Bernardo do Campo. "Cadê o Lula?", perguntavam todos. Estava em um sítio, perto de uma represa. Foram lá dar uma dura nele e ele reapareceu no dia seguinte, na assembléia da Vila Euclides. Lula tem uma dificuldade de tomar decisões que não começou na Presidência, ficou evidente em todos os momentos-chave de seu primeiro mandato e reapareceu agora, no primeiro trimestre de seu segundo governo. O apagão aéreo é apenas um exemplo de uma lista extensa.
    b) O presidente Lula apresenta a lentidão de suas decisões como sapiência, como a elogiável capacidade dos líderes de decidir quando querem, como querem. É um recurso que não resiste nem mesmo a uma análise histórica. Grandes decisões foram tomadas no calor do momento. Se o presidente Lula estivesse no lugar de Dom Pedro I no momento em que recebeu a correspondência às margens do Ipiranga, dificilmente teria proclamado a Independência, provavelmente teria sugerido uma paradinha ali à beira do rio.  O presidente acredita que, passando o tempo, as coisas se acomodam sozinhas. Governar não é isso.
    c) A indecisão do presidente pode ser boa para ele, mas é péssima para o País.
    d) Apostar no esquecimento é uma característica do conservadorismo político. Nos últimos tempos as pessoas têm falado muito da frase do Ivan Lessa, que disse que a cada 15 anos o Brasil esquece de tudo o que aconteceu nos 15 anos anteriores. O governo Lula atua em uma faixa que mistura essa máxima com a lógica de Delúbio Soares, que previu que toda a denúncia do mensalão acabaria em "piada de salão" - e tinha razão. Lula assumiu o segundo mandato e os protagonistas do episódio continuam em lugares importantes dos partidos que atuam junto com o governo. É a vitória do esquecimento.
    e) O presidente Lula não gosta de ser um executivo, reunir equipes, levar relatórios para casa, pegar retornos técnicos e, com base nisso, tomar decisões. Nesse sentido, ele não preside. O presidente gosta do poder, é encantado pelo cerimonial do Palácio e por tudo o que é externo ao ato de governar. Gosta de fazer discursos com temáticas pessoais, autobiográficas. Gosta do mundo palaciano em que presidentes jamais são vaiados e exerce uma "Presidência do Espetáculo" que até lembra o Absolutismo, em que tudo é revelado. Nenhum governante sobreviveu à história apenas com sua cota de carisma. A dificuldade para decidir, em um presidente, não é só curiosidade. O País precisa de administradores reais.
    Boletim do Cesar Maia
     
    O super-Lula da pesquisa: o que isso quer dizer?
    Para muitos dos que não gostam do governo Lula, os números talvez sejam um tanto desanimadores. Mas eles são absolutamente explicáveis. Mais do que isso: são razoáveis. Eu não esperava nada muito diferente disso. É isto, leitor amigo: conforme-se em ser minoria no Brasil por um bom tempo. O sonho da massa revoltada contra o poder despótico é uma ilusão ou uma tara de esquerda. A maioria da população, em situação de normalidade democrática, é assim mesmo: apática, abúlica e gosta de quem está no comando. Irrupções revolucionárias, só para citar o ponto extremo do desagrado da massa com os governantes, são sempre coisa de minorias e jamais são bem-sucedidas se uma fatia do próprio poder dominante não resolve trair as suas origens. Os historiadores, inclusive os marxistas, sabem disso. Mas criam o mito da resistência popular. Pura balela.
    Lula foi reeleito há pouco mais de cinco meses e começou o segundo mandato há pouco mais de três: chegou lá com dois terços do eleitorado e, com pequena variação, ainda os conserva. A rigor, não há razão para ter perdido o apoio daqueles que o reelegeram. Aquele país ainda é o mesmo, com uma ou outra notícia “positiva” a mais, como o PIB recontado e o dólar no buraco, o que enche, acreditem, uma parte importante dos brasileiros de orgulho.
    A craca assistencialista grudou na política brasileira, e não será fácil tirá-la, mormente porque as oposições são muito tímidas no país — e tendem a se intimidar ainda mais diante de pesquisas como essa. Querem números exemplares do que estamos vivendo? Dizem conhecer os tais “programas sociais” 56,8% dos entrevistados. Mas 66% os aprovam. Aprovam o quê? A propaganda. Com isso, não quero dizer que os programas não existam. Existem, é claro. Mas são uma abstração para uma boa parcela dos entrevistados — e, pois, dos brasileiros.
    Acompanhem: quantos beneficiários, leitor, você conhece do Bolsa Família? A exemplo deste escriba, a resposta é quase certa: nenhum — fazemos parte daqueles 40,7%. Pior: integramos o grupo dos 27% que consideram que eles não respondem ao desafio do desenvolvimento. Estamos na contramão da “doxa”. E agora? Vejam só: Lula inventou o tal PAC para a parcela mais informada da população, que resiste a seus encantos. Nada menos de 59% dos entrevistados — e é provável que todos eles estejam entre os dois terços que o apóiam — nem sabem que diabo é isso. Só 18,6% acham que o programa vai ajudar o Brasil a crescer. Vejam só: se Lula nunca mais tocar nesse assunto, vai decepcionar pouca gente.
    E a crise aérea? Como é possível que ela não afete a imagem de Lula? É possível. Ele governa ou para o país que anda de carroça (metáfora) ou para o que compra avião — jamais para o que apenas anda de avião. E não vai abandonar essa clivagem. No médio e no longo prazos, essa administração medíocre do país vai fazer diferença, cobrar a sua fatura? Vai. As políticas públicas têm um tempo de maturação que não é o mesmo do julgamento da opinião pública. Imaginem se FHC tivesse feito tudo o que PT queria nos seus dois primeiros mandatos... Imaginem um país com a economia ainda mais fechada, atolado no endividamento das estatais. Que governo o PT estaria fazendo agora?
    Não duvidem: os que não compactuam com o lulo-petismo terão de comer poeira por um bom tempo. É da natureza do jogo. Mais ainda: têm de se organizar para não continuar a comê-la, coisa de que não estou bem certo de que saibam fazer. Penso, por exemplo, nas 3,4 milhões de pessoas jurídicas que integram o MSP — Movimento dos Sem-Político (na verdade, considerando familiares e tal, talvez o dobro disso). Quem fala por eles? Quem vocaliza suas angústias? As oposições, no Brasil, cometem a delicadeza de jogar fora o público que têm ambicionando aquele que jamais terão, porque seduzidos pelo petismo e suas “conquistas”.
    Lula navega numa onda extremamente favorável, que só existe porque governos anteriores se negaram a seguir a receita do petismo — que, uma vez no poder, demonstrou não ter receita nenhuma, a não ser, de um lado, acomodar interesses, e, de outro, manter azeitada uma máquina assistencialista inédita. Até que seus erros de agora não comecem a cobrar a sua fatura, vai tocando a vida sem muitos percalços. Mas atenção: mesmo esses erros só passarão a ter importância se transformados em luta política, coisa que as oposições não conseguiram fazer até agora.
    Reinaldo Azevedo
    April 09

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    "SE QUEDEN tranquiles". Pronunciada em tom jocoso, e num castelhano menos castiço que o seu português, a frase do presidente Lula inspira tanta confiança quanto as informações de um comissário de bordo numa empresa aérea dirigida por Cantinflas.
    Editorial da Folha
     
    Será que no país do herói sem nenhum caráter também temos a oposição macunaímica?
    MARCO ANTONIO VILLA na Folha. Artigo completo em Pensamentos do Dia
     
    Lula volta a atropelar a Aeronúatica, reconhece sindicalização de sargentos e os faz seus interlocutores
    Reinaldo Azevedo sobre o programa radiofonico de hoje
     
    Gente que talvez também jogue na calçada a embalagem do bombom de maneira irrefletida. São "milhões de Lulas", martelava o jingle do petista. São todos a cara do Brasil.
    Fernando Rodrigues na Folha
     
    Não é mais possível continuar tratando a política, no geral, e a crise dos controladores de vôo, em particular, como um grande Casseta & Planeta, para tomar emprestada imagem do ministro da Justiça, Tarso Genro.
    Corremos o risco de a qualquer momento Lula segurar um fio desencapado e mandar o país pelos ares. Alguém aí precisa agir. É caso de Conselho da República. No mínimo. Lula é inimputável.
    José Negreiros no Noblat. Artigo completo em Pensamentos do Dia
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    E as vitimas?????
    Nova lei concede benefício a acusado de crime hediondo- Projeto aprovado em março pelo Congresso derruba proibição de dar liberdade provisória neste tipo de delito
    Folha
     
    De novo??????
    Descansa na base de dados do Congresso o que promete ser a porta de entrada da oposição para investigar os contratos da Infraero e as relações da empresa estatal com o PT, caso a CPI do Apagão Aéreo seja instalada: um minucioso relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) apontando indícios de irregularidades em licitações da área de publicidade.
    O texto é fruto de auditoria realizada em 2005, a pedido da extinta CPI dos Correios. Segundo o tribunal, que ainda analisa o caso, duas agências de propaganda que trabalham para a Infraero podem ter sido contratadas após fraudes em processos licitatórios, a gigante Artplan e a Signo Comunicação, agência de expressão apenas regional da Paraíba
    Folha
     
    Ja vi este filme....
    O presidente Lula planejou fazer do PAC a marca dos primeiros 100 dias de governo, mas o que caracterizou o período foi o motim que parou o país e o desgaste com os comandantes militares.
    JB
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Empregos formais ligados direta e indiretamente à segurança foram os que mais cresceram nos últimos 20 anos. Na cidade de São Paulo, o salto chega a 366,5%, enquanto os demais empregos cresceram 59,6%
    Estado
     
    Um policial militar que integra a Coordenadoria Militar do gabinete do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), foi baleado com seis tiros ao reagir a tentativa de assalto em uma entrada da Linha Amarela (via que liga as zonas norte e oeste) em Água Santa, no Rio.
    Folha
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    Com a aprovação de apenas três das nove medidas provisórias (MPs) que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e enfrentando um clima de guerra com a oposição devido à CPI do Apagão Aéreo, o governo decidiu antecipar na base aliada a discussão das propostas de prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) e da DRU (Desvinculação das Receitas da União), cuja validade expira no final do a no
    Globo
     
    E viva o equilibrio dos 3 poderes...
    Governo aprova 50% dos projetos; Congresso, 1,7% - "Eficiência" é muito superior à dos deputados, que fazem vingar 1,7% de suas propostas.
    Folha
     
    A Herança maldita que o novo governo esta enfrentando......
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completará amanhã cem dias do seu segundo mandato sem conseguir ainda solucionar um dos maiores problemas do seu governo - a dificuldade gerencial de transferir os seus projetos do papel para a ação. A exemplo dos primeiros quatro anos de governo, há planos ambiciosos que acabam não se concretizando, regras de conteúdo dúbio e uma série de indecisões governamentais que dificultam o funcionamento adequado da máquina administrativa do País
    Estado
     
    Dos 15,5 milhões de brasileiros acima de 10 anos que não sabem ler nem escrever, 2,4 milhões — 15% — têm menos de 30 anos. Embora o problema atinja todas as regiões do país, 65% dos jovens analfabetos vivem no Nordeste. Considerados apenas os jovens entre 15 e 29 anos, são 1,8 milhão de iletrados. São pessoas que chegam ao mercado de trabalho incapazes de ler a placa do ônibus ou anotar um número de telefone. Conseguir emprego fica difícil
    Globo
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Se forem confirmadas as denúncias de que os controladores de vôo estariam mentindo aos pilotos de aviões para congestionar o tráfego aéreo do país, as companhias aéreas terão mais facilidade para conseguir indenizações do governo por perdas causadas pelo caos aéreo. É o que diz o presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira. As empresas alegam que já tiveram prejuízo de R$ 100 milhões desde que o sistema entrou em crise, em setembro
    JB
     
    Sobre o "noço lider"...
    Lula aproveitou o seu programa radiofônico desta segunda –“Café com o Presidente”—para afagar os controladores de vôo. Festejou o feriadão sem tumulto: "Eu acho que todo mundo que viajou na Páscoa deve ter visto nos aeroportos que as coisas estão tranqüilas e é assim que precisa ser. Eu quero agradecer, portanto, a todos que contribuíram para que a gente tivesse uma Páscoa de tranqüilidade."
    Para Lula, a suposta volta à normalidade resulta da honestidade de propósitos: "Finalmente os nossos aeroportos estão tranqüilos, numa demonstração de que uma relação honesta e sincera entre governo e a sociedade brasileira e os controladores, ou seja, permitiu que o bom senso reinasse no nosso meio. Estou feliz com isso."
    O Lula desta segunda soou bem mais brando do que o Lula da semana passada, que chegara a acusar os controladores de vôo de o terem apunhalado pelas costas. Quem ouve o novo presidente imagina que os aeroportos brasileiros converteram-se num Éden. Bobagem.
    Os controladores continuam com a faca na boca. Recuaram na Páscoa por razões estratégicas. A pretexto de desafiar o governo, acabaram comprando briga com a sociedade. Pediram desculpas. Agora, sondam o terreno. A Aeronáutica tem sede de vingança. A lama ainda escorre dos subterrâneos da Infraero. E o STF está na bica de determinar a abertura da CPI do Apagão Aéreo.
    A propósito, os atrasos superiores a uma hora, que haviam afetado 5,5% dos vôos na Páscoa, já chegam a 12,5% nesta segunda-feira (9). De resto, parte da tranqüilidade verificada nos aeroportos no feriadão deve-se a uma fuga. Nada menos que 30% dos viajantes preferiram viajar de automóvel. Resultado: o número de acidentes nas estradas federais aumentou 23,86%
    É mesmo dura a vida do viajante brasileiro. Se ficar no aeroporto, o controlador pega. Se correr para as estradas, o buraco come. Não há de ser nada. Como diz Lula 'Mussun' da Silva, todos devem ficar "trankilis".
    Blog do  Josias de Souza
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Nova lei concede benefício a acusado de crime hediondo
    Estadão: FAT deverá garantir dívidas do agronegócio
    Globo: Brasil ainda tem mais de dois milhões de jovens analfabetos
    Correio: Supersalários do GDF sob suspeita
    Valor: Corrida à bolsa já captou R$ 32 bi e banca expansões
    Jornal do Commercio (PE): Preço de remédios sobe em média 1,5% esta semana
    JB: Apagão marca 100 dias de Lula
    Gazeta Mercantil: Aquisições e fusões saltam 30% em 2007
     
    Sobre boquinhas(ou bocarras...)
     O feriadão da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), ao lado do namorado, em Salinópolis (noroeste do Estado), mobilizou 28 servidores públicos, entre os quais aspones variados, seguranças, ajudantes de ordem, serviçais etc, que receberam um total de 123 diárias pagas pelo contribuinte. O ato de concessão das diárias foi assinado pelo chefe da Casa Militar da governadora, coronel Henrique Araújo, e publicado na sexta-feira Santa (6), quando poucos lêem o Diário Oficial.
    Claudio Humberto
     
    Da serie " chama o ladrão"....
     Um esquema de fraudes com utilização de notas fiscais frias, empresas fantasmas e superfaturamento que desviou mais de R$ 20 milhões da Polícia Federal do Amazonas, de 2001 a 2005, é investigado pelo órgão e tem como envolvidos nas supostas irregularidades agentes federais e administrativos
    Folha
     
    Ordem e Progresso
    Sem-terra - Invasores do Congresso não prestaram contas de dinheiro público, diz TCU.
    Correio
     
    Brasiuuuu....
    Após 32 anos, só 23% das empresas mantêm status - Estudo mostra que 117 das 500 maiores companhias perderam importância desde 73. Principal destino foi aquisição por outras organizações, segundo Fundação Dom Cabral; parte faliu ou foi privatizada.
    Folha
     
    Perolas Internacionais
    SARKOZY 28%. SEGOLENE ROYAL  23,5%. BAYROU 20%. LE PEN 13%.
    LE FIGARO citado pelo Boletim do Cesar Maia
     
    Os Pensamentos do Dia
    Qual governo, qual oposição?

    O governo Lula vive de espasmos políticos, como se governar fosse a cada semana apresentar alguma notícia de impacto

    O GOVERNO Lula vive de espasmos políticos: numa semana a atenção está concentrada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento); na outra, na divulgação do novo ministério; e, em outra, na proposta do plebiscito. Porém tudo se esvai rapidamente. Nenhuma discussão tem continuidade, como se governar fosse a cada semana apresentar alguma notícia de impacto.
    O acompanhamento administrativo das tarefas de governo continua relegado a plano secundário.
    O presidente prefere discursar nas cerimônias públicas, mesmo naquelas em que sua presença e suas palavras não são necessárias. Mas o microfone exerce uma atração fatal. O presidente precisa falar: é uma forma de se afirmar.
    Isso também explica por que a posse dos ministros não é coletiva, mas feita de forma homeopática: é sempre mais uma oportunidade para discursar. E mais: Lula acredita que a palavra substitui a ação. Uma obra ou um programa se realizam simplesmente pelo desejo verbal.
    As duas reformas ministeriais que realizou (em 2005 e 2007), se forem somadas, perfazem 10 meses. A de 2005 começou em novembro de 2004 e foi até março do ano seguinte. A atual teve início logo após o segundo turno da eleição presidencial. Mais do que dificuldade para decidir, Lula tem prazer em alongar essas discussões: isso o retira da rotina administrativa, da leitura de relatórios, de estudar alguns dos graves problemas nacionais.
    A falta de iniciativa, de ousadia gerencial, transformou a gestão petista numa arqueóloga de alguns êxitos de gestões passadas. Nessa viagem pelo túnel do tempo, Lula já chegou ao governo Geisel: basta recordar o programa Pró-Alcool -agora voltado para a produção em larga escala do etanol- e no incentivo de pesquisas petrolíferas nas áreas mais profundas da plataforma continental -como ocorreu naqueles anos na bacia de Campos.
    Lula sempre insistiu que tinha viajado de ônibus por todo o Brasil. E que ninguém conhecia mais o Brasil do que ele. Vê-se que de pouco adiantou.
    Não deve ter prestado atenção na diversidade regional.
    Quando vai a Manaus, não apresenta nenhuma nova idéia, a não ser manter os incentivos fiscais à Zona Franca, criada pelo regime militar.
    Visita o Nordeste e abre o baú. Dele retira, empoeirada, a idéia da transposição das águas do rio São Francisco, apresentada pela primeira vez, ainda que de forma rudimentar, em 1818. Para o maior problema do país, segundo pesquisa Datafolha, a segurança pública, até o momento só apresentou discursos e mais discursos, sempre acompanhado de metáforas de gosto duvidoso.
    O governo Lula conseguiu despolitizar a política, como ocorreu na formação do atual ministério, que, em vez de uma coalização, formou um "ajuntamento" de 11 partidos, o maior da história do Brasil, como poderá propalar o presidente aos quatro ventos. Excetuando provavelmente o PT, nenhum dos partidos do "ajuntamento" tem idéia das razões para fazer parte do governo, além, é claro, da importância dos cargos como instrumento de arrecadação de recursos financeiros para a próxima campanha eleitoral.
    Apesar de tudo, Lula continua sendo muito bem avaliado pelos eleitores. Sem um contradiscurso oposicionista, só resta ao eleitor ouvir o discurso oficial. Não tem um contraponto. Não há o que comparar. Portanto, não cabe demonizar o eleitor.
    Se o resultado do Datafolha, em parte, deve ser creditado ao talento comunicativo do presidente e a algumas realizações do passado que manteve (como o Bolsa Família, sensivelmente ampliado), o maior responsável pelo resultado é a inépcia da oposição, que não sabe ser oposição, vigilante, combativa e propositiva.
    Até hoje, a oposição não apresentou sequer um programa mínimo de governo, instrumento indispensável para o combate político. Quando muito, obstruiu os trabalhos legislativos no Congresso Nacional, medida muito mais de desespero do que de estratégia política. A maioria dos eleitores não sabe por que a oposição é oposição. Imagina que tudo não passa de ressentimento eleitoral.
    Mas há aqueles que não querem ser oposição, como o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder da minoria.
    Este já disse que Lula está amadurecido (?), pegou carona no AeroLula e elogiou a ação de Henrique Meirelles à frente do Banco Central. Sem esquecer os largos elogios ao ex-ministro Palocci na CPMI, no auge da crise da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo. Fez questão de dizer naquela sessão que era amigo do então ministro e que apoiava a política econômica do governo.
    Será que no país do herói sem nenhum caráter também temos a oposição macunaímica?
    MARCO ANTONIO VILLA, na Folha
     
    Chega de Cassetas
    Certos recordes jamais serão batidos: só Chico Buarque é unanimidade, ninguém ganhará do Dream Team americano, Lula é imbatível nas urnas. Não adianta escolher o melhor adversário, arranjar o maior marqueteiro, fazer a campanha mais bem feita.
    Não se trata de qualidade do discurso, de racionalidade dos argumentos, sequer de uso da verdade. Lula é hors concours. As razões que explicam o fenômeno são conhecidas, embora aquela que menciona a identificação do eleitor com um dos seus me pareça a mais consistente. Não se pode esquecer, no entanto, sua história, as três vezes que cruzou o Brasil, as três derrotas e o esgotamento do tucanato.
    Lula, a exemplo de Juscelino, é daqueles líderes que aproveitam um momento, muitas vezes um mau momento, e levam a sociedade à superação. Não precisam de um Plano Real para isso. Têm a chama, o magnetismo, que em política se conhece como carisma. E isso explica tudo.
    O Lula da eleição de 2002 é, além disso, uma explosão de talento político, segundo a contabilidade positiva e negativa. Por exemplo: a idéia de virar Lulinha Paz e Amor, é uma ficção genial; a decisão de tirar o PT da economia, outra; enfim, a imitação da política econômica de Fernando Henrique, então, é o máximo.
    Mas as coisas deveriam parar por aí. A trapalhada do motim dos sargentos controladores de vôo ultrapassou todos os limites. Lula não tem a menor condição de continuar sozinho no comando. Não compreende, não gosta, não tem paciência, não tem nada a ver com a enormidade que é governar um país como o Brasil num momento tão estratégico quanto este.
    Ele já fez o impossível: ganhar a eleição, apesar do atoleiro do mensalão. Agora é com os profissionais.
    Na ausência de Dirceu e Palocci, os únicos da turma com vocação para o cargo, é preciso nomear imediatamente um primeiro-ministro para ficar com a parte chata da Presidência. Não precisa grande qualificação, basta ter disposição para encarar.
    Não é mais possível continuar tratando a política, no geral, e a crise dos controladores de vôo, em particular, como um grande Casseta & Planeta, para tomar emprestada imagem do ministro da Justiça, Tarso Genro.
    Corremos o risco de a qualquer momento Lula segurar um fio desencapado e mandar o país pelos ares. Alguém aí precisa agir. É caso de Conselho da República. No mínimo. Lula é inimputável.
    José Negreiros no Noblat
    April 08

    Perolas Extra

    Os Pensamentos do Dia
    Quebra de patente
    Entrevista

    JORGE ZAVERUCHA

    Cientista político, diretor do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da Universidade Federal de Pernambuco

    Presidente vacila diante dos militares e revela a fragilidade do governo civil, diz especialista
    Aureliano Biancarelli
    Na sexta da semana passada, sargentos controladores de vôo insatisfeitos com salários e horários se amotinaram. Paralisaram o sistema aéreo e provocaram caos nos aeroportos. Por telefone, dos EUA, o presidente autorizou negociações e prometeu atender aos pedidos. Ao negociar com amotinados, Lula cometeu um deslize grave no rígido conceito de hierarquia militar. Na segunda-feira, os comandantes das três armas peitaram o presidente e ele voltou atrás. Os amotinados foram chamados de “traidores” e ameaçados de prisão. Nessa quinta-feira, os sargentos divulgaram carta onde pediam “perdão” à sociedade, prometiam “paz nos céus” e desejavam “Feliz Páscoa”.

    Mesmo que a paz volte aos céus, o episódio deixou em solo seqüelas perigosas. Ao ceder aos comandantes militares e descartar seu ministro da Defesa - a quem as Forças Armadas estão subordinadas -, o presidente revelou ao País que a democracia instalada ainda depende da doutrina militar.

    “Lula teve medo de ser apeado do poder”, diz Jorge Zaverucha, doutor em ciência política pela Universidade de Chicago e especialista nas relações entre civis, militares e polícia. “Estamos num equilíbrio instável. Os militares estão quietos na caserna, desde que não mexam com os seus interesses.”

    Diretor do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da Universidade Federal de Pernambuco, autor, entre outros, do livro FHC, Forças Armadas e Polícia: Entre o Autoritarismo e a Democracia, 1999-2002, pai de duas filhas, 51 anos, torcedor do Sport Clube do Recife e baterista aprendiz, Zaverucha é conhecido por suas polêmicas sobre a ameaça militar.

    No seu entender, o episódio atual revela que os governos civis não conseguiram se fortalecer depois da transição. Na falta de diretrizes, os militares não encontram papel num País sem inimigos externos, “embora a fronteira amazônica esteja toda esburacada”. Diante do crescente descrédito do poder civil, especialmente na segurança pública, os militares estão se voltando para a segurança interna e aumentando seu prestígio junto à população. “Se a democracia é incapaz de garantir minha sobrevivência física, então eu apelo para a espada”, diz Zaverucha, citando o filósofo inglês Thomas Hobbes.

    O motim dos controladores foi um fato isolado ou revelou insatisfações ainda não reveladas das Forças Armadas?

    Insatisfação existe nas três Armas, mas nesse episódio as demandas eram corporativas, salário e questões operacionais. A situação foi empurrada com a barriga, ora o ministro da Defesa defendia os sargentos e o fim da militarização do controle aéreo comercial, ora o comandante da Aeronáutica manifestava sua posição contrária. O presidente Lula deveria demitir o ministro ou o comandante da Aeronáutica. Preferiu enfraquecer o ministro. A desordem começa aí, porque uma cadeia de comando foi quebrada.

    A origem dessa desordem estaria na criação do Ministério da Defesa?

    O ministério foi criado para ser um órgão frágil. Sem um ministro da Defesa, o Brasil não teria chance de ganhar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, como vinha pleiteando. A falta desse ministério mostrava que o poder civil era fraco, que não conseguia enquadrar os militares, mas as Forças Armadas eram contrárias. Fernando Henrique então negociou com os militares um Ministério da Defesa para inglês ver. Ou seja, “eu vou criar um Ministério da Defesa, mas vou destituir o ministro de prerrogativas de mando”. O ministro virou um tigre sem dentes.

    Há um pacto entre civis e militares?

    Os militares se consideram fiadores da Nova República. Na cabeça deles, o pacto foi o seguinte: “Eu concordo com a restabelecimento da democracia eleitoral, desde que meus enclaves autoritários sejam mantidos”. São áreas em que os militares acham que o poder civil democrático não tem condições de penetrar. Um exemplo? A Polícia Militar. O Brasil é a única democracia do mundo em que o controle da sua principal polícia ainda é feito parcialmente pelo regime militar. A Justiça Militar funciona hoje de modo muito parecido ao do regime militar. O artigo 142 da Constituição diz que as Forças Armadas são responsáveis por garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Esse artigo não existe em nenhuma democracia do mundo. O papel das Forças Armadas é cuidar das fronteiras e da soberania do País, não da ordem interna. Mas, quando os constituintes ameaçaram tirar essa prerrogativa dos militares, o general Leônidas falou: “Se vocês não voltarem atrás, vou zerar a Constituinte”.

    Algum governo bateu de frente com os militares?

    Em todos os governos houve acerto com os militares, ninguém peitava as Forças Armadas, o poder civil sempre foi frágil diante delas. É como se você tivesse uma situação de equilíbrio, nem os militares têm força suficiente para dar um golpe de Estado, nem os civis tem força suficiente para impor um controle sobre os militares.

    Até agora tinha-se a impressão de que as Forças Armadas estavam quietas na caserna. É isso?

    Elas estão quietas se você não mexer com os interesses delas. Esse sentimento de que não há risco de um golpe de Estado é porque, toda vez que há um confronto entre civis e militares, os civis cedem. Foi o que aconteceu agora. Isso mostra que não estamos nem num autoritarismo, nem numa democracia. Estamos num equilíbrio instável.

    O senhor acha que o Estado democrático correu risco no episódio dos controladores?

    A maneira drástica com que Lula voltou atrás é sinal de que recebeu uma pressão muito forte dos militares. Chamou para o Palácio do Planalto quem não tinha nada a ver com a história, os comandantes da Marinha e do Exército, quando o problema era com a Aeronáutica. E o ministro da Defesa nem foi chamado. A desobediência dos sargentos foi seguida de uma reação dos comandantes dos Cindactas, que não consultaram seus superiores. Ninguém mandava mais em ninguém, havia o risco de se perder o controle. Se isso chegasse ao Exército e à Marinha, seria ao casos. Aí eu não descarto um golpe, de jeito nenhum. Acho que Lula, ao retroceder, evitou um golpe de Estado. Não é que os comandantes tivessem essa intenção, é que a situação poderia evoluir para um ponto sem retorno.

    O ministro Viegas, o primeiro nomeado no governo Lula para o Ministério da Defesa, não seguiu a cartilha dos militares.

    Ele tentou se rebelar, mas foi rechaçado. Na visão dos militares, o pacto para a criação do Ministério da Defesa previa que o ministro devia ser um despachante dos interesses das Forças Armadas, e Viegas quis ter autonomia. Quis fazer mudanças na ESG, a Escola Superior de Guerra, os militares não aceitaram. Quis que as investigações sobre a explosão de um foguete em Alcântara, em 2003, fosse um inquérito aberto. A Aeronáutica queria que fosse um inquérito policial-militar interno. Depois peitou o comandante do Exército ao defender a abertura dos arquivos militares. O comandante era o Francisco Albuquerque, que claramente se indispôs com o Viegas. O desgaste culminou quando da divulgação de fotos do jornalista Vladimir Herzog. Albuquerque não queria que o tema voltasse à tona e publicou uma nota elogiando o regime militar. Na crise, Lula optou por tirar Viegas do Ministério da Defesa, deixando claro que os militares tinham mais poderes que seu próprio ministro. Como Viegas, o ministro Valdir Pires também não está agindo como despachante, tomou posições que desagradam aos militares. Por isso já não tem mais força, já caiu.

    O senhor acha que o governo está cedendo no caso dos arquivos da ditadura?

    A questão dos arquivos vem desde que começa a transição. O próprio Fernando Henrique foi várias vezes pressionado para abrir esses arquivos, os militares simplesmente diziam que os documentos não existiam. Quatro dias antes de passar o poder a Lula, ele assina um decreto adiando a divulgação desses documentos. O governo Lula está mantendo o status quo. Mandou entregar alguns papéis para o Arquivo Nacional, mas os familiares dizem que parte deles foi retirada, fizeram uma limpeza. Diferentemente do que acontece no Chile e na Argentina, onde o governo criou comissões para ajudar as famílias na busca de informações, aqui o Estado exige provas para indenizar os familiares das vítimas, mas as provas estão trancadas pelo próprio Estado. No caso da guerrilha do Araguaia, a resistência é ainda maior, porque há uma suposição de que os documentos revelariam a existência de uma tortura institucionalizada, com o uso de aviões para jogar os corpos. Se isso é verdade, as Forças Armadas passariam para a história com essa pecha de que patrocinaram a tortura, e elas não querem isso. É muito fácil você vender que a tortura foi praticada por indivíduos isolados. Com esse episódios dos sargentos, a possibilidade de mexer nesses arquivos fica ainda mais remota. Porque saiu fragilizado, o presidente no momento só quer agradar aos militares, diz até que vai criar um PAC para as Forças Armadas. A última coisa que vai querer agora é patrocinar uma medida que possa irritar os militares.

    Fala-se muito em reforma do Estado civil, mas não se fala em reforma nas Forças Armadas...

    Um reforma administrativa, de gestão, poderia enxugar a tropa , priorizar ações, usar melhor o dinheiro. O Brasil, comparativamente a seu efetivo, tem mais generais do que os EUA e Israel. Mas na área militar a democracia não entra, seria mexer com vara curta e os civis não querem isso. As Forças Armadas reclamam dos salários e de investimentos, mas seu orçamento é o terceiro do país, só perde para o da Previdência e o da Saúde, e recebe mais que a Educação. Mas, se eu não tenho nenhum inimigo externo, por que investir nas Forças Armadas mais do em educação, em habitação? O país precisa decidir o que é mais importante.

    Qual, enfim, a função das Forças Armadas num Estado democrático?

    Defender as fronteiras do Estado, a soberania nacional. O Estado moderno faz uma separação entre Forças Armadas e forças policiais. As primeiras tomam conta da ameaça externa, as policiais cuidam da ordem interna. Mas, no Brasil, constitucionalmente, as Forças Armadas são responsáveis pela lei e pela ordem interna, e isso está levando a um processo de militarização da segurança pública. As polícias estão desacreditadas, tanto pelo governo como pela população, e quem está sendo chamado a exercer o papel de polícia em situação de conflagração urbana é o Exército. Agora foi criada a Doutrina da Garantia da Lei e da Ordem, GLO, que explica como o Exército deve agir em ações de polícia. Por exemplo, pegaram uma brigada de Campinas, que era mecanizada, e a transformaram em brigada de infantaria leve, para ser utilizada nessas operações. Como não tem um espaço de ação, não tem um inimigo externo, o Exército está se voltando cada vez para a área interna, sabe que tem um papel importante como polícia. Enquanto isso, a Amazônia continua com as fronteiras esburacadas como um queijo suíço. Em lugar de comprar um porta-aviões, caro e lento, poderíamos ter uma marinha fluvial. Mas para isso precisa ter uma discussão política.

    Os militares carregam a herança de um regime militar do qual não participaram e que não é bem-visto pela população. Isso, aliado aos baixos salários, não cria um desânimo na corporação?

    Não vejo dessa forma porque todas as pesquisas de opinião pública dão que a instituição de maior credibilidade no País são as Forças Armadas, só perde para a Igreja, que não é laica. O Congresso, os partidos, estão lá embaixo. A resistência pode estar numa classe média intelectualizada. Se as instituições civis estão perdendo credibilidade e as Forças Armadas ganhando confiança como aquela capaz de estabelecer a ordem, então não vou estranhar se amanhã tiver um retrocesso autoritário. Não é que a população queira uma ditadura, mas, se houver um quadro que leve ao caos, a um estado de anarquia, quem vai colocar ordem é a instituição que tem mais credibilidade na sociedade, que são as Forças Armadas. Nenhuma sociedade pode viver sem um mínimo de ordem, logo você vai para uma solução “hobbesiana”. Se a democracia é incapaz de garantir minha sobrevivência física, então eu apelo para a espada. Porque a minha necessidade de viver está acima de qualquer ideologia.

    Como foram as relações com os militares nos governos anteriores?

    Os militares estiveram e estão presentes em todos os governos. No caso do Sarney, quem deu a palavra final para que assumisse foi o Exército. Havia uma disputa jurídica para saber quem deveria assumir, se era o Ulisses Guimarães ou Sarney. Houve até reunião de ministros do STF para tentar definir essa disputa jurídica. Prevaleceu a espada do general Leônidas. Sarney só tomou posse depois que o general telefonou dizendo que o presidente seria ele. Já o Collor peitou os militares, acabando com o SNI, reduzindo o orçamento militar. Mas, com o processo de impeachment, enfraqueceu e passou a agradar aos militares. Era tarde demais. Itamar foi consultar os militares antes de assumir o poder para saber se eles o apoiavam. Recebeu carta verde e, como agradecimento, nomeou nove ministros militares.
    Estado

    Perolas

     
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    Perolas e Frases do dia......
    Cada vez mais abaixo dos 4% que compõem a elite econômica do país e mais próxima dos 54% que são pobres, a classe média brasileira apela para o endividamento como forma de sobreviver ao achatamento que lhe é imposto há 20 anos. E isso tornou-se martirizante com o governo petista. O empobrecimento da classe média virou crise social e fulmina as novas gerações
    JB
     
    Relatório da Ifatca elaborado após vistoria no Cindacta-1 (Brasília) em outubro passado apontou falhas graves no controle aéreo do país. A vistoria, feita após o acidente com o Boeing da Gol, revelou que os controladores estão despreparados, os equipamentos são velhos, a cobertura de rádio é ruim, e os sistemas operacionais, inadequados.
    Folha
     
    Voar no Brasil ficou mais perigoso do que na África
    Piloto citado pela Veja
     
    Os lulistas aplaudiram Lula quando ele enfrentou a cúpula militar em favor dos sargentos e vão elogiá-lo com igual ímpeto agora, quando ele ataca os sargentos em favor da cúpula. Porque, afinal, Lula está sempre e absolutamente certo. Ai de quem diga o contrário...
    Eliane Cantanhede na Folha
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    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    "Não há´mais para onde retroceder; estamos todos ameaçados de morte cada vez que voamos. Não por alguma fatalidade, mas pela incompetência e fraqueza das autoridades
    Lya Luft  na Veja
     
    A desgraça do Brasil - O caos aéreo é o mais fiel retrato de um governo lento, que não toma decisões e que parece viver alheio aos problema reais do país.
    Isto E’
     
    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...
    No polêmico debate sobre a liberdade da imprensa e o respeito às religiões, o Brasil opta por ficar em cima do muro. O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução pedindo a proibição da difamação pública de religiões e reivindicando que a liberdade de expressão “seja exercida com responsabilidade” e, portanto, esteja “sujeita às limitações da lei”.  A proposta foi feita pelos países islâmicos e, mesmo com a oposição dos europeus, foi aprovada. O Brasil, que sofreu forte lobby dos países árabes para se unir ao projeto, preferiu a abstenção. O voto foi dado no final da semana passada, mas vem ganhando repercussão cada vez maior. Para organizações não-governamentais que combatem a resolução, os países que se abstiveram ajudaram indiretamente a aprovar a medida
    Estado
     
    A Herança maldita que o novo governo esta enfrentando......
    O produto das reformas - A nova maneira de medir o PIB mostrou que as (poucas) reformas feitas no país nos anos 90 mudaram - para melhor - a economia brasileira
    Exame
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Um boletim recente emitido pela Federação Internacional dos Pilotos a seus associados alerta: voar nos céus brasileiros é um perigo. Algumas das advertências do documento com relação ao controle de tráfego aéreo brasileiro:
    • Há áreas no espaço aéreo brasileiro que não são cobertas por radar. Às vezes o controlador de vôo comunica ao piloto que seu vôo está sendo acompanhado pelo radar, mas na verdade o avião está num desses buracos negros  
    • As mudanças no plano de vôo nem sempre são transmitidas para todo o sistema de controle de tráfego aéreo. Isso pode resultar em setores com partes de dois planos de vôo, o original e o reformulado
    • Alguns controladores falam com boa pronúncia certas palavras em inglês, o que dá a impressão de que dominam o idioma. Isso nem sempre é verdade. Esse engano pode causar confusão quando o plano de vôo muda  
    • Ao trocar de altitude durante um vôo sobre o Brasil, o piloto deve prevenir-se acendendo todas as luzes externas do avião
    • O piloto deve manter-se atualizado, através da companhia aérea em que trabalha, dos riscos de voar sobre o Brasil
    Veja
     
    Alvo preferencial dos partidos de oposição na eventual CPI do apagão aéreo, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) responde hoje a mais de uma centena de apurações sobre supostas irregularidades.
    Segundo pesquisa realizada pela Folha, são 35 procedimentos administrativos do Ministério Público Federal, 95 processos no Tribunal de Contas da União, quatro investigações da Controladoria Geral da União e três apurações de suas auditorias internas que apontam graves irregularidades em contratos comerciais.
    O TCU analisa, ainda, sete denúncias contra a Infraero. Desde a utilização de bens públicos para fins particulares, em Florianópolis,
    Folha
     
    E pensar que todo esse tempo estivemos voando sobre esse abismo de intrigas, ressentimentos, precariedade, incompetência, unhas e cabelo de rato sem saber de nada. O fato de não ter havido mais acidentes aéreos no Brasil só pode ser atribuído a boa vontade de Deus ou ao lóbi do Santos Dumond.   Há culpa suficiente nessa vergonha toda para repartir entre governo, Aeronáutica e todos que a esconderam ou ignoraram. Não vão se recuperar tão cedo.
    Noblat
     
    O relato foi colhido pelo procurador Fábio Fernandes, do Ministério Público do Trabalho em São Paulo. Algo pior ainda que o acidente da Gol pode acontecer. Venho atuando junto aos controladores e conheço suas condições de trabalho, afirma Fernandes. A iminência de uma catástrofe, segundo o sargento da reserva, que prefere não ter a identidade revelada, já atormentava sua cabeça naquela noite de 26 de maio. As freqüências de rádio apresentavam interferências das mais diversas. Os alvos duplicados, triplicados e multiplicados dos aviões na tela do X-4000 aumentavam a sensação de que não iríamos dar conta do recado. Na cabeça, um só pensamento: ‘será que vai ser comigo?’
    O controlador, então, pediu à torre de Congonhas para usar as duas pistas e reduziu de cinco para três milhas náuticas a separação entre aviões. Solicitou aos centros de Brasília e de Curitiba que realizassem um controle de fluxo, mas sabia que isso era quase impossível. Gerava um efeito negativo na produtividade, explica. Às 20h, a tensão quase que rotineira se transformou em terror. Um silêncio tétrico repentinamente tomou conta da sala. Olhares incrédulos se cruzaram das oito posições operacionais ativadas e um gemido uníssono ecoou na sala: ‘Caiu a freqüência!’ Mas meu Deus, caíram todas? De uma vez?, lembra.
    Supervisores tentavam ligar para os demais órgãos para que assumissem o tráfego, mas os telefones estavam mudos. Ficamos vinte e dois minutos com os olhos estatelados nas telas do radar, incrédulos e impotentes diante de um filme de terror. Quase bateram quatro aviões, dois sobre Santana do Parnaíba e dois sobre Bonsucesso, em Guarulhos, diz o relato. Às 23h, após anotar as alterações no
    Livro de Registro de Ocorrências, desci as escadas, entrei no carro, fechei a porta e chorei como uma criança, lembra. Decidi que enquanto participasse daquele circo, haveria sempre de registrar e relatar tudo, buscando soluções, se necessário, nos altos escalões da Força Aérea. E assim o fiz."
    Correio
     
    A Heranca maldita......
    Governo petista admite "bagunça" sindical- Após quatro anos no poder, sindicalistas são incapazes de brecar proliferação de sindicatos, o que sempre criticaram.
    No ano passado, foram liberados 307 registros para novos sindicatos, quase um por dia; número é 24% maior do que o de 2005
    Folha
     
    O saco de gatos
    E o governo começa agora... - Depois de cinco meses de lentidão e hesitação, Lula finalmente reúne sua equipe ministerial.
    Isto E’
     
    O novo ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preencheu as conveniências políticas de um governo de coalizão formado por 11 partidos de tendências ideológicas que vão da centro-esquerda à centro-direita, mas reforçou o viés anti-reformas que deve marcar este segundo mandato. Após cem dias do seu segundo mandato, tendo de contornar os problemas naturais de uma aliança tão ampla, o presidente deixou em segundo plano as reformas estruturais que enunciara nas primeiras semanas de governo - previdenciária, trabalhista, sindical, tributária e política
    Estado
     
    Reforma? Com ele, não - As leis trabalhistas são um dos maiores entraves ao crescimento do país. Mas a prioridade do novo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é repartir cargos.
    Epoca
     
    Embora o discurso de posse do novo ministro do Trabalho, o pedetista Carlos Lupi, tenha soado canhestro e o comportamento de seus correligionários, vaiando o ex-ministro petista Luiz Marinho, tenha sido mais apropriado às barulhentas assembléias sindicais do que a uma cerimônia formal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar do novo auxiliar. O que ficou claro no ato é que Lupi será uma boa justificativa para aquilo que o governo Lula quer fazer mas não tem coragem de assumir publicamente: abandonar de vez as reformas sindical e trabalhista.
    Estado
     
    Enquanto, no Executivo, ministros e aliados do governo medem forças para tentar emplacar suas indicações para os cargos de segundo escalão, na Câmara dos Deputados os partidos estão brigando para garantir para si o maior número possível dos 1.315 cargos comissionados da Casa, aqueles que permitem a nomeação de funcionários sem concurso público. Com apenas três parlamentares, o PSOL, por exemplo, conseguiu uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada que lhe asseguraria o direito de nomear 27 funcionários, ou seja, nove por parlamentar
    Globo
     
    Sobre o "noço lider"...
    "Se queden tranquiles". Pronunciada em tom jocoso, e num castelhano menos castiço que o seu português, a frase do presidente Lula inspira tanta confiança quanto as informações de um comissário de bordo numa empresa aérea dirigida por Cantinflas.
    O chefe do Executivo dedicava-se a desmentir os rumores em torno da saída do ministro da Defesa, seu co-piloto na errática e turbulenta condução da crise aérea brasileira. Assegurou não cogitar de novas mudanças na equipe ministerial.
    "Tranquiles", portanto, quedem-se os brasileiros. Se houver alguma queda nos próximos dias, não será de ministro, a julgar pelo que diz o presidente; no máximo de um avião ou outro, poderiam acrescentar os espíritos mais aziagos.
    O destino de um ministro é de todo modo assunto menos preocupante do que a continuidade de um estilo de governo caracterizado pela inapetência administrativa, pela verborragia e pela omissão.
    Editorial da Folha Para integra do texto  clique aqui.
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Entidade alertou Lula de falhas no controle aéreo
    Estado: Empresas substituem governo e investem R$ 4 bi nos portos
    Globo: Bancada ambientalista é a maior do Congresso
    Correio: Merendeiras marajás vão ser investigadas
    Valor: Dólar a R$ 2 põe em xeque estratégias das empresas
    Veja: O alerta dos pólos
    Época: Conselhos práticos para você sofrer menos com o caos aéreo
    IstoÉ: A desgraça do Brasil: no ar o retrato do governo que não toma decisões
    Exame: A mais veloz da história
    JB: O martírio da classe média na era Lula
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    Roberto Teixeira - Advogado e amigo de Lula, ele atuou em três dos mais polêmicos negócios aéreos recentes.
    Globo
     
    Sobre o partido no poder....
    E agora, Viana? - A devastação do Acre, durante a gestão de Jorge Viana[PT], foi maior do que se pensava.
    Veja
     
    Rainha do nepotismo que nomeou parentes, sua cabeleireira e a esteticista como "assessoras especiais", a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), também aprecia uma mordomia. Seu antecessor saiu da residência oficial da Granja do Icuí antes do prazo, para que ela a ocupasse logo, mas Ana Júlia torceu o nariz: faz o contribuinte pagar para ela o aluguel de uma mansão no "Cristalville", o condomínio mais luxuoso de Belém.....O vice-governador do Pará, Odair Corrêa (PSB), mora no Crowne Plaza, o melhor cinco estrelas de Belém, e também vai para o luxuoso "Cristalville".
    Claudio Humberto
     
    Brasiuuuu....
    Uma pesquisa nacional do Datafolha que acaba de sair do forno revela que a maioria  dos brasileiros deseja a implantação no país da pena capital. São favorável à pena de morte nada menos que 55% dos 5.700 eleitores entrevistados pelo instituto em 25 Estados. ...O percentual é mais expressivo do que os 51% que se declaravam a favor da execução de criminosos em pesquisa realizada sete meses atrás, em agosto do ano passado. O levantamento atual demonstra que o apoio à pena de morte iguala-se ao índice de 1993, o maior já registrado desde que o Datafolha começou a fazer esse tipo de aferição, em 1991.
    Blog do Josias de Souza
     
    Estorias do Brasil
    Como tratar pessoas grossas
    Para todos os que têm de tratar com clientes irritantes, ou com pessoas que se acham superiores aos outros, aprenda com a funcionária da GOL. Destrua um ignorante sendo original, como ela foi. Uma funcionária da GOL, no aeroporto de Congonhas, São Paulo, deveria ganhar um prêmio por ter sido esperta, divertida e ter atingido seu objetivo, quando teve que lidar com um passageiro que, provavelmente, merecia voar junto com a bagagem... 
    Um vôo lotado da GOL foi cancelado. Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros. De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão, atirou o bilhete e disse:  Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na primeira classe! A funcionária respondeu:
    - O senhor desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando pacientemente na fila. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
    O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na fila ouvissem:
    - Você faz alguma idéia de quem eu sou? 
    Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no microfone anunciando:
    - Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor? (a voz ecoou por todo o terminal). E continuou:
    - Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é e deve estar perdido. Se alguém é responsável pelo mesmo, ou é parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da GOL. Obrigada.
    Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:
    - Eu vou te fuder!
    Sem recuar. Ela sorriu e disse:
    - Desculpe, meu senhor, mas mesmo para isso, o senhor vai ter que esperar na fila...
    Internet
     
    O bambole do ano
    Um cientista que não é mascate do apocalipse
    O que vai abaixo me foi enviado por um leitor, colado do blog do Gabeira, com base em notícia do Correio Braziliense de 13 de fevereiro . Vejam só:

    A Floresta Amazônica poderá tornar-se ainda mais densa nos próximos anos, por culpa do aquecimento global. A constatação é do geomorfologista Aziz Nacib Ab'Saber, Professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
    Contrário às previsões pessimistas sobre o impacto do aquecimento global na Amazônia, o especialista é incisivo: "É completamente errado afirmar que o aquecimento global ocasionará desertificação, savanização ou interrupção natural das florestas. O aquecimento global fará a floresta crescer, se adensar e multiplicar sua biodiversidade".
    Apesar de considerar o relatório do IPCC como uma importante ferramenta de alerta para a humanidade, Ab'Saber vê um sério erro no documento. De acordo com ele, o dossiê da ONU desconsidera a influência das correntes marítimas no clima.


    Nota: até outro dia, Aziz Nacib Ab'Saber era considerado uma das mais importantes referências brasileiras em debates dessa natureza. Depois que começou a histeria do aquecimento global, foi praticamente banido da grande mídia. Afinal, ele não é um mascate do apocalipse.
    Reinaldo Azevedo
     
    Os Pensamentos do Dia
    Devanieos Governamentais
    Imagino que agora, depois de seis meses em que o presidente ordena que o apagão desapague sem que nada aconteça, o dito apagão não seja mais problema, até porque o presidente deixou que outros dessem as ordens e - são essas coisas curiosas da vida - aí as ordens foram atendidas. Mas não entendo bem dessas altas questões e só sei é que, em toda essa crise de quem a principal culpada deve ter sido a imprensa, o governo ainda teve tempo de pensar na área cultural e ofereceu um espetáculo muito superior a qualquer clássico dos Três Patetas (no governo há muito mais de três, vivemos uma era de fartura). Continuamos na venturosa posição de este ano não termos governo até o momento e, por conseguinte, também não termos de que nos queixar. Ninguém pode alegar que ele está fazendo alguma coisa e, por conseguinte, não há ações a criticar.
    Até porque, leio nas folhas que, depois que o presidente aprendeu que os generais não têm por hábito chamar os sargentos de 'companheiros sargentos', passou a ocupar-se de outras questões, entre as quais avulta o deslanchar impetuoso do PAC. E as folhas dizem também que a fuzarca desenvolvimentesca (novos tempos, novos termos) vai começar por estes dias, com intensa campanha de propaganda para divulgar que o PAC vai fazer e acontecer. Isso é muito necessário, para obter a compreensão e o apoio do povo, tanto assim que, novamente conto o que leio nos jornais, a verba de propaganda é bem maior do que a destinada ao principal projeto de educação. Pode não ter governo, mas propaganda do governo tem - não se pode querer tudo ao mesmo tempo, dr. Waldir Pires já disse, tem que ter paciência.
    Aqui do meu cantinho, resolvi fazer a minha parte. Quando o novo governo começar, espero que levem em conta um projeto que bolei aqui e que coincide com uma das mais importantes áreas da criação de empregos do governo, ou seja, cargos e colocações públicas. Estava eu vendo um noticiário de televisão, quando apareceu a história de uma moça americana que havia acusado um rapaz de estupro porque ela, embora por iniciativa própria, tinha bebido demais e o rapaz - como direi? - foi lá. O juiz disse né-né, que ela bebera porque quisera e não tinha havido estupro nenhum.
    Mas isso suscita justificadas preocupações, porque gostamos de fazer tudo o que fazem nos Estados Unidos e essa delicada área ainda não está regulamentada no Brasil. Mas, ao mesmo tempo, a chance de sairmos na frente de outras nações outra vez. Minha idéia é a criação do Ministério da Cópula e do Acasalamento, destinado não só a gerar milhares de empregos na burocracia federal, como a zelar por aspectos de nossa conduta inexplicavelmente negligenciados até chegar o maior governo da História deste país.
    Aqui no Brasil se transa de maneira desordenada, vamos reconhecer que é uma esculhambação e assim nunca vamos entrar para o Primeiro Mundo.
    Ninguém quer proibir que se transe. O que se quer é que se transe de forma construtiva e em consonância com os interesses do País, que, no caso, são muitos.
    O primeiro, já disse, é a criação de empregos. O segundo, não menos importante, é dar uma posição digna à d. Marta Suplicy, que, na sua condição de sexóloga conceituada, estará bem melhor na nova pasta do que a que arranjaram para ela. E o terceiro é nos dar uma posição de vanguarda em estatísticas das mais completas sobre o assunto, proporcionando avanços científicos ainda inimagináveis, desde o combate a doenças sexualmente transmissíveis ao controle de natalidade.
    Todo brasileiro ou brasileira que desejasse, matrimonialmente ou apenas em relações eventuais, ter uma vida sexual seria obrigado a tirar e portar a Carteira Nacional de Copulador(a), que seria concedida mediante a apresentação de alguns documentos essenciais, desde atestado negativo para uma lista prédefinida de doenças, até o cadastro obtido após um exame psicotécnico (conhecido pelos maldosos como o psicotoque) e o preenchimento de extenso formulário, cobrindo preferências de parceiros, fetiches, perversões, problemas, posições favoritas e peculiaridades especiais. Creio que isso levaria a carteiras de Copulador(a) A, B, C e assim por diante, passando a ser obrigatória a sua apresentação à entrada de motéis, hotéis e mesmo edifícios de apartamento, a critério da administração. Para não falar que copular sem carteira renderá multas e perda de pontos, até a temível cassação - medida dura (ou mole, conforme o caso), porém necessária para o pleno funcionamento do sistema. E a cartilha seria absolutamente sigilosa, exceto por um paloccismo ou outro, mas isso acontece.
    A ação educativa seria naturalmente complementada pela Cartilha do(a) Copulador(a) (a Cópula Participativa ficaria restrita às comunidades especialmente licenciadas), que traria lições de fácil compreensão para a realização da conjunção carnal conforme os melhores princípios e técnicas aceitáveis pela Carta de Caracas, assinada em conjunto pelos presidentes da Venezuela, Argentina, Equador, Colômbia, Paraguai e Bolívia e, embaixo, pelo Brasil.
    Espera-se que Chávez, o Redentor da América, contribua com a tão esperada revelação da famosa Paso del Perro Loco, posição afamadíssima, mas guardada a sete chaves por quem já a experimentou. Ou que Morales mostre sua famosa técnica do Puede-Carcar-Que-Les-Gusta.
    Bem, sei que vocês hão de estar achando que escrevi uma porção de bobagens de quem não sabe o que fazer. Está certo, posso até concordar. Mas por que somente eu? Vocês por acaso não têm percebido que a última moda neste país é não saber o que fazer?
    Joao Ubaldo Ribeiro no Estado
     
    Fanáticos: à espera dos bárbaros
    Como não sou um fanático do aquecimento global, alguns bobalhões acham que nego o fato ou que considero tudo isso irrelevante. O aquecimento existe. O que não está provado — e não está — é que ele seja provocado pelo çerumano. E nenhum cientista aposta a sua reputação (se tiver uma) numa afirmação peremptória. Isso não quer dizer que o mundo não deva se preocupar com a questão. Ainda que a elevação da temperatura média do planeta seja um fenômeno natural, é bom trabalhar com algumas hipóteses para que possamos nos adaptar, certo?, antecipando medidas que minimizem, então, o que seria inexorável.

    Bem, não havendo a certeza absoluta de que “somos os culpados”, certamente diminuiria muito o tom pobremente milenarista desse debate. E os militantes parariam com essa besteira de condenar “o nosso estilo de vida”, como se a história da humanidade, até agora, não passasse de uma montanha de lixo moral, especialmente feita para agredir o planeta. Como o progresso humano está corretamente associado ao capitalismo, cessaria também a militância antiamericana que vem embutida na questão.

    Até onde tenho tempo de me ocupar dessas coisas — e, como não sou nem motorista e detesto sair de casa, aqueço pouco o mundo, hehe; só os corações —, é claro que me preocupo também e coisa e tal. A idéia do fim do mundo me parece bem pouco auspiciosa. Prefiro uma alternativa, como todo mundo. E, porque me preocupo, observo que os cientistas estão exagerando. Reparem que eles deram para afirmar a inexorabilidade da catástrofe. Bem, se é inexorável, devemos, então, fazer como os romanos do poema “À espera dos bárbaros”, de Kafávis: sentar e esperar que a tragédia se consume.

    O que estou dizendo é que, nesse ritmo, daqui a pouco, ninguém mais dará bola para esse assunto. A Folha deste sábado traz uma entrevista com o economista cingalês Mohan Munasinghe, vice-chefe do IPCC. Reparem neste trecho:

    FOLHA - O que se deve fazer?

    MUNASINGHE - Para os países em desenvolvimento, que já têm problemas sérios de pobreza, a principal prioridade é aumentar a renda da população e a qualidade de vida. Afinal, se não resolvermos os problemas de desenvolvimento hoje -má nutrição, falta de saúde, de habitação- as pessoas não vão viver o suficiente para sentirem os efeitos das mudanças climáticas. E o modo de fazer isso é combinando melhorias de renda e erradicação da pobreza com redução de emissões.
    Combater as mudanças climáticas e criar estratégias de adaptação a elas não significa que precisamos abrir mão do desenvolvimento.

    Sei. E como é que se reduz a desigualdade sem, em princípio, aquecer ainda mais o planeta e consumir ainda mais água, que também vai acabar? Já há jornalista no Brasil ganhando a vida calculando quantos livros de água são necessários para você comer um bife, leitor amigo. Como é que vamos aumentar a quantidade de proteína consumida pelos africanos ou seu bem-estar sem contribuir para a catástrofe? Que fatalismo é este que opõe uma vida melhor aos mais pobres à sobrevivência do planeta? “Ah, mas os ricos é que terão de abrir mão de regalias”. Quais? Aquelas que lhe permitiram desenvolver as vacinas que fizeram com que a humanidade não entrasse em extinção?

    Mais adiante, o mesmo cingalês que conhece o futuro da humanidade observa:
     
    As pessoas verão que as mudanças não vão acontecer da noite para o dia. Até 2030 veremos alguns efeitos modestos, centrados principalmente nos ciclos hidrológicos e no derretimento das geleiras. Até 2050 os efeitos serão maiores e crescem daí por diante, mas nossos poderes de previsão não são tão apurados a partir dessa data. A informação mais dramática é que eventos extremos, como furacões, vão ficar mais comuns.”

    Pois é. Eis um problema grave. Estamos em 2007. Nos próximos 23 anos — uma geração! —, ele admite que os efeitos serão “modestos”. Só mais tarde, naquele longo prazo em que boa parte de nós já terá morrido, é que virá o pior (toda escatologia é assim: não pode ser vivenciada pelos crentes). Pois, então, leitor, contraste o terrorismo que hoje toma conta do mundo com os “efeitos modestos” de que fala Munasinghe. Não tardará, e crescerá a sensação de que essa coisa toda não passa de conversa, ainda que o futuro do planeta possa mesmo estar ameaçado, seja por culpa nossa, seja em razão de alguma verdade inescrutável das esferas.

    Os fanáticos do aquecimento estão prestando um enorme desserviço à sua própria causa.
    Reinaldo Azevedo
              
    April 07

    Perolas

      
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    Perolas e Frases do dia......
    o presidente Lula simplesmente capitulou ante a pressão da Aeronáutica, legitimada pelo apoio das outras armas. Esse talvez seja o efeito mais negativo da incompetência governamental no trato do problema dos aeroportos. No final, trouxe os militares para a política.
    Leoncio Martins Rodrigues em entrevista na Folha
     
    O pior desse debate é que, até agora, são bem poucas — se formos ser rigorosos, inexistem — as soluções ou respostas possíveis. Como em qualquer escatologia, por enquanto, vivemos a fase da crença no fim dos tempos. Só nos resta olhar do lado em busca de culpados. E, é claro, os Estados Unidos são o mais forte candidato ao banco dos réus.
    Reinaldo Azevedo sobre o aquecimento global. Artigo completo em Bambole do ano
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    Ja vi este filme (e nao gostei do final......)
    O que levou o presidente Lula a ceder tão gentilmente aos controladores de vôo amotinados nos aeroportos do país no dia 30 de março, concordando em dar-lhes compensações salariais e revogando-lhes uma ordem de prisão dada pela cúpula da Aeronáutica? O que levou o presidente Lula, dias depois, a chamar os controladores de irresponsáveis e traidores, cancelando correções salariais e autorizando prisões em caso de nova rebelião? Em sua explicação pública para tamanha guinada, Lula saiu-se com justificativas contraditórias. Primeiro, disse que, ao saber do motim dos sargentos, estava a bordo do Aerolula rumo aos Estados Unidos e não recebera um "quadro completo" da situação. Depois, encarregou seus assessores de espalhar que o recuo se explicava porque, no auge da crise, não tinha alternativa além de ceder aos controladores, sob pena de manter os aeroportos do país paralisados. Por fim, em reunião com aliados no Palácio do Planalto, disse que se sentia "traído" pela categoria. "Fui apunhalado pelas costas. Esperaram eu sair do país." O que Lula não disse é que o principal motivo de ter mudado tão radicalmente de posição foi outro: os militares peitaram o presidente – e ganharam a parada.
    Assim que teve sua ordem de prender os controladores de vôo cancelada por Lula, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, reuniu-se com um grupo de oficiais, assessores jurídicos e dois representantes do Superior Tribunal Militar (STM). A reunião aconteceu no 9º andar do prédio da Aeronáutica, na Esplanada dos Ministérios. Na discussão, ponderou-se que a decisão de Lula poderia resultar numa acusação por crime de responsabilidade. Afinal, no artigo 7º da lei que define crime de responsabilidade prevê-se punição para a autoridade que venha a "incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina". Com essa poderosa ameaça na manga, o brigadeiro convocou outra reunião, para a manhã seguinte, com os nove brigadeiros que compõem o alto-comando. Nesse encontro, discutiram como ampliar o arsenal para enfrentar Lula. A primeira decisão foi que o Ministério Público Militar, afinado com a cúpula da Aeronáutica, processaria os rebelados, a despeito das promessas do presidente de que não haveria punição. "A punição dos grevistas sempre foi questão de honra. Não voltaremos atrás nem com ordem do papa", disse a VEJA um integrante do alto-comando."
    Veja
     
    Presidente do STM (Superior Tribunal Militar) de 2004 a 2005 e ministro aposentado do órgão, o almirante-de-esquadra José Júlio Pedrosa, 71, disse ontem que o pedido de perdão à sociedade feito pelos controladores de tráfego aéreo não apaga o crime que cometeram.
    Em avaliação preliminar, Pedrosa afirmou que o grupo fez um motim ao se opor a autoridades superiores, podendo levar os controladores a penalidades que variam de quatro a oito anos de detenção, conforme o regimento interno da Justiça Militar
    Folha
     
    O presidente, altos membros de seu ministério e o próprio ministro da Aeronáutica saíram mais do que chamuscados do episódio. Recapitulemos: inicialmente, o presidente, a bordo da aeronave presidencial, manda um ministro importante de seu governo negociar com os controladores, fazer promessas, ceder e prometer muito mais do que poderia, inclusive de que não haveria punições. No final, o presidente conseguiu descontentar a todos e reforçar a impressão de que, além de mau administrador, não é um interlocutor confiável.
    ....
    se movimentos "de massas" que correm por fora dos canais institucionais se avolumarem e o desprestígio da classe política continuar, a hipótese de um ressurgimento do poder militar não pode ser jogada na lata de lixo da História. Como isso pode acontecer exatamente não se pode prever. Mas sabemos que, sempre, entre a liberdade e a ordem, essa última acaba por prevalecer. Muitos exemplos mostram que as sociedades podem sobreviver sem liberdade, mas não sem ordem.
    Leoncio Martins Rodrigues em entrevista na Folha
     
    General responde a Miriam Leitão    
    Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista.
    À Senhora Jornalista Miriam Leitão
    Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a
    interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer" . Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.
    Carta completa e comentario do Prof. Roberto Romano em
    http://robertounicamp.blogspot.com/2007/04/de-um-amigo-chega-me-o-texto-abaixo-que.html
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Lula vai levando. Fala como seu eleitorado gosta e entende. Atrasa compromissos com gente importante. Tem um estilo de governar.
    O saldo dessa auto-suficiência só será conhecido mais adiante. É difícil imaginar algum presidente no futuro com tanto poder como o delegado hoje a Lula. Para quem olha de perto, a impressão maior é a de oportunidades perdidas em série. O petista reforça alguns dos piores valores oferecidos pelo Brasil ao mundo -atrasos contumazes e pouco apreço pela eficiência administrativa.
    Certos valores só podem ser promovidos por quem os têm. Lula não se importa. Está "tranquilis".
    Fernando Rodrigues na Folha
     
    Um pais com a saúde publica quase perfeita....
    A cada ano, 550 mil brasileiros morrem vítimas de doenças crônicas, segundo relatório do governo. A maioria dos casos é de doenças do aparelho circulatório e câncer.
    JB
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    Enquanto a taxa de embarque internacional no Brasil custa 36 dólares, os vizinhos argentinos desembolsam a metade: US$ 18.
    Claudio Humberto
     
    Vamos inventar a roda na economia????.....
    Lula disse que o governo "manterá a sobriedade" na área fiscal, sem aumentar a dívida pública. Mas, para 2007, o governo já assumiu compromissos que resultarão no aumento de gastos.
    Editorial do Estado
     
    A Herança maldita que o novo governo esta enfrentando......
    Servidor em greve não recebe salário e servidor que pode andar armado não pode fazer greve. Ao adiantar pontos do anteprojeto que regulamentará o direito dos servidores à paralisação, o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, foi categórico ao dizer que o Estado não vai pagar servidor em greve porque isso caracteriza "férias".
    Estado
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Sabe como Paulo Bernardo foi escolhido o negociador do governo com os controladores de vôo amotinados? Bem, a história do improviso é a seguinte, segundo versão contada por Lula aos senadores petistas na terça-feira passada: o presidente estava sobrevoando o Oceano Atlântico quando foi informado do motim. Tentou falar com Waldir Pires, não conseguiu (Pires voava para o Rio: estava no ar, como sempre). Procurou Dilma Rousseff, também não achou. Recorreu a Walfrido Mares Guia e nada. Só quem estava em Brasília, à disposição, era Paulo Bernardo, que teve assim um dia de protagonista como negociador improvisado
    Veja
     
     
    O saco de gatos
    O presidente Lula orientou a direção nacional do PP - partido de Paulo Maluf e Severino Cavalcanti, entre outras, digamos assim, reservas morais - a não levar ao pé da letra o seu discurso pregando a "coabitação de partidos" nos ministérios. Autorizou o ministro Márcio Fortes (Cidades) a substituir todos os petistas a ele subordinados e pediu para manter apenas Raquel Rolnik, titular da Secretaria Nacional de Programas Urbanos.
    Claudio Humberto
     
    Sobre o "noço lider"...
    O caos imperou nos aeroportos no Natal, assombrou todos os feriadões e voltou a parar o País há uma semana. Por várias vezes, o governo declarou que a crise estava debelada. Para o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, a administração da crise aérea é mais um dado da personalidade “indecisa” do presidente da República
    Estado
     
    Manchetes de hoje
    Folha : Mudanças climáticas vão afetar mais os mais pobres
    Estado : Escassez de água pode atingir 1 bilhão de pessoas prevê ONU
    Globo : ONU: clima aumentará a desigualdade no mundo
    Jornal do Commercio (Recife): Mais fome e mais sede
    JB: ONU prevê bilhões sem água e comida
     
    A oposição que o governo NÃO pediu a Deus....
     Enquanto o STF não julga o mandado de segurança que pede a instalação da CPI do caos Aéreo, a oposição planeja transformar a Comissão de Defesa Nacional da Câmara em palco de debate sobre a crise que tumultua os aeroportos brasileiros. Os primeiros efeitos da estratégia serão sentidos na próxima quarta-feira (11). Nesse dia, a comissão vai ouvir, em reunião reservada, representantes de entidades que representam os controladores de vôo civis e militares. Eles foram convidados por Fernando Gabeira (PV-RJ), que é membro da Comissão de Defesa. Consultado por Gabeira, o presidente da comissão, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), concordou com a iniciativa.
    Blog do Josias
     
    Da Serie recordar é viver
     Clique no vídeo e assista a um trecho do documentário ‘Entreatos’, de  João Moreira Salles, sobre os últimos 33 dias da campanha de Lula para presidente em 2002. Abaixo, segue as falas de cada personagem que aparece nesse trecho do filme.
    José Dirceu: A gente precisa se organizar porque domingo o Fox (Vicente Fox, presidente do México) quer falar com o Lula. Porque a informação que o Fox tem do presidente Fernando Henrique - ta gravando isso ai gente? e quem é esse pessoal? É teu?
    Duda Mendonça: Não, não é o pessoal do João, do documentário.
    Dirceu: Que João?
    Duda Mendonça: João Sales, ta combinado com...
    Gilberto Carvalho: Ta combinado, é um documentário que a gente ta fazendo.
    Duda Mendonça: Vamos tentar discutir o todo, o que for altamente sigiloso deixa para depois. Eles vão fazer uma cena e vão embora, não é isso? Então vamos deixar pra discutir o, o...
    Dirceu: Eles são de confiança, mas não existe confiança absoluta porque a fita do Lula sobre Pelotas (cidade do Rio Grande do Sul) acabou na mão do nosso inimigo.(Na fita citada por Dirceu, Lula faz piada com a fama de gays dos habitantes de Pelotas.)
    Gilberto Carvalho: Não tudo bem, mas nos estamos fazendo assim, (a fita) é guardada num cofre todo dia.
    Dirceu: Vai nessa, vai nessa, se soubesse a onde eu tô. Se soubesse o que eu o que eu tenho das outras campanhas você não falaria isso. Gilberto Carvalho, para com isso. Tem gente dentro da nossa campanha.
    Noblat. Para ver o video clique em
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=53646
     
    Sobre o partido no poder....
    Começa logo após a Páscoa a operação para retirar petistas de cargos de segundo escalão em ministérios sob o comando de aliados e nas principais empresas da administração indireta. O trabalho será coordenado pelos ministros Walfrido Mares Guia, Dilma Rousseff, Paulo Bernardo e Luiz Dulci. Os quatro se reunirão na segunda para analisar as listas de postos almejados por PMDB, PP, PR e PTB, entregues por escrito, e os respectivos indicados. Quando os pleitos forem considerados justos, o aliado que pretende ocupar a vaga será chamado para negociação. A coalizão calcula que cerca de 80% dos cargos desejados estejam sob a órbita petista
    Folha
     
    Agora ministra do Turismo, Marta Suplicy nem parece que já exerceu o poder. Distribui indelicadezas, exigindo tratamento solene até em restaurantes de Brasília. Na última posse coletiva de ministros no Planalto, ela trombou com o cerimonial palaciano porque não teve seu assento  marcado na primeira fila. Não quis nem saber que estavam reservados aos ministros que se empossavam. Exigiu lugar de maior destaque. Não teve.
    Claudio Humberto
     
    Da serie " chama o ladrão"....
     O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) está prestes a aprovar uma resolução polêmica que deve aumentar as rusgas existentes entre a Polícia Federal e integrantes do MP. Na próxima sessão, no dia 16, os conselheiros vão analisar proposta para regulamentar a atuação do Ministério Público no controle externo da atividade policial. Pelo documento, caberá a membros do MP, responsáveis pela função de controle, fiscalizar o andamento de autos de inquérito e mandados de prisão e ainda instaurar investigação contra policiais durante o exercício da função. Além disso, o MP poderá ter acesso a quaisquer documentos produzidos pela polícia. A resolução valeria para fiscalizar também as polícias militar e a civil
    Correio
     
    De Sanguessugas e outros espécimes pindoramicos...
    Cargos de confiança extintos por Aldo Rebelo podem ser recriados por Chinaglia para satisfazer aliados políticos do governo, como o PR, PP e PTB.
    Correio
     
    O Rio de Janeiro continua lindo...
     Traficantes armados de fuzis e pistolas crivaram de balas ontem um dos prédios do conjunto residencial Getúlio Vargas, em Deodoro, deixando em pânico 300 moradores, na maioria militares. Os tiros atingiram principalmente o apartamento onde mora um sargento do Exército, que seria o alvo do ataque e conseguiu fugir. A pedido dos moradores, o Exército ocupou o local.
    Globo
     
    Va se queixar ao bispo....
    Os filhos de Deus já têm como preencher o oco existencial de suas almas. Doravante, o vazio deixado pela superfialidade das relações humanas poderá ser preenchido por coisas solidamente materiais. A Arquidiocese do Rio de Janeiro decidiu lançar o seu próprio cartão de crédito, uma espécie de Visa Gold, digo Visa God.
    Os pendores mercantis da Igreja são conhecidos desde a era da venda de indulgências. Mas o uso de Deus como garoto propaganda do consumismo é algo inédito na empreitada neo-espiritualista. Para assegurar o êxito do cartão de Cristo, a batina contratou a agência de publicidade DPZ. Ide às compras, irmãos. Pecado agora é não comprar.
    Blog do Josias de Souza
     
    Brasiuuuu....
    Cento e dezessete merendeiros de escolas públicas recebem acima de R$ 4 mil por mês. O maior contracheque é o de uma servidora lotada em Ceilândia: R$ 13.632 - R$ 2 mil a mais do que ganha o governador do DF.
    Correio
     
    Sobre a America LatRina
    O presidente venezuelano Hugo Chávez proibiu a venda de bebidas no país nos dias que antecedem o domingo de Páscoa, a fim de diminuir a violência no trânsito, mas os venezuelanos conseguem dar um jeito de burlar a regra. Apesar da proibição de vender bebidas depois das 17h, comprar bebida alcoólica em bares de Caracas é tão fácil quanto antes da lei. A única diferença é que os garçons têm um cuidado extra. As garrafas de vinho e uísque não ficam mais expostas nas mesas, e alguns restaurantes chegam a servir a bebida em xícaras de café. É muito comum os clientes pedirem um refrigerante "turbinado", com alguma bebida alcoólica.
    “É uma lei realmente ridícula”, disse o venezuelano Jorge Dominguez, 36
    Portal G1
     
    Perolas Internacionais
    Em suas primeiras declarações depois da libertação, os 15 marinheiros britânicos capturados pelo Irã afirmaram ter sido mantidos com olhos vendados, amarrados e isolados por seus captores. Durante as quase duas semanas de cativeiro, o governo iraniano divulgou vídeos e cartas em que os militares diziam estar sendo bem tratados.
    Estado
     
    Contendor final de Sarkozy é incógnita da eleição francesa - Contra candidato da regressão social, Bayrou propõe coalizão de centro-esquerda sob hegemonia centrista; esquerda mingua, mas Ségolène ainda pode surpreender
    Ruy Castro na Folha
     
     
           

    Perolas (cont)

    Estorias do Brasil
    E por falar no fim da CPI dos Correios, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), dos principais oposicionistas na comissão parlamentar de inquérito, conta que tempos depois de concluída a investigação foi abordado por uma senhora no salão de embarque do aeroporto de Brasília.
    Demóstenes estava mexendo em seu lap top no saguão do aeroporto quando a mulher o avistou.
    - Você estragou a minha vida! -, dizia a senhora em voz alta, o que chamou a atenção dos demais passageiros que esperavam por seus vôos.
    Demóstenes continuou de cabeça baixa, olhando o computador, convicto de que a mulher o estava confundindo. Mas ela chegou mais perto, ficou frente a frente com o senador e repetiu a frase.
    - É, o senhor estragou a minha vida -, repetiu.
    Demóstenes então levantou a cabeça e percebeu: tratava-se da cafetina Jeane Mary Córner, revelada à boa parte dos brasileiros – alguns em Brasília já a conheciam – pelo senador durante uma das reuniões da CPI.
    Feito o reconhecimento, Jeane continuou com as lamúrias.
    - Como é que o senhor fez aquilo?!
    Apesar disso, Jeane manteve-se afável e indicou para Demóstenes que os negócios, depois de uma queda, voltaram à normalidade. Enquanto a cafetina falava com o senador, apontou um deputado que também estava no saguão – e que também era da CPI – e disse:
    - Esse continua meu cliente.
    Noblat
     
    O bambole do ano....
    O mais sombrio cenário já projetado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) foi apresentado ontem em Bruxelas. O IPCC, formado por cientistas ligados à ONU, estima que milhões de pessoas já sofrem por escassez de água e o número vai se converter em 1 bilhão com o aquecimento da atmosfera. Se a temperatura média da Terra subir entre 1,5°C e 2,5°C - tendência apontada pela ciência -, entre 20% e 30% das espécies animais e vegetais correrão risco iminente de extinção. As transformações serão percebidas em todos os continentes e oceanos. Na América Latina, o semi-árido vai se transformar em árido e a costa poderá sofrer erosão com a subida dos oceanos. Graças á falta de alimentos, a desnutrição ganhará impulso. O Brasil não é citado nominalmente, mas a transformação do leste da Amazônia em savana, um ecossistema de vegetação rala, foi confirmada pelo painel. O documento completo com essas previsões tem 1.400 páginas, mas o resumo divulgado ontem é bem mais ameno. Não consta dele, por exemplo, a perspectiva de que 3,2 bilhões de pessoas viverão severa escassez de água. O motivo foi a pressão feita por Estados Unidos, China, Rússia e Arábia Saudita - grandes emissores de CO2, principal causador do efeito estufa. O primeiro documento do IPCC foi divulgado em fevereiro, com a confirmação de que o homem é responsável pelo aquecimento; o próximo conterá propostas de solução
    Estado
     
    Apocalipse
    Os cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) apresentaram ontem, em Bruxelas, a segunda parte do Quarto Relatório de Avaliação. Quando li a respeito, por alguma razão, aquilo não me parecia inédito. E então me dei conta de que eu estava revisitando o Apocalipse de São João. Teólogos, místicos e exegetas os mais diversos têm suas interpretações do texto. As hipóteses costumam ser mais fantasiosas do que o original. Para mim, está tudo resolvido. Todas as escatologias, a partir daquele livro, tentam imitá-lo em acontecimentos maravilhosos e finalistas.
    As conclusões do tal relatório estão em todos os jornais e sites, não preciso repeti-las aqui. Aumentou sobremaneira o catástrofismo. Cientistas não estão certos de que o aquecimento global verificado seja mesmo fruto da ação humana e conseguem antecipar o futuro — ou a falta dele — com impressionante imprecisão. Mas que será terrível, ah, isso será!
    O que chamou a minha atenção desta vez é que o aquecimento global, vejam só, será pior para os pobres. Até havia pouco, o apocalipse parecia colher a humanidade de forma mais ou menos homogênea — estávamos ameaçados como espécie. Acho que essa hipótese, ou ameaça, começou a parecer um tanto, como direi?, apolítica, pouco mobilizadora. Isso mudou: os países ricos, que respondem por metade da emissão dos gases do aquecimento global, podem ter a sua agricultura até beneficiada; já a África, que emite apenas 3%, viverá dias ainda mais difíceis. Também o aquecimento tem características de uma luta de classes.
    O que mais me fascina nessa história é tentar entender por que diabos alguns “facínoras” insistiriam em destruir o mundo. Vocês não ficam curiosos? Reparem: nenhum outro debate, acho, opõe de forma tão nítida o Bem e o Mal. Todas as outras causas têm matizes. Esta não tem. Qual é a minha hipótese? A mesma que explica que o radicalismo islâmico tenha virado uma “causa libertária”: a militância anticapitalista, de esquerda, migrou para a ecologia e a transformou numa ideologia.
    O pior desse debate é que, até agora, são bem poucas — se formos ser rigorosos, inexistem — as soluções ou respostas possíveis. Como em qualquer escatologia, por enquanto, vivemos a fase da crença no fim dos tempos. Só nos resta olhar do lado em busca de culpados. E, é claro, os Estados Unidos são o mais forte candidato ao banco dos réus. Pode sair algo de positivo disso tudo? Se o mundo superar a fase dos lamentos, sim. Se medidas forem tomadas para diminuir a emissão de gasese o desperdício de matéria-prima ou de água portável, tanto melhor.
    A história da civilização tem sido, até aqui, a da resolução de problemas que ela mesma se propõe à medida que vai avançando. E só por isso passamos dos seis bilhões. Talvez tenhamos aquecido um tantinho o planeta. Foi o preço de criar vacinas, de produzir proteína animal em escala para alimentar toda essa gente, de fazer a revolução comercial, de ter Leonardos e Rafaéis...
    Eu confesso que, depois da perda do Éden — aquele, sabem? —, eu não esperava nada muito melhor do que isso que está aí. A alternativa talvez fosse um paraíso sem homens, cheio de escorpiões, elefantes e ararinhas azuis.
    Reinaldo Azevedo
     
    Os Pensamentos do Dia
    Tudo tão normal
    Os aeroportos voltaram à normalidade. Normalidade à brasileira, claro: na quinta-feira, 134 vôos atrasaram e 37 foram cancelados, o que dá 12,5% dos 1.366 programados.
    O motim dos controladores virou o bode na sala. Paralisou todos os vôos em parte do fim de semana passado. Retirado o bode da paralisação total, aceita-se como "normal" que haja problemas em mais de 10% das operações.
    É assim o Brasil. A anomalia passa a ser normal.
    Congestionamentos monstros, por exemplo. Nas rádios, dá a sensação de que o repórter do trânsito anuncia com certo orgulho que foi batido mais um recorde de congestionamento, como se fôssemos todos uma coleção de Michael Phelps do asfalto.
    A anomalia é tão normal que que o controlador-geral da República, Jorge Hage, aceita tranqüilamente que haja descontrole no uso do dinheiro público que ele deveria controlar, como chefe da Controladoria Geral da União.
    Disse o seguinte a Marta Salomon, uma tolinha desta Folha que não cansa de considerar anomalia anomalia mesmo, não normalidade: "A CGU vem apontando há tempos problemas no controle, mas não fazemos cavalo-de-batalha porque reconhecemos as fragilidades gritantes que os ministérios encontram em termos de falta de pessoal". Note o "há tempos".
    Pois é, o controlador não faz "cavalo-de-batalha" mesmo ante a incapacidade de exercer sua função de controlar gastos públicos. Não é exemplo acabado de tomar a anomalia como normal?
    Dá o seguinte panorama, segundo Ubiratan Aguiar, ministro do Tribunal de Contas da União: "O resultado desse modelo ineficiente traz (...) superfaturamento, obras inacabadas, atraso na disponibilização de obras à população beneficiária, destinação de recursos a intervenções desnecessárias ou não prioritárias".
    Normal, tudo tão Brasil.
    Clovis Rossi na Folha
     
    No País das Maravilhas
    O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) protagonizou esta semana, involuntariamente, episódio emblemático, que diz mais dos tempos que vivemos que qualquer ensaio sociológico, por mais profundo e consistente. Os fatos falam por si. Vamos portanto a eles.
    Antes, porém, um lembrete: a semana (dia 5) registrou também o primeiro aniversário da CPI dos Correios, uma das três que investigaram os crimes do Mensalão, até hoje impunes – e quase esquecidos. Como se verá, há conexão entre os dois momentos – o aniversário da CPI e as desventuras de Santiago.
    No início da atual legislatura, possivelmente motivado pela história e programa de seu partido, o petista Santiago articulou e tornou-se presidente de uma certa Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. Um de seus primeiros atos foi o de requerer ao Tribunal de Contas da União cópia das auditorias feitas na Infraero.
    Afinal, sabe-se que a crise do apagão aéreo não é aleatória e, em torno dela, há uma caixa preta voando, sem condições, por enquanto, de aterrissagem. A bancada governista, que Santiago integra, recusa-se a aceitar a instalação de uma CPI para investigar a crise aérea, não obstante as evidências de irregularidades no setor.
    Feita a solicitação ao TCU, as conseqüências (que, segundo o impagável personagem de Eça de Queiroz, Conselheiro Acácio, “vêm sempre depois”) não tardaram a se apresentar. Santiago estava indicado para exercer a relatoria da importantíssima Lei de Diretrizes Orçamentárias. E estava também destacado para integrar o colégio de vice-líderes de seu partido. Foi imediatamente expelido de ambos. Mas lhe garantiram: nada a ver com a tal Frente, que é uma iniciativa de grande valor ético e moral. Claro, claro.
    Foi-lhe dito que, por razões estritamente contábeis – a necessidade de contemplar outros partidos da base e garantir maioria de votos para o governo -, a relatoria seria entregue ao deputado João Leão (PP-BA). Quanto à vice-liderança, o Planalto precisava destinar a vaga de Santiago ao petista Walter Pinheiro (BA), como compensação por ter sido ele (Pinheiro) caroneado na indicação para ministro do Desenvolvimento Agrário.
    A Paulo Rubem Santiago, restou o consolo de continuar presidindo a tal Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, que, no ambiente acima descrito, não passa de uma abstração, uma variação do nada. Nessa condição, Santiago deve ter escutado alguns discursos inúteis, proferidos das tribunas da Câmara e do Senado, bem como registros discretos nos jornais, dando conta do primeiro aniversário da CPI dos Correios.
    Um dos sinais mais evidentes da amnésia nacional em relação ao tema foi dado por um dos partidos da base parlamentar governista, o PP - o mesmo a quem a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias foi entregue.
    O PP elegeu na quarta-feira, 4, em convenção nacional, sua nova Executiva Nacional. Dela, continuam a fazer parte, como se nada houvesse acontecido, parlamentares visceralmente envolvidos nos escândalos investigados ano passado.
    Vejamos alguns: José Janene, Pedro Correa e Pedro Henry, acusados de receber e pagar o mensalão. Somente Pedro Correa foi cassado pela Câmara, mas os três fazem parte da lista dos 40 acusados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de integrar uma "quadrilha" que tomou de assalto o Estado brasileiro para depená-lo - e cujo chefe, segundo o denunciante, seria o ex-ministro José Dirceu.
    Na mesma Executiva, estão Severino Cavalcanti (que, acusado de cobrar propina de um empresário, renunciou para não ser cassado) e Paulo Maluf, cujo currículo - recente e remoto - dispensa apresentações.
    A denúncia dos mensaleiros ainda não gerou efeitos práticos. Está no Supremo Tribunal Federal. Especialistas em Direito processual apostam que, dadas as dimensões e complexidades do processo e o anacronismo estrutural do Judiciário brasileiro, os crimes em pauta irão prescrever antes de ser apurados.
    Nessa hipótese, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acusado de ser um dos operadores do Mensalão, terá acertado em sua profecia. Ao depor à CPI dos Correios, Delúbio, com a maior naturalidade, afirmou que, com o tempo, "essa história toda vai virar piada de salão".
    A propósito, os jornais informaram esta semana que, a conselho de amigos, Delúbio está montando um restaurante em São Paulo, que se chamará Solo Goiano, sentida homenagem a seu estado natal. Os antigos correligionários com certeza garantirão freguesia assídua.
    Outro personagem central dessa história, o ex-ministro José Dirceu, celebra a data em condições bastante razoáveis. Montou uma consultoria de empresas em São Paulo (muito embora jamais tenha tido ou gerido uma empresa) e aguarda a tramitação de uma proposta que o anistia. O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, indagado se é a favor da proposta, respondeu que ele "e a torcida do Flamengo" o são.
    Diante de tudo isso, soam singelas e razoáveis as palavras do líder do PP na Câmara, Mário Negromonte (BA), a respeito do prestígio de que desfrutam em seu partido mensaleiros e assemelhados. Disse ele, com a maior veemência:
    - Não somos a palmatória do mundo não! A maioria se elegeu, a sociedade já puniu quem errou. Nos outros partidos tem mais gente que errou que no PP.
    Feliz Páscoa para todos.
    Ruy Fabiano no Noblat
     
    Lula e seu keynesianismo
    O quadro favorável para nossa economia tem ocorrido a despeito da inoperância da administração Lula
    O MINISTRO da Fazenda, Guido Mantega, certamente seguindo ordens do presidente Lula, jogou a toalha e aderiu ao pensamento econômico do Banco Central. Suas críticas ácidas às políticas monetária e cambial, sabemos agora, eram apenas bravatas no melhor estilo de seu chefe. Com isso, está encerrado o período de desencontros dentro do governo e teremos agora uma maior homogeneidade na condução da política econômica.
    Para o bem e para o mal. Claramente o motivo central dessa incrível conversão do antigo desenvolvimentista Mantega foi a constatação de que a economia vai voando em céu de brigadeiro neste início do segundo mandato de Lula.
    O presidente da República sabe que sua força com a maioria da população vem exatamente dos resultados na economia e deve ter mandado Mantega se enquadrar. Lula sabe que sua força deriva do crescimento bem maior do que o verificado em seu primeiro mandato, da inflação baixa e estável, do aumento do emprego e da renda, principalmente entre os assalariados que ganham menos de dois salários mínimos, de um verdadeiro carnaval de crédito ao consumo e o dólar a R$ 2.
    Gostaria de refletir hoje sobre a natureza da política econômica do governo Lula. Como defini-la seria nosso primeiro desafio. E eu começaria dizendo que existem nela cores muito evidentes de um certo keynesianismo reconstruído. Há um forte estímulo fiscal criado pelos aumentos vigorosos do salário mínimo e da extensão do Bolsa Família.
    E aqui um pequeno comentário de natureza teórica. Keynes fez menção a gastos públicos com pirâmides apenas para mostrar que o relevante, em situações de crescimento econômico fraco, é a criação de demanda efetiva. O objetivo a ser perseguido é a criação de renda adicional, por meio de gastos do governo e que se multiplicam em outros gastos de consumo e investimento privados.
    No caso do Brasil de hoje, essa renda adicional está sendo criada por meio de maiores salários e transferências sociais nos segmentos de forte propensão a consumir. Essa forma é claramente muito mais eficiente do ponto de vista de aumento da demanda do que as pirâmides de Keynes. Mas isso só foi possível em razão de uma situação nova, criada a partir de meados de 2005: o acúmulo de dólares em nossa balança de pagamentos criada pela incrível demanda chinesa por matérias-primas.
    A mudança de sinal em nossas contas externas, para mim o pilar do sucesso da política econômica do governo, provocou uma valorização significativa do real e, ao mesmo tempo, um processo continuado de aumento do coeficiente de importação. A maior abertura da economia teve papel primordial na estabilização da inflação em níveis inferiores ao centro da meta perseguida pelo Banco Central. A combinação virtuosa de segurança em relação à taxa de câmbio e à inflação baixa possibilitou a queda rápida dos juros e um boom de crédito ao consumo. Nesse novo ambiente de crédito e de aumentos reais do salário mínimo e do Bolsa Família, o consumo dos brasileiros passou a crescer a taxas quase chinesas.
    Entretanto, para compreender nossa economia neste início do segundo mandato de Lula, é necessário perceber, em toda a sua dimensão, o aparecimento de uma nova dinâmica de oferta de bens no mercado interno. Além do poderoso -e apenas incipiente- canal das contas externas, está ocorrendo uma aceleração dos investimentos em máquinas e instalações, complementando o papel das importações para o aumento da oferta de bens na economia. Tudo isso tem permitido que o aumento do consumo das famílias ocorra sem pressão sobre preços e o tradicional processo de aumento dos juros pelo Banco Central, evitando que o estímulo keynesiano termine rapidamente na forma menos nobre de uma recessão.
    O quadro favorável para nossa economia, que se desenha com clareza hoje, é a combinação de todos esses fatores. O que chama a atenção é que tudo isso acontece sem que tenha havido um conhecimento prévio ou nenhuma visão estratégica por parte do governo. Na verdade, tudo isso tem ocorrido a despeito da inoperância da administração Lula, que em algum momento cobrará sua fatura, principalmente por conta da falta de investimento em infra-estrutura.
    LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS na Folha
    April 06

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    BRITISH TROOPS SAY THEY WERE CLEARLY IN IRAQI WATERS WHEN DETAINED BY IRAN, DESPITE TELEVISED 'CONFESSION'
    Breaking News from ABCNEWS.com
     
    Até a colisão do Boeing da Gol com o jato Legacy, em setembro do ano passado, os brasileiros acreditavam contar com um sistema de segurança aérea de Primeiro Mundo. Depois do acidente, essa crença se revelou uma ilusão coletiva alimentada por um misto de desinformação e propaganda oficial enganosa. Os céus brasileiros, descobriu-se, são tão inseguros quanto os africanos.
    Veja
     
    Quem tem que pedir desculpas é Lula e não os controladores de vôo
    Deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), para quem o presidente Lula é a própria crise, segundo o Claudio Humberto
     
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    Duas opinioes.....
    A comparação com os dias finais do governo Goulart é puramente eufemística: naquela época a sociedade civil organizada – incluindo a mídia - era maciçamente conservadora, a direita tinha porta-vozes do calibre de um Carlos Lacerda, a Igreja Católica não era comunista, Jango não tinha o respaldo internacional que tem Lula, não havia uma militância esquerdista armada e adestrada com as dimensões do MST e, sobretudo as Forças Armadas tinham líderes de verdade, investidos de prestígio histórico.
    Olavo de Carvalho no Reinalldo Azevedo.
     
    O discurso do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, nas reuniões com seus pares e nas conversas reservadas com jornalistas é muito diferente do que ele adota nos encontros com o presidente. Os comandantes das outras Forças também cantam de galo no seus galinheiros, mas chegam ao Palácio do Planalto e viram gatinhos.
    Kennedy Alencar na Folha
     
    Quanto vale o fio do bigode (ou da barba)......
    Quando Lula mandou o ministro do Planejamento e a secretária-executiva da Casa Civil ao encontro dos sargentos-controladores na sexta-feira à noite, desenhou-se um cenário teórico em que o Planalto apareceria como a instância capaz de intervir para debelar uma greve com a qual o comando da FAB -já enfraquecido pela impotência dos últimos meses- não havia conseguido lidar de maneira eficiente. Pesquisem as entrevistas dos políticos governistas naquele sábado e naquele domingo. O discurso foi um só: a insatisfação dos controladores (com o comando militar) tinha, definitivamente, revelado-se como a causa central da crise. Isso posto, o governo resolveria rapidamente o problema. O próprio Lula prometeu, direto dos Estados Unidos, uma "solução final" para a terça-feira seguinte. Mas o que deu errado para os estrategistas da "desmilitarização"? Está em post anterior e nas reportagens dos últimos dias: 1) a reação da sociedade contra a sindicalização do controle do tráfego aéreo nacional e 2) a reação das Forças Armadas à quebra da hierarquia e da disciplina. Para terminar este post: a melhor resposta do comandante da FAB ao presidente da República está sendo dada nos últimos dias. Com sua autoridade restaurada, a FAB normalizou a controle do tráfego aéreo nacional em horas. Como? Com a total militarização do serviço e a imposição de duras normas marciais aos controladores de vôo. Talvez seja o tal "retrocesso" sobre o qual, sabiamente, nos advertiu o ministro da Defesa naquela sexta-feira fatídica.
    Blog do Alon
     
    Nas unidades da Aeronáutica, parte do oficialato aponta a CUT (Central Única dos Trabalhadores) como principal influência do movimento grevista dos controladores de vôo. A suposta ação da CUT sobre a categoria se iniciou há cerca de dois anos, de acordo com a versão difundida na Aeronáutica
    Folha
     
    Brasiuuuuuuu.....
    Um ano depois de a CPI dos Correios recomendar o indiciamento de 124 pessoas por envolvimento no escândalo do mensalão, até hoje ninguém foi punido. O Ministério Público denunciou 40 por participação em "sofisticada organização criminosa", mas não houve condenações.
    Globo
     
    É assumidamente gay o escolhido pelo chanceler Celso Amorim para representar o Itamaraty na visita do Papa Bento XVI em maio ao Brasil.
    Claudio  Humberto
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    Problemas no controle da liberação de dinheiro público para obras de interesse de deputados e senadores, identificados em auditorias da CGU (Controladoria Geral da União), vêm sendo tolerados por falta de funcionários nos ministérios, afirmou Jorge Hage, ministro da controladoria. "A CGU vem apontando há tempos problemas no controle, mas não fazemos cavalo de batalha porque reconhecemos as fragilidades gritantes que os ministérios encontram em termos de falta de pessoal."
    Folha
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Boa parte do apagão na infra-estrutura técnica dos aeroportos, agravada também pelo número insuficiente de controladores de tráfego aéreo, pode ser debitada na conta de um drástico corte de investimentos do governo federal a partir de 2003. Um documento do governo obtido pelo Estado, e que foi produzido no mês passado para balizar os debates internos sobre o caos no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab), diz textualmente que, após grande investimento nos anos de 2000, 2001 e 2002, houve uma guinada, “a partir de 2003”, sob o argumento de que os “investimentos necessários já haviam sido feitos”."
    Estado
     
    Até a colisão do Boeing da Gol com o jato Legacy, em setembro do ano passado, os brasileiros acreditavam contar com um sistema de segurança aérea de Primeiro Mundo. Depois do acidente, essa crença se revelou uma ilusão coletiva alimentada por um misto de desinformação e propaganda oficial enganosa. Os céus brasileiros, descobriu-se, são tão inseguros quanto os africanos. Ou seja, em matéria de vigilância e prevenção de acidentes, o Brasil não ombreia nem com o Terceiro Mundo. Situa-se no Quarto. Controladores mal preparados operam equipamentos ultrapassados, os aviões ficam expostos a zonas cegas de radar e a comunicação por rádio é deficiente. Como se não bastasse tudo isso, um ingrediente explosivo se juntou à lista de problemas que comprometem a segurança dos vôos no Brasil. Os controladores de vôo, os mesmos que se amotinaram há uma semana e paralisaram o país, passaram a lançar mão da sabotagem como forma de demonstrar insatisfação com suas condições de trabalho. Segundo uma dezena de pilotos ouvidos por VEJA, os controladores mentem a eles nas comunicações por rádio. Dois exemplos ocorridos na semana passada:
    • Um avião ia de Belo Horizonte para São Paulo. O piloto recebeu a informação de que, por causa do excesso de tráfego aéreo, não poderia pousar no Aeroporto de Congonhas nas duas horas seguintes. O avião foi redirecionado para a posição AAQ, onde deveria sobrevoar a região de Araraquara. Menos de dez minutos depois, o comandante recebeu uma outra informação, afirmando que Congonhas estava livre para pouso. Em terra, descobriu que o desvio por duas horas nunca fora necessário.
    • Um vôo vindo do exterior com destino ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, foi interceptado pelos controladores. Determinou-se ao piloto que sobrevoasse São Paulo até segunda ordem. Usando os equipamentos de bordo, o piloto descobriu que não havia tráfego sobre o aeroporto que justificasse a manobra e decidiu, por conta própria, continuar o vôo. Pousou, tranqüilamente, após receber permissão da torre do aeroporto.
    "Os controladores de vôo estão mentindo para os pilotos, só para piorar o caos aéreo. Além de fazer as companhias desperdiçar combustível, isso eleva nosso stress a níveis insuportáveis", diz um ex-comandante da Varig que hoje atua em outra companhia.

    Veja
     
    Ilusões voadoras
    Lula decretou o fim da crise aérea. A associação dos controladores pediu perdão ao país pelo motim. Os militares, inicialmente irados pela inabilidade sindicalista do governo, recuperaram a chibata e foram agraciados com promessa de um "PAC" próprio.
    Até o hoje inviável Ministério da Defesa seria "reestruturado", apesar do estático Waldir Pires.
    Então, caro leitor e passageiro de avião, podemos voltar felizes para os aeroportos? Se fosse apostar dinheiro, colocaria fichas no "não". A crise aérea tem muitos fatores, e os controladores são apenas um deles. Até Lula, na sua contumaz verborragia inconseqüente e inimputável, já havia dito isso. Mas, atendo-se apenas aos sargentos, ficam dúvidas: apesar das desculpas apresentadas ontem e as promessas de plano B da FAB, como ficará o problema estrutural?
    A desmilitarização havia sido encaminhada por um grupo de trabalho em dezembro. Nada ocorreu desde então, e essa é a raiz do problema mais recente com os controladores. Desmilitarizar é interessante, mas é difícil, demorado e custoso. Independentemente do mérito, se nada andar, não há garantias de que os sargentos estarão enquadrados por muito tempo.
    Mas os buracos no dique aéreo são vários. Os apagões anteriores não foram provocados só por controladores, apesar do interesse da FAB nessa versão. Ocorreram por problemas de equipamento, por overbooking, por falta de planos de contingência de empresas, o diabo.
    Isso fora a insuficiência regulatória. Até agora não se sabe como a malha aérea será reestruturada com a compra do que sobrou da Varig pela Gol. A Anac é uma entidade cuja alma militar é inconciliável com a natureza civil. A Infraero fez salões de embarque com lojinhas bacanas, mas não é tão boa com o que interessa.
    Espero perder a aposta, mas os sinais não são lá muito animadores.
    Igor Gielow na Folha
     
    O saco de gatos
    O presidente Lula vai jantar com 150 peemedebistas, entre governadores, ministros e parlamentares, na quarta-feira. A reunião foi marcada pelo partido para cobrar o preenchimento dos cargos de 2° escalão dos ministérios. Dirigentes do PMDB não escondem o temor de que o PT seja beneficiado. O jantar foi definido depois de o presidente ter dito a senadores petistas que não quer ficar refém do PMDB.
    ….
    Bastaram 18 dias à frente do Ministério da Integração Nacional e duas horas de reunião de trabalho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) alcançasse seu objetivo mais urgente: tomar do PT o controle da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), que ele considera o “braço operacional” mais importante de seu ministério.
    A autorização para tirar do PT o comando da Codevasf foi dada ontem a Geddel pelo próprio presidente, durante a reunião da Câmara de Gestão encarregada de cuidar do Rio São Francisco
    Estado
     
     Manchetes de hoje
    Folha: Controladores pedem ‘perdão’ à sociedade
    Estado: Dólar barato exige indústria mais eficiente, diz Jorge
    Globo: Controladores pedem perdão à sociedade por motim aéreo
    Correio: Até 100 mil vagas em concursos
    Jornal do Commercio (PE): Tiroteio e correria em hipermercado
    JB: Controladores pedem perdão
      
    Da serie pensando bem
    Pensando bem......depois do "queden tranquiles", espera-se com ansiedade um encontro de Lula com o presidente da Ucrânia.
    Claudio Humberto
     
    Eta governinho bom....
      A estimativa é da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos Públicos (Anpac) e inclui postos a serem preenchidos em órgãos da União, estados e municípios. Somente em cidades do Rio de Janeiro, o total deve chegar a 14 mil vagas. Pelas contas da Anpac, os cargos oferecidos pelo setor público este ano serão disputados por 5 milhões de candidatos em busca de melhores salários e de estabilidade no emprego. Somente com taxas de inscrição para os exames, esse mercado deve arrecadar R$ 500 milhões em 2007.
    Correio
     
    Justiça....
     Por R$ 14 milhões, o Supremo Tribunal Federal (STF) entra em reforma para acomodar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Órgão de controle do Judiciário, o CNJ tem quadro reduzido, mas já contrata servidores e paga salários.
    Estado
     
    Perolas Internacionais
    Uma mistificação já ganhou o mundo. Os soldados britânicos detidos pelo Irã estariam mesmo fazendo espionagem. O capitão Chris Air, responsável pelos 15 militares capturados e libertados ontem, havia concedido uma entrevista no dia 13 à SkyNews — que não a levou ao ar para não pôr os soldados em risco. Mas o que ele havia dito? Explicou qual era a tarefa que tinham: “Basicamente, falamos com a tripulação [dos navios inspecionados], averiguamos se há problemas, afirmamos que estamos aqui para protegê-los, para evitar o terrorismo e a pirataria na região. Em segundo lugar, tentamos obter informação de inteligência: se eles [os navios inspecionados] dispõem de informação, já que passam dias aqui, para poder compartilhá-la conosco".
    Des Browne, o secretário de Defesa britânico, respondeu o óbvio: “O mandato da ONU concedeu claramente poderes aos efetivos que faziam parte da força para reunir informações sobre a zona em que estavam se movendo”. Respondam-me uma coisa: se não era para realizar aquelas tarefas, o que fariam na área os soldados britânicos? Iriam ali para passear de barco, para apreciar a bela paisagem do Golfo? Segundo os dados fornecidos pelos próprios iranianos, os britânicos estavam em ÁGUAS IRAQUIANAS. Depois eles mudaram as informações.
    O Ocidente não precisa de inimigos no Oriente. Estão quase todos aqui. Mahamoud Ahmadinejad, um mentiroso compulsivo, deve estar vibrando.
    Reinaldo Azevedo
     
    Perolas do conhecimento
    Quer saber como anda a blogosfera? Saiu o relatório de abril/2007 do Technorati. Um resumo:
    70 milhões de blogs
    120.000 novos blogs por dia (1,4 por segundo)
    3.000 a 7.000 novos splogs (falsos, or spam blogs) por dia (foram 11.000 em dezembro
    1.5 milhão de posts por dia (17 posts por segundo)
    Crescimento de 35 a 75 milhões de blogs em 320 dias
    Blog do Alon
     
    Piadas
    Sexo segundo o islâ!
    Um casal muçulmano preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento.
    O homem pergunta:
    - Nós sabemos que é uma tradição no Islã os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos, inclusive homens com as mulheres.
    - Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral.  Homens e mulheres sempre dançam separados.  Definitivamente, não!
    - Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa?
    - Não - respondeu o Mullah - Dançar com mulher é, e sempre será, proibido no Islã.
    - Está bem - diz o homem.
    - Bem, e quanto a sexo?  Podemos finalmente fazer sexo?
    - É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande!  No Islã, o sexo é bom, dentro do casamento, para ter filhos!
    - E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
    - Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
    - E mulher por cima? - o homem pergunta.
    - Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande.  Pode fazer!
    - De quatro?
    - Claro!  Alá é Grande!
    - Oral?
    - Sim, sim.  Sem problemas.
    - Na mesa da cozinha ?
    - Sim, sim!  Alá é Grande!
    - Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, vibradores, chantilly, acessórios de couro, pote de mel e vídeos pornográficos?
    - Você pode, é claro.  Alá é grande!!
    - Podemos fazer de pé?
    - Nããããoooo!  Nunca!  Nãããããoooo de jeito nenhum!  Diz o Mullah.
    - E porque não?  Pergunta o homem surpreso.
    - Porque vocês poderiam se entusiasmar... e acabar dançando !!!!!!
     
    Diogo Mainardi
    Sem vergonha do compadre
    "Quando o sobrinho de Roberto Teixeira foi seqüestrado, Lula procurou seus amigos empresários para levantar 400 000 dólares de resgate. O caso foi resolvido antes do pagamento. Lula se recusou a dizer quem o ajudou e que fim levou o dinheiro"

    Olhe Lula. Ele comemora a compra da Varig pela Gol. Olhe os donos da Gol. Eles também comemoram. Olhe essa figura de terno cinza. Quem é ele? Roberto Teixeira? O representante da Varig é Roberto Teixeira? Lula aceita ser visto ao lado dele, sem o menor constrangimento?
    Alguns fatos sobre Roberto Teixeira:
    • Ele é compadre de Lula. E, segundo Lula, em sua terra natal "compadre vira parente".
    • Lula morou nove anos numa casa de Roberto Teixeira, sem pagar aluguel.
    • Em 1997, um importante quadro do PT, Paulo de Tarso Venceslau, acusou Lula de comandar a "banda podre" do partido, porque ele teria acobertado o favorecimento de Roberto Teixeira em prefeituras petistas.
    • O PT abriu um inquérito para apurar o caso. Em seu relatório final, os comissários do partido denunciaram Roberto Teixeira por "grave falta ética" e recomendaram que ele fosse punido. Ele teria cometido "abuso de confiança com aproveitamento da amizade com Lula".
    • Um dos comissários encarregados de analisar o caso, Hélio Bicudo, comentou recentemente em seu livro de memórias: "Havia o risco de ser detectado o envolvimento de Lula".
    • Lula desaprovou o relatório final do partido. Foi feito outro, inocentando Roberto Teixeira.
    • O juiz Carlos Eduardo Mattos Barroso classificou como "nebuloso", "suspeito", "obscuro" e "impróprio" o relacionamento íntimo entre Lula e Roberto Teixeira.
    • Roberto Teixeira ajudou o presidente a comprar seu apartamento de cobertura.
    • Quando o sobrinho de Roberto Teixeira foi seqüestrado, Lula procurou seus amigos empresários para levantar 400 000 dólares de resgate. O caso foi resolvido antes do pagamento. Lula se recusou a dizer quem o ajudou e que fim levou o dinheiro.
    Com a vitória de Lula, Roberto Teixeira aumentou seu poder de barganha. Em meados de 2005, Lula sinalizou que nomearia Airton Soares para o cargo de presidente da Infraero. Ele acabou sendo preterido por um funcionário de carreira mais afinado com os interesses da TransBrasil, empresa representada por Roberto Teixeira.
    Na ocasião, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que a troca foi sugerida a Lula pelo próprio Roberto Teixeira, porque Airton Soares se comprometera a entrar na Justiça para retomar as propriedades ocupadas pela TransBrasil nos aeroportos. Ricardo Noblat complementou noticiando algo que, se comprovado, em qualquer lugar do mundo resultaria num impeachment: "Em telefonema para ministros de estado, o presidente pediu para que os interesses de Roberto Teixeira fossem atendidos".
    Isso é apenas uma alegre miscelânea pascoal do que já foi publicado sobre o assunto, com especial destaque para as reportagens de Luiz Maklouf Carvalho. Em resumo: o presidente da República envolveu-se num relacionamento nebuloso com um lobista do setor aéreo, que lhe concedeu regalias impróprias em troca de negócios suspeitos. O lobista abusou do "parentesco" com o presidente para defender os interesses obscuros de seus clientes numa das áreas mais podres do governo.
    O bacalhau ficou entalado na garganta?

    Veja
     
    Os Pensamentos do Dia
    Um ano depois...
    "Um balanço do que aconteceu neste último ano dá uma excelente idéia sobre a real disposição de parlamentares e governantes para combater a corrupção que infelicita o país"
    A CPI dos Correios completou seu primeiro aniversário de encerramento na semana passada. Há um ano, a CPI divulgava um relatório com quase 1.900 páginas e enumerava uma série de providências destinadas a combater a roubalheira com o dinheiro público – e, quem sabe, evitar que o país voltasse a conviver com mensalões e mensaleiros. Um balanço do que aconteceu neste último ano dá uma excelente idéia sobre a real disposição de parlamentares e governantes para combater a corrupção que tanto infelicita o país:
    A CPI propôs a criação de um sistema nacional de combate à corrupção, que deveria ser integrado por quinze órgãos do governo, do Congresso e do Ministério Público. Seria como uma tropa de choque especializada para farejar permanentemente suspeitas de desvio de dinheiro público em todo o território nacional. A idéia não saiu do papel.
    O Coaf, órgão que hoje fiscaliza as movimentações financeiras no país, deveria ser transformado numa agência nacional. Com isso, teria seus próprios recursos e ganharia maior autonomia em relação ao governo federal. Deixaria de ficar perseguindo caseiros, por exemplo. Nada foi feito.
    Em seu relatório final, a CPI tocou na origem do mensalão: pediu que os 25.000 cargos de confiança no governo federal, que são preenchidos na base da disputa política e germinam boa parte do desvio de recursos públicos, fossem reduzidos em 75% ao fim de dois anos. Exigiu medida semelhante nos outros poderes. Passado um ano, tudo continua como antes. Ou melhor: algumas estimativas indicam que o número de cargos no governo federal aumentou um pouco.
    Das dezessete medidas legais sugeridas pela CPI, apenas uma foi aprovada até hoje. Trata-se de uma lei que procura melhorar a fiscalização sobre os fundos de previdência complementar, nos quais 14 milhões de brasileiros depositam suas economias para garantir uma aposentadoria mais confortável. Mas nem essa única medida entrou em vigor. Até agora, só foi aprovada pelo Senado. Aguarda votação na Câmara.
    Das dezenove autoridades governamentais que receberam o relatório da CPI para tomar as devidas providências, catorze não se deram ao trabalho nem de responder ao Congresso Nacional. Diante do descaso, há um mês, parlamentares que integraram a CPI deram um ultimato às autoridades. Elas tinham de prestar contas até 5 de abril. O dia 5 de abril caiu na quinta-feira passada, véspera de feriado nacional. Nenhum parlamentar estava em Brasília.
    Também há um ano, o procurador-geral da República divulgava uma peça arrasadora, com 136 páginas, denunciando quarenta envolvidos no escândalo do mensalão e dizendo com todas as letras que a cúpula do PT formara uma "sofisticada organização criminosa" que se especializara em "desviar dinheiro público e comprar apoio político". A denúncia chegou ao Supremo Tribunal Federal, mas, passado um ano, não se abriu um único processo criminal.
    Eis como se combate a corrupção no Brasil.
     André Petry - Veja
     
    A polêmica dos militares britânicos capturados pelo Irã
    Como você se comportaria no caso dos militares britânicos capturados pelo Irã em águas do Golfo Pérsico? Não foi só com alegria que os 14 marinheiros e 1 marinheira foram recebidos de volta em casa. Parte da imprensa britânica deplorou o fato dos militares terem, aparentemente, "cooperado" com os captores iranianos. Alguns deles foram mostrados, quase sorridentes, em vídeos gravados em Teerã dizendo que haviam, sim, invadido águas territoriais iranianas, algo que o governo britânico continua negando.
    A única mulher no grupo escreveu uma carta à família, na qual pedia que as tropas britânicas deixassem o Iraque. E um dos marinheiros apareceu na televisão iraniana agradecendo o tratamento recebido, e cumprimentando efusivamente o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Numa entrevista anterior, concedida à uma emissora britânica, e levada ao ar apenas depois da libertação do grupo, o oficial que os comandava dava uma impressão resoluta e determinada - como os britânicos adoram ver seus profissionais em armas - dizendo que uma das missões do grupo era recolher informações sobre o comportamento de unidades iranianas na região (que os mais afoitos traduziram como "missão de espionagem").
    Não adiantou o ministro da Defesa britânico, Des Browne, afirmar que os capturados se comportaram de maneira apropriada e conveniente. Quando eles ainda estavam detidos em Teerã, fontes do governo em Londres respondiam aos vídeos iranianos afirmando que os prisioneiros, obviamente, teriam sido obrigados a dizer o que não deveriam ter dito. Quanto é apropriado para um prisioneiro dizer se com isso ele acha que volta mais cedo pra casa?
    No "Daily Mail", um conhecido colunista conservador, Steven Glover, foi ao ponto: "eu não quero criticar os prisioneiros-reféns pela sua aparente disposição em cooperar (com os iranianos) e pedir desculpas", escreveu, "mas em nenhum conflito de eras anteriores militares britânicos teriam se comportado dessa maneira".
    De fato, particularmente as Forças Armadas britânicas vivem do mito de que o comportamento de seus homens e mulheres é sempre heróico, ou quase. Ainda é vendido no país um best seller de 1991, "Bravo Two Zero", com as reminiscências de um soldado das tropas especiais britânicas capturado, espancado e torturado por iraquianos na primeira Guerra do Golfo, e que nada disse a seus algozes. Ele, e os sobreviventes de seu grupo, só foram libertados depois da derrota de Saddam. Na mesma guerra, porém, pilotos britânicos abatidos pela defesa anti-aérea iraquiana apareceram apavorados e confusos em vídeos divulgados em Bagdá.
    Chama-se "síndrome de Estocolmo" o comportamento de alguns tipos de pessoas que foram feitas reféns, e que consiste em desenvolver uma relação de simpatia com os captores. O próprio ministro da Defesa britânico chegou próximo a admitir isso quando disse, no dia em que os militares britânicos foram libertados, que eles eram "muito jovens" e foram submetidos "a muitas pressões".
    Christopher Dandeker, professor de sociologia militar na University College de Londres, foi citado em várias publicações dizendo que estava bastante preocupado com o comportamento dos jovens militares capturados pelos iranianos, mas por outros motivos. "Eles provavelmente não receberam nenhum tipo de treinamento especial para o caso de serem feitos prisioneiros, mesmo operando numa região em conflito e em águas contestadas por um claro adversário do nosso governo", disse.
    O comportamento sob stress, especialmente o stress de ser prisioneiro, varia bastante e nenhum tipo de treinamento é capaz de chegar próximo da situação real, apesar das denúncias de abusos cometidos contra militares passando por esse tipo de "preparação" em forças armadas de diferentes países. Mas não há dúvidas de que, jovens ou não, os 15 britânicos capturados pelos iranianos estavam numa situação que provavelmente jamais imaginaram que teriam de enfrentar.
    Comportaram-se, na minha opinião, como seres humanos. Talvez como profissionais (todos eram voluntários para servir na Marinha) não necessariamente identificados com a política de seu governo. Não é totalmente negativo, muito menos para os mitos britânicos, perceber que debaixo do uniforme, e por trás das armas, esses militares capturados são, antes de mais nada, gente normal.
    William Waack
    April 05

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    "Pode acontecer qualquer coisa que não vai resultar em nada. O governo está protegido, blindado, porque o país não se assusta com mais nada.
    Marco Antonio Villa  na Folha
     
    Soube-se que, lero vai, lero vem Lula manifestou a ACM o desejo de estreitar "inimizades" com toda a oposição. Como se vê, na política, é desconcertante o modo como as pessoas brigam e fazem as pazes. Tudo, evidentemente, pelo bem, do Brasil.
    Blog do Josias de Souza
     
    Só faltava o ACM na base aliada do Lula. Não falta mais.
    Eliane Cantanhede na Folha
     
    Para Lula, crise aérea está resolvida
    Manchete da Folha
     
    Um ano após a CPI dos Correios, partidos lutam para monopolizar cargos e verbas de ministérios, sinal de que nada mudou
    Editorial da Folha de S. Paulo
     
    JORNALISTA QUE ESTAVA NO LEGACY CHAMA ESPAÇO AÉREO DO BRASIL DE "ZONA"
    Folha
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    O valor do fio de bigode (ou de barba.....)
     Líderes dos controladores de vôo civis alertam que há enorme insatisfação entre os sargentos que trabalham no setor, diante da certeza de que os chefes do motim da semana passada serão punidos
    Estado
     
    O Comando da Aeronáutica deverá concentrar em um pequeno grupo de controladores de vôo as punições mais severas, entre todos os que participaram do movimento grevista da última sexta-feira que parou os aeroportos do país. Só no Cindacta 1, em Brasília, foram 18 controladores que se recusaram a assumir seus postos. Também serão investigadas as ações dos profissionais em Manaus e Curitiba. Ao todo, são três inquéritos abertos. A crise aérea já provocou a redução de 30% nas vendas de pacotes de viagens neste feriado.
    ...
    Historiadores e cientistas políticos afirmam que a crise do setor aéreo revela os erros de gerenciamento e a demora em tomar decisões do presidente Lula.
    Globo
     
    Depois de experimentar a ilusão de ter aberto um canal de diálogo com o próprio presidente da República, os controladores de vôo que vestem farda começam a retornar para à dura rotina militar. Uma rotina em que o sujeito pode até dizer o que deseja. Desde que faça estritamente o que lhe mandam.
    Por um instante, os controladores imaginaram que suas reivindicações haviam alçado vôo. Pelas mãos de Paulo Bernardo, aterrissariam na mesa de Lula. Súbito, deram-se conta de que, em verdade, haviam embarcado numa canoa furada. O que era promessa de perdão tornou-se o pesadelo de novas punições.
    Nesta quinta-feira (5), sentindo o cheiro de queimado, a ABCTA, associação que representa os controladores de vôo militares, divulgou uma nota em que pede “perdão à sociedade brasileira” pela sublevação da última sexta-feira (30). O texto roga às pessoas que lembrem da data não como uma rebelião, mas como “um grito de socorro dos controladores de tráfego aéreo.”
    A sociedade pode até nutrir alguma compaixão pelos sargentos enfurnados na torre de controle. Na Aeronáutica, porém, respira-se uma atmosfera de mata-e-esfola. O comando da Força Aérea capricha no inquérito policial aberto há dois dias, a pedido do Ministério Público Militar. Trabalha-se com a perspectiva de utilizar essa investigação como porta para a expulsão de pelo menos duas dezenas de insurretos.
    Blog do  Josias de Souza
     
     
    Eu ja vi este filme....E nao gostei do final....
    O presidente do Clube de Aeronáutica, tenente-brigadeiro da reserva Ivan Frota, que criticara a atuação de Luiz Inácio Lula da Silva na condução da crise aérea, divulgou ontem nota em que ataca duramente o governo.
    No texto, Frota tece elogios ao golpe militar de 1964 e lamenta a atual conjuntura do país. Diz que a população que elegeu Lula é acostumada "com corrupção em todos os níveis sociais, além de ser facilmente manipulável pelo governo, mercê dos mais indignos favorecimentos pessoais, das Bolsas Família aos mensalões".
    Frota alerta para "perigosos riscos de desestabilização institucional", quando "se identificam intenções inconfessáveis do partido dominante de buscar, a qualquer custo, a meta do continuísmo no poder".
    E conclui a nota com uma ameaça: "Que a comemoração de mais um aniversário do vitorioso momento de 64 possa servir de alerta a aqueles que ainda têm esperança de implantar, no Brasil, um retrógrado regime bolchevista. Que não tentem isso novamente, porque o povo e as Forças Armadas, mais uma vez, irão às últimas conseqüências para evitar que tal aventura tenha sucesso".
    Folha
     
    Brasiuuuuuuuuu....
    Trabalho irrita servidor do TSE - Pela primeira vez, em 40 anos, funcionários do tribunal tiveram que trabalhar na quarta-feira da Semana Santa. Pela tradição no TSE, quebrada pelo ministro Marco Aurélio Mello, desde ontem eles estariam de folga.
    Correio
     
    Para este pessoal não existe apagão aéreo. O prefeito César Maia e o governador Sérgio Cabral passam o feriadão na Europa. Deputados federais e senadores esvaziaram o plenário cedo e correram para os aeroportos. No Judiciário, o quadro seria idêntico, não fosse pela ação insólita dos funcionários do TSE, que impetraram mandado de segurança para obter o direito de enforcar a quarta-feira, mas perderam
    JB
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Polícia assaltada em Boa Viagem - Ousadia dos ladrões parece não ter limites e ontem um posto da Polícia Militar foi atacado em Boa Viagem. Três armas foram levadas e um policial, deixado só de cueca. Na hora, dois outros PMs faziam ronda
    Jornal de Commercio do Recife
     
    É uma África - O ministro de Obras Públicas de Angola, Higino Carneiro, reclamou de atrasos no tapa-buracos das cinco empresas brasileiras em rodovias de Luanda, entre elas a Odebrecht e Camargo Correia. Hum...
    Claudio Humberto
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade e em caráter terminativo - em plena crise do apagão aéreo -, a criação de uma contribuição no valor de R$ 3,00 a R$ 14,00 a ser cobrada, como adicional tarifário, na taxa de embarque dos vôos domésticos. Trata-se, pura e simplesmente, de uma tentativa de aumentar a carga tributária sem justificativas plausíveis - e justamente no momento em que os consumidores estão sendo submetidos diariamente a verdadeira tortura, obrigados a esperar durante horas por vôos rotineiramente atrasados
    Estado
     
    O Tribunal de Contas da União suspendeu, por medida cautelar, a execução do contrato de implantação da TV Funasa. O TCU determinou que a Funasa paralise tudo decorrente do contrato com a empresa Digilab, inclusive os pagamentos, até que as irregularidades sejam esclarecidas. Segundo o relatro, ministro Guilherme Palmeira, o prejuízo estimado com a contratação da empresa pode chegar a R$ 49 milhões.
    Claudio Humberto
     
    Depoimento do empresário Nivaldo Aranha da Silva, 45, proprietário da Globo Distribuidora de Medicamentos, envolve o governo do Amapá em um esquema de caixa dois na última campanha, em que o governador Waldez Góes (PDT) foi reeleito. Silva afirma ainda, no depoimento à Polícia Federal, que entregou "pessoalmente" propina aos deputados federais Jurandil Juarez (PMDB) e Sebastião Rocha (PDT).
    Silva é um dos principais envolvidos no esquema de fraudes na compra de medicamentos pela Secretaria de Saúde do Amapá, que, segundo a PF, provocou prejuízos de mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos.
    Folha
     
    O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu ontem que a rede de TV pública que será criada pelo governo seja financiada, em parte, por anúncios de empresas privadas. Embora tenha ressaltado que esta é uma opinião sua, e não do governo, Costa disse que poderá trabalhar para convencer o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a dar incentivos fiscais aos anunciantes, nos moldes da Lei Rouanet, de incentivo à cultura
    Globo
     
    O Legacy, ou o “Yankees, go home...”
    Passageiro do avião que colidiu no ar com o Boeing da Gol, o colunista do jornal "The New York Times" Joe Sharkey, especialista na cobertura da aviação comercial, tem dedicado seu blog (http://joesharkeyat.blogspot.com) a criticar o controle de tráfego aéreo brasileiro e o governo Lula. Em texto da última terça, Sharkey classificou o espaço aéreo do país de "zona". Os comentários: "Os militares reassumiram a responsabilidade pela "zona" que é o controle de tráfego aéreo no Brasil. Lembrando que essa gente acusou os pilotos americanos da colisão de falta de responsabilidade".
    Folha
     
    O repórter Andres Downie descreve na edição desta semana da revista americana Time o sufoco enfrentado com outros passageiros nos aeroportos do "apagão": 14 horas esperando, outras tantas para viajar, lá se vai um dia extra, e uma conexão perdida. Lembra a falta de investimento em tecnologia, infra-estrutura e pessoal que "condenou" o sistema, enquanto "administração ruim e fraca liderança exacerbaram os problemas revelados após o choque do jato Legacy com o Boeing da Gol. "Os horrores invisíveis do controle aéreo no Brasil apareceram", escreve o americano, enumerando fatores que a imprensa brasileira denuncia há meses. A Time também denuncia as "longas horas de trabalho dos controladores em equipamentos ruins, ganhando cerca de US$ 800 de salário inicial. "A maioria dos brasileiros, acostumados à inação do governo, parecem ter aceitado o caos nos aeroportos", avalia o repórter. Mas os americanos que lerem a Time certamente não aceitarão. E não aparecerão por aqui. Isto ele não escreveu, mas é fácil deduzir.
    Claudio Humberto
     
    O apagão é culpa dos ??????
    O presidente da Ifatca (Federação Internacional de Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), o suíço Marc Baumgartner, disse ontem que a Aeronáutica "não fez nada" para aprimorar o sistema após o acidente com o avião da Gol, quando morreram 154 pessoas, e só piorou a situação ao coagir os controladores
    Folha
     
    Espetáculo do crescimento : ainda não contaram para os russos...
    Se EUA dobrarem o joelho, o Brasil agacha junto - O FMI acaba de divulgar parte de um relatório chamado “Panorama Econômico Mundial”. Saíram, por ora, os capítulos três, quatro, e cinco (íntegra aqui, em inglês). Os capítulos um e dois serão liberados na próxima quarta-feira (11). Na parte que já veio à luz aborda-se um tema que inquieta a muitos. Afinal, o que aconteceria se a economia norte-americana claudicasse? Na América Latina, concluem os técnicos do FMI, o maior prejudicado seria o Brasil.
     Fez-se a seguinte estimativa: se o PIB dos EUA cair 1%, a economia da América Latina também cairá, em média 0,2%. Tomando-se os países isoladamente, o Brasil, em função do volume de negócios que mantém com os EUA, padeceria um recuo de 0,75% no seu desempenho econômico, o maior de toda a região. Mais expressivo inclusive do que o recuo estimado para o México, estimado em 0,6%.
    Blog do Josias
     
    Vamos inventar a roda na economia????.....
    O dólar se aproxima de R$ 2 e começa a colocar em xeque estratégias até agora adotadas pelos fabricantes de manufaturados para compensar perdas de rentabilidade. Nos últimos dois anos, eles reajustaram preços em dólar e aumentaram a compra de matéria-prima importada, mais barata por causa do câmbio.....Segmentos de bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, já enfrentam dificuldades. No primeiro bimestre, as vendas externas de carros caíram 15%.
    Valor
     
    Como eles são bonzinhos (usando a nossa grana...)....
    O presidente Lula anunciou ontem investimentos da ordem de US$ 1 bilhão da Petrobras no Equador.
    JB
     
    O saco de gatos
    Coalizão formada, Lula busca agora o apoio de adversários para aprovar logo as medidas do PAC. O alvo de ontem foi o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), um dos mais ácidos críticos do governo
    Correio
     
    Sobre o "noço lider"...
    Em política, os insultos nem sempre são prenúncio de inimizade. Nesta quarta-feira (4), um caso que parecia pender para o desamor eterno ganhou contornos de um flerte de resultados imprevisíveis. Lula encontrou-se com ACM.
    Quem acompanhou a eleição presidencial do ano passado sabe que Lula referiu-se a ACM como “hamster”. E aqueles que têm o hábito de sintonizar na TV Senado já devem ter assistido aos discursos em que o morubixaba baiano dirige-se ao presidente com desairoso o epíteto de “o maior ladrão do Brasil.”
    Pois bem, o “hamster” e o “ladrão” conversaram por uma hora e meia. Foi um diálogo amistoso. Ao final, cortês e delicado, Lula ajudou ACM a levantar-se da poltrona. O bate-papo foi testemunhado pelo ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais).
    Soube-se que, lero vai, lero vem Lula manifestou a ACM o desejo de estreitar "inimizades" com toda a oposição. Como se vê, na política, é desconcertante o modo como as pessoas brigam e fazem as pazes. Tudo, evidentemente, pelo bem, do Brasil.
    Blog do Josias de Souza
     
    Frases
    "Tem gente velha na política da Bahia que foi chamado de leão do Nordeste. Para mim, ele é um hamster, que faz muita bravata. Para falar comigo, ele tem que virar civilizado"

    "Sabe qual é a raiva desse senador? É que até agora não o convidei para ir à minha sala e não vou convidar"
    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA sobre ACM, em setembro de 2006
     
    "Temos de mostrar ao Brasil o verdadeiro Lula, o Lula ladrão. Ele é doutor na roubalheira e no cinismo. O Palácio do Planalto precisa ser higienizado"
    ANTONIO CARLOS MAGALHÃES em junho de 2006
    Folha
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Para Lula, crise aérea está resolvida
    Estado: Governo se adianta para controlar CPI do Apagão
    Globo: FAB não deverá punir todos os militares insubordinados
    Correio: Câmara corta vagas e muda concurso
    Valor: Dólar a R$ 2 põe em xeque estratégias das empresas
    Estado de Minas: Caos no feriadão
    Jornal do Commercio (PE): Polícia assaltada em Boa Viagem
    JB: Eles conseguiram voar
    Gazeta Mercantil: Marca registrada no Brasil valerá em 130 países
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    No Podcast do Diogo: o comunismo nada primitivo de Lula
    Como vocês viram, Roberto Teixeira, o já mítico compadre de Lula, voltou ao noticiário, agora como, bem..., facilitador da venda da Varig para a Gol. Diogo Mainardi trata da personagem em sua coluna na próxima edição da Veja. No podcast, o colunista relembra a trajetória deste notável advogado, alvo de uma pesada acusação de Paulo de Tarso Venceslau, ex-figura graduada do partido: Teixeira, afirmou, era o cabeça de uma empresa chamada CPEM, especializada em intermediar a recuperação de créditos de ICMS, e as prefeituras do PT eram obrigadas a contratar os seus serviços.
    No Podcast, Diogo recupera um depoimento de Lula à Comissão de Ética do PT em que ele tenta explicar como ficou morando, durante nove anos, num imóvel do compadre. Leiam:
     
    “Em 89, eu estou fazendo campanha no Ceará, quando eu volto, o glorioso PT tinha decidido que a casa que eu morava era de total insegurança. O Vladimir ou o Gushiken resolveu pedir para o Roberto Teixeira se ele não podia arrumar uma casa. O Roberto Teixeira falou: ‘Eu cedo a casa para o Lula. Não tem nenhum problema’. Quando terminaram as eleições, qual era o normal? Eu voltar para a minha casa. Esse era o normal. Eu chamei o Roberto Teixeira e falei: ‘Roberto, é o seguinte, eu sou candidato outra vez em 94, portanto, eu não vou voltar para o bairro Assunção, para depois eu pedir a casa outra vez. Então, o negócio é o seguinte: você não precisa dessa casa, não precisa, tem muitos imóveis aqui, eu vou ficar nessa casa até o dia que você quiser’”.

    À primeira lida — ou ouvida —, parece tudo muito normal, não é mesmo? “Pô, amigão, você tem casa demais, arruma uma pra mim”. Uma ordem. Ao que o outro responde: “Claro, companheiro. O que é meu é nosso. A cada um de acordo com a sua necessidade”. Reparem que Lula reconhece que a coisa não é lá muito normal. Aí poderia indagar o leitor: “Ué, se Teixeira quis financiar o Apedêutis, ninguém tem nada com isso. Mecenas financiava Virgílio, por exemplo”. É verdadis!!! O diabo é que o “Cumpádi Companhero” saiu da vida privada para entrar na história.
    Clique aqui para ouvir íntegra
    Reinaldo Azevedo
     
    No segundo artigo em menos de uma semana sobre o tema, o ditador de Cuba, Fidel Castro, voltou a atacar ontem o programa do álcool impulsionado por Brasil e EUA, dessa vez com críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em texto publicado pelo jornal oficial cubano, o "Granma", Fidel afirmou que nem Lula nem o presidente americano, George W. Bush, responderam como conseguirão gerar biocombustível suficiente para substituir, ao menos em parte, o uso de petróleo e gás, sem pôr em risco o ambiente e o fornecimento global de alimentos.
    Folha
     
    Sumido há oito meses por "motivo de doença", o ditador Fidel Castro se dedica a escrever artigos. Dizem em Cuba que são psicografados.
    Claudio Humberto
     
    As favas os escrúpulos
    O governo avalia que o Supremo Tribunal Federal (STF) tende a determinar a instalação da CPI do Apagão Aéreo e já tem uma estratégia para tentar controlar os trabalhos da comissão. Dos 23 deputados que deverão integrar a CPI, 15 serão de partidos aliados ao Planalto. A idéia é que o presidente da comissão seja do PMDB e a relatoria fique a cargo de Cândido Vaccarezza (PT-SP). Assim, os governistas poderão evitar a convocação de autoridades e barrar requerimentos de investigação e quebras de sigilo.
    Estado
     
     A volta dos que nunca foram.....
    Ficam os anéis, ficam os dedos
    Deu no noticiário on-line do "Valor Econômico": "O PP reconduziu ontem para seus quadros de direção quatro personagens dos últimos escândalos de corrupção nos quais o partido esteve envolvido. Os ex-deputados José Janene (PR), Pedro Corrêa (PE) e Severino Cavalcanti (PE), além do deputado Paulo Maluf (SP), ex-prefeito de São Paulo, foram reconduzidos para compor a Executiva nacional do PP. Janene ainda foi reconduzido ao posto de tesoureiro da legenda. A sigla é importante peça dentro da coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocupa o Ministério das Cidades, um dos mais prestigiados da Esplanada".
    À Folha, Mário Negromonte (BA), o líder do partido na Câmara, disse: "Temos que deixar no passado as coisas ruins". Recomendou ainda "dirigir o carro sem olhar no retrovisor". A mesma edição da Folha relatava o incidente envolvendo miss Paraná, Jéssica Pereira, durante visita aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Arlindo Chinaglia, de um grupo de candidatas a Miss Globo Internacional.
    Jéssica deixou a bolsa, com celular, maquiagem e "outros pertences" em uma poltrona bem em frente à sala de Renan. A bolsa desapareceu.
    Foi, aliás, o segundo caso em duas semanas.
    Cuidadosa, diplomática, quando questionada pelo site G1, das Organizações Globo, sobre se esperava que pudesse ocorrer um fato como esse dentro do Senado, a menina desviou-se: "A gente pensa nisso, mas pode acontecer com qualquer pessoa em qualquer lugar".
    Jéssica disse ainda ter ficado "meio chateada, mas a gente tem que seguir em frente. Como se diz: vão-se os anéis, ficam os dedos".
    Faz sentido. Está seguindo o conselho de Negromonte, de não olhar no retrovisor. É um bom conselho, porque, no caso do PP, ficaram os anéis, os dedos e tudo o mais.
    Clovis Rossi na Folha
     
    Da serie pensando bem
    Parece provocação o anúncio da Infraero em horário nobre da TV convidando passageiros a visitar o "aeroshopping".
    Claudio Humberto
     
    Eta governinho bom....
     Depois dos fortes ataques feitos anteontem à política monetária e cambial em entrevista ao Estado, o economista Júlio César Gomes de Almeida não é mais secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O ministro Guido Mantega anunciou ontem que Almeida foi substituído pelo atual secretário-executivo, Bernard Appy. Para o lugar de Appy irá Nelson Machado, ex-ministro da Previdência.
    Estado
     
    Sobre o partido no poder....
    O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, afirmou ontem que o Campo Majoritário - grupo ao qual pertence e que domina o partido há mais de dez anos -, não sobreviverá ao 3º Congresso Nacional agendado para agosto. O grupo tem sido responsabilizado pela crise instalada no partido com a série de escândalos, entretanto, Berzoini é forte candidato a permanecer na presidência da legenda. Doze teses foram inscritas para o congresso, com propostas que variam de uma revisão da estratégia política até a punição dos envolvidos nos escândalos.
    Gazeta
     
    O Rio de Janeiro continua lindo...
    O prefeito César Maia viajou, o vice renunciou para assumir mandato de deputado e o presidente da Câmara de Vereadores licenciou-se. O cargo de prefeito do Rio deveria ter sido assumido ontem pelo vice-presidente da Câmara, Aloísio Freitas, mas a assessoria de imprensa da prefeitura desconhece seu paradeiro.
    Globo
     
    Sobre a America LatRina
    Ao contrário de 20 anos atrás, quando levou seu país à moratória com uma política de aumentos salariais e estatizações que culminaram em um processo de hiperinflação, desta vez o presidente do Peru, Alan García, cortou os salários do funcionalismo pela metade, vendeu bens públicos e conquistou a confiança das agências de risco de crédito, aproximando-se do grau de investimento. O país cresceu 8% em 2006, as exportações atingiram o recorde de US$ 23,4 bilhões e a inflação anual é de 0,3%
    Valor
     
    Perolas Internacionais
    A pressão internacional funcionou. Entre sorrisos do presidente Mahmoud Ahmadinejad e cumprimentos, o Irã libertou os 15 britânicos capturados há 13 dias em águas iranianas.
    JB
     
    Os Pensamentos do Dia
    Um texto petralhicida no Estadão
    Muitos me perguntam: “Mas o que é um petralha? O que é o petralhismo? Todo petista é petralha?” Vamos tirar algumas dúvidas.

    O neologismo “petralha” nasce, evidentemente, da fusão das palavras “petista” com “metralha”. O cara não precisa roubar dinheiro apenas (assim como os Irmãos Metralha queriam a caixa forte do Tio Patinhas) para ser um petralha. Ele (ou ela) também pode ser um ladrão de verdades. Isto mesmo: o cara rouba de você a verdade, põe uma mentira no lugar e passa a discursar como se aquela criação monstruosa, que é dele, fosse fato. Isso é ser um petralha. E o petralhismo é aquilo que ele pratica.

    O petralhismo é uma coisa perigosa porque sempre vem com a aparência de verdade. Mais ou menos como o demônio. No geral, basta a matemática para que ele comece a exalar cheiro de enxofre. Todo petista é petralha? Não! Alguns não são, coitados!, os ingênuos. Mas vejam lá. São uma minoria.

    Tudo isso porque quero lhes apresentar um texto — talvez muitos já o tenham lido — que foi publicado no Estadão no domingo. Eu também, infelizmente, o li com atraso. O jornalista Ethevaldo Siqueira contesta uma frase idiota do ministro das Comunicações, Hélio Costa. E desmonta, com uma fartura de dados e com clareza ímpar, um dos mitos criados pelo petralhismo: “A Telebrás foi vendida a preço de banana”. Leiam o artigo. Vale a pena. E procurem, com ele, se for o caso, salvar algumas almas. Segue em azul o texto:

    Os fatos desmentem o ministro Hélio Costa
    “A Telebrás foi vendida a preço de banana” - proclamou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao falar na quarta-feira na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicações da Câmara. Não dá para silenciar diante de uma declaração dessas. O que o ministro chama de “preço de banana” deve equivaler ao da produção de banana de toda a América Latina durante um século, pois foi de R$ 22,2 bilhões ou US$ 19 bilhões da época, com ágio superior a 63% sobre o preço mínimo.

    Na verdade, a Telebrás foi vendida pelo preço mais elevado entre todas as grandes operadoras do setor privatizadas no mundo na década dos 1990, segundo avaliou na época a revista inglesa Privatisation, de Londres.

    Ao longo da semana que passou, o ministro criticou duramente a qualidade das televisões estatais de três países e, em seguida, respondeu a um diplomata estrangeiro, que dele discordou. Depois, participou de tumultuada audiência na Câmara, em que fez a revelação de impacto sobre a venda da Telebrás por preço vil.

    Façamos um brevíssimo retrospecto dos fatos relativos ao leilão da estatal das telecomunicações em julho de 1998. As ações da Telebrás estavam pulverizadas nas mãos do público e somente um terço delas (33,3% do capital) eram ações ordinárias, com direito a voto. Como o governo detinha pouco mais da metade daqueles 33,3%, era essa a fatia que estava à venda no leilão de privatização. Embora representasse apenas 19% do capital total da Telebrás, esse bloco de ações ordinárias significava o controle da Telebrás.

    Poucas semanas após a privatização da Telebrás, viria a crise da Rússia, que afastou a maioria dos grandes investidores de leilões de privatização no mundo. E, para agravar ainda mais esse quadro, assistimos, menos de dois anos depois, ao rompimento da bolha da internet e das telecomunicações, com a desvalorização dramática de todos os ativos dessas duas áreas. Exemplo dessa desvalorização ocorreu quando a Embratel foi vendida pela MCI à Telmex, por um terço do preço pago na privatização.

    Embratel
    Ao mencionar de passagem a Embratel, Hélio Costa afirmou na audiência da Câmara que “ninguém previu que em uma emergência (para formar uma rede de TV, por exemplo) será necessário pedir autorização aos mexicanos”.

    Talvez seja mera força de expressão essa acusação do ministro da eventual necessidade de “pedir autorização aos mexicanos”, pois qualquer pessoa ou empresa pode contratar serviços de transmissão de telecomunicações no Brasil, em contato direto com a Embratel. Mais do que isso: pode buscar as operadoras dos 40 satélites internacionais autorizados a prestar serviços sobre o território brasileiro. Ou ainda usar a alternativa de uma dúzia de troncos de microondas terrestres de longa distância operados por outras concessionárias nacionais.

    O ministro também não reconhece os reais benefícios que a privatização trouxe para o desenvolvimento e modernização das telecomunicações no Brasil. No entanto, são números que não admitem contestação, pois, além dos R$ 22,2 bilhões pagos ao governo pelo controle da Telebrás, os novos grupos privados investiram nos últimos nove anos R$ 135 bilhões - algo como US$ 66 bilhões - na infra-estrutura de telefonia fixa e celular, redes sem fio, satélites, banda larga e longa distância nacional e internacional - ampliando o número de acessos telefônicos de 24 milhões para os 145 milhões atuais. Uma expansão de 500%.

    Disparidade
    Conforme declarou na audiência na Câmara, Hélio Costa se preocupa com a desproporção entre o faturamento total das empresas de telecomunicações e as de radiodifusão, da ordem de 10 para 1. Essa disparidade, no entanto, é a mesma na Europa, nos Estados Unidos e no Japão.

    O ministro critica também o faturamento anual de R$ 100 bilhões das teles, gerado pela operação de 145 milhões de telefones hoje no Brasil. É bom lembrar que dessa receita total, R$ 40 bilhões são impostos, que saem diretamente de nosso bolso e vão para os governos estaduais e para o Tesouro Nacional. Melhor seria se ele buscasse nos defender desse assalto tributário, em que o Brasil é o campeão mundial, ao cobrar tantos impostos nesse montante de 40% sobre o valor de nossas contas telefônicas.

    Uma lembrança oportuna seria ainda a do cenário em que vivíamos nos últimos dias da Telebrás, em 1998, quando a densidade de telefones fixos e celulares do País era de apenas 14 acessos por 100 habitantes, em lugar dos atuais 76%. Ou dos planos de expansão que, até 1997, nos cobravam R$ 1.117 por uma linha telefônica e ainda nos obrigavam a esperar dois anos ou mais pela instalação do aparelho. Ou pagar até 5 vezes mais no mercado paralelo. Hoje, uma linha telefônica pode ser instalada até de graça, no prazo máximo de uma semana, em todo o País.
    Reinaldo Azevedo
     
    April 04

    Perolas

      

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    Perolas e Frases do dia......
     
     
    Que comandante é esse que não comanda ninguém? Que lá dos EUA manda tomar uma atitude e, depois, muda a palavra? Tenho vergonha de ter um presidente tão sem caráter, tão sem palavra.
    Do líder do DEM, Onix Lorenzoni (RS), sobre o acordo feito e desfeito por Lula com os controladores de vôo no Noblat
     
     
     
    é um irresponsável, um incompetente.
    O senador governista Gilvam Borges (PMDB-AP) pediu ontem a demissão do ministro Waldir Pires, segundo o Claudio Humberto
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    O valor do fio de bigode (ou de barba.....)
    Depois de ter sido pressionado pelos comandantes militares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu endurecer o tratamento dispensado aos sargentos que trabalham no controle do tráfego e passou a considerar sem validade o acordo firmado na semana passada, quando o governo se comprometeu a melhorar os salários da categoria e a rever punições disciplinares. Foi abandonada também a idéia de promover o quanto antes a desmilitarização do setor
    Estado
     
    Em lugar da medida provisória com a "solução definitiva" para o caos nos aeroportos, como prometera no domingo o presidente Lula, o governo decidiu ontem devolver o comando do controle aéreo para a Aeronáutica e desistiu da desmilitarização imediata do setor
    Globo
     
    O presidente Lula mudou radicalmente de postura em relação aos controladores de vôo que entraram em greve, paralisando os aeroportos comerciais brasileiros sexta-feira, e defendeu ontem que os que promoveram o motim sejam presos e indiciados em inquéritos policiais militares. Com isso, jogou por terra o acordo fechado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com os controladores. Bernardo também voltou atrás e, depois de reunião com os operadores negou anistia aos grevistas aumentando o clima de tensão na categoria.
    Estado de Minas
     
    Pronunciamento do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, em solenidade fechada, indica que ainda não está superada a irritação dos militares com a atitude do presidente Lula de negociar com os controladores de vôo amotinados: "Não há espaço para tergiversar sobre os princípios da hierarquia e da disciplina", disse o comandante. Um pouco depois, em cerimônia no Palácio do Planalto, diante dos comandantes militares, Lula prometeu mais recursos para as Forças Armadas
    JB
     
    Paralelamente à negociação com o governo, os controladores do Cindacta-1 classificaram o endurecimento do presidente Lula como "traição" e chegaram a articular um novo motim, que foi impedido por intervenção direta da Aeronáutica. Não haverá paralisação na Páscoa, afirmam, contanto que não ocorram punições.
    Folha
     
    EVITANDO ENFRENTAR com as leis militares a insubordinação dos sargentos da FAB que operam o sistema de controle de vôos do país, Nosso Guia amarelou em pelo menos duas ocasiões. A primeira, em novembro, quando a FAB recuou da decisão de aquartelar os militares. Semanas depois, havia brigadeiros negociando com sargentos. Era o início da pane hierárquica. A segunda, na última sexta-feira, quando mandou o ministro do Planejamento para uma reunião sindical com amotinados que haviam posado para fotografias, refastelados e coloridos. Pior: desautorizou o comandante da Aeronáutica, que determinara a prisão dos insubordinados.
    Elio Gaspari na Folha
     
    O presidente da Federação Internacional de Associações de Controladores Aéreos (IFATCA, em inglês), Marc Baumgartner, alerta que a desmilitarização do controle aéreo brasileiro deve demorar pelo menos 7 anos.
    Globo
     
    Diagnóstico - Avaliação feita no Congresso nesta terça-feira de recuo do presidente Lula nas negociações com os controladores de vôo: o presidente, ao determinar a negociação com eles, agiu muito mais como sindicalista; e não como Comandante em Chefe das Forças Armadas.
    São culturas diferentes. No sindicalismo, vale o confronto e a negociação. Nas Forças Armadas, a lógica é a da hierarquia e disciplina.
    Resultado: ficou ruim para todos. Para os controladores, que ficaram expostos, perderam apoio na opinião pública e até a promessa de que não haveria punições. Para o governo, que ficou com a autoridade arranhada - um zigue-zague não faz bem a nenhum comandante. E, por fim, a população que não tem a garantia do serviço.
    Cristiana Lobo no seu blog
     
    Surpreendidos com o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não haverá controle absoluto de partidos sobre seus ministérios, líderes da base aliada no Congresso passaram o dia ontem reclamando de quebra de compromisso assumido. Os partidos informam que não vão cumprir a ordem e ameaçam demitir petistas do segundo escalão
    Folha
     
    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...
    Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostrou que o maior motivo para o jovem de 15 a 17 anos abandonar os estudos é o desinteresse pelas escolas, consideradas pouco atraentes. Os desmotivados representam 45% dos que deixaram as escolas; só 23% tiveram de trabalhar
    Globo
     
    Pessoas com problema de obesidade mórbida estão fazendo exames médicos no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, Zona Sul do Rio, utilizando equipamentos usados para examinar cavalos.
    Portal G1
     
    Na última sexta-feira, dia dos caos completo nos aeroportos, um grupo de diretores da Embraer estava em Brasília para reunião com a Aeronáutica. O encontro acabou cancelado por conta da crise aérea. Ao serem informados da completa confusão nos aeroportos, os diretores da Embraer não pensaram duas vezes: foram direto para a rodoviária de Brasília. Pegaram um ônibus leito e chegaram a São Paulo no sábado por volta das 10h. Um deles teve a curiosidade de checar a que horas o vôo em que retornariam chegou. Descobriu que o avião pousou na capital paulista somente às 17h de sábado. Saíram no lucro, depois do prejuízo.
    Valdo Cruz na Folha Online
     
    Da série: “Cadê o meu Óleo de Peroba????”
    Numa ação conjunta do Planalto com líderes dos partidos da coalizão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta evitar que a CPI do Apagão Aéreo se torne inevitável, com a contaminação do ambiente político pela crise no setor. Os aliados alertaram ontem o presidente, durante reunião do Conselho Político — que agrupa dirigentes e líderes dos 11 partidos da base governista —, que a demora numa solução para a crise no sistema aéreo levará o governo a perder o discurso de que a CPI não é necessária e que se trata apenas de ação política da oposição
    Globo
     
    Amanhã completa um ano que a CPI dos Correios concluiu as investigações sobre o mensalão. De lá para cá, ninguém foi preso, nenhum dos denunciados pela Procuradoria Geral da República virou réu e 14 autoridades informadas oficialmente pelo Senado ou não tomaram nenhuma medida sobre o caso ou nem sequer responderam ao Congresso.
    A Lei 10.001, de 2000, prevê que as autoridades oficialmente contatadas pelos presidentes da Câmara e do Senado a respeito das conclusões de comissões parlamentares de inquérito têm 30 dias para prestar informações ao Congresso sobre medidas adotadas em relação ao caso. A partir de então, devem encaminhar relatórios semestrais sobre o andamento das providências adotadas.
    Nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem nove ministros, incluindo Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (ex-Relações Institucionais, hoje Justiça), Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Waldir Pires (Defesa), prestaram quaisquer informações ao Congresso, segundo informou a Secretaria Geral do Senado.
    Outras pastas comunicaram medidas meramente burocráticas, como a Fazenda, que apenas disse ter credenciado servidor para "compulsar" (manusear, examinar) documentos.
    Em 11 de setembro de 2006, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), enviou oficialmente o relatório final da CPI a 19 autoridades. Só cinco prestaram alguma informação. Ontem, após ter sido procurado pela Folha, Renan determinou à Secretaria Geral do Senado que voltasse a cobrar as pendências
    Blog do Josias
     
    O PP elegeu ontem o deputado Nélio Dias (RN) para presidir o partido, em uma convenção marcada por discursos de solidariedade a ex-parlamentares que deixaram a cena política na esteira dos escândalos do mensalão e dos sanguessugas.
    Em discurso, o líder da bancada na Câmara, Mário Negromonte (BA), pediu respeito aos "companheiros que foram sacrificados".
    Folha
     
    Descrito como inválido, profundamente enfermo e incapacitado para prestar explicações ao Conselho de Ética no processo por sua participação como um dos operadores do mensalão, o ex-deputado José Janene (PR) recebeu ontem, do diretório nacional do PP, a delegação, como tesoureiro, para gerir as contas do partido e administrar os R$ 8,2 milhões de fundo partidário que a legenda receberá este ano. Ele foi reconduzido ao cargo na executiva nacional do PP juntamente com os deputados Paulo Maluf (SP), Pedro Henry (MT), o deputado cassado Pedro Corrêa (PE) e o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PE)
    Globo
     
    O saco de gatos
    O ministro Luiz Marinho não esconde a insatisfação de trocar o Trabalho pela Previdência. Na transmissão de cargo, ontem, gritou "exijo respeito!", durante a enfadonha leitura de seu discurso. Seu secretário-executivo, Marco Antônio Oliveira, ao encontrar um assessor do deputado Paulinho (PDT-SP), que o saudou com "tudo bem?", respondeu, ríspido: "Bom só para vocês, que estão subindo a escada; eu estou descendo"
    Claudio Humberto
     
    Sobre o "noço lider"...
    Trair e coçar é só começar
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou na mão seu recém-nomeado comandante da Aeronáutica, ao desautorizá-lo no momento em que se preparava para prender militares amotinados.
    Motim é crime. Deve ser punido na forma da lei, qualquer que seja a razão dos amotinados.
    Em seguida, Lula deu as costas a seu ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao descumprir parte do que havia sido acertado pelo ministro, a mando de Lula, com os controladores amotinados. Por extensão, traiu também os controladores, cujo motim havia sido, digamos, "legalizado" pelo acordo com Bernardo.
    É muito para pouco tempo? Não.
    É só a seqüência de uma lógica que vem desde o início do governo.
    Afinal, ao assumir o cargo, Lula jogou no lixo tudo o que ele e seu partido haviam dito e escrito durante seus primeiros 23 anos de história. Se isso não é traição, rasguem-se os dicionários.
    O problema é que a traição original mereceu aplausos quase unânimes. Os poderosos de sempre, cuja capacidade de difundir seu interesse é fenomenal, ficaram felicíssimos ao ver que um partido e um líder político que se diziam de esquerda adotavam o mais desbragado conservadorismo.
    E a esquerda calou-se quase toda, satisfeita com as "boquinhas".
    Aliás, é por isso que o problema militar de agora não pode ser comparado aos do passado, especialmente à crise de 1964. Naquela época, os interesses das elites econômicas e empresariais estavam, sim, sendo tocados ou ao menos ameaçados pelo governo Goulart e seus aliados. Agora, Luiz Inácio Lula da Silva é o fiador do status quo e do establishment.
    A primeira e original transfiguração puxou as demais, como, por exemplo, as alianças com Sarney, Quércia, Maluf, Collor, Delfim, Geddel e um vasto etc. Quem faz uma faz muitas, faz todas.
    Clovis Rossi na Folha
     
    A irresponsabilidade com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou a questão do apagão aéreo, transformada a partir de sexta-feira em crise militar, foi assustadora. Seu comportamento, no entanto, seguiu um padrão já conhecido. No caso do mensalão, Lula não sabia de nada, muito menos que na sala ao lado de seu gabinete no Palácio do Planalto havia se instalado uma central de compra de votos e consciências de parlamentares. No caso dos controladores de vôo, ele, que rompeu os princípios basilares da hierarquia e da disciplina entre os militares, agora diz que os sargentos amotinados foram irresponsáveis e que se sente traído por eles
    Editorial Do Estado
     
     
    Não foi bem assim...
    Na reunião com os presidentes e líderes de partidos aliados, o presidente Lula explicou que a presença do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no comando da negociação com controladores de vôo na noite de sexta-feira, se deu porque o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, não estava em Brasília.
    Mas Saito estava, sim, em Brasília. Ele se comunicou com Gilberto Carvalho e foi até o Planalto, no auge da crise do tráfego aéreo para relatar o assunto.
    No sábado, o próprio Paulo Bernardo explicava que o presidente Lula havia determinado, por telefone, que nem Waldir Pires e nem Juniti Saito fossem até o encontro com os controladores de vôo - àquela altura, aquartelados e em greve de fome no prédio do Cindacta, em Brasília. Segundo ele, porque a presença dos dois obrigava o governo a punir os militares por indisciplina. E a disposição do governo era negociar a atender as reivindicações.
    Cristiana Lôbo no seu blog
     
    O presidente Lula adotou nesta terça-feira um comportamento que o sindicalista Lula já classificou de coisa de “sacanas”. Em 1979, época em que emergia como uma lenda do sindicalismo do ABC paulista, Lula teve de engolir a quebra de um acordo que firmara com a Scania. Exatamente como fez agora com os controladores de vôo.
     
    É o próprio Lula quem conta: “Houve uma proposta, a empresa [Scania] aceitou a proposta. Essa proposta foi levada aos trabalhadores dentro da fábrica e nessa assembléia eu falei (...). Os trabalhadores aceitaram a proposta, aceitaram inclusive batendo palmas. E nós saímos da Scania e fomos para a Delegacia Regional do Trabalho para fazer o acordo”.
     
    “Foi então", prossegue Lula, "que os sacanas dos diretores da Scania tomaram uma prensa do Sindicato da Indústria Automobilística e disseram que não podiam fazer aquele acordo. A gente já tinha pedido para o pessoal voltar a trabalhar. Aquilo foi uma coisa muito ruim, porque no dia seguinte a Scania montou um esquema de segurança dentro da fábrica de perseguição aos trabalhadores fodido. Cada setor tinha dois ou três guardas olhando os trabalhadores. Então virou um campo de concentração. E é lógico que você pega o trabalhador que desconfia que houve traição, que o sindicato vendeu ele ou coisa parecida.”
     
    O relato consta da página 136 do livro “Lula, o filho do Brasil”
    Blog do Josias
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Governo só negocia depois da Páscoa
    Estado: Lula atende comandantes e enquadra controladores
    Globo: FAB retoma controle e monta plano especial para o feriado
    Correio: Aeronáutica se impõe, controladores cedem
    Valor: Fatia das múltis no crédito do BNDES já alcança 24%
    Estado de Minas: Lula quer prisão de controlador grevista
    Jornal do Commercio (PE): Aeronáutica retoma o controle da tropa
    JB: Comando da Aeronáutica cobra respeito à hierarquia
    Gazeta Mercantil: União dobra os investimentos no início do ano
     
    Frases definitivas
    O apagão aéreo é a síntese da incompetência federal
    Senador Marconi Perillo (PMDB-GO), engrossando o coro contra o governo Lula, segundo o Claudio Humberto
     
    Da Serie recordar é viver
    Diz-se que o presidente se sentiu traído, mais uma vez, pelos controladores, que teriam esperado ele sair do país para decretar a paralisação do tráfego aéreo. Mas como alegar traição, se há seis meses o país passa por problemas e ninguém no governo foi capaz de esboçar um simples plano para emergências, como a da sexta-feira passada? Esse apagão aéreo, aliás, está se encarregando de destruir reputações de eficiência, como é a da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerada a grande entendida em gestão do governo, “gerente” encarregada de montar a infra-estrutura que permitiria ao país crescer 5% no próximo ano. Ela não conseguiu resolver o primeiro sintoma do “apagão logístico”, que vinha sendo previsto já há algum tempo.
    No início da crise, quando estava clara a inapetência do ministro da Defesa, Waldir Pires, para tarefas de governo que exijam mais transpiração do que o simples palavrório, Lula nomeou Dilma para coordenar uma força-tarefa para debelar a crise.
    Algo parecido com o que, na crise de energia no governo de Fernando Henrique, foi feito com o então chefe da Casa Civil, Pedro Parente, coordenando uma “sala de situação” de onde partiram as orientações para todo o governo.
    No caso do apagão de 2001, o gerenciamento da crise, diante do fato consumado que, indesculpavelmente, pegou o governo de surpresa, foi um sucesso, embora com as agruras do racionamento.
    No caso do apagão aéreo, a “sala de situação” da ministra Dilma, aliás uma presidenciável da base governista, não foi capaz de antever a possibilidade dessa greve dos sargentoscontroladores, nem deu mostras de ter ferramentas adequadas para superar a crise: não havia nenhuma força-tarefa realmente montada, tanto é que não havia ninguém do governo ligado ao problema em Brasília naquela sexta-feira.
    Merval Pereira no Globo
     
     Está na biblioteca on-line da Universidade do Texas o arquivo do falecido presidente Ronald Reagan. Nele encontra-se a entrevista de 3 de agosto de 1981 sobre os sete meses da greve dos controladores de vôo que parou os EUA e que o republicano linha-dura e ex-ator medíocre derrubou numa canetada histórica, abalando para sempre o forte sindicalismo americano. Os controladores queriam 17 vezes o salário acertado. Reagan considerou "inaceitável" que os contribuintes pagassem o pato. Na entrevista na Casa Branca com o Secretário (ministro) de Transportes e o Procurador-geral, que acompanhavam a negociação, o presidente lembrou a ilegalidade da greve no serviço público; que ele mesmo foi sindicalista em Hollywood; agradeceu aos que se ofereceram para trabalhar na greve, deu prazo de 48h para prender os faltosos de acordo com a lei, lembrou que os servidores públicos fizeram um juramento, e que muitos, "todos boas pessoas", talvez não tivessem pensado nas conseqüências (da greve). Comentou que não "podia sentar com um sindicato que está violando a lei". E finalizou: "Meu prazo é de 48h."  A tática do republicano, que poder ser lida em www.reagan.utexas.edu, foi explicada pelo Secretário dos Transportes: "Espero que eles (os controladores) voltem, mas se não o fizerem, temos, como sabem, outros em treinamento. Há uma lista de espera, e vamos treinar de novo e reorganizar todos os controladores da FAA (a agência federal de aviação). O velho caubói do cinema dispensou a acusação de "irresponsáveis" ou o tiroteio verbal inconseqüente. Simplesmente aplicou a lei, preparando-se antes para um possível final infeliz.
    Claudio Humberto
     
    Justiça....
    Feriadão reduzido - Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, decide que recesso do tribunal só começa amanhã e provoca indignação entre servidores
    Correio
     
    Brasiuuuu....
    Os dois prédios são sede de Poderes; os dois repletos de segurança; os dois registraram dois furtos hoje. O primeiro, pela manhã, no Palácio do Planalto; o segundo, à tarde, no Senado Federal.
    No Palácio do Planalto, dentro do comitê de imprensa, a poucos passos da segurança, um computador da rádio CBN foi aberto e o pente de memória foi furtado. O caso foi comunicado à Presidência da República.
    O segundo caso: em visita ao Senado, a miss Paraná, Jéssica Patrícia, teve a bolsa, com um estojo de maquiagem e um celular, furtada. É o segundo caso em duas semanas.
    Na semana retrasada, uma funcionária do Senado teve a carteira furtada. Ficou sem o dinheiro e espera que a segurança do Senado encontre o responsável.
    Noblat
     
    Sobre a America LatRina
    O ranking mundial de Universidades realizado pelo diário The Times mostra apenas uma Universidade da América Latina entre as 200 melhores do mundo. É a Universidade Autônoma do México, que ocupa o lugar 74 (é isso mesmo setenta e quatro). Depois, no lugar 500 aparece a Universidade Austral da Argentina, seguida depois pelas Universidades Católicas do Chile e do Peru. Só as Universidades Africanas ficaram em lugar pior que as latino-americanas.
    Coluna de Rosendo Fraga em La Nacion do dia 24 de janeiro de 2007 citado no Boletim do Cesar Maia

    Perolas Internacionais
    O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou nesta quarta-feira a libertação dos 15 militares britânicos detidos há 12 dias no golfo Pérsico.
    Folha
     
    O Irã libertou os 15 marinheiros que foram presos enquanto navegavam em águas iraquianas. Por que não tenho dúvidas do lugar? Porque os “do turbante” forneceram as coordenadas ao governo britânico de onde os soldados foram feitos reféns. Não era território iraniano. Quando isso ficou claro, mudaram os dados para justificar sua prática bandoleira. Mahmoud Ahmadinejad, o celerado que governa o país e, nas horas vagas, nega a existência do holocausto e prega a destruição de Israel, “recebeu” seus visitantes forçados. Evidenciou o quanto é generoso e aproveitou para condecorar os seqüestradores. Do conjunto da obra, a frase dele que mais me interessou foi esta: “Como se justifica que uma mãe fique fora de casa, longe de seus filhos? Não se respeitam os valores familiares no Ocidente?”. Ele se referia ao fato de que há entre os 15 uma mulher, Faye Turney, 26, que foi obrigada a gravar uma “entrevista”, com o véu islâmico, e a escrever uma carta nas quais admitia a violação, que não houve, do espaço territorial iraniano. Isso tudo poderia ser só folclore. Mas é um pouco mais. O país está se organizando para ser um chantagista nuclear e financia o terror no Iraque, nos territórios palestinos e no Líbano. Rússia e China, cínicos, pedem calma. O fervor esquerdopata anti-Bush também. Até quando?
    Reinaldo Azevedo |
     
    Sobre o bambole do ano......
    Vocês viram, né? Segundo pesquisa da BBC, o povo brasileiro é o que mais teme o aquecimento global. Faz sentido. A imprensa brasileira quase não trata de outro assunto. Há mais indignação cívica com o derretimento de geleiras do que com roubo do dinheiro público, o que mostra que este continua a ser um país do futuro. Uma explicação bem plausível é que a ecologia é uma das línguas faladas pelo esquerdismo e pelo antiamericanismo. E a imprensa é a gaiola dos loucos... Pensando bem, por que brasileiro iria se preocupar com os próximos 20 anos? Prefere planejar o mundo para daqui a 200... Corresponde a uma renúncia ao presente pelas próximas 10 gerações. Assim, um mundo ecologicamente correto vira a nossa fantasia edênica, a nossa utopia. Ainda ontem vi uma reportagem na TV. A “pegada” da matéria era a seguinte: os EUA respondem por um quarto dos gases do aquecimento, mas rejeitam tomar as medidas para combatê-los (como eles são maus!). Na seqüência, informava-se que o aquecimento seria positivo para a agricultura dos países ricos, mas devastador para a África, que só contribui com 3% do aquecimento (como eles são inocentes!). Como se vê, existe uma espécie de luta de classes também quando o assunto é o clima. Depois pretendem que eu leve a sério esse troço. Deixo esta tarefa para vocês, irmãos: pensem no fim do mundo por mim, tá? Eu continuarei a rezar contra as tentações do capeta...
    Reinaldo Azevedo
     
    Piadas(?)
    A TV do Lula está na internet
    Está na internet a "programação da TV do Lula", a tal rede pública (mais uma) que o governo quer lançar. Às 6h30, MST Rural, apresentação de José Rainha e João Pedro Stédile. Às 7h, Quatro dedos de prosa, um papo-cabeça com o presidente Lula. Às 8h, Moda Brasil, com d. Marisa falando de "bolsas". Às 9h, Turismo Sexual, com a sexóloga-ministra Marta Suplicy. "Apertem os cintos, os controladores de vôo, as companhias aéreas e até o aeroporto sumiram" é o filme de estréia, às 10h, com Waldir Pires e grande elenco. Para as crianças tem PAC man, com o ministro Guido Mantega, logo depois. Roberto Jefferson, José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Palocci e o churrasqueiro Lorenzetti são os convidados de Casos de polícia, às 13h. Educativo é a Escolinha do Professor Luizinho, em seguida, com o próprio, dando aulas de Matemática financeira e outros milagres de sobrevivência para os aposentados do INSS. Para preencher a falta do que colocar na programação e alavancar a audiência-traço, vem um pacote de filmes, como "Querida, estiquei o PIB", com Lula. "Pequenas empresas, grandes negócios", com Lulinha (o Sebrae de Okamoto não pode patrocinar, afinal, a TV é pública). "O gás acabou", estrelado por Evo Morales. Para espantar o sono, às 4h, MST na madrugada - ao vivo do Pontal do Paranapanema.
    Claudio Humberto
     
    Os Pensamentos do Dia
    Em torno dos gatos
    Poucas imagens refletiram com mais poder e candura o vasto simbolismo dos gatos no Brasil do que o flagrante do roubo de água pelos donos de uma mansão num bairro nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro. Na competição pelo “troféu gato” de uma semana fértil de eventos perturbadores, só o retrato do estupefato rabino preso em Miami; a declaração racista da ministra Matilde Ribeiro, e a foto do astronauta Marcos Pontes, aterrado por mais um capítulo da infindável novela do apagão aéreo.

    Em nossa sociedade, a palavra “roubo” fere os nossos nobres ouvidos e deve ser aplicada somente aos que se conformam aos tipos que, pela letra do nosso preconceito, têm “cara de ladrão” — normalmente, os pretos pobres; os indivíduos mal falantes e vestidos, mal apresentados e sem postura; os que — logo se vê —, não tendo amigos importantes, têm “jeito de gente desclassificada”.

    É trivial, no Brasil, substituir as “más palavras”; as expressões mais precisas — mentira, desfaçatez, preguiça, ladroagem, mendacidade, estelionato eleitoral etc. —, por termos como lorota, brincadeira, pizza, engano, falta de estudo, mensalão, esperteza e malandragem. Com isso, amaciamos e liquidamos as ofensas, transformando crimes em piadas ou dramas sem maior importância, capazes de chocar somente a moralidade pequeno-burguesa. Se o roubo e a insinceridade sempre foram parte do governo; se as coisas só mudam quando mudar toda esta estrutura podre que ai está, então, por que se preocupar com quem rouba algumas centenas de milhões, mas faz viadutos? Qual é o problema com quem deixa ao deus-dará a crise gravíssima dos transportes aéreos, faz declarações racistas ou rouba água ou gravatas? É significativo que, no Brasil, gravíssimos delitos políticos ou desvios criminosos cometidos por altas autoridades que deveriam ser as primeiras a primar pelo exemplo de circunspeção e honradez sejam imediatamente transformados em metáforas engraçadas, de modo que o delito vira uma “pizza”, uma “malufada”, um “mensalão”, uma “alopração” ou um engano, o que faz com que vire motivo de riso e seja digerido como algo normal: parte e parcela do poder e das administrações públicas que, coitadinhas, são sempre bem intencionadas e incapazes de praticar qualquer mal.

    Com isso, os leões, os jacarés e os elefantes da desonestidade viram leves e fofos gatos da esperteza.

    “Gatos” que, como figura de linguagem para o roubo, provocam nada mais do que um riso cúmplice, sinal de que todos entendemos muito bem os motivos dos que apenas realizavam um ato de legítima e esperta defesa contra o “governo”, o “estado” ou qualquer coisa que represente esse lado mais formalizado do sistema.

    Aos governos e gestores públicos dos quais somos responsáveis e que nada, mas nada mesmo — nem as solenes promessas de campanha, nem sequer um gesto ou palavra de satisfação — nos dão de volta, damos em retorno não batatas ou bananas, mas “gatos”. Gatos na forma de delitos que têm a ver com a casa e são por ela englobados.

    De tal modo que dificilmente um brasileiro maior e vacinado consideraria criminoso “tarrar” luz, água, gás ou até mesmo leite, açúcar ou o sagrado pão nosso de cada dia.

    Aliás, na teoria da corrupção nacional, o gato nada mais é do que um sintoma da pífia relação entre Estado e sociedade que, no Brasil, não são vistos como manifestações de uma mesma coletividade, mas como os lados insondáveis de uma mesma moeda. Moeda que tem como cara a efígie de um leão (que nos cobra cada vez mais de tudo) e, como coroa, a figura de um gato na forma de uma insuportável incompetência administrativa que, silenciando cruelmente diante de todos os desvios, demandas e necessidades sociais, transforma em inferno o cotidiano do cidadão comum.

    “O gato é engendrado dialeticamente pela total indiferença de um administrador legitimamente eleito precisamente para gerenciar aquilo que ele produz as mais sinceras desculpas para não realizar. Eis, numa cápsula, o gato-de-botas da crise brasileira”, diz-me numa mensagem pomposa meu amigo e mentor Richard Moneygrand, comentando um rascunho desta croniqueta.

    Como ser honesto e matar o gato, se o exemplo cotidiano é o de uma alternância entre insinceridade e desonestidade do administrador público eleito para jamais errar, para não roubar e deixar roubar, para atacar os problemas e promover crescimento e devolver ao povo a sua auto-estima, mas que faz tudo ao contrário? Se a marca do Estado é a apropriação da renda dos que produzem para o enriquecimento dos que estão no poder e suas adjacências, como comprovam os sucessivos escândalos políticos nacionais, como cobrar e exigir a honestidade do cidadão comum? O gato é, sem dúvida, um elo na cadeia de impunidades que começa e termina em administrações públicas que gritam muito e fazem pouco; que exigem muito do cidadão e nada dão em troca. De um estilo de gestão que tem sempre vivido do gato, para o gato e pelo gato. Diante do gato fotografado, filmado e televisionado, vale lembrar a frase síntese e definitiva de um grande gestor público: o gato é ilegal, e daí?
    Roberto da Matta no Globo
     
    Crise militar, mentiras sinceras e sinceridades mentirosas
    É um prodígio. Em quatro dias, Lula quebrou a hierarquia e a disciplina militares e, para consertar o estrago, diz que a minuta de acordo firmada pelo seu ministro do Planejamento não vale — embora, reitero, os seus termos não tenham sido até agora negados pelo governo. Lula condescendeu com o descumprimento da lei — no caso, um crime militar. Para tentar se refazer, prefere que seu ministro do Planejamento passe por mentiroso. Pode até ser. Mas não por isso. A minuta afirmava que não haveria punição. E NÃO HOUVE. A minuta afirmava que seria aberto um canal de negociação. E ELE SERÁ ABERTO DEPOIS DA PÁSCOA. A minuta previa que a remuneração seria debatida. E ELA SERÁ.

    A Folha anunciou na manchete de ontem a revisão do acordo, o que contestei aqui, como sabem. O editorial do jornal desta quarta entendeu direitinho o problema e coincide com a leitura que fiz neste blog ao longo de terça. Leiam trecho da opinião emitida pelo jornal (em azul):
    “O presidente também "reavaliou" a promessa que fez aos controladores em motim de não os punir. Foi firula, para usar um termo do repertório presidencial. A repressão disciplinar que deveria ter sido aplicada na sexta foi evitada por Lula -isso é fato. Já sobre as sanções na Justiça Militar, a partir de inquérito solicitado pela respectiva Promotoria, o presidente não tem poder de interferência. Eventuais anistias, só no fim do processo, se o Congresso aprovar. Lula informa também que o brigadeiro Saito poderá prender os rebelados. Mas só na hipótese de ocorrer um novo motim. Paulo Bernardo, do Planejamento, que na sexta entregaria até a preciosa churrasqueira da Granja do Torto se os controladores o exigissem, agora diz que não negocia com "a faca no pescoço". E a patética meia volta culminou com um clássico. Durante encontro com lideranças de sua base parlamentar, o presidente afirmou que foi traído por um grupo de controladores. Como se vê, Lula fez que foi, mas acabou não indo; fez que voltou, mas não realizou o recuo completo. Embolou o meio de campo, como se diz no futebol.

    É isto: tudo não passou de uma “firula”. Com Lula, nem mesmo a mentira consegue ser de verdade. Quem dera se pudesse dizer agora: “É, com efeito, Lula mentiu mesmo para os controladores” (uso sempre o nome dele, não dos ministros, seguindo recomendação de Franklin Martins, que disse não haver política de ministros, mas do presidente). Mas, oh desdita! Nesse caso, Lula mente é quando sugere ter mentido. Afinal, não houve punição, certo? Logo, não houve revisão de coisa nenhuma.

    Nem mesmo é verdade que o controle tenha sido “devolvido” à Aeronáutica. Porque jamais foi retirado. Os militares é que haviam renunciado à área já que os sargentos declararam sua independência. Ficamos sabendo que novos motins estão proibidos e serão punidos com a prisão. Ué? Mas, por acaso, eram permitidos? E a pena não era mesmo a prisão, decretada, então, por Saito e revogada por Lula? Punição, para o crime passado, se houver, insisti ontem ao longo do dia, será por conta da ação do Ministério Público Militar, onde Lula não manda. E foi o Ministério Público, que é independente, quem deixou claro com todas as letras: o presidente pode até impedir a punição administrativa, mas não tem poder constitucional para impedir o inquérito militar. E isso funcionou como uma saída milagrosa.

    Vocês sabem que estou convicto de que o jornalismo está infestado de petralhas. Mas o pior é o petralhismo praticado sem que a própria vítima se dê conta. O petismo parece o protozoário da toxoplasmose. Quando ele contamina um roedor, altera-lhe o comportamento. O bicho se torna suicida. Perde a repulsa ao xixi do gato, por exemplo. Na verdade, ele procura o inimigo para ser comido — porque só assim o tal protozoário vai poder se encontrar com um colega nas vísceras do gato, onde se reproduz. Entenderam? O roedor perde, digamos, vontade própria e passa a ser comandado pelo parasita. O petismo é esse insidioso protozoário moral. Infesta e vai formando cistos no cérebro do vivente, que passa a dizer e a escrever coisas estranhíssimas.

    A turma que costuma fazer o samba-exaltação de Lula logo saiu a dizer que o homem estava inovando e fazendo história ao dar um pé no traseiro do comandante da Aeronáutica. Mas e quem não é petista de carteirinha (escondida)? Por que demora para reagir? Quando FHC era presidente, jornalistas não tinham dúvida: muitas vezes, atiravam antes e perguntavam depois. Afinal, sabem como é, intelectual, sociólogo, poliglota, tucano... Ele que se dane. Com Lula, é preciso mais cuidado. O jornalista tem de passar por uma inquisição íntima, ditada pelo protozoário: “Não estou sendo preconceituoso? Não estou fazendo o jogo tucano? Não estou atacando a craçe operária?”
    Reinaldo Azevedo
        
    April 03

    Perolas

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    Perolas e Frases do dia......
    Às 6h de sexta-feira, a Infraero avisou ao ministro da Defesa, Waldir Pires, sobre a greve dos controladores. Mais tarde, ele foi tranqüilizado e decidiu seguir para o Rio, onde iria a uma festa de amigos. Ao saber do caos, tentou voltar a Brasília, mas a FAB não cedeu aeronave.
    Globo
     
    A crise aérea revela a falta de planejamento do Planalto para definir prioridades e investir. .... O problema é geral: o PAC, que nem saiu do papel, tem propaganda que custa mais que o programa de contratação de especialistas para melhorar a educação.
    Globo
     
    Lula é muito valente com a greve que ainda não houve e mantém a impunidade naquela que já houve.
     Reinaldo Azevedo
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    O valor do fio de bigode (ou de barba???????)
    O presidente mudou de atitude em relação aos controladores: na sexta-feira, deu ordem para que suas reivindicações fossem atendidas e disse que o momento não era de radicalização; ontem afirmou que, em pronunciamento à Nação, tratará esses profissionais como traidores. A categoria, disse, esperou que ele viajasse para os Estados Unidos para entrar em greve. ..... Já os controladores cobram a anistia prometida na sexta à noite pelo ministro do Planejamento.
    Estado
     
    Em reunião com os comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que reavaliou a promessa de não punir os controladores de vôo que se amotinaram na sexta-feira. O governo recua, assim, da garantia dada aos amotinados de que não seriam punidos. No futuro, o presidente poderá anistiá-los
    Folha
     
    Num esforço para tranqüilizar os comandantes militares, Lula decidiu que não irá receber no Planalto representantes dos sargentos que promoveram, na última sexta-feira (30), o motim que paralisou os aeroportos brasileiros. A audiência fora prometida aos sublevados pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), destacado pelo próprio presidente para negociar o fim da paralisação, obtido no início da madrugada de sábado
    Blog do Josias
     
    Fechado o dia inteiro em reuniões de emergência para acalmar os ânimos dos comandantes militares, o presidente Lula só percebeu à noite que havia passado de aliados a inimigo dos controladores de vôo. Foi parceiro na sexta-feira, quando obrigou o comandante da Aeronáutica a recuar da decisão de punir os amotinados. Tornou-se adversário quando chamou os controladores de irresponsáveis, ontem de manhã. Agora, estão contra o presidente os comandantes e os sargentos rebeldes, que se declararam em estado de greve.
    JB
     
    Três dias depois de ceder a exigências de controladores de vôo, presidente diz que paralisação de aeroportos foi uma "irresponsabilidade". Relator, no STF, do pedido para instalação da CPI do Apagão Aéreo, Celso de Mello afirma que aquartelados agiram de forma criminosa. Para Ministério Público Militar, grevistas devem responder por motim, crime punido com até oito anos de prisão.
    Correio
     
    Em nota oficial, os controladores prometeram que não haverá paralisação na Semana Santa, mas no Cindacta-1 (Brasília) o clima ontem foi de nervosismo, medo e desilusão. Os sargentos que realizaram o motim na sexta-feira estão há três dias chefiando os próprios trabalhos e temem a represália militar quando a poeira baixar.
    Folha
     
    Três dias após mandar o ministro do Planejamento negociar com controladores de vôo amotinados, cancelando a prisão de pelo menos 18 deles pedida pela Aeronáutica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou e, para acalmar os comandantes das Forças Armadas diante da quebra de hierarquia, deu apoio ao inquérito policial militar (IPM) aberto ontem para investigar a rebelião.
    Globo
     
    Desmilitarização do controle aéreo não é mágica - A MELHORA DA situação nos aeroportos contribuiu para a aparência menos inquietante da crise, mas o ambiente e as tendências nos círculos ressentidos contrariam aquelas aparências, com novos motivos de contraposição, com os reflexos na Marinha e no Exército e, ainda, com o acréscimo de um fato de enorme gravidade -o abandono da direção do controle aéreo pela FAB, deixado em mãos dos funcionários subalternos
    Janio de Freitas: na Folha
     
    Diante das concessões feitas pelo governo aos militares que trabalham no controle de tráfego aéreo, os controladores civis decidiram, em assembléia realizada no Rio, entrar num período de 15 dias em que se consideram em estado de greve - etapa anterior à paralisação e que na prática representa uma ameaça.
    Estado
     
    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou que a União terá de ressarcir danos gerados pelo caos, "desde que as vítimas ingressem em juízo". As aéreas calculam em R$ 100 milhões as perdas desde o início da crise, há seis meses. A Braztoa, que reúne operadores de turismo, estuda acionar a União por queda de 40% na demanda no período.
    Gazeta
     
    O presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional, Flávio Pansieri, afirmou hoje que os controladores de vôo militares que se amotinaram poderão ser condenados de quatro a oito anos de prisão pelo Código Penal Militar. Ele explicou que os militares não têm o direito à greve, a exemplo do que prevê a legislação para os civis. "Os militares não têm porque a Constituição Federal estabelece assim por ser função essencial do Estado". Pansieri criticou a pretendida anistia desses militares. "Não compete ao presidente da República dar anistia. A anistia poderá vir por fato determinado, mas por votação do Congresso Nacional e não por prerrogativa exclusiva do presidente da República".
    Claudio Humberto
     
    Se palavra de ministro de estado vale alguma coisa, o que Paulo Bernardo, do Planejamento, acertou com os controladores de vôo no dia 30 foi o que segue em azul:

    "O ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e a secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República se comprometem com os seguintes itens de negociação a respeito do Controle de Tráfego Aéreo.1. O governo federal vai fazer revisão dos atos disciplinares militares tais como transferências, afastamentos e outros, envolvendo representantes de associações de controladores de tráfego aéreo ocorridos nos últimos seis meses, assim como assegura que não serão praticadas punições em decorrência da manifestação ocorrida no dia de hoje (30).
    2. Abrir um canal permanente de negociação com representantes, inclusive dos controladores militares, para o aprimoramento do tráfego aéreo brasileiro, tendo como referência de inicio dos trabalhos a implantação gradual de uma solução civil a partir de terça-feira, 3 de abril de 2007.3. Abrir um canal de negociação sobre remuneração dos controladores civis e militares a partir de terça-feira, 3 de abril de 2007.PAULO BERNARDO SILVAERENICE GUERRA"

    Logo, não adianta dizer que as punições não foram negociadas. Porque elas foram. Ignorantes da lei, ninguém levou em conta que o Ministério Público Militar poderia agir por conta própria, sem pedir autorização para Lula.
    É um escracho. A seqüência é a seguinte:
    1 – O governo assiste impassível à crise durante seis meses;
    2 – Quando resolve agir, leva a indisciplina para as Forças Armadas;
    3 – Ao perceber o tamanho da besteira, tenta negar o conteúdo da negociação que conta até com uma nota oficial;
    4 – De todo modo, a indisciplina foi premiada. Ou os 18 que tiveram prisão decretada deveriam, vejam só, estar presos
    ....
    Pô... Que chato! Zangado, Atchim, Soneca e João Grandão já tinham até criado uma metafísica política para justificar o civilismo de Lula, que teria posto os milicos em seu devido lugar, em mais um lance de ousadia histórica. E agora o queixo do presidente começa a tremer, dizendo que não foi bem assim... Os candidatos a Goebbels de Lula terminam como bobos da corte. Tsc, tsc, tsc...
    Reinaldo Azevedo
     
    Durante três dias, os controladores de tráfego aéreo controlaram, além do vaivém de aviões, os movimentos do presidente da República. Súbito, Lula passou ao controle de outras mãos. É teleguiado agora pelos militares. Enquadrado pelos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, o presidente deu um rasante sobre o compromisso que o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) assumira, em seu nome, com os sargentos que, por meio de um motim, paralisaram os aeroportos do país por cinco horas.
    Submetido a controle militar, Lula deu passa-moleque nos controladores de vôo. Na noite de sexta-feira (30), falando em nome do chefe, Paulo Bernardo prometera mundos e fundos aos sargentos amotinados. Agora, o governo dá uma banana aos insurretos que confiaram nele. Nesta terça-feira (3), depois de reuniu-se com representantes dos controladores de vôo, Bernardo disse que o governo deseja negociar, “mas não com a faca no pescoço."
    Na sexta, o mesmo ministro oferecera, espontaneamente, a própria jugular aos sargentos rebelados. Pior: encostara na lâmina da faca também a garganta do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Junito Saito. Para restabelecer os pousos e as decolagens, Bernardo assinara um documento comprometendo-se em atender às reivindicações dos revoltosos.
    Prometera, por exemplo, anular as punições administrativas impostas pela Aeronáutica a controladores militares. Prometera que não haveria sanções à anarquia de sexta. "Nós não falamos nada de anistia, nem hoje nem na sexta-feira, eu só vejo isso nos jornais", diz agora Paulo Bernardo.
    .......
    No Planalto, reunido com líderes partidários, Lula informou que a desmilitarização será conduzida não por Bernardo ou pelo ministro Waldir Pires (Defesa). Quem vai cuidar do assunto, disse ele, é o brigadeiro Junito Saito. Antes, tinha pressa. Agora, nem tanto. De resto, o presidente referiu-se aos controladores em termos desairosos. Prometeu ir à TV caso eles voltem a causar problemas.
    No papel de “patrão”, Lula adota um tipo de comportamento que o sindicalista Lula cansou de condenar. Quando liderava as célebres greves do ABC paulista, na década de 80, Lula abominava o rompimento de acordos firmados nas mesas de negociação. Deve-se à pressão dos comandantes militares o fato de Lula ter esquecido o que dizia no passado. Na noite desta segunda-feira (2) já estava claro que Lula migrara do controle dos sargentos para a submissão aos militares (aqui e aqui).
    Resta de todo o episódio a impressão de que, em meio ao caos, o presidente ainda não logrou executar um vôo solo, submetendo à sua própria vontade os destinos de uma crise aérea que parece longe do fim. Embora abespinhados, os controladores de vôo medem as palavras. Por ora, prometem uma Páscoa sem tumultos. Vão cumprir a palavra? Deus sabe!
    Blog do  Josias de Souza
     
    A rebelião dos sargentos-controladores foi na noite de sexta-feira. O presidente da República disse no sábado -depois, portanto, do motim dos controladores- que o problema teria uma "solução final" hoje, terça-feira. Na data prevista pelo presidente para a solução final [a nós, judeus, essa expressão soa algo desagradável] o que há é uma não solução, exposta depois da reunião de hoje do ministro do Planejamento com os controladores de vôo. O que mudou de sábado para cá? O governo perdeu as condições políticas para fazer imediatamente o que queria, e pelo que vinha trabalhando, na pessoa do ministro da Defesa (mas não somente): retirar a Força Aérea Brasileira (FAB) do controle do tráfego aéreo nacional. O governo perdeu as condições políticas porque: 1) o Brasil ficou em dúvida sobre a conveniência de deixar o controle do tráfego aéreo nas mãos de um sindicato de controladores de vôo e 2) a anarquia militar da sexta-feira e a capitulação do Executivo à pressão dos amotinados deixou o governo meio sem autoridade diante dos chefes militares. É o ponto em que estamos agora.
    Blog do Alon
     
    O saboroso charuto da czarina do apagão
    Circula na internet, acompanhada de mensagens de profunda indignação, o flagrante do repórter fotográfico Dida Sampaio, da Agência Estado, mostrando Denise Abreu, influente diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) saboreando um charuto, durante a festa de casamento de uma filha de seu colega de dirtoria, Leur Lolanto, em Salvador, na mesma noite de 30 de março em que os controladores de vôo paralisavam o País com seu motim.
    Claudio Humberto
     
    A crise do apagão - dois pontos de vista :Aqui, comentário do jornalista Alexandre Garcia no telejornal Bom Dia, Brasil!, da Rede Globo. E aqui, comentário da jornalista Miriam Leitão no mesmo telejornal e sobre o mesmo assunto.
    Noblat
     
    Eu ja vi este filme (e nao gostei do final........)
    Pelo segundo dia consecutivo, os quatro Centros Integrados de Defesa e Controle do Tráfego do país, os Cindactas, ficaram sem comando ontem. Em Brasília, os coronéis se recusaram a atender a ordem do brigadeiro Carlos Vuyk Aquino, comandante do Cindacta 1, para assumir o sistema. Recusas semelhantes ocorreram em Curitiba, Recife e em Manaus."
    JB
     
    O almirante-de-esquadra José Júlio Pedrosa (foto), presidente do Clube Naval, divulgou esta manhã uma nota de solidariedade "aos companheiros do Clube da Aeronáutica, justamente indignados com a agressão de que está sendo vítima sua honrada instituição", e classifica de incompreensível a a atitude do governo de desautorizar medidas disciplinares do Comando da Aeronáutica contra o ato de "insubordinação explícita" dos controladores de vôo militares. Leia a íntegra da nota: "A nação assiste, preocupada, aos lamentáveis desdobramentos da crise que se instalou no País com os atos de insubordinação explícita praticados por controladores aéreos militares, amplamente noticiados na mídia. A incompreensível reação do governo, desautorizando medidas disciplinares tomadas pelo Comando da Aeronáutica, fere, gravemente, os princípios constitucionais da hierarquia e da disciplina, basilares das Forças Armadas, bem como a lei penal militar que os tutela, e assim, afeta a própria tranqüilidade do povo brasileiro. O Clube Naval sente-se no dever de alertar a todos - povo e governo - para as perigosas conseqüências que poderão advir de tais fatos, em termos de anarquia e desordem, sobretudo da tolerância para com a transgressão às leis do País, e exorta as autoridades do governo a recusar qualquer solução que signifique ofensa aos princípios da hierarquia e da disciplina, consagrados no art. 142 da Constituição Federal. Neste caso, é preciso restabelecer com urgência o primado da lei e da ordem. Ainda, o Clube Naval expressa sua solidariedade aos companheiros do Clube de Aeronáutica, justamente indignados com a agressão de que está sendo vítima sua honrada instituição."
    Claudio Humberto
     
     

    Perolas (cont)

    Estao metendo a mao no meu bolso....
    O Brasil que convive com a carência de infra-estrutura que trava o crescimento econômico, como mostra o apagão aéreo, é capaz de gastos que desafiam qualquer conceito de prioridade. A nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com custo previsto de R$ 328 milhões, encabeça uma lista de obras e despesas milionárias em curso no país.
    Ainda sem sair do papel, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já virou motivo de propaganda do governo Lula, e quem paga a conta é o contribuinte. Iniciada domingo, a campanha publicitária de TV para divulgar o plano ficará no ar até o dia 16. Vai custar aos cofres públicos R$ 8,1 milhões, dos quais R$ 394 mil para a produção de filmetes e banners que serão divulgados na internet. A veiculação propriamente dita sairá por R$ 7,79 milhões.
    A publicidade do PAC custará mais do que o dobro investido pelo governo (R$ 4 milhões) na contratação de 80 especialistas para melhorar a qualidade do ensino nos municípios pobres, na principal ação do pacote educacional a ser lançado nas próximas semanas
    O Globo
     
     Vamos inventar a roda na economia????.....
    O saldo da balança comercial brasileira em 12 meses encerrados em março atingiu US$ 45,535 bilhões, na primeira queda ante o período anterior (US$ 45,656 bilhões). Depois de quase seis anos em alta, a queda nos superávits comerciais reflete a expansão acelerada das importações. A tendência é de que os superávits continuem caindo.
    ....
    A cotação do álcool combustível nas usinas paulistas disparou e donos de postos já alertam para um repasse até o fim da semana no preço de bomba. O álcool hidratado subiu 18,5% em duas semanas e o álcool anidro, que é misturado à gasolina, teve alta de 27,3%.
    Estado
     
    O apagão é culpa dos ??????
    Já escrevi algumas vezes e reitero: sou contra a chamada “desmilitarização” do controle aéreo. “Ah, mas assim é na maioria dos países”. É, mas só o Brasil tem uma holding que inclui partido, central sindical e ONGs que, a um só tempo, governa em nome da ordem e também promove a desordem quando isso lhe é útil. O tráfego aéreo, advirto de novo, será entregue à CUT. Ok, enquanto Lula for presidente, talvez não haja apagão (não por conta do movimento sindical). Outro presidente qualquer será alvo permanente de chantagem. “Ah, mas houve apagão mesmo com militares”. É verdade. Porque houve quebra da hierarquia, patrocinada pelo partido do poder, aliado da mesma CUT, que quer ter o controle dos céus. Está dito.
    Reinaldo Azevedo
     
    Manchetes de hoje
    Folha: Lula recua de acordo com amotinados
    Estado: Lula se explica a comando e tenta conter crise militar
    Globo: Lula recua, apóia punição de amotinados e greve pode voltar
    Correio: Lula e ministro do STF condenam grevistas
    Valor: Construtoras capitalizadas têm crescimento recorde
    Estado de Minas: Justiça Militar processará controladores grevistas
    Jornal do Commercio (PE): Lula apóia punição para controlado
    JB: Acaba parceria de Lula com os controladores
    Gazeta Mercantil: Milho ajuda frango a ganhar mercado externo
     
    Sobre "os amigo do homi"....
    O senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que integra a base de apoio ao governo Lula, ocupa a tribuna neste momento para criticar o comportamento do ministro Waldir Pires (Defesa) diante do apagão aéreo. Ele disse que o Brasil atravessa uma crise moral e sobretudo uma "crise de autoridade". E atacou o ministro: "é um irresponsável, um incompetente". Borges foi uma das muitas vítimas do motim dos controladores de vôo. "Indignação, vexame, vergonha!", bradou, dizendo não compreender por que o presidente Lula mantém Waldir Pires no cargo. Ele lembrou que um episódio parecido no México, em proporções muito menores, provocou a queda de três ministros.
    Claudio Humberto
     
    Da serie pensando bem
    Incapacidade de decidir
    O apagão aéreo resulta de uma doença espalhada pelo governo Lula, a incapacidade para tomar decisões em temas disputados, as bolas divididas.
    Como no caso do apagão, o padrão é o mesmo: as posições estão claramente postas (manter o sistema militarizado ou transferir para um órgão civil) e simplesmente o governo não consegue tomar a decisão.
    São casos iguais:
    . Concessão de rodovias federais a empresas privadas – não é um bicho de sete cabeças, mas está em estudos desde o início do primeiro mandato; um edital chegou a ser publicado e foi cancelado; o caso coloca de um lado os que querem conceder as estradas às empresas privadas e os que desconfiam dessa prática. Estes querem colocar tantas restrições que a coisa não anda.
    . Parcerias Público Privadas – as PPPs , exatamente a mesma história.
    . Lei de saneamento – a lei saiu, depois de quatro anos, mas com um tal nível de exigências para que as prefeituras façam licitações que ficou impraticável; as exigências foram sendo colocadas para acomiodar as diversas posições.
    . Licença ambiental de hidrelétricas – exemplo: o Ministério de Minas, dizendo ter essa informação do Ibama, já anunciou várias vezes a data para a licença da primeira usina do rio Madeira, incluída no PAC como prioridade; o Ibama diz que não tem data.
    . Biotecnologia – o governo criou um tal sistema na Comisão Técnica Nacional de Biotecnologia que ela já se reuniu dezenas de vezes e não tomou uma decisão sequer. Na pauta, a liberação de transgênicos. Colocaram-se na comissão os favoráveis e os contrários, mas de um tal jeito que a decisão não sai. É o exemplo perfeito dessa doença.
    Carlos Sardenberg no seu blog
     
    Sobre boquinhas(ou bocarras...)
     Dona de orçamento várias vezes superior ao do Ministério da Agricultura, ao qual é subordinada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está no centro de uma acirrada disputa entre políticos e partidos, que querem fazer indicações para sua direção. Autônoma para decidir a aplicação do dinheiro, a Conab gerencia a execução da política agrícola e de abastecimento do governo federal.
    Amparado por movimentos sociais, como o MST, o Núcleo Agrário do PT luta para manter a direção. Neo-aliado do presidente Lula, o PMDB aposta na influência do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para garantir o posto a um de seus filiados.
    Valor
     
    Sobre o partido no poder....
    A ética da traição - A crise militar e a tentativa de negar o óbvio — o acordo que humilhou o comando da Aeronáutica — demonstram um jeito de ser de Lula e do PT. Explico-me. Um governante que faz escolhas acaba comprando briga com alguns setores. É do jogo. Lula quer sempre agradar a todo mundo. Ele acha que, com saliva e jeitinho, engabela qualquer um. Ao longo de 27 anos, tem sido essa a história do partido. A palavra é usada para ocultar, não para revelar. Livre é aquele que não tem receio de fazer uma escolha, mesmo sabendo que vai enfrentar resistência. O PT prefere achar que o melhor é trair todo mundo porque só assim consegue ser fiel a si mesmo.
    ...
    Ser petista também compreende ser despido de qualquer senso de individualidade e de respeito por si mesmo. Vejam o caso de Paulo Bernardo, ministro do Planejamento. Ele assina, no dia 30, uma nota afirmando que não haverá punição para os grevistas e, no dia 3, hoje, diz que nunca se comprometeu com a proposta. Taí outra característica do PT: negar o óbvio, aquilo que pode ser percebido por qualquer um. De todo modo, que fique claro: hoje ele se encontrou de novo com Ulisses Fontenele, representante dos controladores militares.
    Representante dos controladores militares? Então deveria estar preso. A “catchiguria”, até quando for militar, não pode ter representante, ora essa. É a lei. Mais: Lula tirou Waldir Pires (Defesa) do imbróglio e diz que agora é a Aeronáutica que cuida do assunto. Então o que faz o patético Paulo Bernardo?
    Isso é que é quebra de tabu.
    O governo rompeu com a realidade.
    Reinaldo Azevedo
     
    Justiça....
     A principal testemunha no processo de suspeita de fraude no concurso para juiz do Rio de Janeiro, o examinador Ricardo Aziz Cretton, depôs hoje diante do relator do processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Alexandre de Moraes, e confirmou suas suspeitas de fraudes no concurso.
    Claudio Humberto
     
    Brasiuuuu....
    A sapateira Isabel Cristina Soares da Silva, de 35 anos, foi presa há dez dias por um erro na digitação do registro criminal de um acusado de homicídio: o suspeito do crime, no entanto, era um homem, que a sapateira diz nem conhecer. Depois de passar quatro dias na Cadeia de Batatais, a 353 km de São Paulo, ela voltou para casa.
    Portal G1
     
    Sobre a America LatRina
    ... os argentinos têm enfrentado o mesmo drama dos brasileiros. Desde 1° de março, um raio danificou o radar do aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, provocando atrasos, cancelamentos de vôos e filas enormes nos aeroportos do país
    .....
    Colômbia e Peru buscam apoio técnico no Brasil para substituir produção de coca por biocombustíveis. Bolívia resiste á proposta
    Valor
     
    O jornal venezuelano El Progresso, citando "fonte fidedigna", diz que 31 americanos estão presos perto de Santa Elena de Uairén, na Venezuela, fronteira com o Brasil. Eles foram acusados de "prática ilegal da medicina" pelo governo de Hugo Chávez. São médicos, enfermeiros e religiosos que não teriam diploma validado na Venezuela, onde trabalha grande número de cubanos na mesma situação, segundo o jornal. O governo teme que sejam "espiões da CIA" , disse  ainda a fonte. Os americanos estariam incomunicáveis, aguardando uma decisão de Chávez.
    Claudio Humberto
     
    Recuperaremos aquilo que nos pertence!” Com esta promessa - alusão explícita às Ilhas Malvinas - o vice-presidente Daniel Scioli marcou as cerimônias oficiais do 25º aniversário da invasão argentina do arquipélago, que há 174 anos é controlado pela Grã-Bretanha. Em Ushuaia, na Província da Terra do Fogo, Scioli representou o presidente Néstor Kirchner nas cerimônias e sustentou que a Argentina recorrerá a meios pacíficos para recuperar as Malvinas, denominadas Falklands pelos britânicos
    Estado
     
    Estorias do Brasil
    Parece piada de português, mas é de brasileiro: Paulo Manuel da Silva Almeida, 45, está preso em Miami Beach, EUA, por um assalto que o FBI chamou de "bizarro" e parou a rua por seis horas, terça-feira, 27. A NBC local mostrou tudo pela TV - policiais entrincheirados diante do Commercial Bank of Florida, um banco federal; aulas suspensas numa rua próxima, gente gritando que o homem estava armado. O brasileiro Paulo, identificado no início como português, na verdade chegou a Miami dia 26, após ter o visto recusado na Imigração em Nova Jérsei e ser mandado de volta a Portugal. "Bizarro" é que ele entrou no banco com uma maleta e dois celulares, meia hora depois de alguém telefonar a uma atendente da agência avisando que um portador iria retirar US$20 mil. Pelo celular de Paulo, o alguém ameaçou matar a bancária e fazer reféns se não entregasse o dinheiro ao "enviado especial", aguardando no sofá o final da negociação. O vice-presidente do banco chamou a polícia, que rendeu Paulo, dono de um açougue em Portugal. Para a mulher, o marido pode ter sido usado como "laranja". O brasileiro contratou conhecido advogado de Miami, que adiantou à NBC que outro brasileiro informou ao cliente que "tinha conta no banco e precisava tirar uns papéis de lá".  O FBI, que prendeu prendeu o brasileiro, investiga o autor das ligações, até agora imune ao rastreamento. Paulo deve comparecer ao tribunal em Miami na segunda, dia 9.      
    Claudio Humberto
     
    O bambole do ano.....
    O The New York Times matou a charada. Não há como socializar o combate ao aquecimento global sem radicalizar e acirrar a desigualdade entre países ricos e pobres. Leia Reports From Four Fronts in the War on Warming.
    Blog do Alon
     
    Piadas
    Fico chateado quando usam a Internet para espalhar informações que não procedem! Me enviaram hoje um e-mail dizendo que o sangue do nosso presidente é do tipo A-peritivo, e o dos eleitores dele é do tipo O-tário.
    É Muita sacanagem e falta de ética, usar a Internet para passar esse tipo de coisa. Temos que divulgar informações corretas!
    O sangue do presidente é do tipo B-bum e o dos eleitores AB-stalhados .
    .....
    Bolsa-família na boca do povo
    Foi um sucesso a marchinha do Bolsa-Família, do brasiliense Vasco Vasconcelos, cantada pelo cantor pernambucano Almir Rouche no 31º baile do bloco Siri na Lata, em Recife. O bloco resolveu homenageá-lo ao saber que sua canção tinha sido censurada no II Concurso de Marchinhas Carnavalescas, divulgado pelo Fantástico e patrocinado pela Petrobras e Ministério da Cultura. Quase dez mil foliões dançaram ao som da marchinha. Ouça aqui .
    ......
    Na ONU, dois americanos e um brasileiro,  estãoconversando sobre a violência no mundo atual.  Um deles mostra uma cicatriz no queixo e fala:
    - New York City!

    O outro mostra uma cicatriz na perna:

    - Atlantic City!

    O LULA
    levanta a camisa, mostra uma cicatriz na barriga e diz:

    - Apêndi City!
    .....
     FIVE RULES FOR MEN TO FOLLOW TO HAVE A HAPPY LIFE:
    1. It's important to have a woman who helps at home, who cooks from time to time, cleans up and has a job.
    2. It's important to have a woman who can make you laugh.
    3. It's important to have a woman who you can trust and who doesn't lie to you.
    4. It's important to have a woman who is good in bed and who likes to be with you.
    5. Last but not least, it's very, very important that these four women never meet each other
    Internet
     
    Os Pensamentos do Dia
    O apagão aéreo é apenas a culminação de uma seqüência completa de outros momentos em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se absolutamente inapetente ou incompetente ou as duas coisas ao mesmo tempo para enfrentar crises.
    No caso da crise ética e moral, simbolizada pelo mensalão, o presidente limitou-se a afastar seu "capitão", José Dirceu, e a culpar o PT, para evitar que o escândalo respingasse ainda mais nele próprio.
    Mas não foi capaz de dar um basta ao ambiente turvo que se criou no seu entorno e em seu partido, ambiente que levou o procurador-geral da República batizar a turma de "organização criminosa".
    Tanto Lula tolerou o jeito de ser da "organização" que comportamentos obscenos reapareceriam logo depois, tanto na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Pereira como no episódio do dossiê contra tucanos. Em ambos os casos, os responsáveis foram pessoas da maior proximidade com o presidente, o que indica a cultura predominante no entorno.
    No apagão da segurança pública, o presidente chegou a qualificar de "terrorismo" o que aconteceu no Rio, no fim do ano. Ficou nisso e no envio de meia dúzia de gatos pingados da tal Força Nacional de Segurança. Solução zero, como se vê todo santo dia no noticiário dos jornais do Rio.
    No caso do apagão aéreo, a crise dos controladores vinha se arrastando havia seis meses, sem que o presidente tomasse alguma atitude que não fosse fazer promessas vazias de solução iminente, que não vinha, ou exigir prazos, que seus subordinados não cumpriam e continuam não cumprindo (e nada acontece com eles).
    Conseqüência da incompetência/inapetência: o governo se viu obrigado a render-se ante uma atitude que, agora, Lula considera "irresponsável". Quem é mais irresponsável, ante tal histórico?
    Clóvis Rossi - Folha de São Paulo
     
    Popularidade so' nao faz verao
    Inoperância, displicência e inépcia são três termos perfeitamente aplicáveis ao governo federal no trato da crise do setor aéreo. Traduzem parte da situação, mas não explicam tudo.
    A personalidade do presidente Luiz Inácio da Silva, seu modo de lidar com as questões, sejam elas sindicais, partidárias ou governamentais, é o pano de fundo desse cenário cuja única definição possível é de desgoverno.
    Lula precisou administrar poucas dificuldades em seus primeiros quatro anos. E todas enfrentou da mesma maneira: ausentando-se enquanto era possível, bravateando nos momentos mais delicados e transferindo ao alheio da responsabilidade quando não tinha mais outro jeito.
    No restante do tempo falava, falava, falava, de preferência mudando de assunto, fazendo muita piada, esbanjando simpatia, mostrando-se bastante hábil na arte de manipular a inibição do brasileiro (todos, dos mais desprovidos aos mais bem aquinhoados) diante de gente poderosa.
    A crise não cedeu e os controladores que já tinham aprendido a fazer o País de refém sem serem por isso importunados nem tampouco chamados a uma negociação objetiva resolveram na sexta-feira dar uma decisão: ou eram atendidos ou nada feito, não haveria mais transporte aéreo no Brasil.
    A ausência de gestão do problema configurou-se desde o início, assim como a quebra da hierarquia militar ficou patente desde o primeiro momento.
    Quando os controladores de vôo reagiram com greve à hipótese de virem a ser responsabilizados pelo acidente com o Boeing da Gol, o presidente Lula desautorizou o comando da Aeronáutica, nomeou os ministros da Defesa e do Trabalho seus interlocutores junto à 'categoria', deu ao problema a dimensão de negociação sindical e deixou o barco correr tentando, como sempre faz, vencer as partes pelo cansaço sem precisar se desgastar nem arbitrar coisa alguma.
    Portanto, o que aconteceu de sexta-feira para cá foi só a exacerbação de um problema desenhado há seis meses e agravado pela noção do presidente da República de que, para governar, basta estar bem posto nas pesquisas e ser um homem popular. Sendo amado pelo povo, tudo se resolve pela reverência geral à força dessa identificação e capacidade do personagem central de manejar essas emoções.
    Um exemplo mais remoto é a conduta de Lula no comando do PT. Nunca ajuizou divergências, sempre pairou acima delas deixando que as tendências se engalfinhassem para, no final, curvarem-se todas à necessidade eleitoral de suas repetidas candidaturas à Presidência da República.
    Quando arrumou um general de pulso para pôr ordem no aparelho, ganhou a eleição.
    Enfrentou alguns infortúnios desde então, mas a sorte lhe foi madrinha, a economia mundial não lhe impôs nenhum dissabor e quando precisou enfrentar crises, o fez à sua maneira habitual: calou, tergiversou, jogou seus homens ao mar para recolhê-los mais à frente tendo o cuidado de não mais abrigá-los na embarcação principal, condenou seu partido como se dele não fizesse parte, renovou as promessas ao País, falou, falou, mudou de assunto, fez muita piada, esbanjou simpatia e venceu a eleição.
    No meio do caminho para a reeleição, veio a crise aérea.
    De novo contou com a tolerância geral cobrando providências sem tomar ele mesmo nenhuma. Deixou que se firmasse a convicção de que a responsabilidade é da inaptidão do ministro da Defesa, Waldir Pires, mas o manteve no cargo a título de gentileza pessoal.
    Ganhou aí nas duas pontas: preservou a imagem de fidelidade aos sofredores e conservou no governo um bode expiatório à imagem e semelhança da necessidade.
    Nesse meio tempo, precisou fazer uma reforma no ministério. E como a fez? Do meio jeito: fugiu do assunto o quanto pôde e ficou no aguardo de que os desgastados ao fim e ao cabo se dobrassem à majestade do poder respaldado em alta popularidade.
    As coisas levadas assim podem dar certo por algum tempo, mas há um limite.
    Os escândalos de corrupção geram conseqüências porque têm sua dinâmica própria (o relatório da PF comprovando desvio de dinheiro público para as contas de Marcos Valério comprova), a montagem de ministério sem referência na competência específica também e uma crise monumental no sistema de aviação do mesmo modo acaba desabando nos ombros do responsável maior, eleito para dirimir e providenciar.
    E aqui não adianta Lula chamar os controladores de irresponsáveis nem pontuar a gravidade da situação só no discurso. É preciso agir e principalmente fazer escolhas. É difícil a solução? Muito. Mas vai ficando cada vez mais se o chefe foge de suas atribuições, se recusa a arbitrar soluções, espera do exercício do poder só os bônus e transfere sistematicamente ao alheio os ônus.
    Quando desautorizou o comando da Aeronáutica subtraiu de si a autoridade como comandante-em-chefe das Forças Armadas. E quando aceitou por seis meses a insubordinação continuada, descumpriu a Constituição.
    Parece incrível, mas Lula ainda não desencarnou do personagem. Continua líder da oposição. ?
    Dora Kramer no Estado

    Perolas

     
    De mentiras e meias verdades
    Diante da ofensiva do governo para reescrever em seu favor o que aconteceu desde o primeiro apagão aéreo em novembro último, examinemos algumas mentiras e meias verdades postas a circular nas últimas 24 horas.
     
    1. Lula foi traído pelas costas. Os controladores de vôo aproveitaram a viagem dele aos Estados Unidos na última sexta-feira para apagar de vez a decolagem de aviões nos 49 aeroportos comerciais do país.
     
    Traído coisa nenhuma. O país vinha de apagão em apagão desde a tragédia do Boeing da GOL em outubro passado, que resultou na morte de 154 pessoas. Foram pelo menos seis. E o governo empurrou o problema de barriga, prometendo soluções que jamais adotou. No meio da tarde da última sexta-feira, o comando da Aeronáutica avisou ao ministro Waldir Pires, da Defesa, que viajasse ao Rio porque não havia risco de se alastrar o apagão que começara pela manhã. Àquela altura, nem os líderes dos controladores de vôo tinham certeza de que o apagão seria um sucesso. Pois foi.

     
    2. Lula cedeu às exigências dos controladores amotinados para evitar pôr em risco a segurança nacional.
     
    Ora, se a interrupção do tráfego aéreo poderia pôr em risco a segurança nacional por que o governo nada fez para evitá-la nos ultimos quatro meses? E por que não fez nos primeiros quatro anos de Lula presidente? Ele foi alertado para o risco no relatório que recebeu em março de 2003 do ministro da Defesa da época, embaixador José Viegas. Lula não deu bola para o relatório. E depois não deu para um plano de Viegas que poderia ter evitado a quebradeira da VARIG. Em 2004, a TAM e a GOL estavam prontas para comprar a VARIG. Viegas pediu demissão quando Lula lhe negou a demissão do comandante do Exército, que desrespeitara uma ordem dele. Lula rendeu-se na sexta-feira às exigências dos controladores em greve porque havia sido imprevidente até então. E porque se comportou mais como sindicalista do que como presidente da República, obrigado a cumprir a lei.

     
    3. O apagão da sexta-feira deixou finalmente claro que os controladores de vôo estavam insatisfeitos com seus salários. Por isso a CPI do Apagão não é mais necessária.
     
    Quer dizer que somente há quatro dias o governo concluiu que os controladores estavam insatisfeitos com seus salários? Brincadeira! Brincadeira, não: cinismo da pior espécie. E quer dizer que basta aumentar os salários deles para que a CPI não se justifique mais? Primitivo argumento. Que não resiste a um sopro. A insatisfação dos controladores com seus salários foi proclamada por eles desde o primeiro apagão em novembro. Há muita coisa a ser investigada pela CPI. Qual a parcela de culpa do governo na crise do setor áreo? E a parcela de culpa das empresas? Houve ou não desvio de dinheiro em obras de ampliação de aeroportos? O Tribunal de Contas da União suspeita que sim.

     
    4. Lula recuou da decisão de não punir os controladores amotinados. E avaliza a ação da Justiça Militar para processá-los e até puni-los.
     
    O aval de Lula é irrelevante. O Ministério Público da Justiça Militar tem autonomia para abrir inquérito, investigar e sugerir punições. Lula tenta extrair vantagens políticas de uma decisão do Ministério Público que começou a ser amadurecida na última sexta-feira;  que no sábado foi discutida pelo comandante da Aeronáutica com outros brigadeiros; e que finalmente se materializou ontem.  Com isso, Lula tenta voltar às boas com os chefes militares. E vende à opinião pública a idéia de que sabe ser duro quando é preciso. De fato, Lula mandou o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, oferecer aos controladores o que ele não poderia entregar: a certeza da impunidade.

     
    5. O ministro do Planejamento nega que tenha garantido aos grevistas que eles seriam anistiados.
     
    Ora, e o que significa se não uma anistia o primeiro ítem da nota assinada pelo ministro e pela secretária executiva da Casa Civil Erinice Guerra na noite da última sexta-feira? Ei-lo:

     
    - O governo federal fará a revisão dos atos disciplinares militares, tais como transferências, afastamentos e outros, envolvendo representantes de associações de controladores de tráfego aéreo ocorridos nos últimos seis meses, assim como assegura que não serão praticadas punições em decorrência da manifestação ocorrida no dia 30/3/2007;

     
    O ministro fez o que Lula mandou. Amarga a sensação de estar sendo abandonado por ele como outros auxiliares foram quando quando Lula quis tirar o seu da reta. Na sexta-feira, Lula desautorizou o comandante da Aeronáutica que expedira ordem de prisão contra 18 grevistas. O desautorizado de hoje foi o ministro do Planejamento, obrigado a negar o que recebeu pronto e assinou embaixo.

     
    6. "O governo não negocia com a faca no pescoço. Só voltará a negociar com os controladores quando eles voltarem ao trabalho", disse há pouco o ministro do Planejamento. 
     
    Que papo é esse? Como não negocia com a faca no pescoço? Negociou na sexta-feira. E foi por isso que os controladores voltaram ao trabalho. O movimento nos aeroportos está normal -- tanto que dos 780 vôos programados entre a 0h e as 12h desta terça-feira, apenas 29 tiveram atrasos de mais de uma hora, o equivalente a 3,7%, e cinco foram cancelados. O governo finge que fala grosso porque sente o pescoço ameaçado pela faca da péssima repercussão do seu ato de avalizar uma greve proibida pela Constituição.
     Noblat

    AVACALHAR PARA DOMINAR 

     

    Certos conceitos devem ser revistos, pois não se adaptam mais aos fatos hodiernos. Por exemplo, a guerra era feita corpo a corpo desde as lutas tribais, passando pela Antigüidade, alcançando a Idade Média e chegando ao início da época moderna, sendo que o conflito costumava a se dar em campos de batalha. Agora a guerra é normalmente levada a cabo em meio às populações civis. Da catapulta chegou-se ao manejo de botões que acionam bombas capazes de devastar grandes áreas e matar numerosas pessoas. E o que dizer dos armamentos atômicos, suficientes para conduzir o mundo ao Armagedon? Devem, pois, ser buscados novos conceitos de guerra e de geopolítica. De todo modo, nenhum exército, desde tempos imemoriais, pode sobreviver sem disciplina e hierarquia, sendo que na hierarquia está implícito o comando e na disciplina a obediência.

    Outro aspecto é o que se refere aos paradoxos da democracia. Recorde-se que esse sistema de governo implica na ascensão ao poder através da via eleitoral, porém, por uma dessas perversões tão comuns às invenções humanas, vemos que a própria democracia permite, sem que seja dado um só tiro, que governos autoritários se instalem no poder através do voto popular. Uma vez lá, governam de forma ditatorial simulando agir democraticamente. As armas desses governantes não são canhões nem metralhadoras, mas o populismo, a propaganda, a desmoralização das instituições e dos partidos políticos, a compra fácil de tudo e de todos, o que quer dizer, das consciências. Portanto, as ditaduras modernas se tornam mais persuasivas porque funcionam como simulacros canhestros da democracia.

    Na América Latina, de histórico autoritário, vicejam falsas democracias. O desusado modelo cubano de revolução castrista foi substituído pelo esdrúxulo socialismo do século 21 do venezuelano Hugo Chávez. Depois de tentar chegar ao poder através de golpes de Estado, o coronel pára-quedista se elegeu investindo no paternalismo para os pobres, na ambição dos políticos, na ganância de parte da elite econômica. Ele degradou o Legislativo e fez uma Constituição à sua imagem e semelhança. Dominou o Judiciário e fabricou sua própria justiça. Logrou colocar o Exército à sua disposição. Censurou os meios de comunicação e inventou sua mídia particular. Chávez fez seguidores, especialmente na Bolívia e no Peru. Está armado até os dentes e dispõe de grupos paramilitares na América Latina, como as Farc colombianas e o MST brasileiro. Provavelmente quer governar enquanto viver como um Fidel Castro montado no petróleo. Encantado com tal exemplo, o presidente Luiz Inácio disse que “Chávez esbanja democracia”.

    No Brasil o PT, partido que durante muitos anos se dizia revolucionário e de esquerda, na quarta eleição alcançou o poder máximo da República através de seu eterno candidato, Luiz Inácio, sem dar um só tiro. E ainda bisou. Luiz Inácio e seu governo compraram grande parte dos congressistas e agora quase completaram o serviço, achincalhando desse modo um dos pilares da democracia. Dominaram o Judiciário através de sua instância mais alta, o STF. Vêm usando e abusando da propaganda e das paternais esmolas oficiais para os mais pobres. Aos ricos deram mais lucros. A nascente TV estatal dirigida pelo ex-guerrilheiro e agora ministro, Franklin Martins, objetiva o amordaçamento e a submissão da mídia, projeto já tentado e fracassado. Quanto as FFAA, o recente motim dos sargentos controladores de vôo mostrou que também estão cooptadas. O sinal mais claro apareceu quando o Comandante da FAB, Juniti Saito, não pediu demissão ao ser humilhado pelo comandante-em-chefe Lula, quando este mandou suspender a ordem de prisão de 18 insurgentes.  Note-se que a negociação com os sargentos controladores foi feita pelo ex-sindicalista e atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A FAB abaixou a cabeça e não reclamou.

     Quebrados o comando, a hierarquia, a disciplina, o que terá sobrado do Exército Brasileiro? A sensação é de que também essa instituição foi completamente desmoralizada e venceu a estratégia do PT: avacalhar para dominar. O senhor Luiz Inácio pode ficar lá o tempo que quiser. Nada nem ninguém vão impedi-lo. Sua incompetência será sempre louvada. Sua negligência aplaudida. E mesmo que morram mais pessoas em acidentes aéreos ou de infarto nos aeroportos, passageiros em trânsito agredirão as companhias aéreas, porão a culpa dos atrasos dos vôos no cachorro que passeia na pista, mas poucos compreenderão que a responsabilidade última pelas tragédias e transtornos relativos ao espaço aéreo é do presidente da República. E pouquíssimos cobrarão dele essa responsabilidade. Com já disse alguém: “esse país não é sério”.

    Maria Lucia Victor Barbosa 

     

    Direita, esquerda, loucura e método

    Eu tenho, vocês sabem, uma definição do que são direita e esquerda assentada na história e, tanto quanto possível, livre, em princípio, de uma carga valorativa. Esquerdista, pra mim, é todo aquele que aceita, sob certas condições (alguns aceitam sempre), solapar a lei em nome do que entende ser justiça social. Direitista é quem não aceita esse solapamento e quer o triunfo da lei, independentemente de ela produzir mais ou menos justiça social. Reparem que estou sendo bonzinho. Não emprego o sinistro critério das mortes para julgar: extremistas de esquerda e de direita já mataram muito. A montanha de cadáveres da esquerda é bem maior sob qualquer critério que se queira. Adiante.

    Os partidários da social-democracia, por exemplo, querem-se da esquerda moderada e, por isso, rejeitam o stalinismo porque ele é avesso à liberdade; os liberais, incluídos na direita, repudiam a herança fascista porque, obviamente, ele foi antiliberal. Segundo o que vai acima (a minha própria definição, pois), sou de direita. Sempre que a lei vai para o diabo em nome da justiça, estou convicto de que se produz ainda mais injustiça — que vem a ser o exato contrário do que a esquerda diz pretender. De fato, eu não acredito que possa haver progresso sem o triunfo da ordem legal. Se e quando for o caso de mudá-la, o Parlamento é o lugar para tratar do assunto. Mundo afora, acho que essa clivagem distingue, se for o caso de se eliminar a marca excessivamente ideológica das palavras “direita” e “esquerda”, “progressistas” e “conservadores”.

    Mas não se distinguem só nos métodos e em como tratam a ordem legal. Esquerdistas e direitistas também têm visões opostas sobre o papel do Estado, do indivíduo, da família — alimentam, em suma, utopias e até escatologias contrastantes. Também nesse caso, creio que meu universo mental esteja mais à direita. No melhor do meu mundo, cada indivíduo se preocupa só consigo mesmo e com a sua família e responde pelos seus atos, com as regras de respeito ao outro devidamente interiorizadas, sem a necessidade de um Estado vigilante. A esquerda vê em cada indivíduo um risco e aposta que o contrato social, e só ele, é que pode regulá-lo. Nem uma nem outra viverão o melhor do mundo que imaginam. E, como disse, suas escatologias também são opostas: o fim do mundo para um direitista é o descrito por George Orwell em 1984. O do esquerdista é aquele anunciado por Francis Fukuyama em O Fim da História e o Último Homem — “Então não nos libertaremos mais?”, eles se perguntariam.

    Mesmo com o Banco Central entregue aos cuidados de Henrique Meirelles, o PT continua a ser de esquerda? É claro que sim. Uma esquerda que busca o socialismo? Bem, acho que os petistas já se tornaram mais cínicos do que isso. Imaginar que o Brasil possa, estando onde está, vir a ter uma economia planificada nos moldes socialistas me parece besteira. O mercado, reparem, não dá a menor bola para esse tipo de debate. Ele não quer saber qual é a ideologia do petismo. A sua pergunta sempre será a seguinte: o modelo rende? Rende. Então tudo está no seu devido lugar.

    O PT tem a sua “utopia” sem jamais deixar de ser realista. Continua de esquerda, sim, porquanto não enxerga na ordem legal, nas instituições, um limite para a sua ação. Ao contrário: ao se dizer o partido dos “movimentos sociais”, assume o ambíguo papel de quem, no poder, responde pela aplicação da lei e, fora dele, pela sua transgressão. Na realização extrema dessa ambigüidade, é petista tanto o criminoso como o seu juiz, tanto o bandido como a polícia. No confronto entre a ordem e a desordem, a soma é diferente de zero, porque é evidente que a lei está sempre alguns passos atrás dos anseios. Ela existe, aliás, para regulá-los.

    Os direitistas, os conservadores, mostram-se ainda despreparados para entender esse jogo petista — e, por isso, estão comendo poeira. E talvez venham a comê-la ainda por um bom tempo. Quando Lula faz uma política econômica que, exceção feita a um detalhe ou outro, é do agrado do mercado, a crítica da "direita" ao petismo logo se deixa desvanecer pelo pragmatismo: “Afinal, ele está seguindo as regras”. Há uma enorme dificuldade de reconhecer que “seguir as regras” é uma precondição — ou condição necessária — para que todo o resto do arcabouço legal seja permanentemente confrontado pelo “ilegalismo” do que os petistas chamam “movimentos sociais” ou “sociedade organizada”. Como eles dizem, o "legítimo" vale mais do que o "legal".

    Eu, um “direitista” segundo os termos aqui aplicados, vejo, por exemplo, uma lenta, mas permanente, desinstitucionalização do país. Está presente na relação entre os três Poderes, na educação, na cultura política, na confusão entre o público e o privado, no reiterado desprestígio da ordem legal, na sem-cerimônia com que o estado, por meio de seus vários agentes, dá uma solene banana para quem paga as contas da máquina: o cidadão comum. E tenho muito claro que essas coisas não são ocorrências fortuitas, não. Há um projeto de poder que as organiza. E este projeto está em curso — na verdade, já é uma realização.

    Fiquemos com o caso dos controladores de vôo. Não, eu não creio, é certo, que Lula tudo fez para que a crise chegasse a esse ponto, até ser levado a desautorizar o comandante da Aeronáutica. O descalabro não resulta de uma conspiração, mas de uma consideração tipicamente da esquerda: as instituições são entraves para se chegar à solução, e não seus instrumentos — que é o que pensa a direita democrática.

    Ora, ora, ora... Há, sim, esquerdistas, petistas ou não, que sabem muito bem o nome do que praticam. Se forem de cepa legítima, desprezam a democracia porque tal modelo não coexiste com a crença de que uma classe ou grupo detém a verdade histórica. A rigor, alguém que se diz esquerdista e, ao mesmo tempo, democrata só está plantando antíteses no jardim. Se realmente consciente daquilo que é, ou será uma coisa ou outra. Mas há, admito, os que confundem impulsos de generosidade, seu desejo de justiça social, com o que imaginam ser um país ou um mundo governado pela esquerda. São ingênuos a serviço de uma causa cujo alcance desconhecem.

    O PT continua, sim, a ser de esquerda, em especial no entendimento que tem da política e na forma como imagina organizado o poder. Os inocentes ou muito interesseiros gostam de afirmar a existência de um Lula que contraria grandes interesses e que, por isso, é detestado pelas elites — aquela bobajada que se encontra, com freqüência, nos blogs dos anões. Alguém seria capaz de citar uma briga importante, uma que seja, que Lula tenha comprado com os “poderosos” (como eles gostam de dizer)? Vamos lá. Uma me basta. Não há. Lula é de uma subserviência exemplar.

    Mas não é inocente. Não é bobo. Não é um qualquer. Sabem o que há em comum entre o mensalão e a desmoralização do comandante da Aeronáutica? A convicção plena, clara, exercida com desassombro, de que as instituições estão aí para ser superadas; de que as instituições são tabus, que devem ser quebrados; de que as instituições são vontades manifestas dos “inimigos” e precisam, pois, ser reformuladas, mudadas. É claro que Lula e o PT, ainda que fiquem cem anos no poder, não vão construir o socialismo porcaria nenhuma. Mas podem, sim, construir um modelo autoritário, para o qual a tradição esquerdista do partido é utilíssima.

    Repetindo, então, o já bastante citado Polônio, de Hamlet: o que Lula fez com a Aeronáutica é, sim, uma loucura. Mas tem método.
     Reinaldo Azevedo

     
    O Verbo For
    Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário — evidentemente o condizente com a nossa condição provecta —, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

    O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.

    Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.

    — Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra — dizia ele ao entanguido vestibulando.

    — "Catilina, quanta paciência tens?" — retrucava o infeliz.

    Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

    — Ai, minha barriga! — exclamava ele. —
    Deus, oh
    Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!

    Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

    O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

    — Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

    — As margens plácidas — respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

    — Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?

    — Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...

    — Chega! — berrou ele. —
    Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

    Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que
    Deus quiser.

    — Esse "for" aí, que verbo é esse?

    Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

    — Verbo for.

    — Verbo o quê?

    — Verbo for.

    — Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.

    — Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

    Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.
    João Ubaldo Ribeiro
    April 02

    Perolas

       

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    Perolas e Frases do dia......
    Um dos efeitos da capitulação do Planalto diante dos controladores já apareceu. Como o comandante do Cindacta I foi promovido a brigadeiro no sábado e, por norma, deve sair, nenhum oficial aceita sucedê-lo. Os eventuais substitutos consideram que os militares do centro de Brasília, a base do motim, ganharam o direito de ignorar o comando. Teme-se, ainda, que o movimento sindical se alastre às outras 26 categorias de sargentos especialistas. Nos aeroportos, a situação dos vôos continuou confusa.
    JB
      
    A incompetência administrativa de Lula para solucionar a crise de seis meses do setor aéreo chegou ao seu zênite nos últimos três dias. O Brasil lulista emergiu à perfeição, sem disfarces.
    Fernando Rodrigues no seu blog
     
    Os últimos acontecimentos deixaram claro que o subordinado é o governo. Quem manda são os controladores de vôo
    José Carlos Aleluia (DEM-BA), no Noblat
     
    Tomara que Lula comece a [semana] dele aprendendo que nem ao presidente da República é permitido ignorar a lei. Ele ignorou quando o governo negociou com controladores de vôo em greve.
    Foi a rendição mais humilhante de um governo desde o fim da ditadura militar de 64.
    Noblat
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    E viva a hierarquia..........
    Depois do motim "vitorioso" da sexta, que praticamente parou os aeroportos em todo o país, o controle de tráfego aéreo já está, na prática, nas mãos dos próprios controladores de vôo, que administram desde sábado o setor sem supervisão ou chefia dos oficiais da Aeronáutica, que deixaram as funções antes mesmo da criação do novo órgão civil que vai gerir a área. Os controladores se queixam da falta de uma transição gradual e temem ser sabotados pela ação da Aeronáutica no restante da infra-estrutura do controle aéreo (equipamento e pessoal civil e militar). A "entrega" do controle aéreo, oficializada em nota oficial da FAB no sábado, é chamada pelos controladores de "abandono" das salas de controle.
    Folha
     
    O governo deve assinar amanhã medida provisória pela qual 1.500 dos 2.400 militares controladores de vôo passarão para atividade civil, trabalhando no novo Controle da Circulação Aérea Geral, vinculado ao Ministério da Defesa e não mais à Aeronáutica..... O ato mostra que o governo quer acelerar o processo de transferência, sobretudo para acalmar setores militares, descontentes com a presença na caserna de pelo menos uma centena de sargentos que participaram de motim na sexta-feira.
    Para contornar a crise criada com a decisão de não prender os amotinados na sexta-feira, a Aeronáutica estabeleceu prazo de 45 dias para que deixem todas as dependências da FAB. "Não há mais ambiente para eles trabalharem lá", disse o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, logo após o fim da rebelião.
    Estado
     
    A desmilitarização prometida pelo governo aos controladores de vôo para encerrar a greve que parou os aeroportos, na sexta-feira, deixou o serviço de controle de tráfego aéreo sem comando. A Aeronáutica já avisou que só responderá por torres de bases aéreas e centros de operações militares, deixando os sargentos que monitoram vôos civis agirem por conta própria. Eles ficarão subordinados a um órgão vinculado à pasta da Defesa, ainda não criado.
    Globo
     
    O Comando da Aeronáutica não aceita entregar os equipamentos dos centros de controle do espaço aéreo, hoje sob a tutela da Força, para um novo órgão civil. A justificativa dos militares é de que eles são responsáveis pela defesa aérea do País e precisam do sistema de radares e radionavegação para continuarem exercendo sua missão constitucional. O assunto dominou parte da reunião do Alto Comando da Força Aérea Brasileira (FAB), ocorrida no sábado. E, embora ainda dependa de um aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é ponto de honra para os oficiais.
    Estado
     
    A rebelião dos sargentos - Os acontecimentos dos últimos dias mostram um governo fraco, contaminado pelo vezo sindical e incapaz de reagir à chantagem feita por duas ou três dezenas de sargentos.
    Editorial do Estado
     
    Maioria dos ministros do Supremo, apurou o Correio, deve seguir relator e votar pela abertura de comissão para investigar crise nos aeroportos. Em nota, Clube da Aeronáutica ataca duramente o governo por não ter permitido a punição de grevistas.
    Correio

    O brigadeiro Mauro Gandra, ex-ministro da Aeronáutica, qualificou a greve dos controladores de tráfego aéreo de "motim" e disse que o Brasil pode ser rebaixado de categoria pelo organismo que controla a aviação nos Estados Unidos.  Todos os países que voam normalmente para os EUA estão na categoria um, que indica que cumprem as normas de segurança das operações aéreas internacionais. Caso somente uma dessas normas seja descumprida, o país pode ser rebaixado depois de uma inspeção. O Brasil passou pela última inspeção há cinco anos.
    Globo-on
     
    O Clube da Aeronáutica do Rio de Janeiro divulgou nota oficial em que dá um prazo de 72 horas, que termina hoje, para que o governo federal reconsidere a decisão de "desmilitarizar" o serviço de tráfego aéreo e restitua ao comandante da Aeronática, brigadeiro Juniti Saito, as prerrogativas de administrar a crise na área, inclusive a autonomia de punir os sargentos controladores de vôo que se amotinaram e impuseram sofrimento a milhares de cidadãos, em todo o País. A decisão de não puni-los, adotada pessoalmente por Lula, abre um grave precedente nos princípios de hierarquia e disciplina. Se o governo não reconsiderar sua decisão, o Clube da Aeronáutica promete ingressar no Supremo Tribuinal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade, quanto à "desmilitarização", e uma denúncia de crime de responsabilidade contra a pessoa do presidente Lula. Assinada pelo brigadeiro Ivan Frota (foto), presidente do Clube, a nota afirma que "A se confirmarem as notícias de flagrante insubordinação militar praticada pelos controladores de vôo, o Povo Brasileiro não poderá mais continuar a silenciar-se e terá de se pronunciar, coletivamente, para exigir do Presidente da República as devidas providências legais, custe o que custar."
    Claudio Humberto
     
    Repercutiu mal a presença de dirigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) numa festa de casamento em Salvador, regada a axé, uísque e iguarias, em meio ao caos do setor aéreo. Encarregada de normatizar, regular e controlar o mercado em função do usuário, a agência teve um papel tímido durante o episódio, o que não impediu três dos seus principais executivos de se esbaldarem no “baile do apagão”, enquanto 18 mil passageiros - segundo estimativa da própria Anac - padeciam nos aeroportos. O presidente da entidade, Milton Zuanazzi, só não compareceu porque perdeu o vôo.Personagem da notícia, flagrada na festa fumando charuto, a diretora da Anac Denise Abreu não considerou inoportuna a sua presença no chamado baile do apagão
    Estado
     
    O Comando da Aeronáutica está profundamente irritado com a saída adotada pelo governo para contornar a crise no setor aéreo e espera um sinal claro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar a autoridade do comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito. Na avaliação dos militares, a posição de Saito foi seriamente abalada pela negociação do governo com os controladores de vôo, que na FAB têm patente de sargento.  Os militares aguardam também para as próximas horas a abertura de um inquérito pelo Ministério Público Militar, para apurar responsabilidade na greve dos controladores, enquanto ainda pertenciam ao quadro das Forças Armadas. O MPM chegou a ser acionado pelo Comando da Aeronáutica, na sexta-feira à noite, para prender os controladores grevistas, mas a operação foi abortada por determinação do presidente Lula, que decidiu negociar uma saída pacífica.
    O Globo
     
    Menos de 72 horas depois de ter impedido que a Aeronáutica desse voz de prisão a controladores de vôo amotinados, Lula foi ao rádio na manhã desta segunda-feira (2) para chamar de “irresponsáveis” os militares que protegera...... 
    Ainda nesta segunda, conforme noticiado aqui no blog na noite passada, Lula reúne-se com assessores para delinear o atendimento das exigências dos “irresponsáveis”. Nesta terça-feira (3), o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) tem reunião marcada com os mesmos “irresponsáveis”, para dar prosseguimento à negociação que iniciou na última sexta (30).
    O signatário do blog não resiste autorizar que levante vôo uma pergunta: como qualificar um governo que, submetido a uma crise que se arrasta há seis meses, permitiu que a coisa chegasse a esse ponto? Antes que algum leitor engraçadinho se anime a pespegar na gestão Lula a rasante alcunha de “incompetente”, o repórter apressa-se em assumir a defesa do governo.
    Confrontado pelo caos aéreo, Lula e seu governo foram absolutamente competentes para trasnformar o que era ruim em muito pior. Às voltas com o impensável –a perpetuação de um motim que paralisava os aeroportos do país—, o presidente viu-se compelido a optar pelo inadmissível –a premiação dos "irresponsáveis" com a quebra da hierarquia militar. 
    A propósito, entre as promessas feitas aos controladores amotinados pelo “negociador” Paulo Bernardo está a de levá-los à presença de Lula nesta semana. Será um encontro inusitado. De um lado, a irresponsabilidade. Do outro, a (in)competência. Se alguém vir em Brasília alguma autoridade de quatro, não deve se preocupar. Decerto está procurando a lente de contato.
    Blog do Josias de Souza
     
    Quem disse que Franklin Martins não é eficiente? Não que a sabujice precise dele para existir, mas é certo que ele pode contribuir para lhe refinar os argumentos. Aqui e ali, somos informados de que Lula, mais uma vez, agiu como um sábio. Evo Morales expropria a Petrobras, ameaça suspender o fornecimento de gás para o Brasil, faz chantagem em cena aberta e leva o que quer. Lula, o sábio! Está mudando a política no continente. Pior seria ficar sem gás, dizem. Nem digam. Sargentos se amotinam, fazem um documento desancando o comando da Aeronáutica e decretam uma greve geral, rasgando o código de conduta militar. O comandante da Aeronáutica decreta a prisão de 18 deles. Lula desautoriza o homem e cede a todas as reivindicações. Ficamos sabendo de que se trata de mais um avanço do governo civil. Estamos diante de um novo paradigma.
    Ora, argumenta-se candidamente, bem pior seria manter o caos aéreo, certo? Os militares, com essa ação presidencial, teriam sido postos em seu devido lugar. Santo Deus! Se a crise tivesse começado na semana passada, o que se poderia dizer do presidente? No mínimo, que teria sido atabalhoado. Só não se faz essa crítica porque, ATENÇÃO!, a bagunça já dura seis meses. Nesse período, não se ofereceu uma miserável resposta, nada! Quando ela chega, vem para desautorizar o comandante da Aeronáutica. Com efeito, é mesmo muita sabedoria.
    Reinaldo Azevedo
     
     
    Lula deve enfrentar duras críticas no Congresso, além de um novo apagão caso não cumpra as exigências dos controladores. Estes prometerem nova paralisação no feriado da Semana Santa se o governo não começar a atender suas reivindicações.
    Blog do fernando Rodrigues
     
    O governo começa amanhã a implementar as medidas estruturais prometidas aos controladores nas negociações. O presidente Lula também se prepara para enfrentar uma anunciada greve da Polícia Federal, que, a partir de quarta-feira, pode prejudicar a emissão de passaportes e o controle da imigração nos aeroportos do país.
    Valor
     
    Numa tentativa de evitar que delegados e agentes da Polícia Federal entrem em greve, o governo decidiu oferecer-lhes um reajuste salarial em parcelas. A negociação será conduzida pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (foto), o mesmo que conduz, desde a última sexta-feira (27), os entendimentos com os controladores de vôo. As entidades classistas da PF reivindicam um aumento de 30%. Alega que o reajuste fora prometido pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e deveria ter sido acrescido aos contracheques de dezembro do ano passado.
    Blog do Josias
     
    Da série: “Cadê o meu Óleo de Peroba????”
    Líderes da base governista na Câmara admitem nos bastidores que o caos aéreo tornou inevitável a instalação da CPI do setor. A expectativa é que o STF (Supremo Tribunal Federal) determine a abertura da comissão até o final do mês. Silenciosamente, os partidos aliados se anteciparam ao tribunal e já começaram a selecionar eventuais indicados para compor a comissão e tentar um acordo com a oposição para restringir o foco das investigações. A principal preocupação é buscar um nome de confiança para a relatoria. A tendência é que o escolhido seja do PMDB.
    Folha
     
    Investigações internas da Infraero apontam irregularidades em três contratos e a responsabilidade de funcionários da empresa. O ministro da Defesa, Waldir Pires, recebeu todos os documentos.O nome do ex-presidente da Infraero e hoje deputado federal Carlos Wilson (PT-PE) aparece em todos os relatórios. Ora aprovando a assinatura de um contrato, ora concedendo procuração a funcionários para a prática de atos contestados pela auditoria interna. Wilson nega envolvimento nas supostas ilegalidades.Os relatórios colocam sob suspeita o atual diretor comercial, José Welington Moura, e seu antecessor, Fernando Brendaglia de Almeida, hoje superintendente de Planejamento e Gestão da estatal.Um dos casos relatados nas auditorias refere-se a um projeto empresarial no aeroporto de Guarulhos. Em 2004, a Neonet do Brasil disputou sozinha e venceu concorrência para uso comercial de imóvel de três pavimentos na área do aeroporto.A empresa ofereceu a proposta de criar um centro de convenções empresarial.A Neonet assinou em 2004 contrato de cessão do espaço por 15 anos. Até hoje, as obras não começaram. Enquanto a Infraero aponta erros da empresa, os R$ 200 mil de aluguel são pagos mensalmente.Segundo a auditoria, a Neonet apresentou outro projeto prevendo um prédio de oito andares, mas a altura contraria o plano diretor do aeroporto.A auditoria também contestou o valor do aluguel, citando como referência os R$ 120 mil pagos por um café que utiliza apenas uma sala no aeroporto.(...)
    A segunda auditoria aponta problemas na assinatura de um aditivo ao contrato firmado em 1987 com a Shell do Brasil para um posto de gasolina próximo ao aeroporto de Brasília.A Infraero ingressou com uma ação de reintegração de posse em 2002. A Justiça concedeu liminar, confirmou esta liminar e deu uma sentença de mérito em prol da estatal.Mesmo assim, a Infraero e a Shell assinaram um acordo extrajudicial encerrando o processo e prorrogando o contrato por mais sete anos.
    Folha
     
    Brasiuuuu....
    A Controladoria Geral da União e a Receita Federal investigam patrimônio superior a R$ 100 milhões declarado por 86 servidores federais em postos com alto potencial de corrupção. Desses, 55 dizem possuir mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo que alegam guardar em casa ou em outro lugar. A Receita considera esse dado como indício do primeiro passo da lavagem de recursos obtidos ilegalmente, como propina e dinheiro público desviado. Os demais 31 servidores milionários têm patrimônio líquido a descoberto em pelo menos R$ 1 milhão - seus bens tiveram acréscimo de R$ 1 milhão ou mais acima do que sua renda comportaria. Desses, seis têm patrimônio a descoberto, ou seja, nunca declarado ao fisco, superior a R$ 10 milhões. No cálculo que supera R$ 100 milhões foram considerados somente os bens e direitos sobre os quais há suspeitas de irregularidades. Pelo menos R$ 55 milhões em dinheiro vivo e outros R$ 85 milhões (ou mais) em patrimônio a descoberto - sendo 25 servidores na linha acima de R$ 1 milhão.
    Folha
     
    A Polícia Federal investiga, com base num depoimento e em escutas telefônicas, suspeitas que podem comprometer o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), e o deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) com fraudes em licitações para a compra de medicamentos. Pelas contas da PF, o esquema já provocou prejuízos de pelo menos R$ 20 milhões desde 2003
    Globo
     
    Um pais com a saúde publica quase perfeita....
    Do início do ano até 19 de março, o País registrou 75 casos de dengue hemorrágica, com 10 falecimentos, mortalidade 4 vezes maior que a tolerada pela OMS. Há despreparo para cuidar de casos mais-graves.
    Estado
     
    Este ano, a Mercer Consultoria de Recursos Humanos divulgou ranking específico para saúde e saneamento. O desempenho das cidades brasileiras é ainda pior do que no levantamento que mede a qualidade de vida. Brasília está em 118 lugar, o Rio em 122 , Manaus em 129 e São Paulo em 135 . A líder do ranking é Calgary (Canadá) e a lanterna, Baku (Azerbaijão).
    O Globo
     
    Estao metendo a mao no meu bolso....
    O governo precisaria gastar cerca de US$ 2 bilhões para criar até 2011 um complexo autônomo de controle dos serviços aéreos civis, menor que o atual, composto por centros de radar, bases de processamento de dados e centrais de telecomunicações. Como referência para comparação, o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), inaugurado em julho de 2002, custou US$ 1,4 bilhão, exigiu três anos de obras iniciais e entrou em atividade sem que estivesse completo.
    Estado
     
    A má gestão dos governos na área tributária tem feito o contribuinte pagar cada vez mais impostos no Brasil. De 3.359 municípios, só 95 (2,82%) foram classificados como eficientes em estudo da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. Entre os 26 Estados e o Distrito Federal, 9 ficaram de fora da classificação e não tiveram nem a capital incluída entre as melhores cidades. Em alguns casos, as despesas de fiscalização e administração chegam a ser maiores que a arrecadação. A ineficiência fiscal na hora de cobrar é apontada como uma das causas dos impostos elevados.
    Estado
     
    Espetáculo do crescimento : ainda não contaram para os russos...
    Empresas que usam energia elétrica em alta escala se previnem para uma eventual escassez e investem em longos contratos com distribuidoras. Já há aumentos de 45% no preço dos contratos entre 2010 e 2012.
    Estado
     
    Os fornecedores de infra-estrutura para telecomunicações enfrentam um cenário de crise. Com as operadoras de telefonia móvel investindo menos e as fixas sem grandes projetos para implementar no curto prazo, os fabricantes já prevêem fechar 2007 com receita em queda. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é de que a indústria feche o ano com faturamento 3% menor do que os R$ 16,7 bilhões obtidos em 2006
    Valor
     
    De volta para o futuro, (ou o À caminho do fascismo getulista....)
    Espasmo televisivo - A cada declaração das autoridades públicas sobre a proposta de criar uma nova TV estatal no Brasil, essa idéia se parece menos com um projeto e mais com um espasmo.
    Editorial da Folha
     
    O defensor dos frascos e comprimidos...
    Principal medida do pacote anunciado em setembro do ano passado pelo governo para tentar reduzir os custos das transações bancárias, a nova conta-salário entra em vigor nesta semana sem a garantia do benefício prometido de estimular a concorrência entre as instituições financeiras. Isso porque são tantas exceções à regra que a quantidade de trabalhadores que será beneficiada com a medida acabou desidratada.
    Folha
     
    No próximo dia 22, pela primeira vez a caderneta de poupança sofrerá os efeitos do novo cálculo da TR. A rentabilidade nesse dia será de 0,6455% no mês. Pelo cálculo antigo, seria de 0,6855%.
    Valor
     
    Gente coisa é outra fina...
     Está com a barra suja na estatal Eletronuclear o diretor que, no Dia Internacional da Mulher, presenteou as funcionárias com vassouras em laços de fita vermelha. Avesso a metáforas, o diretor engraçadinho avisou que as vassouras não se destinavam a meio de locomoção. Uma das vítimas do constrangimento moral reagiu, mandando o diretor enfiar a vassoura (piaçava, das grandes) "naquele lugar".
    Claudio Humberto
     
    Manchetes de hoje
    Folha: FAB abandona controle de tráfego aéreo
    Estado: Controle de vôo passa logo para a área civil
    Globo: Crise após motim deixa controle aéreo sem chefia
    Correio: CPI do apagão aéreo ganha força no STF
    Valor: Fim de ciclo põe em crise fornecedores da telefonia
    JB: Temor de greve já se alastra dentro da FAB
    Gazeta Mercantil: - Nestlé descumpre acordo sobre a Garoto, diz Cade
     
    A oposição que o governo pediu a Deus....
    O que se vê a TV e o que se lê nos jornais e revistas dão conta do desalento dos passageiros. A maioria, que não tem a obrigação de saber como funcionam as coisas, briga com empregados das companhias aéreas, lamenta, chora, se desespera. Mas é visível que boa parte não identifica a conseqüência com a causa: vale dizer, não vê o governo Lula como responsável.
    A culpa por essa pasmaceira desalentada, em boa parte, é das oposições: do PSDB e do DEM (ex-PFL). Alguns parlamentares, como Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ), têm dado plantão em aeroportos, colhendo assinaturas em favor da CPI do Apagão Aéreo. Outros já foram. Mas só vejo os dois ligados à questão de maneira organizada e sistemática. Onde estão os demais? Lembram-se do barulho que a oposição de então fez com o apagão energético de 2001? Certo. Aquela ocorrência pegava todas as classes, mas ninguém tinha a sua vida dramaticamente alterada como agora. O governo pagou a conta do seu erro? Pagou. Perdeu a eleição. Mas, se faltou competência para evitar a crise, não faltou para geri-la, é bom que se diga. Imaginem os trapalhões de Lula metidos num caso como aquele...
    Procurei neste sábado e domingo nos sites noticiosos representantes da oposição protestando contra o descalabro. Não havia palavra. E olhem que jornalista, em fim de semana, colhe aspas até daquela tia velha que reclama de tudo... Nada! Sobre a quebra da hierarquia militar, silêncio também. Alguns líderes têm preguiça até de atender o telefone ou de ler um e-mail. Daqui a pouco, prospera a versão de que Lula, com efeito, foi genial nessa coisa toda. Passados uns dois anos, dirão que ele cozinhou a Aeronáutica em fogo brando para desmilitarizar o setor, tudo feito de caso pensado, obedecendo a uma estratégia meticulosa.
    Reinaldo Azevedo
     
    Da Serie recordar é viver
     Hoje o Golpe de Estado militar atinge a idade de 43 anos. Recordo-me bem: na Semana Santa, os sargentos amotinados foram exibidos na TV e em todos os jornais impressos. Eles forneciam a desculpa derradeira para a intervenção militar. O princípio da disciplina é essencial às Forças Armadas e à Igreja Católica. Dissolvida a hierarquia, um abismo abre-se sob os pés dos bispos e dos generais. a menira de recuperar a hierarquia e a disciplina foi o golpe. No trecho abaixo do meu livro Ponta de Lança, analiso o fenômeno do golpe e de alguns motivos relevantes do mesmo, como é o caso da desobiência às ordens superiores, tanto na Igreja quanto nas Forças Armadas.
    As fotos saidas ainda ontem em todas as televisões e jornais, de soldados que se deitam no chão, em atitude de rebeldia contra a disciplina, o fato do comandante Saito ter sido desautorizado pelo presidente da República, desmoralizando o princípio da hierarquia, trazem recordações e apreensões. Pense quem puder. Mas a situação é mais grave do que se imagina. Como diria Spinoza : CAUTE !
    Blog do Professor Romano. Artigo e fotos em http://robertounicamp.blogspot.com/2007/04/um-triste-aniversario-uma-lembrana-um.html
     
    Da serie pensando bem
    Ser brasileiro é contabilizar todos os ovos quebrados e lamentar a ausência da omelete, é comparar o príncipe e o torneiro mecânico e constatar que falta-nos ora um bom eletricista ora um controlador de vôo, é olhar pra frente e enxergar ou um futuro pré-Thomas Edson ou um destino pré-Santos Dumont, é dar de cara com o absurdo e achá-lo muito parecido com o natural, é procurar culpados e só encontrar inocentes e cúmplices, é recordar a última do português e se dar conta de que nenhuma piada superou aquela contada por Pedro Álvares Cabral, em 1500, é procurar a esquerda e verificar que ela virou à direita, é ter saudades dos ideais revolucionários e lamentar que o único extremismo que restou foi o radicalismo da incompetência, é descobrir que a classe média está à procura de uma nova utopia e lamentar que ela se limite à pontualidade da ponte-aérea, é imitar o IBGE, refazer as contas e concluir que as chances de o governo ser mandado à raiz cúbica de pi dividida pela soma do quadrado dos catetos aumentaram 100%, é entrar em desespero e lembrar que, entre nós, tudo acaba em samba. Se é assim, em nome do bom gosto, que seja o Samba do Avião, de Tom Jobim – Para ouvir clique aqui - http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-04-01_2007-04-07.html#2007_04-01_19_28_31-10045644-28
    Blog do  Josias de Souza
     
    Sobre boquinhas(ou bocarras...)
     Concluída a reforma ministerial e diante do aceno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de entregar aos partidos da base o controle total de suas pastas, o PT terá em mãos mais da metade dos cargos comissionados da Esplanada dos Ministérios, preenchidos por nomeação e sem concurso público. O poder de fogo dos 16 ministros petistas, incluindo autarquias e órgãos a eles subordinados, será de 11.817 cargos desse tipo, cujos salários variam de R$ 1.232 a R$ 7.595 e podem ser preenchidos a critério de cada ministro.
    Folha
     
    O cartaz do 1° Seminário de Cultura da cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, reflete, como nenhum outro documento, o atual estado de coisas no Paraná.. São citados o governador Roberto Requião, o secretário de Educação do Estado, Maurício Requião (seu irmão), a secretária de Educação do município, Márcia de Mello e Silva (sua cunhada, mulher de Maurício) e Lúcia Arruda, presidente do Provopar e irmã de Maurício e de Roberto Requião. É pouco. Existem outros 23 parentes do governador em cargos estratégicos. A renda familiar, só em salários pagos pelo Erário paranaense, chega a mais de R$ 1 milhão por ano.
    Claudio Humberto
     
    O Rio de Janeiro continua lindo...
    O Cheque-Cidadão, criado pelo casal Garotinho, está sob suspeita de fraude. Das 103 mil pessoas cadastradas, 9.898 não foram receber o dinheiro após a troca de governo, este ano. Além disso, 45% dos beneficiários foram retirados do programa porque já recebiam o Bolsa Família.
    Globo
     
     Consumidores de maconha de 199 cidades do mundo estarão unidos no fim de semana, em marchas pela legalização do uso da erva. No Rio, o debate tem a simpatia do governo e da Ordem dos Advogados do Brasil.
    JB
     
    Sampa
     Os ataques do crime organizado que trouxeram pânico à cidade em maio do ano passado fizeram com que São Paulo caísse seis posições no ranking mundial de qualidade de vida da Mercer Consultoria de Recursos Humanos. A cidade brasileira mais bem colocada é Brasília, que ocupa a 104 posição. Apesar da queda, São Paulo é a 114 . O Rio subiu uma posição e está 115 lugar. A líder do ranking é Zurique (Suíça) e a lanterna, Bagdá (Iraque).
    O Globo
     
    Perolas Internacionais
    Quem ler as estatísticas de suicídio na Suécia, não se espante. Lá, sempre que alguém descumpre as leis ou normas e morre por isto, as estatísticas chamam de suicídio. Por exemplo, as mortes por acidente de trânsito quando configurado excesso de velocidade, ou ultrapassagem em ponto proibido ou... são classificadas como "suicídios". E -de certa forma- são mesmo.
    Boletim do Cesar Maia
     
    Piadas
    Depois do P.A.C. Lula vai criar mais 4 programas de governo:
    1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A.
    2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A.
    3 - Projeto de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e
    Autarquias - P.R.O.P.I.N. A.
    4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas - M.E.R.D.A.
    Internet
     
    Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer.
    Eu lhe disse:
    - Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, por favor !!!
    Ela se levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora.
    Não é uma filha de uma mãe???
    Internet