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    March 18

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Lula: ‘É humanamente impossível governar sem MP’

    Blog do Josias

     

    Fundação da UnB paga passagem para mulher de reitor

    Site da Época

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Jovens brasileiros só têm duas oportunidades na era Lula: ou entram para o Bolsa Família ou procuram os aeroportos em busca de trabalho e dignidade no exterior.

    Deputado José Carlos Aleluia no Claudio Humberto

     

    Inconformado com a "omissão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Justiça, Tarso Genro, o ex-piloto Orlando Lovecchio Filho, de 62 anos, fez duras críticas a uma manifestação da Comissão de Anistia do ministério sobre o caso dele, o que descreve como "informação ultrapassada". Às vésperas do aniversário de 40 anos da explosão de uma bomba, em 1968, contra o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, Lovecchio Filho, corretor de imóveis de Santos (SP), ficou indignado ao saber que o suposto líder do atentado que lhe custou a perna esquerda, Diógenes Carvalho Oliveira, ganhou uma aposentadoria de R$ 1,63 mil mensais, superior ao benefício dele, de R$ 571,00 por mês.
    "A grande verdade é a seguinte: a Comissão de Anistia não me deve nada, não tem de se manifestar; quem me deve são a Presidência da República e o Ministério da Justiça, que não responderam as cartas que eu mandei", relatou Lovecchio Filho, que divulga na página que mantém na internet (www.exibir.com/p) uma série de documentos, leis e a cronologia das cartas enviadas por ele.

    Estado

     

    As crises do capitalismo trazem em si o germe da própria solução, como não disse Marx.

    Reinaldo Azevedo

     

    O número de apoiadores do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, caiu de 50%, em janeiro, para 37%, informou ontem o pesquisador Alfredo Keller, diretor do instituto Keller & Associados. O estudo traz também um dado sem precedentes desde a chegada de Chávez ao poder, em 1998. Pela primeira vez, ele mostra a população que se opõe ao chavismo como parcela majoritária: subiu de 29% para 47%, desde janeiro.
    “No início de 2006, o chavismo tinha o apoio de 65% da população”, lembrou Keller, em entrevista para a emissora de Caracas Unionradio. “Neste momento, esse apoio está em torno dos 37% e é importante notar que ele continua perdendo pontos.”

    Estado

     Pesquisa++Chavez

    Depositado sem ensaios no centro do palco do Teatrão Cucaracha, Rafael Correa mostrou o desembaraço de um veterano na sua estréia como protagonista. Escalado para o difícil papel de culpado sem culpas, o artista equatoriano contracenou sem gaguejar com festejados craques da canastrice. E levou a taça da semana com falas que improvisou nos momentos mais dramáticos do novelão. Por exemplo:

    Um governo canalha massacrou homens que dormiam desarmados! Para vingar tamanha afronta, não descartamos a possibilidade da guerra! O Equador está disposto a ir às últimas conseqüências!

    Não foi.

    Augusto Nunes no JB

    AUTO_dacostathomate

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    A tatica do gambá, ou o “sou mas quem não é?????

    O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) poderia procurar um oculista. Hoje, em audiência da CPI dos Cartões Corporativos, o petista, que é relator da comissão, disse ainda não ter visto motivo para pedir a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancário de ninguém. "Não se trata de ser contra a quebra de sigilo. O objetivo não é quebrar sigilo. Não estamos aqui para proteger e nem para perseguir. A quebra de sigilo não pode ser pedida aleatoriamente, colocando todos sob suspeita", tentou justificar o parlamentar, que parece ignorar os gastos divulgados pelo Portal da Transparência e o relatório do Tribunal de Contas da União.

    Claudio Humberto

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    A situação nos arredores da usina de Estreito, na divisa entre Maranhão e Tocantins, continua complicada. Hoje completa uma semana que o consórcio conseguiu um documento da Justiça determinando a retirada dos manifestantes, mas, por ora, nada ainda foi feito. O MST e o Movimento dos Atingidos por Barragens ocuparam a entrada da obra e impedem que a construção prossiga.

    O caso de Estreito é um interessante exemplo dos dilemas deste governo. Por um lado, a hidrelétrica que vai gerar mais de 1000 MW e era para ficar pronta em 2010, é vista como uma das jóias do PAC; a mais cara obra do Programa em andamento (já que ainda não começou a construção das usinas do Madeira). Por outro lado, o governo não parece querer entrar em atrito com os manifestantes do MAB e do MST. Até agora, não se viu nem por parte do governo federal, nem por parte do governo do Maranhão (nas mãos do PDT), ações para resolver a questão em Estreito. 

    Miriam Leitão no seu blog

     

    Recentemente, o jornalista Ali Kamel relatou em O Globo como beneficiários do Bolsa-Família estavam usando o dinheiro para comprar eletrodomésticos. O presidente Lula reagiu à crítica em duas ocasiões. “A imprensa foi atrás de uma mulher do Bolsa-Família porque ela comprou uma geladeira, e aí acharam que ela era burguesa, que não precisa mais do Bolsa-Família. Eu quero que ela compre geladeira, eu quero que ela compre roupa, eu quero que ela compre sapatos. É preciso acabar com o preconceito contra os pobres”, discursou Lula. Hoje, Kamel responde. “Isso é distribuição de renda, mas não é um investimento sadio. O Bolsa-Família transfere a renda que alguns produzem para outros. Portanto, distribui, mas não gera renda. Pode aumentar artificialmente o consumo, mas não a produção. É um fenômeno que cessará se o programa for suspenso: os pobres serão eternamente dependentes do governo para continuar a comprar eletrodomésticos. (…) Num país pobre como o nosso, mas sem fome, investimento saudável é aquele que gera crescimento sustentável e cidadãos independentes: educação”.

    Blog da Época

     

    Antônio Palocci Filho (PT-SP), aquele ex-ministro demitido por invadir a privacidade do caseiro Francenildo, sendo, por isso, condenado por quebra ilegal de sigilo bancário, que também está indiciado para responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato e falsidade ideológica pela sua gestão em "Roubeirão"Preto, é o preferido pelo PT para ser o relator do projeto de reforma tributária. Segundo Maurício Rands, lider dos trabalhadores na Câmara, "a bancada do PT acha que o ministro Palocci, por sua experiência como ministro, a sua grande articulação dentro do Congresso Nacional e na sociedade, é o melhor candidato à relatoria da reforma tributária". Desde que foi eleito deputado, numa busca desesperada de imunidade parlamentar, Palocci fez apenas cinco pronunciamentos na Ordem do Dia da Câmara, em mais de dois anos: quatro deles defendendo a continuidade da CPMF. É o que se pode qualificar de uma atuação pífia.

    Blog do Coronel

     

    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    Enigma do bico grande e do cérebro pequeno

    Os “cumpañero tucano radical” que já pedem punições a quem declarar sua preferência por Gilberto Kassab têm, de fato, um amor pelo partido de fazer inveja às outrals seções da legenda país afora. Chega a ser comovente. E por que digo isso? Não só por causa de Minas, onde os bicudos e os petistas estão se juntando para apoiar um homem de Ciro Gomes para a Prefeitura de Belo Horizonte. Vamos ver. No Ceará de Tasso Jereissati, ex-presidente da legenda, os tucanos estão pendendo para Patrícia Saboya, ex-Gomes e ex-mulher de Ciro. Ela é do PDT. No Pernambuco de Sérgio Guerra, atual presidente, os tucanos se acertam com o PMDB, o que também acontece no Mato Grosso do Sul. No Amazonas de Arthur Virgilio, o acordo tende a ser com o PTB do patriota Amazonino Mendes. Acordos PT-PSDB não são impossíveis em Salvador e em Vitória.
    Ora, o que todas as legendas listadas acima têm em comum? São da base de apoio de Lula. Então já descobri qual é o problema dessa facção tucana de São Paulo que está reclamando: é que o DEM é um partido de oposição, né? Onde já se viu? Acordo bom para tucano é só acordo com o lulismo. Agora entendi.

    Reinaldo Azevedo

     00rs0318b

    Sobre "os amigo do homi"....

    Oficiais da Justiça Federal em São Paulo estão encarregados de localizar Silvio Pereira, o Silvinho, ex-secretário-geral do PT, para intimá-lo sobre a decisão judicial que o obriga a começar a trabalhar em 48 horas.
    Se não for encontrado, ele perderá o benefício da suspensão do processo do mensalão e voltará a sentar no banco dos réus ao lado do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e de outros 37 acusados.
    Silvinho foi denunciado pela Procuradoria da República por formação de quadrilha. Para se livrar da ação, fez o pacto e comprometeu-se a prestar serviços comunitários. Mas até agora não se apresentou.
    Na sexta-feira, os oficiais bateram no antigo endereço de Silvinho, um apartamento de dois quartos na Bela Vista, mas foram informados que ali ele não reside mais. A Justiça descobriu que atualmente Silvinho mora no município de Carapicuíba, Grande São Paulo. E trabalha no restaurante Tia Leila, de sua família, em Osasco, onde faz o papel de cozinheiro.

    Estado

     

    Um pais com a saúde publica quase perfeita....

    O número de mortos por dengue em 76 dias de 2008 (dois meses e meio) já ultrapassa o número de todo o ano passado no município do Rio. Até ontem, 28 casos fatais de dengue tinham sido notificados na capital do Estado, dois a mais do que em 2007. Dos últimos oito casos confirmados, seis são crianças. Desde 2002, não havia tantas mortes.

    Folha

     

    O aumento da dengue levou ontem o governo do estado a pedir ás Forças Armadas ajuda no combate à doença com leitos para a população civil. Mas os militares alegam que já têm os leitos ocupados por seus colegas de dependentes.

    Globo

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    O candidato à presidência do Paraguai, Fernando Lugo, líder nas pesquisas, disse ao Valor que, se eleito, considera recorrer a alguma instância internacional contra o Brasil para rever o tratado de Itaipu, caso negociações bilaterais não prosperem. Lugo faz da reivindicação por preços mais altos pela parcela de energia da usina pertencente ao Paraguai e vendida ao Brasil seu mote de campanha. "Não vamos descansar enquanto essa grande dívida com o povo paraguaio não se realize", disse ele recentemente. Lugo não é o único a explorar o assunto. Seus dois adversários com chances de vitória, a governista Blanca Ovelar, do Partido Colorado, e o general da reserva Lino Oviedo também incorporam o tema em seus discursos. O Brasil rejeita rever os termos do contrato. "O tratado é um ato juridicamente perfeito. O Brasil é sensível a demandas específicas, mas não a mudanças de preços, o que implicaria mudanças no tratado", disse o Itamaraty, por meio de sua assessoria de imprensa

    Valor

     

    A midia

    A jornalista ELIANE CANTANHÊDE, que viajou a Washington em um jato da FAB, a convite do Itamaraty, para cobrir a 25a. Reunião dos Ministros de Relações Exteriores da OEA, saiu com esta, em sua coluna, hoje, na Folha de São Paulo:

     

    "O chanceler Celso Amorim foi de uma ousadia rara em diplomatas ao admitir publicamente (à Folha) que o presidente Álvaro Uribe -inegavelmente forte, diante das Farc cada vez mais fracas- deveria pensar numa "solução negociada, até numa anistia negociada". Uma declaração poderosa, dessas que muitos pensam, mas ninguém fala".

     

    Já imaginaram o que escreveria se a viagem fosse no Aerolula?

    Blog do Coronel

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Tráfico aceita o PAC no Alemão

    - Estado : TENSOS, MERCADOS ESPERAM NOVO CORTE DE JUROS NOS EUA

    - Folha: Ação do Fed não acalma mercados

    - Globo: Crise piora e já ameaça o 4º maior banco dos EUA.

    - Gazeta Mercantil: Crise se agrava e Fed pode reduzir juro para 2% ao ano

    - Correio: Onda de tensão atinge bolsas

    - Valor: Crise de confiança abala grandes bancos globais.

    - Jornal do Commercio: PF fecha 30 rádios piratas

     bruno

    Clipping do dia

     

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

     

    Sobre as Perolas de Sabedoria do Noço Guia

     “A medida provisória quando foi instituída pelo Congresso na constituinte de 1988 veio porque todos nós estávamos cansados de decreto-lei. Qualquer deputado, qualquer senador sabe que é humanamente impossível governar se não tiver medida provisória, porque o tempo e a agilidade que as coisas custam a acontecer muitas vezes é mais rápido que as decisões democráticas que são necessárias acontecer no Congresso Nacional”
    Noço lider no  Reinaldo Azevedo

     

    Comentarios sobre as Perolas de Sabedoria de  "çua eçelensa"....

    O que vai acima é Lula depois da cerimônia de lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Campo Grande (MS).
    Que língua ele fala? Lulês. O conjunto não faz sentido. A história que ele conta também não. Quer dizer que estávamos todos cansados de decreto-lei e resolvemos optar pela Medida Provisória, que vem a ser, na prática, um... decreto-lei? Dado que os efeitos de uma MP são imediatos, na maioria dos casos, o Congresso está impedido de rejeitá-la sem criar uma confusão formidável na sociedade.

    Reinaldo Azevedo

     

    Da serie pensando bem

    E lá estão eles moralizando a crise do capitalismo...

    Ó, Deus!

    O capitalismo, mais uma vez, está no banco dos réus. E vai ser condenado, é claro. Para se reorganizar ainda mais forte, organizado e resistente a crises. Tem sido assim, deixe-me ver..., desde a Revolução Comercial no século 15, quando essa natural propensão dos indivíduos para minimizar o esforço e maximizar o lucro nem tinha ainda esse apelido: “capitalismo”. Mas os moralistas estão de plantão e apontam com um certo ar vitorioso: “Viram só o que acontece quando se entrega o destino da humanidade às leis de mercado? A culpa é dos neoliberais!”

    Como se diz nas praias do Rio (e eu ainda não entendi a genealogia da expressão, mas vá lá): “Que mané culpa o quê!”. De fato, a cada pouco, forma-se uma bolha aqui e outra ali. Na trajetória, ganhamos — como humanidade, se me permitem — um pouco. Ou muito. O sistema que estão insistindo em mandar para o banco dos réus deve ter tirado na miséria, nos últimos 20 anos, uns 500 milhões de pessoas. Acham pouco? Quando e com que instrumentos se fez mais do que isso?

    O esgar de desprezo dos “estatistas” vem na forma de uma sentença moral: “Ah, mas agora que o sistema está em crise, apelam ao estado; vejam lá os EUA queimando US$ 200 bilhões para salvar os bancos”. Para salvar os bancos uma pinóia! Para salvar as pessoas. Se temos de agüentar o estado, é justamente para que ele entre na arbitragem quando o sistema tende a entrar em colapso. A comparação é quase pedestre, mas pretendo ser mesmo didático: a inspetora de alunos deve intervir na brincadeira quando as crianças começam a enfiar o dedo umas nos olhos das outras. No mais, deixa a meninada brincar à vontade, porque assim crescem os infantes.

    Queriam o quê? Que o sistema fosse mesmo para a breca só para moralizar a alma dos banqueiros cúpidos, demonstrando que agiram muito mal? Tenham paciência! A crítica é energúmena e remete, de fato, àquela conversa mole do petismo que censurou o Proer no Brasil, o programa de reestruturação dos bancos. Até hoje alguns mequetrefes petralhas dizem que foi dinheiro para ajudar banqueiro. Não foi. Era dinheiro para reestruturar o sistema financeiro, que, sólido, permite hoje ao Brasil enfrentar a crise com razoável galhardia.

    Ademais, por que reclamam os “estatistas”? Deveriam deixar, então, a chiadeira para aqueles que chamam “neoliberais”, não é? Ora, proclamem a sua vitória intelectual: “Eu sempre disse que o estado era necessário” — com se alguém tivesse dito, alguma vez, o contrário. A questão é: "Ser necessário em quê?".

    De resto, a razoável tranqüilidade do Brasil — que não passará, certamente, imune à crise — se deve ao fato de o Brasil não ter contrariado, na condução da economia, justamente as regras de mercado.

    Reinaldo Azevedo

    March 17

    Perolas

     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    95,6 milhões sem acesso adequado a saneamento básico

    Globo

     

    Receita barra imposto maior para cigarro

    Folha

     

    Sem quebra de sigilo, presidente da CPI das ONGs ameaça deixar cargo

    Estado

    00rs0317c

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Próximos de Lula sempre disseram que ele detesta ler, e de escrever nem falavam ou falam. Mas Lula está fazendo a autobiografia oral. Eis um trecho, que ele ofereceu aos presentes à quase inútil (não fora a iniciativa de Lula) celebração de aniversário do Ministério do Desenvolvimento Social:
    "Vocês nunca viram um político falar mal de pobre em campanha. Só fala mal de rico. Não tem político que não critique banqueiros, usineiros, fazendeiros e grandes empresários. Agora, quando ganha as eleições, quem almoça com ele?"

    Janio de Freitas na Folha

    00rs0315b

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    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    Ninguém sabe e jamais saberá quem cunhou a expressão "a partir de agora" para fixar o momento em que a oposição passaria a se opor ao governo. Mas seus usuários mais freqüentes são Arthur Virgílio e Agripino Maia, líderes do PSDB e do DEM no Senado.

    "A partir de agora, esta Casa viverá um clima de confronto", anunciou Virgílio na semana passada logo depois da aprovação da Medida Provisória que criou a TV Pública.

    Maia foi na mesma linha de Virgílio - apenas trocou o "a partir de agora" pelo "daqui para frente".

    No dia seguinte, aferrado à mesma idéia e à mesma expressão, disparou o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB:

    - A partir de agora não vamos apreciar mais nenhuma matéria na Câmara e no Senado enquanto não se revolver a situação de o governo continuar legislando por meio de Medidas Provisórias.

    Nunca na história deste país a oposição adiou tanto sua estréia.

    Noblat

     tiago

    Adversários mortais na cena nacional, PSDB e PT firmaram em Salvador (BA) uma aliança informal para as eleições municipais de 2008. O tucano Antônio Imbassahy vai à disputa como um dos candidatos que têm a simpatia do governador petista Jaques Wagner (na foto).

    O deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA) resumo assim o acordo: “O Imbassahy será o nosso candidato. Isso está definido. E nós temos o entendimento, firmado com o governador [Jaques Wagner], de que, se ele ganhar a eleição para a prefeitura, será uma vitória dentro do campo de apoio ao governo [petista] do Estado.”

    Blog do Josias

     gio

    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    Sob acusação de desacato à autoridade, uma menina de 12 anos está presa há quase uma semana em uma cela comum da delegacia de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul.  Ela vem sendo mantida sozinha, mas sua cela fica ao lado de outras que abrigam exclusivamente homens. “Ela está com medo e constrangida. Na hora de tomar banho, usa um espaço inadequado, sem nenhuma privacidade”, afirmou à Folha o presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Paulo Ângelo.

    Blog da Época

     

     AUTO_juniao

    Manchetes de hoje

    - JB: Barra adere ao boicote do IPTU

    - Folha: Receita veta elevação de tributo sobre cigarros

    - Estado: Juizados de pequenas causas vivem crise

    - Globo: Operação salva banco para tentar conter crise nos EUA

    - Gazeta Mercantil: Juros a 11,25% podem levar dólar para R$ 1,40

    - Correio: Brasília na rota do tráfico internacional

     

     

    Clipping do dia

      DANUZA LEÃO

      CLÓVIS ROSSI

      Daniel Piza

      Entrevista Alberto Tamer

      Mailson da Nóbrega

      Suely Caldas

      Celso Ming

      Dora Kramer

      Celso Lafer

      JOÃO UBALDO RIBEIRO Alegrias da velhice

      Amarra ideológica

      Filtro ético

      Merval Pereira Para todos os gostos

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Veja

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos

     

    Perolas Internacionais

    Gallup já traz McCain à frente de Obama: 47% a 44%

    Na disputa Hillary X McCain, haveria um empate em 46%

    Blog do Josias

     

    Uma nova pesquisa no Iraque aponta que 55% da população avalia que sua vida é boa - a mais alta porcentagem já registrada nos últimos três anos, de acordo com o levantamento realizado a pedido da BBC, da rede americana ABC, da alemã ARD e da japonesa NHK.

    A proporção é diferente de acordo com os grupos étnicos: apenas 33% dos sunitas estão satisfeitos com a vida que levam, em comparação com 62% dos xiitas e 73% dos curdos.

    Portal G1

     

    Os protestos contra o governo chinês se espalharam ontem do Tibete para três províncias vizinhas - onde há relatos de dezenas de mortes - e o dalai-lama acusou a China de praticar o “genocídio cultural” de seu povo, dois dias depois que confrontos entre manifestantes tibetanos e forças de segurança terem provocado a morte, segundo exilados, de pelo menos 80 pessoas em Lhasa, capital do Tibete

    Estado

     AUTO_ponciano

    Os Pensamentos do Dia

    Surrealismo mágico

    O encontro dos líderes latinos foi parte do espetáculo que iniciou com o ataque às Farc

    UMA TRAGICOMÉDIA, uma comédia, uma farsa, como definiremos o que tem ocorrido na América Latina, nestas últimas semanas? Poucas vezes o mundo teve oportunidade de assistir a cenas tão inusitadas como as da 20ª Reunião do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo, e poderia ter sido em Macondo.
    Aquele encontro dos chefes de Estado latino-americanos foi apenas parte do espetáculo que começou com o ataque da aviação colombiana a um acampamento das Farc em território do Equador, de que resultou a morte de Raúl Reyes, o segundo homem do comando da guerrilha.
    No primeiro momento, pareceu que se ia deflagrar uma guerra entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela. Enquanto o presidente equatoriano Rafael Correa denunciava Álvaro Uribe por atentar contra a soberania de seu país, o venezuelano Hugo Chávez enviava tanques e tropas para a fronteira com a Colômbia. Fidel, lá de Cuba, ouviu as trombetas da guerra soarem nos céus latino-americanos. Imediatamente, os governos de Brasil, Chile e Argentina puseram água na fervura, e convocou-se uma reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos).
    Não obstante isso, os presidentes Rafael Correa e Hugo Chávez não pareciam dispostos ao entendimento. Correa tomou a iniciativa de visitar os países vizinhos com o propósito de isolar a Colômbia. Enquanto esses lances se desenrolavam, muita gente se perguntava por que a Venezuela deslocara tropas para a fronteira com a Colômbia se, afora a declarada diferença político-ideológica entre Uribe e Chávez, o incidente que deflagrara a crise não envolvia a Venezuela. Estranhamente, mais que Correa, o presidente venezuelano parecia disposto a ir às vias de fato. Mas a pretexto de que, se suas fronteiras não haviam sido violadas? Queria era pôr mais lenha na fogueira? Outra coisa não pretendia Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, quando, intempestivamente, rompeu relações com a Colômbia.
    O mundo inteiro deve ter assistido, perplexo, a tantas e insensatas bravatas, muito embora o governo colombiano, forçado pelas circunstâncias, tenha reconhecido que ferira a soberania equatoriana e pedira desculpas formais por isso. Mas Rafael Correa, entre insultos e berros, exigia a cabeça do culpado.
    E Lula, que partido tomara? O partido de Lula, claro. Ou seja, tratava de se equilibrar entre os contendores, sem se queimar com nenhum deles. Condenou, com razão, a violação do território do Equador pela Colômbia, mas aconselhou Correa a aceitar as desculpas de Uribe. Se telefonou para Hugo Chávez, recomendando moderação, não se sabe, mas não condenou publicamente seus rompantes belicistas nem tampouco estranhou por que as Farc se abrigavam em território do Equador, sem serem molestadas pelos militares daquele país. De qualquer modo, agiu corretamente ao aconselhar os contendores a acertar suas contas na mesa de discussões. Mas lá não foi, claro. Mandou em seu lugar o chanceler Celso Amorim à reunião da OEA que decidiu por condenar a atitude da Colômbia sem, no entanto, impor-lhe punições. Correa e Chávez, isolados em seus propósitos, tendo que engolir a decisão majoritária, prepararam-se para ir à forra na reunião do Grupo do Rio, na semana seguinte.
    A situação de Uribe, no contexto latino-americano, é sempre difícil, porque ele conta com o apoio político e militar dos Estados Unidos. Numa visão simplista, Chávez, Correa, Ortega e Lula encarnariam a luta contra a dominação americana, enquanto Uribe, pelo contrário, se aliaria a ela. Talvez por sentir-se isolado, não compareceu ao almoço que reuniu os representantes de todos os países participantes da reunião nem quis aparecer na foto que os reuniu. Mas, iniciadas as discussões, ele, inesperadamente, partiu para a ofensiva, surpreendendo a todos e especialmente a Correa e Chávez; apresentou documentos, que teriam sido apreendidos no acampamento das Farc, que fora bombardeado, e que provavam entendimentos e ajudas dos dois à organização guerrilheira colombiana. Alegando ter provas de que Chávez dera US$ 300 milhões às Farc, ameaçou denunciá-lo ao Tribunal Penal Internacional. Chávez e Correa negaram a autenticidade dos documentos, mas Uribe insistiu nas denúncias.
    E quando parecia que a vaca -ou melhor, a paz- ia para o brejo, Chávez começou a cantar um bolero e a dizer-se um pacifista. De furiosos, ele e Correa tornaram-se cordatos e terminaram apertando a mão de Uribe. Não é de estranhar? Foi aí que o pano de cena se fechou diante de uma platéia perplexa. Aguardemos o próximo ato.

    Ferreira Gullar na Folha

     

    A autodestruição da esquerda

    A demência revolucionária arrastou no seu naufrágio até o que existia de mais puro no sonho socialista

    ÀS NOVE da manhã deste dia, em 1978, após massacrarem cinco guarda-costas, as Brigadas Vermelhas seqüestravam Aldo Moro e davam início ao processo que contribuiria para a completa perda de fé no ideal revolucionário na Itália e na Europa. O monstruoso assassinato de Moro, 54 dias mais tarde, figura, ao lado dos julgamentos de Moscou, do Gulag e dos milhões de vítimas de Stálin, como um dos símbolos do horror que comprometeu irremediavelmente o sonho socialista da emancipação do homem.
    A Itália jamais se reergueu, não tanto do infame homicídio, mas da desonra de uma classe dirigente que condenou seu melhor membro a morrer no mais covarde abandono.
    As instituições ainda se arrastaram uns anos até se constatar na Operação Mãos Limpas aquilo que já se suspeitava: com a morte de Moro, tinham também morrido a Primeira República e os dois partidos gêmeos e inimigos que a sustentavam, a Democracia Cristã e o Comunista.
    Nada de original e forte se consegue fazer crescer, desde então, nos escombros de mais uma das tantas ruínas que atravancam a velha Roma. Os assassinos queriam impedir Moro de realizar o "compromisso histórico": a superação do impasse simbolizado no empate das eleições de 1976 mediante o ingresso dos comunistas no governo e sua transformação em força democrática e reformista. Esperavam criar condições para a revolução. O que lograram com o crime foi provocar repugnância tão forte que acabou por abranger os conceitos de socialismo e esquerda, como não ocorre em nenhum outro país da Europa ocidental.
    Quando o comunismo acabou, os ex-comunistas ainda tentaram se rebatizar de "Democracia de Esquerda". Tiveram de renegar o segundo termo e formar com os católicos de Prodi um partido que se intitula apenas de "Democrático". Seu candidato a primeiro-ministro, o prefeito de Roma e ex-redator-chefe do jornal comunista "L'Unità", Walter Veltroni, define o partido como reformista, mas não de esquerda, e rechaça a identidade socialista.
    A aliança Prodi-Veltroni é, com 30 anos de atraso, o compromisso que Moro queria concluir com o eurocomunismo de Berlinguer. Só que deixou de ser histórico pois o colapso mundial do comunismo já tinha liquidado o problema do impasse.
    Não é um intento a mais de reinventar o socialismo, como, bem ou mal, tentam Zapatero e outros; trata-se do abandono, puro e simples, da fé na possibilidade mesma da esquerda ou na sua necessidade.
    No momento em que crescem na Europa as desigualdades, dando à esquerda renovadas razões para existir, nega-se o que Bobbio indicava como a própria razão de ser da esquerda: a luta contra a injustiça e desigualdade criadas pelos homens.
    Embora bem superior à alternativa de Berlusconi, a proposta soa prosaica e melancólica. A demência revolucionária arrastou no seu naufrágio até o que existia de mais puro no sonho socialista.
    O único que fica da tragédia é o adeus comovido de Aldo Moro na última carta à mulher, Eleonora, sua Norina: "Beija e acaricia por mim, rosto por rosto, olho por olho, cabelo por cabelo. A cada um, minha imensa ternura, que passa por tuas mãos. Sê forte, minha dulcíssima, nesta prova absurda e incompreensível. São as vias do Senhor. Gostaria de entender, com os meus pequenos olhos mortais, como veremos depois. Se houvesse luz, seria belíssimo".

    RUBENS RICUPERO na Folha

    March 14

    Perolas

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Presidente do TSE questiona viagens de Lula e diz que eleições deste ano antecipam 2010

    Folha Online

      angeli

    Classe média paga maior Imposto de Renda do continente

    Estado

     

    80% dos alunos de SP não sabem matemática

    Folha

      00rs0314b

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Vejo e ouço na televisão, esse guia de povos e de vocês, o Dirceu. A cada duas palavras que ele fala, uma é a palavra democracia. Pois é: o mal das democracias é que elas acabam sempre na mão dos democratas

    Millor

     

    Fiquem tranqüilas as autoridade.
    No Brasil jamais vai haverá epidemia de cólera.
    Nosso povo morre é de passividade

    Millor

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    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    A classe média brasileira é a que mais paga imposto sobre a renda entre os países da América do Sul. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Ernst & Young, com base na comparação do valor salarial a partir do qual o cidadão brasileiro começa a pagar a alíquota máxima aplicada pela Receita Federal, de 27,5%.

    Foram pesquisados os salários equivalentes a R$ 2.743,25 em sete países, além do Brasil. “O objetivo do estudo foi avaliar o peso da alíquota máxima, de 27,5%, sobre o cidadão de classe média que vive com um salário na casa de R$ 3 mil. Outros países possuem alíquotas máximas até superiores à nossa, mas elas incidem sobre a renda dos cidadãos mais ricos”, explica Frederico Good God, gerente sênior da área de consultoria tributária da Ernst & Young

    Estado

     

    Petistas prestam depoimento no MP sobre contratos da Finatec

    O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e o assessor do Ministério da Justiça Vicente Trevas negaram, em depoimento ao Ministério Público, o envolvimento em contratos irregulares entre a Finatec e prefeituras e governos estaduais petistas. Trevas e Ferreira foram apontados, por integrantes do próprio partido, como padrinhos políticos de Luís Lima, que prospectou negócios para a Finatec entre 2001 e 2005.

    Site da Época

     

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, acusou o PT, que foi à Justiça contra ele, de tentar "cercear a liberdade de expressão". O partido ingressou ontem com uma reclamação no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pedindo a abertura de processo administrativo contra o ministro, com a justificativa de que ele violou a lei da magistratura ao dizer que o programa Territórios da Cidadania poderia ser questionado na Justiça por eventual caráter eleitoreiro.

    - O que vejo nisso é uma vertente extremada, cerceando a liberdade de expressão. Os novos ares constitucionais não viabilizam essa ótica. A divergência é salutar. (...) É um direito do partido entrar com a representação. Ele deve sopesar como essa representação vai ser encarada pela sociedade, principalmente quando ela tem a intenção de emudecer o presidente do TSE-, disse Mello.

    Folha

     

    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, disse nesta sexta-feira que as eleições municipais antecipam a disputa política de 2010, quando haverá eleições presidenciais. Ao ser perguntado sobre as viagens que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem fazendo pelo país, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Mello questionou o caráter desses deslocamentos.

    "Nós sabemos que as eleições municipais são preparatórias. Hoje mesmo, abri um jornal e verifiquei que o presidente empreenderá viagens em campanha para apoiar as bases. Evidentemente, não está fazendo isso a partir de relações pessoais", afirmou, em entrevista coletiva na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que passará o primeiro semestre do ano viajando e inaugurando obras pelo país. "Agora minha vida vai ser essa. Menos tempo em Brasília, mais tempo viajando esse país. Porque quanto mais obra, mais emprego e mais renda [vamos ter]. E melhor será a qualidade de vida das pessoas", disse ele.

    Folha Online

     

    Olha ela aí, de volta, pessoal.....

    São cada vez mais fortes os sinais de que o Banco Central vai elevar os juros básicos da economia num futuro próximo. Essas indicações têm sido dadas há alguns meses, mas ontem o BC informou que cogitou aumentar a taxa Selic já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) da semana passada, embora tenha optado, no final, por mantê-la em 11,25% ao ano na ocasião.

    Folha

     

    O Top, top, top.....

    Depois de tanto sangue, suor e lágrimas, afinal, o que querem as Farc? Derrubar um governo legítimo e democrático e instalar um "governo popular" bolivariano? Usar as liberdades da democracia para acabar com ela? Seria cômico, como geralmente é a política latino-americana, se não fosse tão trágico: além dos 700 reféns, torturados e humilhados, as Farc já mataram tanta gente inocente quanto a Al Qaeda. Imaginem esse pessoal no poder, o que fariam com a oposição? Como "dialogariam" com terroristas e seqüestradores que lutassem contra o governo bolivariano e ainda fossem apoiados, digamos, pelo Brasil e pelo Chile?

    Mas o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, com sua autoridade de fundador do Foro de São Paulo, disse que o Brasil tem uma posição de "neutralidade" em relação às Farc: não as considera terroristas, como Uribe, nem forças beligerantes, como Chávez. Deveria dar o mesmo status à Al Qaeda, que tem os mesmos nobres ideais de destruir "o Império" e o capitalismo, mas, em vez de cocaína, trabalha com ópio e heroína. Mas eles só vendem drogas pela causa, para destruir a juventude americana, são traficantes de esquerda.

    Nelson Motta na Folha

     

    O Foro de São Paulo, tão presente na política externa brasileira e tão ignorado por parte da imprensa, vejam só, tem como “Secretário Executivo” ninguém menos do que Valter Pomar, da direção nacional do PT.

    ....

    A política externa brasileira para a América Latina não é autônoma. Ela é expressão, com uma exceção ou outra que confirmam a regra, de uma mini-Internacional Comunista, o Foro de São Paulo, ao qual pertencem o PT e as Farc. Boa parte da imprensa continua a ignorar o caso. Uma das formas de fazê-lo é citar a sua existência no rodapé das matérias, como se fosse coisa irrelevante. Ele é mais do que rodapé. Na América Latina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro dá as diretrizes da política externa a seus filiados. A turma do miolo mole não precisa acreditar em mim. Acredite no próprio PT.

    O site da legenda traz (clique aqui) uma resolução do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, reunido no México. É impressionante. Expressa rigorosamente tudo o que o governo Brasileiro afirmou sobre a crise Equador-Colômbia, repete as opiniões de Marco Aurélio Top Top Garcia sobre o caso e — pasmem! — traz a mesma sugestão que o Babalorixá apresentou a Codoleezza Rice: a criação de um “grupo” na América do Sul, independente da OEA, para cuidar do assunto.

    O material foi postado no site do PT ontem. Ou seja: enquanto Lula se reunia com a secretária de estado dos Estados Unidos, a mini-Internacional Comunista, candidata a se filiar à Internacional do Terror, reproduzia as bobagens que o Babalorixá dizia à secretária.

    ....

    Durante o encontro com Condoleezza Rice, Lula defendeu a criação de um organismo regional para solucionar conflitos etc e tal. Ela achou a idéia muito interessante... Mas afirmou que a OEA pode dar conta do recado, sabem cumé? A secretária de Estado dos EUA pode ter pensado: “Mas por quem essa gente me toma?” Imaginem só: sem os Estados Unidos para pôr os tiranetes em seu devido lugar, Uribe Teria ficado, de fato, sozinho.
    Em suma, sobrou, para o Brasil, o grande vexame.

    Reinaldo Azevedo

     

    Com relação ao episódio que envolveu a Colômbia há cerca de dez dias, o Brasil teve um papel vergonhoso. Eu disse isso ontem ao Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, na mesma hora em que o Congresso estava reunido para apreciar o Orçamento. Disse a ele que a aparição dele e do Governo da República na televisão foi um desastre. A coisa ficou pela metade. O Brasil insistia que a Colômbia tinha que aprofundar, fazer um novo pedido de desculpas. Tudo bem, se o Itamaraty não estava satisfeito com o pedido de desculpas que foi formalizado pela Colômbia, então deveria pedir a Colômbia para aprofundar aquele pedido de desculpas.Mas não dar uma palavra sobre uma organização que já teve uma luta ideológica, mas que hoje são um agrupamento de criminosos, de assassinos, de seqüestradores?

    É inconcebível, Sr. Presidente! É inconcebível porque o Brasil nunca adotou a posição de um Presidente da República influenciar a política do Itamaraty, não permitindo que o Brasil, em uma nota clara, dura, transparente, condenasse a invasão do espaço aéreo do território equatoriano e, com a mesma dureza, com a mesma ênfase, a ação criminosa das Farc. Está aqui, Sr. Presidente, inclusive um artigo de Clóvis Rossi, que não é apenas um colunista, S. Srª pertence ao conselho editorial da Folha de S.Paulo. Diz o artigo: “O Brasil pode e deve ser neutro entre dois vizinhos, mas não pode nem deve ser neutro entre o Governo colombiano legítimo e as Farc, um grupo delinqüente.”

    E as contradições não são só essas, Sr. Presidente. O Ministro Celso Amorim disse que as Farc não tem status porque o Governo brasileiro não reconhece. Não é verdade, porque, enquanto S. Exª disse isso, esse falastrão que vive lá no Palácio do Planalto, o tal do toc-toc-toc, perguntado pelo Le Fígaro, em Paris, no dia 4 de março desse mês – há apenas 12 dias –, também disse o seguinte sobre a relação do Brasil, do Governo brasileiro, com as Farc: “Lembro-lhe que o Brasil tem uma posição neutra com relação às Farc. Não as qualificamos como grupo terrorista, nem como força beligerante.” É esse homem que dita a política internacional, a política exterior do Brasil, não mais o Itamaraty.

    Do discurso do Senador Jarbas Vasconcelos no Senado, do blog do Coronel

      00rs0314a

    Sobre "os amigo do homi"....

    O Ministério Público Federal em São Paulo pediu à juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, que notifique o aloprado petista Silvinho "Land Rover" Pereira para começar "imediatamente" a cumprir a pena de prestação de 750 horas de serviços comunitários, sob pena de revogação do benefício de suspensão do processo por envolvimento no mensalão. Ele foi beneficiado por um acordo judicial com a Procuradoria-Geral da República, mas ao chegar à subprefeitura do Butantã esta semana, recusou fiscalizar bueiros e tapa-buracos, porque "preferia trabalhar com crianças ou em cozinha". Silvinho está montando um restaurante. Para o procurador da República Rodrigo de Grandis, o que a prefeitura ofereceu "não é desmeritória ou indigna, sendo compatível com sua condição". Os bueiros aguardam ansiosos o olho clínico e rigor técnico do novo fiscal.

    Claudio Humberto

     

    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    Os resultados do Saresp 2007 (exame do governo de SP) divulgados ontem apontam uma situação "trágica" no ensino de matemática nas escolas públicas do Estado: mais de 80% dos alunos não atingiram os conhecimentos esperados pela própria Secretaria da Educação...

    Folha

     

    Os filhos estão na escola. Que bom, que alívio e que segurança para os pais. Mas será isso mesmo? Nem sempre. A escola está cercada de ameaças e de temores. A violência transforma o que deveria ser um lugar de aprendizado e convivência em uma arena de riscos e até tragédias.

    A insegurança ronda a sala de aula e não distingue escolas públicas de particulares: alunos, pais ou professores. As escolas nunca tiveram tão vulneráveis.

    Em São Paulo, oito em cada dez professores da rede pública já presenciaram ou foram vítimas da violência. Em Belo Horizonte, em menos de três meses já são mais de 360 casos. São alunos que agridem outros alunos e também os professores.

    Em Belo Horizonte, uma menina de 11 anos foi baleada na porta da escola quando conversava com colegas. A menina foi para o hospital, e o agressor fugiu.

    Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, um menino de 14 anos que fazia bagunça na sala de aula foi repreendido pela professora. Primeiro, ele ameaçou de morte. Depois, a agrediu com socos e pontapés.

    Em São Paulo, duas estudantes – uma de 14 e outra de 16 anos – se desentenderam na porta da escola. A garota de 16 anos ateou fogo na de 14, que teve 22% do corpo queimado e está internada na UTI.

    A violência parece ocupar cada vez mais espaço na vida escola. Segundo o Sindicato dos Professores do estado de São Paulo (Apeoesp), 80% dos professores da rede pública já presenciaram ou sofreram algum tipo de violência. Trinta por cento das ausências dos professores acontecem por causa da violência. E muitos alunos perdem o ano letivo porque são ameaçados e não voltam mais para a escola.

    ....

    Em São Paulo, chutes, tapas, empurrões e horror: cenas revoltantes de maus-tratos a um idoso de 93 anos. Duas mulheres, que já foram presas pela polícia, tinham sido contratadas para cuidar do senhor que sofre do mal de Alzheimer. O caso aconteceu em uma pequena cidade do interior de São Paulo.

    Bom Dia Brasil

     

    “Yankees, go home...”

    O Supremo Tribunal Federal autorizou ontem a extradição para os Estados Unidos do megatraficante colombiano Juan Carlos Abadía, mas exigiu que o governo americano assuma previamente o compromisso formal de converter eventual pena de prisão perpétua ou de morte ao prazo máximo de 30 anos de cadeia – limite da legislação brasileira. Mas o sempre bem informado Ancelmo Gois escreve, em O Globo, que o governo só pretende enviar Abadía aos Estados Unidos depois que ele cumprir pena pelos crimes cometidos no Brasil.

    Blog da Época

     

    Sobre o "noço lider"...

    A eventual indenização que lhe seria dada — no caso, à família — seria tão acintosa quanto é aquela de que goza Luiz Inácio Lula da Silva, que recebe quase R$ 5 mil por mês como “vítima” da ditadura. Que prejuízo o Regime Militar trouxe ao Apedeuta? A Presidência da República? O “perseguido” Lula jamais deixou de receber o salário do sindicato ou teve o “emprego” ameaçado e ia construindo, enquanto era perseguido, o que viria a ser um dos maiores partidos políticos do país. Seu patrimônio pessoal declarado não deixa a menor dúvida: não há nenhum ex-metalúrgico no ABC tão rico quanto Lula — a menos que o sujeito tenha mudado de ramo.

    Reinaldo Azevedo comentando o pedido de indenização de 4,7 milhões feito pela viuva do Mario Covas

      jb

    Manchetes de hoje

    - JB: Governo faz afago a 800 mil servidores

    - Folha: Alunos ignoram matemática elementar

    - Estado: Golpe de filantropia deixa rombo de R$ 4 bi

    - Globo: Propina comprava título de filantropia

    - Gazeta Mercantil: Requião utiliza a Copel para reestatizar a Sanepar

    - Correio: Acordo beneficia 800 mil servidores

    - Valor: Produto de alta tecnologia conquista novos mercados

    - Jornal do Commercio: Governo federal dá reajuste a servidor

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

      

    A oposição que o governo pediu a Deus....

    Hoje, dois senadores da Oposição (e nenhum deputado da Oposição) estão ameaçando abandonar a CPMI dos Cartões Corporativos, pela estratégia protelatória da maioria governista. Não há razão para reclamar. Ainda mais senadores do nível de um Álvaro Dias(PSDB-PR) e de um Demóstenes Torres(DEM-GO). Quem protelou a CPI foi a Oposição, embromando por mais de trinta dias para decidir fazer uma comissão mista, quando deveria fazê-la pura, no Senado. A Oposição deu todo tempo possível ao Governo para que fizesse tudo do melhor jeito. Que paguem o preço. De agora em diante, sejam mais competentes e menos chorões, porque os eleitores estão cheios de ver parlamentares indignados, iracundos e furibundos com problemas que estava na cara que iriam acontecer. Menos indignação programada e mais trabalho planejado, senhores senadores. Está cada vez mais ridículo ver político experiente chorando as mágoas na frente das câmeras e no plenário. Daqui a pouco não vão ser mais só os Mercadantes, Idelis, Sibás e Wellingtons gargalhando ante o papel que os senhores estão fazendo neste momento delicado do país. Serão os seus ex-eleitores.

    Blog do  Coronel

     

    Os Pensamentos do Dia

    40 anos depois.

    A injustiça é flagrante, foi denunciada por Élio Gaspari e virou matéria nos principais telejornais. Um asssassino terrorista recebe uma indenização muito maior do que a sua vítima. Se fosse o inverso, haveria passeatas dos movimentos sociais, missas, atos de desagravo, visitas do Suplicy, manifestações no Senado. A Imprensa fez a sua parte. O Judiciário não abriu a boca. O Legislativo não deu um pio. O Executivo fez cara de paisagem. O caso já está caindo esquecimento.

    Vítima de um atentado à dinamite praticado por Diógenes Carvalho de Oliveira, membro da Vanguarda Popular Revolucionária, em 1968, contra o consulado dos EUA no Brasil, Orlando Lovecchio Filho, 62 anos, descobriu que seu algoz ganha do governo federal uma ajuda mensal de R$ 1.627 mais R$ 400 mil por atrasados, enquanto ele recebe míseros R$ 571 mensais. "O governo negou duas vezes o meu pedido de ajuda. O autor do dano tem mais direito do que a vítima", afirma Lovecchio. Ele perdeu parte da perna após a explosão de uma bomba e ainda teve de provar que não tinha responsabilidade no atentado. Hoje recebe do governo R$ 571 mensais. O Ministério da Justiça informou que a lei da anistia é para perseguido político e que Lovecchio não se enquadra nesse perfil.

    O Diógenes da VPR virou o Diógenes do PT, assessor do governador Olívio Dutra, o Truta. Hasteou a bandeira de Cuba na sacada do Palácio Piratini, foi a ponte do partido com o jogo do bicho e principal ator dos rolos do Clube da Cidadania. Foi anistiado pelos assassinatos e crimes cometidos quando era terrorista. Quando explodia bombas que arrancavam pedaços de inocentes. Hoje vive de proventos e de uma aposentadoria como ex-bandido, pagas pelos impostos recolhidos por gente decente. Inclusive pelo Orlando Lovecchio. Se tivesse sido mais estratégico e menos operacional, hoje seria ministro do Governo Lula.

    O caso, agora, vai cair novamente no esquecimento. Não mexeu com a opinião pública. Não chocou senadores e deputados. É a prova mais concreta de que o povo brasileiro não quer falar mais nisso, 64, golpe, guerrilha, regime militar, terrorismo, seqüestros... O Brasil tem 184 milhões de habitantes. E apenas 14 milhões de brasileiros acima de 60 anos, que poderiam ter algum discernimento sobre fatos como estes, ocorridos há 40 anos atrás. Quem, por método, ainda mantém a mística da luta contra a ditadura militar é a esquerda, nas suas homenagens, prêmios e discursos, onde apenas uma parte da história é contada. Queiram ou não, a história é contada pelo vencedor. O perdedor aceitou a derrota quando, ao entregar um país pronto para a democracia e livre do comunismo, em vez de contar a verdadeira história, preferiu dizer, sob o silêncio covarde dos seus comandados : "me esqueçam!" Esqueçamos o Lovecchio. Quem venceu foi o Diógenes.

    Blog do Coronel

    March 12

    Perolas

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    00rs0312b

    Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968 : A vítima, que ficou sem a perna, recebe R$ 571; Diógenes, da turma da bomba, fica com R$ 1.627

    Elio Gaspari na Folha. Artigo completo nos Pensamentos do Dia

     

    Relatório dos EUA critica corrupção no Brasil

    Folha

     

    Lula ataca "obsessão eleitoral" cercado por pré-candidatos

    Folha

     

    Governo muda impostos para reduzir entrada de dólares

    Portal G1

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    O Departamento de Estado norte-americano criticou a impunidade em casos de corrupção por parte de membros do governo brasileiro. Esse é um dos temas do relatório de 2007 sobre a situação dos direitos humanos no Brasil e no mundo, que foi divulgado ontem.
    O texto, que é anual, cita a absolvição do ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), a aceitação da denúncia do mensalão, a repatriação dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara e a prisão de uma adolescente com homens no Pará.
    Quando o tema é corrupção, o relatório fala de "relutância" e "ineficiência em processar" funcionários do governo. "A lei garante penalizações criminais para corrupção, mas o governo não implementou a lei efetivamente e funcionários freqüentemente se envolvem em atos de corrupção impunemente", diz um trecho sobre o Brasil.
    Folha

     

    O que se pode cobrar de Lula (nada ou quase nada)

    Fica combinado de uma vez por todas que um presidente da República que desfruta de alto índice de popularidade pode mudar de opinião quantas vezes quiser e em relação a qualquer coisa. Pode também cometer os mais originais desatinos. E protagonizar sem medo as situações mais incoerentes. Dele, por inútil, nada se deve cobrar. Ele, por sua vez, pode cobrar o que bem quiser de qualquer um.

    Foi o que Lula fez mais uma vez ao participar, ontem, de solenidade de entrega de títulos de lotes irrigados por uma barragem a 204 quilômetros de Palmas, Tocantins. Ele destacou a preocupação do seu governo com os pobres justo na ocasião em que repassava 2,3 mil hectares para cinco empresários. Os outros 2,2 mil hectares serão divididos entre 58 famílias de pequenos agricultores.

    Cercado por 28 prefeitos de partidos aliados, a maioria candidata à reeleição, Lula acusou a oposição de só pensar em eleição - justo no momento em que a solenidade mais se parecia com um comício. Afinal, 40 ônibus haviam sido fretados para o transporte de pessoas dispostas a enfeitar a cena. E cerca de quatro mil "quentinhas" compradas pelo governo do Estado foram distribuídas entre os famintos.

    Impedido pela Constituição de se reeleger para um terceiro mandato, Lula se comporta na verdade como se isso ainda fosse possível.

    Noblat

     

    regi

    o chefão das Farc deix[ou] a vida na selva para tentar entrar na história trajado inadequadamente: foi o único guerrilheiro do mundo que morreu de pijama

    ...

    "Também se viola a soberania quando, a partir de um país, um grupo terrorista ataca um vizinho", argumentara Uribe minutos antes, olhando nos olhos o presidente do Equador. "Não admito que o legítimo direito da Colômbia de combater uma organização terrorista seja mostrado como um massacre contra anjos de pijama. Não use comigo o cinismo que têm os saudosos do comunismo".

    Compreensivelmente, ninguém aplaudiu. A mensagem de Uribe pode ser endereçada, sem retoques, a todos os países da América Latina. Os que apóiam as Farc são cúmplices por ação. Cúmplices por omissão são os que testemunham, com a neutralidade dos covardes, a luta entre o governo democrático e um grupo terrorista. Como o Brasil.

    Augusto Nunes no JB. Artigo completo em  http://arquivoetc.blogspot.com/2008/03/augusto-nunes-os-nostlgicos-do-pesadelo.html

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    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Atraídas pela oferta de 4 mil “quentinhas” pelo governo do Tocantins, uma multidão ouviu ontem, em evento no município de Dianópolis, no sudeste do Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusar a oposição de só pensar nas eleições de 2010 e usar os pobres como “moedas eleitorais”. Em um palanque com 28 prefeitos aliados, muitos já em campanha oficiosa pela reeleição, ele entregou títulos de lotes irrigados por uma barragem no Rio Manuel Alves, a 204 quilômetros de Palmas.
    Do total de terras distribuídas, 2,3 mil hectares foram repassados para cinco empresários. Outros 2,2 mil hectares serão divididos entre 58 famílias de pequenos agricultores, segundo o governo do Estado.

    Estado

     

    A Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite a manutenção da contribuição sindical obrigatória para todos os trabalhadores assalariados, sindicalizados ou não. Em outubro do ano passado, na votação do projeto de lei que regulamentava as centrais sindicais, o fim da cobrança compulsória do imposto na folha de pagamentos chegou a ser aprovado. Grande vitória do lobby da CUT e da Força Sindical.

    Blog da Época

     fernandes

    A PTv

    Em uma sessão tumultuada que durou mais de oito horas, o Senado aprovou nesta madrugada a criação da TV Pública. A medida provisória que cria a Empresa Brasil de Comunicação foi aprovada por uma manobra do líder do governo, Romero Jucá. Em protesto, os senadores da oposição abandonaram a sessão e prometeram faltar à sessão desta tarde, que votará o Orçamento.

    Blog da Época

     

    Sobre "os amigo do homi"....

    O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira compareceu nesta quarta-feira, 12, à subprefeitura do Butantã, zona oeste de São Paulo, para prestar serviços comunitários, acordo que fez com a Procuradoria Geral da República para se livrar do processo do mensalão, mas adiou o início dos trabalhos por "motivos pessoais".
    A assessoria do órgão disse ao estadao.com.br que Silvinho alegou ter vocação apenas com "crianças e cozinha". "Nós não temos esses serviços aqui. Aqui ele faria monitoramento de serviços públicos, como asfalto, poda de árvore e outros", disse.
    Silvinho disse que irá conversar com seus advogados sobre que providência tomar. "Ele tem 10 dias para fazer isso, procurar a Justiça e entrar com pedido na Secretária de Educação", explicou a assessoria.

    Estado Online


    Huuummm. Esse rapaz mereceria um verdadeiro tratado sobre as vocações naturais. É aquele que ganhou uma Land Rover de uma empreiteira que mantinha contratos com a Petrobras, não é? É ele mesmo! De fato, para que desperdiçar o homem em poda de árvores? Ele deveria integrar o departamento de compras de algum órgão público. Por que desprezar a sua vasta experiência?

    Reinaldo Azevedo comentando a notiicia acima

     

    “Yankees, go home...”

    Brasil e Estados Unidos firmaram uma parceria inédita na área da saúde. Com o acordo entre os dois paises, os médicos brasileiros vão procurar pela internet doadores de medula óssea compatíveis no mundo inteiro.

    Em muitos casos de câncer, como a leucemia infantil, o transplante de medula óssea é a principal esperança de cura. Nas crianças, o índice de sucesso com a cirurgia é muito alto: chega a 80%. A técnica já é totalmente dominada. O grande problema é conseguir um doador.

    Bom Dia Brasil

     

    Vamos inventar a roda na economia????.....

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta quarta-feira, as medidas destinadas a reduzir o fluxo de dólares para o país e limitar a valorização do real frente à moeda americana ( veja a análise no site de Míriam Leitão ). São três principais medidas: suspensão da cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas exportações brasileiras, fim da obrigatoriedade dos exportadores de trazerem para o país parte dos dólares gerados nas vendas externas e a criação de IOF de 1,5% para as aplicações de investidores estrangeiros em fundo de renda fixa e em títulos públicos. As medidas passam a valer na próxima segunda-feira. Leia mais em Governo anuncia medidas para segurar o derretimento do dólar frente ao real

    Noblat

     

    Manchetes de hoje

    - JB: EUA: US$ 200 bi contra crise

    - Folha: Governo faz pacote para segurar queda do dólar

    - Estado: Governo tenta conter queda do dólar

    - Globo: Governo vai agir contra 'derretimento' do dólar

    - Gazeta Mercantil: País caminha para recorde em fusões

    - Correio: Radares Móveis de Volta às ruas do DF

    - Valor: Competidoras novatas reativam telefonia fixa

    - Estado de Minas: Pacote do governo vai tentar segurar o dólar

    - Jornal do Commercio: Petrobras reabre concurso suspenso

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Perolas Internacionais

    O Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos)anunciou um “Proer global” para injetar dinheiro no caixa dos bancos e aliviar o aperto no crédito. A partir do dia 27, serão realizados leilões semanais de até US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, considerados nos bons tempos os mais seguros do mundo. Como garantia, o Fed aceitará até moedas podres, como os infames títulos lastreados em hipotecas “subprime”. O prazo de vigência desses empréstimos, que hoje é de poucas horas, será estendido para 28 dias. Eufóricas e aliviadas, as Bolsas americanas tiveram sua maior alta em mais de cinco anos. O Dow Jones subiu 3,55% e a Nasdaq, 3,7%, relata o The Wall Street Journal.

    Blog da Época

     

    Perolas da tecnologia

    From a sure source........ Pravda:

    F-117 Stealth fighter quietly slips into history

    See the eight pictures of the plane and brief notes at:

    http://english.pravda.ru/photo/report/f117-3263

     

    Os Pensamentos do Dia

    Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968

    A vítima, que ficou sem a perna, recebe R$ 571; Diógenes, da turma da bomba, fica com R$ 1.627

    D AQUI A OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)

    Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.

    A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.

    O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.

    A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.

    Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.

    Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.

    Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)

    Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

    Elio Gaspari na Folha

    March 11

    Perolas

     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    00rs0310a

    O Brasil virou "mulher de malandro": até o México hostiliza brasileiros.

    Claudio Humberto

      AUTO_sponholz

     

    Embaixador da Espanha nega que exista discriminação contra brasileiros na imigração

    Folha Online

     

    Governo e oposição firmam acordo sobre Orçamento

    Blog do Josias

     

    Movimentos sociais ocupam hidrelétrica

    Noblat

     

    Lula manda o Congresso trabalhar

    .....

    Chinaglia defende instituição e afirma que culpa é do governo

    Manchetes do JB

     

    Rebelde diz que Chávez ofereceu armas às Farc

    Estado

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    "O comunismo foi varrido da Europa e revivido no terceiro mundo".

    Frase “de um pensador” citada em artigo do Jarbas Passarinho no JB

     

    América Latina sempre foi um ninho de antagonismos, e nada tem de pacífica. Falta-lhe apenas capacidade militar e logística para fazer guerra contra quem quer que seja. Duvidamos, sinceramente, que algum desses países tenha um plano exeqüível de mobilização. Ninguém ao sul do Rio Grande possui poder para delinear uma estratégia capaz de garantir a consecução do menos ambicioso dos propósitos. Os politiqueiros dessas republiquetas só conseguem berrar palavras de ordem e, no máximo, produzir uma guerra interna que lhes dê mais poder, mesmo que leve o país à bancarrota. Chávez não consegue sequer abastecer os supermercados de Caracas com papel higiênico. Como pretende aquele pitecantropo sustentar as linhas de comunicação logística das tropas? E mais: não nos podemos iludir com o material bélico adquirido recentemente por Hugo Chávez, porque não existem sobressalentes nem para dois meses de operações contínuas. O Equador, do tamanho de Vigário Geral, vai combater com o quê?

    E o Brasil? O Itamarati do PT correu a condenar a Colômbia, mas se calou sobre as FARCs. Afinal, embora narcotraficantes e terroristas, são também sectários companheiros do Foro de São Paulo, todos muito socialistas. Plagiando aquela gordinha simpática da televisão: “Socialista pode!”

    Que bando de cretinos!

    Antonio Sepulveda no JB

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    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Pela sétima vez em oito meses, integrantes do MST atacaram instalações da mineradora Vale em protesto contra a privatização da empresa ocorrida em 1997. Ontem, eles mantiveram um maquinista da mineradora como refém por 12 horas e fecharam uma ferrovia, impedindo o transporte de 300.000 toneladas de minério de ferro. Em O Globo, a direção da Vale diz ter informações de uma nova invasão em Carajás, no fim de semana.

    Blog da Época

     

    A Folha revela que o Ministério do Trabalho concluiu investigação em que se vale de argumentos distintos para isentar a Força Sindical e a CUT do pagamento de R$ 17,8 milhões relativos a pendências de antigos convênios. Enquanto a quitação para os R$ 2,4 milhões da CUT é baseada na análise de 13 pastas repletas de notas fiscais que comprovariam o final do débito, o “perdão” relativo aos R$ 15,5 milhões da Força tem como base estimativa de gastos que a central teria tido para execução dos convênios. “Após a visita (por amostragem), realizada por essa comissão a alguns sindicatos filiados à Força Sindical (…), foi possível constatar que realmente a entidade pode contar com os espaços físicos para a realização dos cursos de qualificação. Concluiu-se que a Força Sindical (…) cumpriu com a execução da contrapartida pactuada”, diz o relatório. Além de bem fundamentada, a reportagem de Ranier Bragon e Adriano Ceolin é corajosa: é a primeira matéria depois da ameaça do presidente da Força Sindical, o deputado Paulino Pereira da Silva, de promover uma avalanche de processos contra os jornais que investigarem a central.

    Blog da Época

     

    Matéria publicada na edição do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (10), intitulada "CPI apura elo entre ONGs sob suspeita e deputados", tornou-se o centro dos debates na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações Não-Governamentais nesta terça-feira (11) e gerou tumulto entre os senadores presentes à reunião.

    Ao abrir a reunião de depoimentos, o senador Sibá Machado (PT-AC) pediu a palavra para criticar a denúncia feita pelo periódico pela qual um relatório em poder da CPI - mas não divulgado aos senadores -, sob o título " Levantamento de Conexões", indicaria possíveis vínculos entre ONGs e parlamentares. Da lista publicada, constavam os nomes de cinco deputados federais: Adão Preto (PT-RS), Marco Maia (PT-RS), Assis Miguel de Couto (PT-PR), Anselmo de Jesus (PT-RO) e Sandra Rosado (PSB-RN).

    Nervoso, Sibá, que chegou a discutir com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), questionou o presidente da comissão, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), e o relator, Inácio Arruda (PC do B-CE), sobre a existência do documento.

    Diante da confirmação, Sibá solicitou a Raimundo Colombo que tomasse providências no sentido de identificar o assessor técnico da CPI que teria repassado as informações para o jornal.

    Site do Senado Federal citado no blog Coturno Noturno

      pbarbosa

    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    CPI do Cartão Corporativo morreu antes de nascer

    Anotem: salvo um acidente de percurso, o aparecimento indesejável, por exemplo, de um documento comprometedor ou o escorregão involuntário de alguém convocado para depor, nada de relevante resultará da CPI Mista do Cartão Corporativo que começará a funcionar no Congresso a partir de amanhã.

    O governo esterilizou o ímpeto de investigação do PSDB ao acenar com a divulgação de fatos que poderiam deixar mal o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Só depois disso concordou em dividir com o PSDB o comando da CPI. Ela será presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). O cargo de relator caberá ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

    A bancada do governo na CPI foi escolhida de modo a exorcizar o risco de eventuais surpresas. Seus integrantes são deputados e senadores de total confiança - parte deles suplentes que querem se manter no cargo, outra parte às voltas com rolos na Justiça. Gente assim ousaria votar contra o governo?

    Nem pensar. De resto, o governo tem folgada maioria de votos na CPI. E ainda pode contar com a boa vontade do PSDB. O DEM fará o contraponto. Mas só lhe restará isso mesmo -  produzir barulho.

    Noblat

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    Ao sair da reunião que manteve com integrantes da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, mentiu outra vez, garantindo aos jornalistas que "cachorro", em espanhol, tem o significado de "filhote". Os jornalistas não o levaram a sério, claro. O assunto foi suscitado pelo relato de brasileiros barrados no aeroporto de Barajas, em Madri, insultados de "cachorros" por autoridades da imigração espanhola. O embaixador não explicou por que os truculentos funcionários chamariam de "filhotes" os brasileiros que foram barrados e por ele humilhados.

    Claudio Humberto

     

    O Brasil virou "mulher de malandro": até o México hostiliza brasileiros. Já são inúmeros casos. Um grupo de 15 turistas voltava de Orlando (EUA) para o Brasil e nem queria visitar o México, mas desembarcou na sua capital para uma troca de aeronave da empresa Aeroméxico. O grupo teve passaportes retidos e ficou confinado durante horas em uma saleta com apenas um banheiro. Como párias. O governo brasileiro silenciou.

    Claudio Humberto

      amarildo

    “Yankees, go home...”, ou porque aquele pais não vai para a frente....

    Os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York deram um ultimato para que o governador do Estado, Eliot Spitzer, renuncie nas próximas 48 horas, informa o site da agência BBC Brasil.

    Na terça-feira, Spitzer pediu desculpas à sua família e ao público após o jornal The New York Times ter publicado informações de que o governador teria recorrido aos serviços de uma rede de prostituição.

    Caso Spitzer não renuncie dentro do prazo estipulado, que vence na manhã de quinta-feira, os republicanos ameaçam dar início a um processo de impeachment.

    Noblat

     

    Vamos inventar a roda na economia????.....

    O governo Lula tentará atenuar a queda do saldo na balança de pagamento em duas frentes, informa a edição das bancas do Valor (pela manhã o site estava atrasado 24 horas). Primeiro, como antecipou a última edição de ÉPOCA, o governo pretende acabar com a cobertura cambial sobre as exportações. Com isso, os exportadores não serão mais obrigados a trazer para o Brasil os dólares ganhos com as vendas externas. Numa segunda frente, o Ministério da Fazenda vai retirar o incentivo dado a investidores estrangeiros para aplicar em títulos da dívida pública interna. Isso poderá ser feito de duas formas: repondo a alíquota de 15% do Imposto de Renda sobre ganho de capital para esses investimentos ou taxando a operação de câmbio com IOF. Nas duas atitudes, o objetivo é o mesmo: reduzir a entrada de dólares no país, desvalorizar o real e ajudar as exportações. É isso mesmo que você leu. O Brasil, quem diria!, está recusando dinheiro.

    Blog da Época

     

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Lula manda o Congresso trabalhar

    - Estado: Governadores do PMDB ja atacam a reforma tributária

    - Folha: Pessimismo com EUA derruba mercados

    - Globo: Onda de invasões do MST atinge exportação da Vale

    - Gazeta Mercantil: Fundos estrangeiros aplicam em precatórios

    - Correio: Venda do Noroeste começa mês que vem

    - Valor: Governo preparar medidas para deter alta do real

    - Estado de Minas: Projeto abre caminho para volta dos marajás

    - Jornal do Commercio: Compesa manda 5 mil para o SPC

     

     

    Clipping do dia

     

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

     

    Da serie pensando bem

    "Nossa elite branca, que tanto se incomoda com o continuísmo de Chávez, não vê problema no fato de Uribe querer mudar a regra do jogo para disputar o terceiro mandato."
    (Cláudio Lembo, no Painel da Folha de S. Paulo).

     

    Sobre a nossa elite vermelha, que não vê problema no apoio de Chávez aos narco-terroristas das FARC, nem nos crimes cometidos pelas próprias FARC, o negão e favelado Cláudio Lembo nada tem a dizer.

    Blog da Nariz Gelado

     

    Da serie " perguntar não ofende"

     - Quantos são mesmo os sem-terra do Brasil?
    - Quanto dinheiro público passa pelas mãos do MST, considerando que o movimento aparelha o Incra e a agricultura familiar?

    - Como pode um movimento que nem mesmo tem existência jurídica ser considerado um interlocutor do estado de direito na hora de distribuir verba pública?
    - Quantos do movimento são realmente agricultores?

    - Qual é mesmo a pauta do MST?

    Reinaldo Azevedo

     

    Justiça....

    Filha de ACM usa PM para invadir casa da mãe

    Teresa Mata Pires, filha do falecido senador Antônio Carlos Magalhães, usou a Polícia Militar e mandado expedido pela juíza da 14ª Vara de Família, Fabiana Oliveira, que é mulher do deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), para invadir o apartamento da própria mãe, d. Arlete, 77, e realizar um inventário das obras de arte acumuladas pelo pai em vida. ACM morreu no dia 20 de julho do ano passado. Menos de um ano depois, a herança divide a família do falecido senador. Teresa é casada com o empresário César Mata Pires e ambos estão inconformados com o acordo realizado pelo outros dois herdeiros de ACM, o atual senador ACM Júnior e a família do falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães. Pelo acordo, que representa dois terços dos herdeiros, as empresas não ficaram sob a gestão de Mata Pires, como ele pretendia. Desde então, o casal atormenta os demais integrantes da família com ações judiciais como a que está em curso, neste momento. Teresa Mata Pires esteve por duas vezes na casa de d. Arlete, que não se encontrava, e hoje ela recorreu à PM para arrombar e invadir o imóvel. Às vésperas de completar 78 anos de idade, d. Arlene foi levada à casa do primogênito, senador ACM Júnior.     

    Claudio Humberto

     

    Sobre a America LatRina

    O guerrilheiro que matou na semana passada Ivan Ríos, um dos membros da cúpula das Força Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse à rádio colombiana Caracol que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ofereceu dinheiro e armas ao grupo guerrilheiro. O rebelde Pablo Montoya, conhecido como Rojas, disse que em conversas que manteve com Ríos soube que o líder das Farc, Manuel Marulanda, estava muito contente com a promessa do presidente venezuelano.

    Suas afirmações confirmam a alegação do governo colombiano de que cartas encontradas nos computadores de Raúl Reyes - o número 2 das Farc morto em uma ofensiva militar colombiana em território equatoriano no dia 1º - indicavam que Chávez tinha dado armas e US$ 300 milhões à guerrilha.

    Estado

     

    Piadas

    Duas senhoras idosas estavam tomando o café da manhã num restaurante. Ethel notou alguma coisa engraçada na orelha de Mabel e disse:

    "Mabel, você sabe que está com um supositório na sua orelha esquerda???"

    Mabel respondeu:

    "Eu tenho um supositório na minha orelha??"

    Ela o puxou, olhou para ele e então disse:

    "Ethel, estou feliz que você tenha visto... Agora eu acho que sei onde encontrar meu aparelho auditivo..."     

     

     

    Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou no jornal o anúncio da morte, acrescentando que ele havia morrido de gonorréia.

    Logo que o jornal foi distribuído, um amigo da família telefonou e protestou veementemente:

    "Você sabe muito bem que ele morreu de diarréia, e não de gonorréia!!!"

    A viúva respondeu:

    "Eu cuidei dele noite e dia, portanto é lógico que eu sei que ele morreu de diarréia, mas eu achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés do grande m.... que ele sempre foi."

     

     

    Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, olhando a lua, quando uma onda veio e carregou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la. O capitão enviou o velho senhor para terra, com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa. Três semanas se passaram e finalmente ele recebeu um fax do navio. Ele leu:

    "Senhor: lamento informar que encontramos o corpo de sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o deque e, presa a ela, havia uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer $50.000 dólares. Por favor,diga-nos o que fazer."

    O velho homem respondeu:

    "Mande-me a pérola e atire de novo a isca." 

     

     

    Uma cerimônia funerária estava sendo realizada por uma mulher que havia acabado de falecer. Ao final da cerimônia, os carregadores estavam levando o caixão para fora, quando, acidentalmente, bateram numa parede, deixando o caixão cair. Eles escutaram um fraco lamento. Abriram o caixão e descobriram que a mulher ainda estava viva!

    Ela viveu por mais dez anos e, então, morreu. Mais uma vez uma cerimônia foi realizada e, ao final dela, os carregadores estavam novamente levando o caixão. Quando eles se aproximaram da porta, o marido gritou:

    "Cuidado com a parede!!!!!"

    March 10

    Perolas

     

     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    GutoCassianoModa

    Abandono escolar cresce entre dependentes do Bolsa-Família. E o voto em Lula também!!!

    ....

    Condenados ao bolsa-qualquer-coisa. Para sempre

    Reinaldo Azevedo comentando a noticia do Estado sobre aumento da evasão escolar nas familias que recebem a Bolsa Familia

      AUTO_sponholz

    Petróleo bate novo recorde e barril supera os US$ 108

    Portal G1

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    O mais importante programa social do governo Lula, o Bolsa-Família, atende hoje quase um quarto da população do País (45,8 milhões), mas não está conseguindo cumprir um de seus principais objetivos: fazer com que as crianças completem ao menos os oito anos do ensino fundamental. Cruzamento de informações feito pelo Estado, com dados dos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação, revela que nos 200 municípios onde há mais famílias dependentes do Bolsa-Família a evasão escolar, contando os abandonos da 1ª a 8ª séries, cresceu entre 2002 e 2005. Em alguns casos, o número de crianças que deixam a escola mais do que dobrou. Em todas as cidades mais da metade é atendida pelo programa.
    O abandono escolar cresceu em 45,5% dos municípios (91) com mais atendimentos do Bolsa-Família. Em outros 18,5% (37 cidades) não houve piora ou melhora significativas - a variação foi de menos de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. Juntos, a piora do abandono e a manutenção da péssima realidade escolar somam 64%. O ano de 2002 foi o último antes do início do Bolsa-Família, e 2005, o último com dados oficiais disponíveis.
    Os 200 municípios expõem também um fenômeno político: uma melhora sensível no desempenho do candidato Luiz Inácio Lula da Silva entre os segundos turnos de 2002 e de 2006. Da eleição para a reeleição, o presidente aumentou os votos em todas as cidades com mais população atendida pelo Bolsa-Família, registrando, em alguns casos, votações fenomenais: os 3.408 votos de Araioses (MA), em 2002, por exemplo, viraram 12.958 votos na campanha da reeleição; os 2.996 votos de Girau do Ponciano (AL) subiram para 12.550 votos.

    Estado

     

    O Brasil é um perdedor

    Da entrevista do sociólogo argentino Juan Gabriel Tokatlian   na Folha   comentando crise entre Equador, Colômbia e Venezuela.

     

    Devolvam o Robinho!

    Manchete do post do Blog da Época, ironizando a “crise” Brasil-Espanha

      dukeReciprocidade

    a Folha traz o relato do repórter André Camarante, que fez o possível para ser deportado pela Espanha. Ele não declarou o endereço do lugar onde pretendia ficar hospedado, não informou se tinha um local para ficar, não preencheu corretamente a ficha de imigração exigida pela Espanha para os estrangeiros que tentam entrar em seu território, não disse quanto portava em dinheiro e nem levou o cartão de seguro de saúde obrigatório para turistas. Não só entrou na Espanha como conseguiu um emprego ilegal no dia seguinte.

    Blog da Época

      AUTO_sinfronio

    Lembre-se ... que o governo é sócio mais ou menos estratégico de parte relevante do setor privado.
    Dos 97 maiores grupos industriais, 59 deles nacionais, o Estado tem participação acionária no controle ou interesses em ao menos 20 deles, por meio do BNDESPar ou de fundos de pensão de estatais, politicamente controlados pelo governo. São empresas de alimentos, têxteis, metalurgia, mineração, siderurgia, aviões, veículos, material de construção, petroquímica etc. Nos 44 maiores do setor de serviços, o Estado está em 12, a maioria empresas de energia elétrica e teles. A conta foi feita com base na lista de maiores empresas da revista "Grandes Grupos", publicada pelo "Valor".

    Vinicius Torres Freire na Folha

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    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    Os dados que mostram um aumento do abandono escolar em municípios com alto atendimento do Bolsa-Família, como mostrou o Estado em reportagem publicada ontem , são vistos pelo governo com reserva. Tanto representantes do Ministério do Desenvolvimento Social quanto do Ministério da Educação (MEC) acreditam que o programa ainda é responsável por levar as crianças até a escola. A evasão, afirmam, acontece justamente quando o programa deixa de atendê-las, aos 15 anos.
    “No programa há um claro efeito fixador na escola. Esse menino sai aos 15 anos, mas estaria saindo aos 10. O que precisamos agora é pensar uma política para atender depois dos 15 anos”, avalia a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Almeida e Silva.
    O problema, acredita o governo, ainda está na escola, na falta de estrutura do ensino, nos problemas enfrentados por professores e diretores. “O Bolsa-Família garante a entrada na escola. Mas a política de permanência não é exclusiva da escola. É aí que entram merenda escolar, uniforme, transporte”, diz a secretária.
    Mais do que isso, admite a secretária, a idéia de “direito à educação” ainda é nova. “É um direito que não se discute, mas precisa ser absorvido pelas famílias”, diz, elogiando o trabalho do Ministério Público em Cupira (PE), também mostrado na reportagem do Estado.Pilarafirma que o mesmo está ocorrendo em outras cidades.
    Estado

    A resposta cretina do governo

    Tremei! O governo está pensando. Diante do fato — não do chute — de que a evasão escolar cresce nas áreas atendidas pelo Bolsa Família, o governo diz uma coisa certa para defender um equívoco. Sim, sem o programa, talvez a criança saísse antes da escola. Assim, é melhor que fique até os 15 anos. Muito bem. Então o busílis é saber se estamos diante de um programa de transferência de renda sustentado. E não estamos. Isso está aprovado. Cessou o benefício por causa da idade, adeus escola!
    Não sei o que Maria do Pilar quis dizer acima, mas suspeito: "Então por que não mais bolsa?" Sei lá, dos 15 aos 18. E depois? Bem, depois, o sujeito passa a ser um adulto com direito ao Bolsa Família. E assim vai. Isso faz fortuna eleitoral? Faz, sim. Tira alguém da pobreza absoluta, a mais extrema. Sim. Trata-se de um programa com alguma inclinação para gerar atividades que, por sua vez, gere renda? Não.
    Mas ninguém mexerá no programa, pouco importa quem vença a eleição em 2010. O equívoco está consolidado.

    Reinaldo Azevedo

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Ministros do PT-SC irrigam entidades ligadas ao PT-SC
    A exemplo dos casos já revelados envolvendo os ministérios do Trabalho e do Esporte e entidades ligadas ao PDT e ao PC do B, a Secretaria Especial da Aqüicultura e da Pesca (Seap) também repassou recursos, por meio de convênios, para entidades cujos dirigentes são filiados ao PT em Santa Catarina, reduto do ministro Altemir Gregolin e do ex-ministro José Fritsch, ambos do partido.
    As verbas abasteceram duas associações presididas por um candidato petista no período pré-eleitoral de 2004. Outra entidade, dirigida por petistas, já teve como seu endereço oficial o escritório do ex-deputado Mauro Passos (PT-SC), autor de emendas orçamentárias que financiaram os convênios.
    A partir de dados da Controladoria Geral da União, a Folha analisou os R$ 17 milhões repassados em convênios desde 2003 para o Estado. A Seap, pasta com status ministerial criada por Luiz Inácio Lula da Silva, abriga petistas catarinenses da Articulação de Esquerda, corrente que surge nas ligações verificadas nos convênios.
    O caso mais emblemático ocorreu em Laguna (SC). O candidato vitorioso à prefeitura em 2004 foi Célio Antônio (PT), que era subsecretário na Seap. Entre junho e julho de 2004, a secretaria assinou dois convênios com o município.
    O primeiro, de R$ 101,3 mil, foi para a Colônia de Pescadores Z-14, presidida por Obadias Barreiros, candidato a vereador pelo PT. O convênio tinha duração de três anos e meio, mas o dinheiro foi praticamente todo repassado em julho, três meses antes das eleições.

    Folha

      AUTO_novaesjb

    Pelo menos cinco deputados federais são apontados em relatório preliminar da CPI das ONGs como sendo ligados, diretamente ou por meio de assessores ou ex-assessores, a organizações não-governamentais investigadas pela comissão. Sob o título "Levantamento de Conexões", o relatório, elaborado pela área técnica da comissão, indica possíveis vínculos entre as ONGs e parlamentares. Na maioria dos casos, as entidades são investigadas por suspeita de irregularidades e foram beneficiadas com recursos provenientes de emendas apresentadas pelos deputados ao Orçamento da União. Constam na lista da CPI os deputados Adão Pretto (PT-RS), Marco Maia (PT-RS), Assis Miguel do Couto (PT-PR), Anselmo de Jesus (PT-RO) e Sandra Rosado (PSB-RN). Além disso, o relatório cita o nome de ex-deputados ligados a ONGs e também descreve liberação de recursos feita pelo Ministério do Turismo, na gestão de Walfrido dos Mares Guia, para uma ONG de Minas Gerais que seria ligada a um ex-assessor dele. O documento aponta que Marco Aurélio Penzim, ex-assessor de Walfrido na Câmara dos Deputados, manteve relação indireta com a Federação de Convention & Visitors Bureaux de Minas, que teria recebido R$ 8,6 milhões do Ministério do Turismo.

    Folha

     

    Um pais com a saúde publica quase perfeita....

    Em 1970, havia 52 mil casos de malária por ano. Essa doença estava praticamente dominada. Hoje são 500 mil casos de malária por ano, restritos aos sete estados da Amazônia legal. A febre amarela nos deu um susto, com duas dezenas de casos recentemente e muitas mortes.

    E agora a dengue, que baixa para quase metade do Brasil, mais do que duplica no Rio de Janeiro, onde as principais vítimas são as crianças. Das 24 mortes, metade foi de crianças. Das internações, metade das internações no Rio de Janeiro são de pessoas com menos de 16 anos.

    Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    Na campanha, acuado pelas críticas dos conservadores de que era frouxo com os imigrantes, Zapatero ordenou maior rigidez na entrada de estrangeiros. Foi essa circunstância que, na semana passada, permitiu aos fiscais da alfândega do aeroporto de Madri tratar como criminosos dezenas de turistas brasileiros. Em retaliação, o Brasil passou a também tratar mal os turistas espanhóis. No sábado, a Polícia Federal barrou a entrada de mais cinco espanhóis e um italiano no aeroporto de Salvador.

    Mas, como revela o repórter de O Estado Louviral Sant’Anna, campanha é uma coisa, governo é outra. “A economia espanhola necessita dos imigrantes para ocupar funções não qualificadas e mal remuneradas, que os espanhóis se recusam a desempenhar, e para preencher o vazio demográfico de uma população que envelhece rapidamente. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, em 2012 a fatia de espanhóis com mais de 65 anos saltará de 20% para 35%. Apesar da desaceleração econômica, o mercado de trabalho espanhol deverá absorver outros 4 milhões de imigrantes até 2015. Segundo o próprio Zapatero, os imigrantes foram responsáveis por metade do crescimento econômico da Espanha nos últimos quatro anos, que registrou uma média de 4%, e arcam, com suas contribuições previdenciárias, pelo pagamento de benefícios de 1 milhão de aposentados espanhóis”, escreve Sant’Anna.

    É tolice imaginar uma conspiração espanhola contra os brasileiros. O problema de imigração na Espanha é de colombianos, equatorianos, marroquinos e argelinos. Estima-se que existam 75 mil brasileiros ilegais na Espanha, 10% do tamanho da comunidade brasuca de Portugal, para fazer uma comparação óbvia. Tanto é assim que hoje a Folha traz o relato do repórter André Camarante, que fez o possível para ser deportado pela Espanha. Ele não declarou o endereço do lugar onde pretendia ficar hospedado, não informou se tinha um local para ficar, não preencheu corretamente a ficha de imigração exigida pela Espanha para os estrangeiros que tentam entrar em seu território, não disse quanto portava em dinheiro e nem levou o cartão de seguro de saúde obrigatório para turistas. Não só entrou na Espanha como conseguiu um emprego ilegal no dia seguinte.

    Portanto, não é preciso ser futurologista para prever que essa crise Brasil–Espanha não dura até o fim do mês

    Blog da Época

     

     

    Manchetes de hoje

    - JB: - Prefeito manobra recurso de sucessor

    - Folha: Socialistas são reeleitos na Espanha

    - Estado: 19 mil caem na malha fina do Detran em São Paulo

    - Globo: Cesar diz que vai deixar ao sucessor R$ 1,5 bi em caixa

    - Gazeta Mercantil: "FHC assinou cédulas sem ser ministro", revela Itamar

    - Correio: Folha de servidores cresce R$ 12 bilhões

    - Valor: SP vai reivindicar maior fatia nos royalties de Tupi

     

     

    Clipping do dia

    De hoje

    Dia 9 de março

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Veja

     

    O Rio de Janeiro continua lindo...

     ELEIÇÕES NO RIO!           
    Pesquisas no fim de semana mostram Crivella com 25%, Jandira com 10%, Solange com 10% e -VZS (Gabeira+Chico+Molon) com 10%.

    Boletim do Cesar Maia

     

    Sobre a America LatRina

    FOLHA - Quem ganhou e quem perdeu com a disputa?
    TOKATLIAN - O Brasil é um perdedor. O Equador também, por ter sido violentado em sua soberania. Perdeu Hugo Chávez, que teve uma atuação desproporcional, desnecessária, que deu um sentido exagerado a um problema real, mas do qual não pôde tirar benefícios. Já Uribe consolida seu predomínio político interno, o que o levará provavelmente a vencer um novo mandato, se for possível, através de uma reforma constitucional, permitir uma outra eleição. Washington deve estar feliz, pois sem aparecer em primeiro plano conseguiu que seu maior aliado tivesse uma vitória político-militar transcendente e que sua lógica da "guerra contra o terror" começasse a tomar corpo na região. Creio que não há grandes vencedores coletivos. Um dos mais golpeados são as Farc.

    .....

    O que ocorreu tem três faces. A primeira, fundamental, é que se produziu um ato violento, que afetou as relações interamericanas, significou uma violação do direito internacional e vai ter profundas repercussões futuras. Provavelmente se instalou aqui definitivamente a noção da guerra contra o terrorismo, que era mais própria do Oriente Médio, da Ásia Central, do Chifre da África etc.  Em segundo lugar, no campo específico da Colômbia, o que se produziu foi menos o exercício de um presidente que seguia exigências de Washington e muito mais a oportunidade política interna de dar às Farc um golpe demolidor. Provavelmente estamos em um ponto de inflexão muito significativo da confrontação armada na Colômbia. Por isso, para grande parte da população colombiana, a ação foi percebida como uma vitória. Mas ela foi conseguida por meio de um instrumento ilegal e ilegítimo do ponto de vista latino-americano.  O terceiro ponto – e nisso o mais afetado é o Brasil – é que desmoronou a noção de que a América Latina ia a caminho da união sul-americana. Esse projeto, que o Brasil em particular defende tanto, caiu como um castelo de cartas. A América do Sul não pôde se antecipar a isso, nem evitar que se rompessem relações entre países, nem conseguiu que a solução seja segura e definitiva. Aqui há cada vez mais retórica de integração e prática de fragmentação. (…) Mais que um fracasso, (o conflito) foi um golpe para o Brasil, porque o país não pôde nem antecipar nem consolidar mecanismos que evitassem a crise. Depois do ocorrido, é preciso uma profunda reflexão no Brasil, porque nesta parte do mundo o que mais se necessita agora é uma forma inovadora de liderança, que seja coordenada, múltipla, compartilhada –na qual, claro, a responsabilidade do Brasil é maior, por seu peso e tamanho. Mas solitariamente o Brasil não vai resolver os problemas da América do Sul. Ele precisa da região em paz, para seu desenvolvimento e para sua aspiração de ser um poder emergente importante”.

    Da entrevista do sociólogo argentino Juan Gabriel Tokatlian   na Folha   comentando crise entre Equador, Colômbia e Venezuela.

     

    Nota recebida de um diplomata presente a reunião: a) Ninguém entendeu a ausência de Lula que havia telefonado para vários deles se colocando como pacificador. Pior quando souberam que era para fazer comícios no Rio. E pior  ainda, quando veio a desculpa da presença do Presidente de Portugal e souberam que só o recebeu depois das 20hs, e que a data comemorativa era no dia seguinte. b) a mudança de atitude do Equador e Venezuela que cinicamente trocaram afagos com o presidente da Colômbia se deveu a que as provas de envolvimento de Chávez e Corrêa que Uribe tem, são contundentes. O melhor era dar apertos de mãos e se Uribe voltar as assunto dirão que é ele que está provocando.

    Boletim do Cesar Maia

     

    Perolas da Internet

    A noite cai sobre a cidade...!...
    Ponha o cursor do mouse na parte de cima da fotografia desta cidade chinesa.
    São 6h10 pm - (18h10).
    Deslize o mouse lentamente para a parte de baixo.
    A noite cai sobre a cidade da fotografia,  

    as luzes acendem-se...
    Às 7h40 (pm),   noite ! !!!

     

       http://61226.com/share/hk.swf

     

    Piadas

    In a recent interview, General Norman Schwartzkopf was asked if he thought there was room for forgiveness toward the people who have
    harbored and abetted the terrorists who perpetrated the 9/11 attacks on America.
     
    His answer was classic Schwartzkopf:
     
    "I believe that forgiving them is God's function. OUR job is to arrange the meeting."

     

    Os Pensamentos do Dia

    Quero ser grande

    EM "CONTINENTE ESQUECIDO", MICHAEL REID PROPÕE RAZÕES MÚLTIPLAS PARA EXPLICAR ATRASO DA REGIÃO

    Por que a América Latina foi um tal fracasso, quando comparada com os EUA ou o Canadá? Ao tentar responder a essa pergunta, "Forgotten Continent" [Continente Esquecido, Yale University Press, 384 págs., US$ 30, R$ 50], de Michael Reid, examina todas as explicações possíveis. Uma delas é a chamada teoria da dependência, desenvolvida por economistas na década de 1940, que culpa "a intervenção dos EUA e o papel subordinado da América Latina no mundo como exportadora de matérias-primas".
    Depois, como explica Reid, existe a idéia de que a "América Latina foi condenada por sua cultura, particularmente a tradição ibérica e católica de organização social e pensamento político, que, afirma-se, é ao mesmo tempo anticapitalista e inimiga da democracia".
    Reid também evoca a geografia difícil da região, seu sistema jurídico "barroco", a falta de instituições sólidas e sua profunda desigualdade, que vem do período colonial ou mesmo de antes: o Império Inca era rigidamente hierárquico.
    Qual dessas explicações para o atraso da região Reid considera mais plausível? Sempre imparcial, ele diz que "é um erro buscar uma explicação única e abrangente para o fracasso da América Latina".
    A verdadeira explicação será encontrada em uma mistura de todas as explicações, no que parece uma interminável "disputa entre modernizadores e reacionários, entre democratas e autoritários".

    Pacto rompido
    De modo geral, nos países bem-sucedidos ao redor do mundo, o eleitorado e os governos têm um contrato social implícito pelo qual nenhum governo fica obrigado a produzir benefícios, que, embora aparentemente desejáveis em curto prazo, venham futuramente a causar danos econômicos.
    O pacto garante a governabilidade em longo prazo e o crescimento sustentável. No Chile e na Argentina ele foi rompido depois de 1930.
    Nos últimos 25 anos ele foi restabelecido no Chile. Na Argentina, Néstor Kirchner e sua mulher Cristina, que o sucedeu, governam muito na tradição populista de seu mentor, Juan Domingo Perón.
    Felizmente, hoje há um pacto implícito de governabilidade sustentável semelhante ao chileno implantado em países como México, Brasil e Colômbia.
    Para onde vai a América Latina hoje? Reid analisa as tentativas de liberalização econômica que foram feitas sob o guarda-chuva do Consenso de Washington. Segundo este, as economias deveriam se abrir ao comércio mundial e submeter-se às forças do mercado, sob um regime legal que garantisse os direitos de propriedade. O papel do governo na alocação dos recursos produtivos deveria se reduzir ao mínimo.
    Muitas dessas idéias foram aplicadas em vários países latino-americanos nos anos 1980 e 90, nem sempre com sucesso.
    A economia argentina sofreu um colapso desastroso que levou à desvalorização, à profunda recessão e ao desemprego generalizado em 2001.
    Reid está certo ao sugerir que as medidas do Consenso de Washington não são culpadas por essas crises. Ele acha que parte do problema foi que elas nem sempre foram implementadas ao mesmo tempo. Não se pode deixar apenas uma de fora, como fizeram os argentinos sob Carlos Meném, que privatizaram e abriram a economia, mas não praticaram a disciplina fiscal.
    Também está certo ao afirmar que os governos deixaram de construir instituições fortes para amparar suas reformas.

    Sonho bolivariano
    Atualmente, Hugo Chávez financia governos populistas e anticapitalistas em toda a América Latina, e nenhum país está imune a sua influência. Com o sonho "bolivariano" de unir o continente sob sua égide, ele é o novo imperialista da região.
    Na Venezuela, os principais beneficiários da "revolução bolivariana" são a própria megalomania de Chávez e os "boligarcas": empresários que lucram com as benesses de Chávez numa economia em que ele dá as cartas. Os pobres também se beneficiaram, mas seus benefícios não são sustentáveis.
    A atual "batalha pela alma da América Latina" -subtítulo do livro- é travada entre os defensores de Chávez e os que preferem um modelo mais próximo do do Chile, Peru ou Brasil. Não há dúvida sobre qual desses modelos pode produzir sucesso em longo prazo.
    No entanto, enquanto os petrodólares fluírem, Chávez conseguirá seduzir os latino-americanos à vontade.

    DAVID GALLAGHER na Folha

     

    HUGO CHÁVEZ NUNCA SERÁ SIMÓN BOLÍVAR

    Novamente o astuto Hugo Chávez conquistou manchetes de primeira página nos principais jornais do país. O Estado de S.Paulo (03/03/2008) destacou: “Chávez mobiliza tropas na fronteira com a Colômbia”. E a Folha de S. Paulo, na mesma data, repetiu a notícia em letras garrafais: “Chávez mobiliza tropas contra a Colômbia”.

    O motivo do ímpeto bélico do ditador de fato da Venezuela, que está armado até os dentes, foi a morte de Raúl Reys, numero dois na escala do comando dos bestiais narcoguerrilheiros das Farc que mantêm, com requintes de campo de concentração, prisioneiros políticos e pessoas indefesas. As torturas e humilhações são feitas em nome do povo e justificadas pela causa.

    Reys foi morto com outros companheiros em um acampamento no Equador, e é de se perguntar o que estariam fazendo esses bandidos travestidos de salvadores da pátria em outro país. De todo modo, o presidente equatoriano, Rafael Correa, um dos seguidores de Chávez, se apressou como este a fechar sua embaixada em Bogotá.

    Chávez é um falastrão e com sua retórica teatral e esperta conquista mentes e corações. Seu comportamento é populista. Sua alma é a de um caudilho. Suas ações são ditatoriais. Sem dúvida, elementos que fazem sucesso na América Latina. Acostumado a jogos de cena usou a libertação de reféns das Farc como golpe internacional de marketing para que aparecesse como líder benevolente. Mas, ao mesmo tempo, pediu que aos seus queridos companheiros facínoras fosse retirada a denominação de terroristas.

    Diga-se de passagem, que o presidente Lula da Silva certa vez recusou ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, tal denominação para os angelicais malfeitores, atitude, sem dúvida, ligada à solidariedade existente entre companheiros do Foro de S.Paulo, entidade de esquerda da qual Lula foi um dos fundadores.

    Hugo Chávez, que vem se perpetuando no poder através de sucessivas eleições, que de legalidade só têm a aparência, pois derivam das manobras do caudilho, se apresenta como a reencarnação de Simon Bolívar sem a envergadura do marcante líder latino-americano, nascido em Caracas em 24 de julho de 1783.

    Bolívar era de uma família rica, dona de muitas terras. Aos 14 anos teve iniciação militar chegando a subtenente e mais tarde a coronel. Sua educação foi feita em Caracas, mas ele ampliou sua visão de mundo em viagens a vários países da Europa, tendo estado em particular na Espanha. Bolívar apreciava as atividades de ordem intelectual e a leitura, mas se destacou como líder político e militar tendo participado ativamente da difícil luta da independência da Venezuela do domínio espanhol, o que lhe valeu o título de Libertador. Em 5 de julho de 1811 a independência da Venezuela foi formalizada sem unanimidade na adesão das províncias.

    Representante da “elite crioula”, Simon Bolívar idealizou, primeiramente em moldes liberais, uma grande nação latino-americana. Seu sonho era o de formar pelo menos uma confederação de grandes Estados que servissem de contrapeso ao poder dos Estados Unidos.  De início essa confederação seria formada pela Nova Granada, Venezuela, Equador (unidades que constituíam a Colômbia), Peru e Bolívia, e esses Estados teriam um governo comum. Mas as dificuldades para manter a unidade da confederação foram intransponíveis e no final de 1829 eclodiu na Venezuela o movimento separatista que posteriormente se estendeu aos outros Estados.

    Bolívar acabou derrotado pela doença e pela tristeza de ter seus sonhos desfeitos. Longas e difíceis lutas o tornaram prematuramente envelhecido aos 47 anos de idade e veio a falecer em 17 de dezembro de 1830.

    Bolívar, de início liberal, acabou se tornando um ditador, mas nunca foi socialista e Hugo Chávez jamais alcançará sua trajetória. Em 1830, ano de sua morte, afirmou o Libertador externando toda sua desilusão: “A América Latina é, para nós, ingovernável”. “Se acontecesse que uma parte do mundo voltasse ao caos primitivo. Isso seria a última metamorfose da América Latina”.

    Se numa hipótese Hugo Chávez invadisse a Colômbia, o Brasil o acompanharia?  Acredito que pela vontade e gosto de Marco Aurélio Garcia, o chanceler de fato, isso se daria. Mas a profunda amizade de Lula da Silva pelo companheiro da boina vermelha já não parece a mesma, apesar do líder petista ter seguido de certa forma os passos de Chávez na senda do autoritarismo. E quando o presidente da República hostiliza de forma vulgar e brutal os outros Poderes, como fez agora com o Judiciário, parece se exercitar no estilo chavista, o que levanta a suspeita de que partirá para o terceiro mandato.

    De todo modo, percebe-se a competição dos egos descomunais de Lula e Chávez e o apoio brasileiro ao vezo hitlerista do venezuelano não está definido. A menos que Chávez esteja apostando na vitória de Barack Obama, mulçumano com fortes ligações com a esquerda radical, como denunciam a bandeira de Cuba e a foto de Che Guevara em seu escritório oficial de campanha, em Houston. Se Obama vencer, possivelmente a política mundial dará uma volta e tanto. Então, Chávez  seguirá tranqüilamente em seus intentos e Lula irá atrás.

    Maria Lucia Victor Barbosa

    February 17

    Aviso

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    Novas edições das Perolas somente no dia 10 de março

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    February 16

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    pater

    Milhões somem em ONG do PT

    Época

     

    Agenda de Orlando Silva mostra que ele usou cartão corporativo em dias de folga

    Globo

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos e aprender com os erros.

    José Eduardo Cardoso (SP), novo secretário-geral do PT

     

    Milhões somem em ONG do PT - Os dirigentes da ONG receberam R$ 4,6 milhões do governo e admitem não ter como prestar contas. O caso revela que o Brasil ainda está longe de ter uma gestão eficaz dos gastos públicos

    Época. Maiores detalhes, a seguir

     

    Acompanhei o noticiário sobre Lula na Antártida e aprendi que não dá para saber nem mesmo quanto tempo o Apedeuta ficará por lá porque as previsões meteorológicas para o lugar valem, no máximo, por algumas horas.
    Ah, tá...
    Parece, também, que o frio está de lascar, superior à média.
    Ah, tá...
    Os cientistas não conseguem dizer, de manhã, como estará a temperatura à noite, mas são capazes de dizer com precisão milimétrica o clima do planeta daqui a 100 anos e quantos centímetros vão subir as águas dos oceanos.
    E ai de você se tiver a ousadia de dizer que pode haver nessa histeria um pouco de exagero. É sinal de que você não gosta da humanidade. Só os histéricos são apaixonados pelo çerumano.
    Sim, claro. Além de não gostar da humanidade, meto-me em assuntos sobre os quais não entendo nada.
    Então tá...

    Já que os cientistas do “depois dos amanhãs” não conseguem dizer o que vai acontecer daqui a pouco, no que diz respeito a Lula, Lulinha e Marisa na Antártida, só nos resta torcer, não é mesmo?

    Reinaldo Azevedo

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    A farra dos cartões

    bruno

    O governo terá ampla maioria na CPI, formada por deputados e senadores, que investigará os gastos feitos com cartões corporativos. Dos 24 integrantes, 14 serão da base de apoio ao Planalto. Além disso, os governistas operam para ocupar os dois principais cargos da CPI: o de presidente e o de relator. Se a manobra der certo, oposicionistas ameaçam pedir a abertura de outra CPI, só no Senado. Nesse caso, o governo teria situação menos confortável: controlaria 6 dos 12 titulares e a oposição ainda ficaria com a presidência ou a relatoria. "Não vamos nos submeter a uma farsa", disse o senador José Agripino Maia (DEM-RN).

    Estado

     lane

    Cartões corporativos do governo federal são usados por 219 pessoas de fora do quadro permanente da administração pública, a grande maioria indicada de partidos políticos. O dado é da CGU (Controladoria Geral da União), que afirma não ver problema, a priori, em um portador de cartão ter paralelamente atividade partidária. De acordo com a CGU, o número corresponde a apenas 3% do total de funcionários federais que usam cartões corporativos. Esse percentual refere-se apenas aos indicados políticos "puro sangue", no entanto.

    Folha

     

    Eu não quero o 3º. Mandato, mas se é para felicidade do povo.....

    Uma pesquisa encomendada pelo PSDB aferiu a temperatura da corrida presidencial. Foram avaliados dois cenários. O governador paulista, José Serra, pontua com 45% e 46%. O deputado Ciro Gomes, do PSB, varia entre 19% e 21%. Dilma Rousseff, da Casa Civil, marca 4% em um cenário. No outro, Patrus Ananias, ministro que toca o Bolsa Família, fica na lanterninha com 1%. Pela pesquisa, descobre-se que a rejeição a um terceiro mandato do presidente Lula é relativamente pequena: 49% são contra e 47% a favor.

    Veja

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Um caso exemplar de desvio acaba de aparecer em Goiás. Envolve o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical (Ifas), uma organização não-governamental ligada ao movimento sindical, à questão agrária e ao PT.

    Entre os fundadores da ONG está Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos cabeças do esquema do mensalão (suposta compra de votos no Congresso). O Ifas, cujo endereço é uma casa modesta no centro de Goiânia, assinou um convênio de R$ 7 milhões com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Já recebeu mais de dois terços dos recursos (R$ 4,6 milhões), mas até agora não conseguiu provar como gastou esse dinheiro.

    A transação virou caso de polícia. No penúltimo dia de janeiro, agentes da Polícia Federal entraram na sede do instituto e levaram um amontoado de documentos relacionados ao convênio. Muitos dos papéis apreendidos pela PF reforçam a suspeita de desvio de uma parte significativa do dinheiro. A ordem de busca e apreensão foi da Justiça Federal, que também bloqueou as contas da entidade e suspendeu os repasses. A Justiça atendia assim ao pedido da Procuradoria da República em Goiás. Até ali, parecia ser apenas mais um contrato obscuro na distribuição de dinheiro público para ONGs no Brasil. ÉPOCA apurou que a história vai além. É uma ação entre amigos do PT para abastecer – com dinheiro público – entidades amigas do governo que ajudaram, nos últimos anos, a diminuir a estridência dos movimentos sociais contra o governo. Antes do governo Lula, esses movimentos, como o dos trabalhadores rurais sem terra, reclamavam do desprezo de Brasília. Com o PT no poder, passaram a ter cargos na máquina federal e a receber dinheiro público. Em algumas situações, da maneira menos ortodoxa possível.

    Foi o que aconteceu no convênio entre o Ifas e o Incra. O contrato foi assinado em 26 de dezembro de 2006 pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart. Em sua primeira versão, totalizava R$ 6,3 milhões. Em outubro de 2007, foi reajustado para R$ 7,1 milhões. Pelo convênio, o Ifas teria de treinar 9.375 trabalhadores rurais. A finalidade da ONG seria organizar cursos técnicos e formar lideranças em assentamentos rurais em 12 Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O acerto com o Incra previa que, já em fevereiro de 2007, o Ifas teria de apresentar sua primeira prestação de contas. E, depois, a cada três meses deveria enviar um relatório sobre os cursos. Nada disso aconteceu. Mesmo assim, Hackbart continuou a repassar o dinheiro para o Ifas – os R$ 4,6 milhões – até a intervenção da Justiça. “Não há nada de irregular nisso”, diz Hackbart, que, antes de virar presidente do Incra, já era um petista com fortes ligações com movimentos de sem-terra. “Nós precisamos desses convênios para nossos projetos.”

    Época

     

    O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, contrariou parecer jurídico de seu ministério e assinou convênio de R$ 14,8 milhões com o Instituto de Educação e Pesquisa DataBrasil - ONG ligada ao PDT, partido presidido pelo ministro. A primeira parcela, de R$ 1 milhão, já foi liberada.

    Globo

     

    Sobre a "familha do homi"...

     Filho do presidente e conhecido como Lulinha, o empresário Fábio Luís da Silva integra a comitiva que visitará a base brasileira na Antártida. A assessoria da Presidência informou ontem que a presença dele, a convite de Lula e de Marisa Letícia, não elevará os custos da viagem, já que Lulinha arcará com sua hospedagem.
    Ontem à noite, na chegada a Punta Arenas, no sul do Chile, o ministro Franklin Martins disse que não "tem nada de mais" a presença de Fábio Luís na viagem e que isso não obrigou a substituição de algum outro integrante da comitiva.
    O ministro se irritou ao ser indagado sobre a presença de Lulinha na comitiva. "Não existe Lulinha. Existe Fábio", disse a jornalistas, para completar: "Outros filhos e netos de presidentes já viajaram e ninguém achou nada de mais. O que é isso? Algum preconceito?"
    A seguir, mais calmo, Franklin afirmou: "Acho que é um avanço da imprensa, porque com outros presidentes, quando se levava [familiares em viagens], não era notícia".

    Folha

     

    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    No Brasil, a violência .... e é igualmente terrível. Nos Estados Unidos, entre 300 milhões de pessoas, há 20 mil homicídios por ano. No Brasil, somos 180 milhões e nos matamos à razão de 50 mil por ano.

    Talvez por sermos os campeões mundiais em homicídios, isso ficou banal, e não nos escandalizamos o suficiente para mudar, quando arrastam um menino pelas ruas do Rio de Janeiro ou um jovem que quer ser advogado acelera o carro sobre o frentista recém-atropelado por ele, em Ribeirão Preto. O jovem tinha seis frascos de lança-perfume no carro e ainda não está nas ruas.

    Enquanto isso, ficou sete meses na cadeia o catador de papel que abriu, no supermercado, uma garrafa de cachaça de R$ 1,50 para beber. Foi solto agora, no mesmo dia em que reassumiu a prefeitura de Pirambu (SE) o prefeito acusado de levar R$ 13 milhões do município. No Rio de Janeiro, dizem que é o narcotráfico; no bairro do narcotráfico de Paris, como conta o repórter Caco Barcellos, há nenhum assassinato por ano.

    Há pouco, nossa ministra do Turismo jogou na cara de espanhóis temerosos do Brasil, que aqui, pelo menos, não temos terrorismo. Certamente, ela pensava nas bombas da al-Qaeda na estação de Atocha, que mataram 191 mortos. Isso dá um dia e meio de homicídios no Brasil.

    Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse ontem que o Brasil vai aceitar o limite imposto pela União Européia de 300 propriedades rurais habilitadas a vender carne bovina para o bloco.

    Folha

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Furto na Petrobras foi obra de espiões

    - Folha: Furto na Petrobras é questão de Estado, acredita Planalto

    - Estadão: CPI dos cartões terá controle do governo

    - Globo: Petrobras não avisou nem aos sócios do roubo de notebooks

    - Correio: Intervenção na Finatec. Diretoria é afastada

    - Jornal do Commercio: Protesto do bicho paralisa o centro

     

     

    Clipping do dia

     

    Veja

    ·                             VEJA Carta ao leitor

    ·                             VEJA Entrevista: José Eduardo Cardozo

    ·                             MILLÔR

    ·                             Lya Luft

    ·                             Diogo Mainardi

    ·                             André Petry

    ·                             Roberto Pompeu de Toledo

    ·                             RADAR

    ·                             CPI dos Cartões Por trás do acordo entre governo...

    ·                             José Aníbal assume liderança tucana na Câmara

    ·                             Ética à moda do Senado

     

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    Sobre DirZeus

     "O poder me fascina", disse o candidato do PT à Presidência em 1989, Luiz Inácio Lula da Silva. A frase ganhou adeptos. José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil, ainda se diverte com isso. Foi Zé Dirceu quem indicou o deputado federal Edson Santos para a Secretaria de Igualdade Racial do Planalto. Nunca, depois de afastado por Lula, Dirceu esteve tão perto dele como agora. A manobra contou com o apoio do chefe-de-gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, e do comandante do PT, Ricardo Berzoini, que avalizaram o nome. A companheirada agradeceu. O presidente do PT do Rio, Alberto Cantalice, e o braço carioca de Dirceu, Marcelo Sereno - ambos do grupo de Edson que domina o partido no Estado - viajaram para Brasília. Comemoraram a nomeação junto a outros petistas na festa de 28 anos do partido

    JB

     

    De Sanguessugas e outros espécimes pindoramicos...

    O Senado Federal vem se notabilizando por algumas invenções inusitadas. No ano passado, ao manter por sete meses no comando da Casa o moralmente prejudicado Renan Calheiros, criou o "presidente-assombração": aquele que vaga pelos corredores e atormenta os vivos, mas não existe na realidade. Agora, ao lançar com foguetório e autolouvação um pacote supostamente destinado a elevar os padrões de conduta da instituição, inventou mais uma: a ética com prazo de validade, ou a ética iogurte. Na semana passada, os parlamentares aprovaram um projeto de resolução que determina o afastamento temporário, dos cargos de direção da Casa, de qualquer parlamentar acusado por denúncias aceitas no Conselho de Ética. O texto representaria um avanço – não fosse o fato de incluir uma emenda feita sob medida para proteger parlamentares encrencados com a Justiça. Pela emenda, o Conselho de Ética não poderá aceitar denúncias que se refiram a episódios ocorridos fora do exercício do mandato. Ou seja: um político ou aspirante à carreira pode cometer todos os crimes previstos no Código Penal, desde que o faça antes de ser eleito. Nesse caso, não será incomodado por seus pares.

    Veja

     

    Brasiuuuu....

    Joel de Aguiar e a filha Lua se inscreveram no sistema de cotas da universidade, mas tiveram resultados diferentes. Ela foi considerada negra após entrevista com a banca examinadora. Ele, não.

    Correio

     

    Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O último teste, em 2006, foi aplicado em 400 000 alunos de 57 países. O Brasil disputa as últimas posições com países como Tunísia e Indonésia. O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional. A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico.

    Veja

     

     amorim

    Diogo Mainardi

    Diogo: Lula é citado em tribunal italiano que investiga lambanças da Telecom Italia

      trecho-780640 veja

    Diogo Mainardi esperou Godot... E este apareceu. Leiam trecho de sua coluna desta semana. Volto em seguida:

    Eu sei que o caso da Telecom Italia é uma pauleira. Eu sei que há uma série de interesses empresariais em jogo. Mas alguns fatos precisam ser esclarecidos. O primeiro e mais urgente é o seguinte: o nome do presidente da República foi citado nos autos de um tribunal italiano. Ninguém pode fazer de conta que isso é uma bobagem.
    (...)
    Na página 33, pode-se ler um trecho do interrogatório de 5 de maio de 2007 de Giuliano Tavaroli, um dos diretores da empresa. Ele declarou: "Sendo um homem do presidente Lula, (Mauro) Marcelo, depois de assumir o cargo no serviço secreto, nos garantiu seu apoio institucional, uma vez que (Daniel) Dantas era um inimigo do presidente Lula".

    Como é que é? Apoio institucional? Lula pode ser inimigo de quem ele quiser. Daniel Dantas que se dane. Mas a suspeita de que isso teria motivado uma oferta de apoio institucional a uma empresa em detrimento de outra precisa ser contrastada.
    (...)
    Aos fatos. Em meados de 2004, o delegado Mauro Marcelo foi nomeado para chefiar a Abin, depois de ter trabalhado como guarda-costas de Lula na campanha eleitoral de 2002. A escolha de seu nome para ocupar o cargo na Abin foi feita pessoalmente pelo presidente.

    De acordo com os autos do tribunal italiano, o relacionamento de Mauro Marcelo com a Telecom Italia era de perfeita intimidade. Interrogado sobre o assunto, Fabio Ghioni, especialista em computadores contratado pela empresa, declarou que o chefe da Abin era "fornecedor de Jannone no Brasil, e por este era remunerado". Ghioni referia-se a Angelo Jannone, diretor da Telecom Italia.
    (...)
    O documento em que Godot finalmente aparece está em poder da nossa magistratura. Ele também pode ser consultado por qualquer um na internet:

    http://www.divshare.com/download/3785247-d05
    Assinante lê íntegra aqui

    Comento
    O PT e seus áulicos no jornalismo “isentista” tentam nos convencer, dia após dias, que nenhum crime é grande o bastante a ponto de merecer a mobilização das oposições — e, mais importante, da sociedade. O que vai acima não é trivial. Não é todo dia que o chefão de uma grande empresa é pego com a boca da botija e diz, em depoimento oficial, que “o homem do presidente” de um país estrangeiro garantiu “apoio institucional” para a lambança.

    Pode-se fazer de conta que isso não aconteceu, claro: o Mauro Marcelo que está lá não é o amigão do presidente Lula, e o próprio Lula não é este que conhecemos. O caso poderia ser uma dessas irrelevâncias que circulam por aí. Mas não é. Ele está na raiz de uma verdadeira reorganização que está para acontecer no bilionário mundo das teles.

    Nesta semana, lemos algumas manifestações do mais puro farisaísmo, não é? Todo o noticiário sobre os cartões corporativos, um escândalo que já rendeu a demissão de uma ministra de estado, seria mero moralismo de superfície. expressão da guerra fria entre iguais: PT e PSDB. Marcelo Coelho, por exemplo, na Folha, conclamou o Brasil a olhar para seus reais problemas. Rapaz de coragem!

    Parece que, acima, há um real problema, não é? Coelho e os que pensam como ele estão cansados de questões mixurucas, bobagens de R$ 177 milhões, coisa pouca? A Telecom Italia, vejam só, é dessas coisas grandes, gigantescas mesmo. Com idas e vindas, o caso resultou na bilionária operação em curso de compra da Brasil Telecom pela Oi. Um dos donos da Oi é também amigão de Lula e seu principal financiador de campanha. O outro investiu R$ 10 milhões na Gamecorp, a empresa de Lulinha, o biólogo que foi ver de perto como vivem os pingüins.

    A turma que acha a investigação sobre o uso dos cartões uma desnecessidade estaria disposta a trocar aquela apuração por esta, em uma CPI específica, ou será que não quer é CPI nenhuma?

    Origem de tudo

    É bom não esquecer: o notável trabalho de apuração de Diogo Mainardi já demonstrou que a dinheirama que movimentou o mensalão tem origem justamente nas interferências de petistas nas negociações envolvendo as teles. Dali veio parte da dinheirama que alimentou o mensalão. Mas não é só. O tempo dirá que pessoas envolvidas naquelas falcatruas alimentam hoje os lobistas disfarçados de jornalistas, os mascates, os anões, as ratazanas, os tocadores de tuba.

    Reinaldo Azevedo

    February 15

    Perolas 1/1

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Lulinha vai à Antártida por ser biólogo, diz Planalto

    Noblat

     

    Senado pune funcionário que denunciou Renan

    Noblat

     

    Cartão - Governo terá folgada maioria na CPI

    Noblat

     AUTO_jbosco

    Ministro admite ‘descontrole’ no controle

    Globo

     

    Tesoureiros do PT usam cartão corporativo

    Folha

     bruno

    Improbidade leva Justiça a suspender obras do PAC

    Blog do Josias

     

    Vermelho pomarola - Palocci é acusado de fraudar licitação do "molho de tomate"

    Reinaldo Azevedo

     

    Em bate boca com a ‘bela’, ‘fera’ fala até em cocô

    Blog do Josias sobre o bate boca de Ciro Gomes com a Sabatella

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Foi por "interesse científico" que o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário e biólogo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, se integrou à comitiva que fará visita à Antártida. Segundo informação da Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto, Lulinha "é biólogo e tem interesse científico na viagem". Segundo a assessoria, não se trata de uma viagem em família, já que os outros filhos do presidente Lula não participarão da visita às bases chilena e brasileira na Antártida.

    Noblat

     

    O Senado puniu o ex-subsecretário-geral da Mesa Diretora Marcos Santi por ter denunciado o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Santi recebeu uma advertência e durante dois anos não será mais considerado réu primário caso responda a outra denúncia

    Noblat

     

    o governo não está nem aí para o que nós, imbecis também conhecidos como contribuintes, achamos ou deixamos de achar. Quando o sangue me ferve nas veias (vale dizer todos os dias, quando pego o jornal), brinco de faz-de-conta: tento acompanhar o noticiário como se morasse em outra galáxia. O diabo é que há coisas que não há Star Trek que resolva. Agora mesmo, não sei o que me deixa mais perplexa e indignada na farra dos cartões corporativos, se o roubo descarado do nosso dinheiro, ou o contorcionismo mental de colegas, que já considerei gente de boa reflexão, tentando defender essa nojeira.
    Os argumentos são espantosos. Aquela ex-ministra racista, que acha tão normal negros odiarem brancos, está, obviamente, sendo vítima de pessoas que não a conhecem; ora, se até o Zé Dirceu já garantiu que ela não agiu por má-fé! Roubou sem querer, a coitada, e a Grande Imprensa, branca e machista, lá, nos seus calcanhares. O outro comprou uma tapioca de míseros oito reais, e a Grande Imprensa, uivam os jornalistas amestrados, dá o fato em manchete. Como se o que estivesse em discussão não fosse o como, mas o quanto. Para não falar na eterna ladainha do governo, repetida como um press-release que, a essa altura, sequer tem o benefício da novidade: “na época do FhC era a mesma coisa”. Mas, perdão: não foi para isso que a atual corja foi eleita?! Para mudar tudo o que estava errado?! Para implantar um sentido ético no trato da coisa pública?!
    Cora Ronai em artigo no Globo. Artigo completo em Pensamentos do Dia

     

    "Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa, às vezes suja de cocô, às vezes, mas minha cabeça, não, meu compromisso, não."

    Ciro Gomes para Leticia Sabatella numa discussão sobre a Transposição do São Francisco

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    A farra dos cartões

    Dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais.

    Pelo menos mais sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, além de um ex-prefeito e de três candidatos a deputado estadual em 2006, estão entre os encarregados por diversos ministérios de fazer saques e comprarem com os cartões. Um deles, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do ano nas três semanas que antecederam a campanha.

    Levantamento feito pela Folha com base em dados do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) pela assessoria de Orçamento do DEM identificou 46 petistas em cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência que usaram cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram R$ 719 mil -61,5% em compras e 38,5% em saques.

    Folha

     

     

    O Ministério Público encontrou uma nova irregularidade na Universidade de Brasília (UnB): a compra de um carro para uso do reitor Timothy Mulholland com dinheiro da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à UnB.

    O veículo, ano 2007, custou R$ 72.200, e tem ar condicionado, direção hidráulica, duplo airbag, rádio AM/FM e MP3. Ele foi comprado para uso exclusivo do reitor, com dinheiro da fundação que financia projetos de pesquisa com dinheiro privado e público. A fundação é a mesma que gastou R$ 470 mil, segundo o Ministério Público do Distrito Federal, para decorar o apartamento de Mulholland. O reitor desocupou o apartamento depois da denúncia

    Noblat

     

    Quatorze dias depois da queda de Matilde Ribeiro por uso irregular do cartão corporativo do governo, o deputado Edson Santos (PT-RJ) foi anunciado ontem o novo ministro da Secretaria de Igualdade Racial.....Santos disse que vai esperar definição do governo sobre cartão para decidir se terá um em seu nome ou se será usado por um assessor, mas destacou sua importância para pagar gastos "emergenciais".

    Folha

     

    O novo ministro da Igualdade Racial, deputado Edson Santos (PT-RJ), defendeu a antecessora, Matilde Ribeiro, derrubada pelo escândalo dos cartões. "Ponho a mão no fogo", disse ele.

    Estado

     

    Se uma lufada de bom senso não varrer da cabeça dos líderes do governo - e, soprando com mais violência, das cucas coroadas do Palácio do Governo - a estapafúrdia tentativa de empalmar o controle absoluto da Comissão Parlamentar de Inquérito dos cartões de crédito corporativos vamos despencar na vala do ridículo internacional de uma CPI governista para investigar denúncias, cada vez mais numerosas e cabeludas, de gravíssimas irregularidades com o sumiço de milhões.

    Villas Boas no JB

     

    Se você, pessoa física ou jurídica, comete algum "deslize" ou "impropriedade" no recolhimento de impostos, não basta corrigir a eventual falha. Você paga multa, juros e ainda vai para a malha fina, tendo a sua restituição lançada para o outro exercício. Já um ministro que gasta o dinheiro público sem o mínimo controle, como se fosse seu, é apenas advertido pela CGU, Controladoria Geral da União. É o que aconteceu com o Ministro da Pesca, Altemir Gregolin, que torrou fundos do erário público em jantares e, como pena, terá apenas que ressarcir a União dos mesmos valores. Sem juros, sem multa e sem correção

    Blog Coturno Noturno

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    O caso dos cartões corporativos ainda está longe de esfriar, o governo reconheceu que falhou na fiscalização, anunciou medidas para restringir abusos e já ficamos sabendo de mais dois episódios típicos de descontrole com gastos oficiais.
    Dois altos funcionários, o ministro dos Portos, Pedro Brito, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, trocaram de cargos, receberam auxílio para pagar as respectivas mudanças para seus Estados de origem, continuaram trabalhando em Brasília, embolsaram o dinheiro e, com o aval da administração pública, acham tudo muito natural.
    Cumpre registrar a título de parênteses: ambos os remanejamentos ocorreram não por conta de aperfeiçoamentos administrativos, mas para abrir espaço à acomodação fisiológica de 2007 apelidada de reforma ministerial.
    Brito cedeu o lugar na Integração Nacional ao PMDB e assumiu a indispensável pasta dos Portos, criada para atender à cota do PSB. Machado saiu da Previdência para abrir vaga ao presidente da CUT, Luiz Marinho, cuja realização mais vistosa até agora é conferir a invasores de terra o direito de contar tempo de aposentadoria.
    Prossigamos. Nelson Machado cumpriu um interregno de 20 dias entre um cargo e outro passando, como ele diz, as “férias” em São Paulo. Recebeu por isso R$ 18 mil, porque a lei que lhe dá o direito a uma verba para as despesas de mudança para o Estado de origem.
    Ele não mudou, mas ganhou o dinheiro, e se considera “convicto” da correção do ato. E ainda ensina: “É preciso esclarecer bem o conceito de mudança. A legislação diz que existe direito a ajuda de custo para mudança, transporte, viagens e etc. Isso eu fiz, fui embora daqui (de Brasília)”.
    Realmente, foi, mas o que ele chama de “mudança, transporte, viagens” resume-se ao pagamento de duas passagens de avião. Uma de ida, outra de volta. Coisa de R$ 1.000, na mais dispendiosa das hipóteses. E os outros R$ 17 mil? Embolsou

    Dora Kramer no Estado

     

    Podcast: Dom Diego espeta a pança de Sargento García

    Diogo Mainardi, o dom Diego pra turma do Sargento Garcia, tem muitos informantes na Itália: ao todo, sete. E que continuam a lhe fornecer documentos sobre o imbróglio da telefonia em que se meteram os governantes brasileiros — e, claro, o jornalismo de anões, mascates e tocadores de tuba. Agora parece que eles estão com medinho. Compreendo. Segue um trecho do podcast que está no ar desde ontem. É uma história que, acreditem, ainda está no começo:

    Diego Mainardi tem seus informantes na Itália. Mais precisamente, seis. Seis? Estou me esquecendo de um: sete. Foi bom ter morado lá por tanto tempo.
    Meus sete informantes italianos continuam a me mandar documentos referentes ao processo por espionagem contra a Telecom Italia, conduzido pelo Procurador da República Fabio Napoleone. Assim que os documentos chegam aqui em casa, eu os encaminho à magistratura brasileira. E, grandiloqüente, declaro o seguinte: se o Brasil tem uma saída, só pode ser através das leis.
    Algum tempo atrás, fiz um podcast sobre o interrogatório de Angelo Jannone, um dos diretores da Telecom Italia. Entre outras coisas, ele dizia que a empresa pagou clandestinamente 1.000.000 de dólares a Luiz Roberto Demarco, o homem da Lojinha do PT. De acordo com o depoimento, Demarco foi pago por suas relações com os fundos de pensão estatais e – epa! – com a imprensa.
    Na última semana, recebi mais alguns documentos que confirmariam esse fato. O primeiro é um trecho do interrogatório do chefe de Jannone, Giuliano Tavaroli. Ele diz que acertou pessoalmente o engajamento de Demarco no fim de 2004, num restaurante do Rio. O segundo documento, igualmente alegado ao processo, é uma carta do sócio de Demarco, pedindo a remessa imediata de uma parcela de 100.000 dólares para sua conta bancária em Miami. Pelo que consta dos interrogatórios, esse era o caminho usado pela Telecom Italia para que o dinheiro chegasse até Demarco.
    (...)
    O assunto Telecom Italia já se esgotou? Hmm, hmm: tem mais. Acabo de receber um novo pacote. Pela primeira vez, vejo alguém citar, indiretamente, o nome de Lula. Isso pode render outra coluna.

    Para ouvir a íntegra, clique aqui

    Reinaldo Azevedo

     

    A União Européia rejeitou ontem lista apresentada pelo governo brasileiro com 523 fazendas autorizadas a exportar carne bovina. Foi a segunda vez que uma relação de propriedades elaborada pelo Brasil foi vetada pelos europeus, que pretendem certificar só 300 fazendas. Na primeira tentativa, a lista feita pelos brasileiros tinha 2.681 propriedades, o que levou a União Européia a suspender a importação de carne procedente do País

    Estado

     

    Ministério Público exige a devolução aos cofres públicos de R$ 24 milhões referentes a contrato de prestação de serviço para o Ministério da Previdência Social. Além de omitir o registro contábil do pagamento, fundação é acusada de cometer desvio de finalidade por desenvolver atividade que não estimula a pesquisa científica.

    Correio

     

    O Ministério Público Estadual acusou na Justiça o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, deputado Antonio Palocci (PT-SP), de favorecer um grupo de empresários do setor de alimentos contratados sem licitação pela Prefeitura de Ribeirão Preto, que o petista dirigiu entre 2000 e 2002.
    Nove contratos da gestão Palocci estão sob suspeita. A promotoria calcula um prejuízo de R$ 2,19 milhões aos cofres municipais , em valor não corrigido. O Ministério Público alega que as licitações foram direcionadas a partir da exigência de inclusão de molho de tomate refogado com ervilhas como componente obrigatório de algumas listas. Poucos são os fabricantes desse produto.

    Estado

     

    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    Em nota cifrada, a seção painel da Folha informa que os deputados governistas descobriram que um ministro da era tucana tinha por hábito passar os fins de semana no Rio de Janeiro, espetando nos cofres públicos seus gastos com hotel, aluguel de carros e “até mesmo as pastilhas Tic-Tac consumidas durante os dias de descanso”.  Ou seja, começou a chantagem.

    Blog da Época

     

    Sobre "os amigo do homi"....

    Durante todo o processo do Mensalão, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato tinha uma única justificativa para o favorecimento da agÊncia de publicidade do lobista Marcos Valério: apenas obedeceu ordens do ex-secretário de Comunicação do governo Lula Luiz Gushiken. Pois ontem, Pizzolato mudou a sua versão. “Estava sob ameaça de que iam me prender (na CPI dos Correios). Não tive condições de raciocinar. Fui coagido, ameaçado e humilhado”, justificou. O depoimento de Pizzolato à Justiça ontem, no Rio, teve o seu momento cômico, relata O Globo: ele contou que só atendeu o pedido de Valério e mandou um funcionário pegar um envelope com R$ 329 mil para “ser gentil”. Ele disse que “nem abriu” o envelope e o entregou no dia seguinte a “um rapaz se dizendo do PT”. Nem o juiz Marcelo Granado aguentou: “se fosse um sequestro, o senhor seria sequestrado”.

    Blog da Época

     tiago

    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    No Brasil, a violência .... e é igualmente terrível. Nos Estados Unidos, entre 300 milhões de pessoas, há 20 mil homicídios por ano. No Brasil, somos 180 milhões e nos matamos à razão de 50 mil por ano.

    Talvez por sermos os campeões mundiais em homicídios, isso ficou banal, e não nos escandalizamos o suficiente para mudar, quando arrastam um menino pelas ruas do Rio de Janeiro ou um jovem que quer ser advogado acelera o carro sobre o frentista recém-atropelado por ele, em Ribeirão Preto. O jovem tinha seis frascos de lança-perfume no carro e ainda não está nas ruas.

    Enquanto isso, ficou sete meses na cadeia o catador de papel que abriu, no supermercado, uma garrafa de cachaça de R$ 1,50 para beber. Foi solto agora, no mesmo dia em que reassumiu a prefeitura de Pirambu (SE) o prefeito acusado de levar R$ 13 milhões do município. No Rio de Janeiro, dizem que é o narcotráfico; no bairro do narcotráfico de Paris, como conta o repórter Caco Barcellos, há nenhum assassinato por ano.

    Há pouco, nossa ministra do Turismo jogou na cara de espanhóis temerosos do Brasil, que aqui, pelo menos, não temos terrorismo. Certamente, ela pensava nas bombas da al-Qaeda na estação de Atocha, que mataram 191 mortos. Isso dá um dia e meio de homicídios no Brasil.

    Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil

     

    O Brasil já não esboça reação quando vê na televisão aquelas cenas de tiroteio nos morros do Rio de Janeiro. Na verdade, nem o Rio reage mais ao seu próprio infortúnio. É como se quanto mais insegurança existisse na cidade, menos a insegurança a ameaçasse.

    De raro em raro, surge uma publicação estrangeira para lembrar que a cena carioca é de guerra. Nesta sexta-feira, o papel coube ao britânico The Guardian. Em notícia intitulada “Cidade das Armas”, o correspondente Tom Phillips realça uma faceta da guerra: os riscos a que estão submetidos os repórteres que cobrem a violência.

    Blog do Josias

     

    Estao metendo a mao no meu bolso....

    Uma proposta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de reajustar em 5.000% a taxa de estacionamento de aviões no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica) assusta as companhias internacionais que operam no Brasil. O presidente mundial da Deutsche Lufthansa, Stefan Lauer, em visita ao País, disse que o reajuste, se efetivado, elevará de US$ 1,5 mil para US$ 78 mil a taxa diária paga pela companhia. O aumento integra um pacote de medidas da Anac para desafogar o tráfego nos aeroportos de São Paulo

    Gazeta

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    Da serie me engana que eu gosto

     A Petrobras rejeitou ontem o pedido do governo da Bolívia para reduzir o consumo de gás importado do país vizinho com o objetivo de deslocar parte do produto para suprir a Argentina. “[Informamos] ao vice-presidente da Bolívia a impossibilidade de reduzir a demanda de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural previsto no contrato de compra firmado com a estatal boliviana, mais o volume de gás necessário à operação do sistema”, diz a nota oficial da estatal. A Bolívia pretendia desviar até 2 milhões de metros cúbicos de gás prometidos ao Brasil para a Argentina, Numa matéria pequena, o Financial Times coloca o dedo na ferida: a Argentina paga 25% a mais que o Brasil pelo gás boliviano.

    Blog da Época

     

    Sobre os arrependidos

     Audiência pública no Senado, para discutir o projeto de transposição do Rio São Francisco, foi marcada por bate-boca entre artistas, contrários à obra, e parlamentares que a defendiam. O primeiro a criticar o projeto foi o bispo de Barra, dom Luiz Flávio Cappio. As palavras do religioso, que teve o apoio das celebridades, irritaram o deputado federal Ciro Gomes (PPS-CE). Ele acabou discutindo com a atriz Letícia Sabatella e o ator Carlos Vereza (C), que manifestou sua falta de confiança no governo

    Estado de Minas

     

    Manchetes de hoje

    - JB: O povo desafia o tráfico

    - Folha: PF investiga furto de dados estratégicos da Petrobras

    - Estado: PF investiga roubo de segredos da Petrobras

    - Globo: Informações sigilosas da Petrobras são roubadas

    - Gazeta Mercantil: Reajuste de 5.000% em Cumbica preocupa aéreas

    - Correio: Concursos ameaçados

    - Valor: Ganho com CSLL de bancos será menor que o previsto

    - Estado de Minas: Espionagem na Petrobras

    - Jornal do Commercio: Leite sob suspeita

     

    Clipping do dia

      Alvo de CPI deveria ser outro - Barbara Gancia

      Sai da lama, jacaré!

      Também quero um! João Mellão Neto

      Política - A histeria descontrolada

      Míriam Leitão - O faz-de-conta

      Merval Pereira - A ajuda divina

      Luiz Garcia - Cartão vermelho

      Eliane Cantanhede - Gente fina é outra coisa

      Dora Kramer - Descontrole interno

      Celso Ming - A Vale e a dívida

      Clóvis Rossi - O encontro dos caras-de-pau

      CLIPING de 15 de fevereiro

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

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    Perolas 2/2

    Os Pensamentos do Dia

    Os caminhos da liberdade e a idade da razão

    Reproduzi ontem aqui, como sabem, dois textos: um de Marcelo Coelho, da Folha; outro de Cora Rónai, de O Globo. Um deles, o de Coelho, nos conclama a deixar de lado essa conversa de cartões, mero “moralismo de vestais”; o outro, o de Cora, lamenta o fato de que tantos jornalistas se dediquem à tarefa de ser meros justificadores do poder de turno. Um deles está corrompido por uma versão triste, primitiva e infantilóide de Realpolitik, tornada mera tolerância com batedores de carteira; o outro traz aquela ingenuidade que, se Cora me permite a companhia, está presente em tudo o que escrevo: acredito que é possível fazer as coisas segundo as regras democraticamente votadas e estabelecidas — mais do que isso: acredito ser o caminho da legalidade o melhor que temos.

    Um texto justifica os males menores sob o pretexto de combater males maiores; o outro rejeita qualquer flerte com o crime; um texto mascara sua ideologia finalista, com um horizonte utópico certamente de esquerda, acusando um suposto “macarthismo” no país; o outro rejeita bitolas no pensamento e não proclama, mas exercita a sua liberdade.

    Um deles é expressão de uma estrutura que não está sabendo envelhecer; o outro é manifestação de uma estrutura que está aprendendo a rejuvenescer.

    À diferença do que muitos possam pensar, tenho simpatia natural pelos que escolhem andar na contramão. De certo modo, fiz isso a vida inteira. Mas não o fiz por maneirismo ou gosto por jogos de salão. Acreditem: em muitos aspectos, a imprensa brasileira soube ser mais libertária justamente quando o mais fácil era ceder: ou às pressões do governo ou à patrulha esquerdista, que então vinha nos oferecer a sua falsa gesta humanista como contraponto ao regime militar. No fim dos anos 70 e nos 80, havia, como bem lembrou Cora em seu texto, “eles”, os da ditadura, e “nós”, os da democracia. O melhor jornalismo se fez — e não deixo de ter saudade, como leitor, daquela Folha por exemplo — também do questionamento da doxa esquerdista, não apenas do confronto com a estupidez do regime militar.

    Mas a chegada ao poder de um partido de esquerda — em boa parte de seus postulados ao menos — foi uma tragédia para o pensamento acadêmico e para setores da imprensa que se alimentavam das contestações dessa academia. Explica-se: a universidade acovardou-se de uma forma miserável, optando pela mais estúpida subserviência ao lulo-petismo. Um certo frescor da contestação do fim dos 70 e dos 80 regrediu à mais baixa extração do stalinismo. Contentamo-nos — ou “eles” se contentam — em dividir o mundo entre os progressistas (mesmo quando equivocados) e os reacionários — equivocados, claro, desde sempre.

    E porque aprendemos que os opostos perturbam o pensamento, a maneira fácil de sair de dilemas é decretar o empate: “São todos iguais; isso, afinal, é apenas política”. É o fundamento, se há algum, do texto de Marcelo Coelho, vejam lá. Quando se diz que um partido que optou pelo crime como método — não se tratou, afinal, de um deslize — não se distingue de seus adversários, o que se faz, na prática, e inocentar o criminoso e criminalizar os que, até que surjam evidências contrárias ao menos, são inocentes.

    O aborrecido no texto de Coelho é que talvez nem ele próprio se dê conta da velharia desse pensamento — ou, então, sabe o que diz e está fazendo militância a seu modo. Esse caminho de Coelho já foi percorrido antes por todos os justificadores do stalinismo, por exemplo — infinitamente mais cruel e criminoso do que o PT, é certo: apelo ao exemplo extremo para evidenciar a essência do que ele diz.

    Notem uma coisa importante: a memória do comunismo não tem povo. Nada restou senão um legado de destruição, de morte, de individualidades esmagadas. O que remanesce do socialismo é contribuição de intelectuais, dedicados a uma espécie de reengenharia do homem, na sua dedicada estupidez de tomar a ciência, nem que seja a social, como divindade. O caso mais notável de desastre moral, acho eu, foi Jean-Paul Sartre: quando o mais fácil era ser servil ao comunismo no enfrentamento do nazismo, optou por uma forma de resistência antifascista, sim, mas sem jamais ceder ao pelo do compromisso com “o” partido — entenda-se: o Partido Comunista e a União Soviética. A trilogia Os Caminhos da Liberdade, cuja leitura recomendo vivamente, escrita entre 1945 e 1949, exalta uma outra forma de “engajamento”: fora da camisa de força da ideologia.

    Tendo sabido resistir ao comunismo em momentos de guerra ideológica extrema, subordinou-se depois à União Soviética de forma miserável. E, entendo, morreu para o pensamento, até ser flagrado, em 1968, precocemente gagá, a endossar o fascismo da revolta estudantil.

    Jovem trotskista, Os Caminhos... me ajudaram a perceber meus próprios erros, acreditem. Há uma fase de todo quase-adolescente em que acreditamos que os livros foram escritos para nós. Busco o primeiro volume da trilogia, A Idade da Razão, escrito em 1939 e publicado só em 1945 (os outros dois são Sursis e Com A Morte na Alma). Faço, desde sempre, ficha de leitura de tudo o que leio — um papelucho com anotações a lápis. Mathieu Delarue, o professor de filosofia e anti-herói do livro, diz a um amigo militante: “Não tenho nada a defender; não me envaideço da minha vida e não tenho um níquel. Minha liberdade? Ela me pesa. Há anos que sou livre à toa. Morro de vontade de trocá-la por uma convicção. De bom grado, trabalharia com vocês ; isso me afastaria de mim mesmo, e tenho necessidade de me esquecer um pouco (...) Apesar de tudo, não posso tomar partido, não tenho razões suficientes para isso. Revolto-me, como vocês, contra a mesma espécie de indivíduos, contra as mesmas coisas, mas não é o bastante. Não é minha culpa. Mentiria se dissesse que me sentiria satisfeito em desfilar de punho erguido ao som da Internacional”.

    Aquela frase “Há anos que sou livre à toa” passou a martelar na minha cabeça. Eu era todo engajado, sim — mas queria isto: “ser livre à toa”. Aquilo de que o próprio Mathieu diz querer se livrar — ou de que esperam que ele se livre — me pareceu, na verdade, um lugar a se chegar. Impressiona-me que Sartre tenha compreendido tão bem e tão profundamente a questão da liberdade e tenha se tornado, depois, um lacaio intelectual do stalinismo e da União Soviética — até chegar a 1968, quando, então, se engaja na loucura pura e simplesmente.

    O que o fez dar aqueles passos? Os intelectuais de esquerda estavam convencidos de que se opor ao “imperialismo” era uma imperativo moral, e a forma concreta de fazê-lo, o caminho possível, embora não ideal, era o Partido Comunista, era a União Soviética. Mathieu não via motivos para levantar o braço e cantar a Internacional. Sartre passou a vê-los. Muitos tontos os encontram também hoje, ainda que, é claro, as causas “modernas” sejam outras. Mas os mecanismos que justificam o crime são certamente os mesmos.

    Estavam aqueles e estão estes de hoje convencidos de que existe um “mal maior” a que se opor: naquele caso, o imperialismo; no Brasil atual, sei lá, acho que chamam de “a direita”. A exemplo de Sartre, uma parte da imprensa brasileira soube ser original quando era mais fácil ser convencionalmente governista OU convencionalmente esquerdista. Com a chegada da esquerda ao poder, o que antes era criativo e novo se tornou, vejam só, convencionalmente esquerdista E convencionalmente governista. Ao mesmo tempo.

    Lastimo ainda, finalmente, que esta parte da imprensa, por vontade ou de modo involuntário, tanto faz, esteja servindo de escada a alguns larápios, que transformaram o jornalismo num negócio, já que seu negócio nunca foi fazer jornalismo.

    Perdoem-me se me alonguei demais. Dizem que blog é para textos curtos. Os meus podem ser, às vezes, bem longos. Mas todos já sabemos que os leitores desta página não têm preguiça, a exemplo de seu autor, que vocês toleram com tanta generosidade.

    Reinaldo Azevedo

     

    Não há ideologia que justifique

    Eu ainda acredito, como diz o Millôr, que imprensa é oposição, o resto, armazém de secos e molhados (para quem chegou ontem: pequena loja de bairro, precursora dos supermercados). Acho o jornalismo uma das mais nobres profissões, sobretudo em sua filosofia básica; o mesmo eu poderia dizer da filosofia da profissão médica, por exemplo, embora, numa e noutra profissão, muitos nem percebam a glória do que fazem, tornando-se indignos da "missão" que exercem.

    Pode ser efeito colateral do joelho quebrado, pode ser ataque de saudosismo, mas o fato é que já vivi um tempo em que o, digamos, “ecossistema”, me dava mais alegrias. É claro que havia, como sempre houve, jornalistas a favor – há quem diga a soldo -- do governo. Bajular os poderosos dá lucro, quando não prestígio, que tantos perseguem.

    Mas as águas de então estavam bem divididas: eles eram “eles”, nós éramos “nós”. Havia um inimigo comum. Além do que, e não é pouco!, tínhamos menos de 30 anos, às vezes pouco mais de 20. “Eles” tinham colunas e empregos públicos, candidatavam-se, enveredavam pela política sem constrangimento. “Nós” acreditávamos, sem duvidar, que o papel da imprensa era combater a ditadura, e que, derrotada esta, estariam derrotadas também a corrupção e a impunidade. Ganhávamos pouco, às vezes ridiculamente pouco. Não chegávamos, como a Amélia, a achar bonito não ter o que comer -- mas não faltava muito para isso.

    Até que, um dia, apareceu um agrupamento político chamado PT, e o meio de campo começou a embolar. Isso não ficou claro à primeira vista, pelo menos não para aqueles de nós que ou éramos mais ingênuos, ou já não andávamos diretamente envolvidos em política. Eu me enquadrava nas duas categorias, e ia em frente. Mas minha ficha caiu quando, um dia, voltando de uma feira de tecnologia, com a jaqueta enfeitada com lindos pins e buttons de sistemas operacionais e de chips, levei um dedo no nariz de uma estagiária do JB que, até então, me parecera boa pessoa:

    — Por que não está usando o button do PT?!

    Levei um susto. Aquele gesto e aquela voz autoritária podiam ter saído de qualquer zona histórica "alienígena", sinistra.

    — Exatamente por causa disso, respondi, mas acho que ela não entendeu. Eu, porém, entendi. Não havia mais "nós" e "eles". Havia patrulha e rancor, também entre "nós". Não havia mais o bom combate ou o livre pensar; havia apenas uma ideologia, como todas muito cômoda, construída com bloquinhos de lugares comuns que não exigiam grande raciocínio de ninguém. Ai de quem não compactuasse.
    * * *
    Quando Lula ganhou as eleições, achei que o mundo das redações voltaria à normalidade. Poder é poder. Imaginar que existe poder "de esquerda" é de uma ingenuidade que não combina com o cinismo e a desconfiança que, em tese, andam de mãos dadas com o jornalismo. Mas, obviamente, maior ingenuidade ainda é supor que quem se ajeita a uma bitola ideológica, por interesse ou por idealismo, guarda alguma capacidade de pensar por conta própria. Sobretudo quando a tal bitola começa a se mostrar lucrativa.
    * * *
    Já me prometi mil vezes não falar mais nisso e esquecer que hay gobierno soy contra, até porque o governo não está nem aí para o que nós, imbecis também conhecidos como contribuintes, achamos ou deixamos de achar. Quando o sangue me ferve nas veias (vale dizer todos os dias, quando pego o jornal), brinco de faz-de-conta: tento acompanhar o noticiário como se morasse em outra galáxia. O diabo é que há coisas que não há Star Trek que resolva. Agora mesmo, não sei o que me deixa mais perplexa e indignada na farra dos cartões corporativos, se o roubo descarado do nosso dinheiro, ou o contorcionismo mental de colegas, que já considerei gente de boa reflexão, tentando defender essa nojeira.

    Os argumentos são espantosos. Aquela ex-ministra racista, que acha tão normal negros odiarem brancos, está, obviamente, sendo vítima de pessoas que não a conhecem; ora, se até o Zé Dirceu já garantiu que ela não agiu por má-fé! Roubou sem querer, a coitada, e a Grande Imprensa, branca e machista, lá, nos seus calcanhares. O outro comprou uma tapioca de míseros oito reais, e a Grande Imprensa, uivam os jornalistas amestrados, dá o fato em manchete. Como se o que estivesse em discussão não fosse o como, mas o quanto. Para não falar na eterna ladainha do governo, repetida como um press-release que, a essa altura, sequer tem o benefício da novidade: “na época do FhC era a mesma coisa”. Mas, perdão: não foi para isso que a atual corja foi eleita?! Para mudar tudo o que estava errado?! Para implantar um sentido ético no trato da coisa pública?!
    * * *
    O pior é que tanto faz quanto tanto fez. Enquanto o nosso dinheiro paga qualquer leviandade protegido pelo manto putrefato da “Segurança Nacional”, enquanto jornalistas arrastam a profissão na lama defendendo a corrupção, os poderosos, às nossas costas, se entendem. As famiglias ficarão a salvo.

    “Eles” venceram.

    Cora Ronai no Globo

    Perolas - Edição Especial

     

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    renato

    O encontro dos caras-de-pau

    Quando comecei na Folha, há exatos 28 anos, Adilson Laranjeira era chefe de reportagem. Meu chefe, portanto.
    Profissional competente, uma de suas funções era pôr a sua turma a trabalhar em textos de denúncia ou críticos a Paulo Salim Maluf.
    Depois, o velho e bom Adilson mudou de lado. Passou a ser assessor de imprensa de Maluf. E, nessa função, faz o contrário do que fazia quando estava na Folha: manda cartas negando todas as acusações e críticas a seu chefe. É do jogo.
    Essa rotina reapareceu, em parte, na edição de ontem desta Folha, em carta na qual Adilson diz que fui injusto ao comparar a farra dos "fuscas" com dinheiro público de Maluf com a farra dos cartões lulopetistas (e tucanos).
    Mas há, na carta, um dado relevante: nos 23 anos decorridos até chegar ao poder, o PT fazia questão de vociferar que todos os demais partidos eram farinha do mesmo saco e que só ele era impoluto como a Virgem Maria.
    Agora que a suposta virgem virou "organização criminosa", no dizer do procurador-geral da República, referendado em princípio pelo STF, é Maluf, a antiga Geni da política tupiniquim, quem fica injuriado ao ser posto no mesmo saco do lulopetismo.
    Já os lulopetistas nem mandam cartas para fingir que são inocentes. Apenas esmolam para que os jornalistas digamos que os outros também não são.
    Pedido, aliás, que apenas revela a cara-de-pau e má-fé da "quadrilha" e de sua matilha de hidrófobos-debilóides, posto que TODOS os escândalos dos anteriores governos, TODOS, foram expostos exatamente pela mídia hoje dita "golpista", da Ferrovia Norte-Sul, no governo Sarney, à privataria, passando pela compra de votos para a reeleição, no governo FHC, para nem mencionar todos os trambiques do governo Collor, aliás hoje aliado de Lula. Como Maluf. Como Sarney.

    Clovis Rossi na Folha

    simon

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    February 14

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    00rs0212b

    TCU diz que há notas frias em viagem do presidente

    Folha

     00rs0213c

    PT festeja os 28 anos sem Lula, mas com 'tapioca'

    Blog do Josias

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Planalto diz que liberou R$ 206 mil para locação de automóveis, mas dono de empresa afirma que cobrou apenas R$ 40 mil do governo

    O TCU (Tribunal de Contas da União) detectou 27 notas fiscais frias na prestação de contas de aluguel de veículos que o Planalto fez com os cartões corporativos para a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ponta Porã (MS), em março de 2003, onde participou da inauguração de um assentamento de sem-terra.

    Além disso, embora o Planalto tenha liberado pelo menos R$ 206 mil para a locação dos automóveis, o dono da empresa que prestou o serviço disse ter cobrado apenas R$ 40 mil, menos de um quinto do valor apresentado nas 27 notas da prestação de contas da Presidência.

    Folha

     

    Nem eu nem minha família jamais usamos recursos públicos para sufragar nossas despesa pessoais

    FHC em email para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra  , segundo o Noblat

     thomate

    Justificativa do ex-deputado federal, ex-bispo da igreja Universal e ex-dirigente do extinto Partido Liberal, Carlos Rodrigues, indiciado no proceso do Mensalão, para ter recebido R$ 150 mil em dinheiro do PT. “Nunca imaginei que o dinheiro do PT fosse de origem nebulosa. Na época, o PT era um partido livre de qualquer suspeita. Era o guardião da ética e da moral política. Era o partido do discurso de tudo o que fazia era correto”, afirmou ele na Folha. Então, ele recebeu R$ 150 mil em uma mala e achou que -como diria Delúbio Soares _ aquilo era presente de ‘papai Noel’?

    Blog da Época

     

    Titular da pasta da Agricultura, Stephanes afirmou que, no mês passado, os frigoríficos brasileiros violaram um acordo internacional e exportaram carne não-rastreada para a União Européia.....

    Todos os jornais destacam o bate-boca entre Stephanes e o Marcus Pratini de Morais, atual presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), que era o ministro quando o Brasil assinou o acordo da rastreabilidade.
    Mas muito mais importante que o saldo da balança comercial e o jogo de empura entre ministro e o ex-ministro é a confissão de Stephanes sobre o descontrole na qualidade da carne vendida não para a Europa, mas, por decorrência, dentro do Brasil. Se o Ministério da Agricultura afirma que pode apenas assegurar as condições sanitárias de 700 propriedades em todo o país, qual a qualidade do bife servido na sua casa? Essa é a pergunta que os senadores não fizeram ontem e que deveria ser o ponto crucial de qualquer ministro da Agricultura.

    Blog da Época

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    A farra dos cartões

    As despesas com cartões corporativos apresentadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não batem com os dados do próprio governo federal. Em 2005, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) atribuiu ao gabinete do Presidente da República, onde está localizada a Abin, 91 saques realizados com os cartões corporativos. Há pelo menos 10 saques altos na boca do caixa, oscilando entre R$ 70 e R$ 149 mil - o maior gasto do gabinete presidencial em 2005, de acordo com o SIAFI.

    Na planilha de gastos da Abin relativa ao mesmo ano, onde aparecem os barões da arapongagem nacional, existem 35 saques. Várias retiradas pequenas (entre R$ 10 e 30 mil), dois saques intermediários (na faixa de R$ 70 mil) e duas transações elevadas. Dois agentes fizeram retiradas milionárias em espaços de tempo muito curto, como revelou ontem o Jornal do Brasil. O agente com a matrícula 29463 fez retiradas em 90 dias que somaram R$ 284 mil. Um companheiro dele, cuja matrícula é 909062, tirou R$ 175 mil em dinheiro vivo. Só no dia 26 de junho de 2005, ele saiu do banco transportando um volumoso pacote contendo R$ 70,1 mil em espé

    JB

     AUTO_sinovaldo

    A série de descalabros com dinheiro público no Brasíl corre num ritmo tão forte que, mal recuperados da compra do free-shop da ex-ministra Matilde e da lata de lixo de  R$ 1 mil do reitor Timothy, temos agora os ministros que ganham verba de transferência sem sair do chão. Recapitulando: ontem a Folha mostrou que o ministro dos Portos, Pedro Brito, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, receberam, respectivamente, R$ 8,3 mil e R$ 18 mil para pagar despesas de mudança, embora morassem em Brasília. Machado disse à Folha  que passou “férias” em São Paulo, onde é servidor, por cerca de 20 dias, se declarou “convicto” do direito à verba e afirmou que não pretende devolvê-la. Por meio de nota, a assessoria de Brito disse que ele tem direito à verba de R$ 8,3 mil devido ao “ínterim” de 2 meses entre a sua exoneração no Ministério da Integração e a posse na Secretaria dos Portos.

    Blog da Época

     

    O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), instituiu em junho do ano passado o cartão corporativo bancário para pagamento de despesas de servidores em viagens. A prefeitura diz que até agora foram gastos R$ 58 mil, mas não divulga os dados na internet, como fazem órgãos do governo federal.

    Folha

     

    Além do escândalo dos R$ 470 mil gastos com a magnífica decoração do apartamento do reitor da UnB, o Ministério Público aponta nova irregularidade na Finatec. O pagamento de R$ 30 mil a R$ 57 mil, a título de verba de representação, a quatro diretores na prestação de contas, há até despesas com ternos, sapatos, bares e pizzaria. Pelo estatuto, dirigentes da fundação - cuja finalidade é investir em pesquisas científicas e tecnológicas - são voluntários e não poderiam ser remunerados.

    Correio

     glauco

    Sobre CPIzzas

     Na negociação para a CPI mista, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) engabelou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e combinou com ele uma CPI retroativa a 1998 (embora não haja denúncias contra FHC) e a blindagem tanto do ex como do atual presidentes. Sampaio nega que esse acordo tenha existido, mas o fato é que ele próprio havia dito ao Estadão que os gastos pessoais de Lula poderiam ficar fora da investigação.
    Digamos que o “acordo” não caiu muito bem, não é? Mesmo assim, as oposições continuaram a colher nomes para a CPI mista — com o endosso de governistas. Anunciou ontem ter o número necessário. Ora, se o próprio governo havia concordado, por que não se apresentou o requerimento?
    Surgiram sinais de queda de entusiasmo nas hostes governistas. Não queriam CPI, passaram a defendê-la, mas parecem estar mudando outra vez. O novo “dossiê Serra” falhou. Só os tocadores de tuba e os isentistas ainda tratam do assunto. O “acordo” para preservar Lula também não tem como se sustentar — vejam o que fez Arthur Virgílio (acima). Ou seja: há uma certa tensão no ar que pode resultar na retirada de assinaturas. O pessoal do DEM — e ate Virgílio — já falam na hipótese de uma CPI só no Senado. E sem quaisquer restrições.
    E isso, evidentemente, o governo não quer. O tal acordo para “blindar” FHC e Lula, se existisse, só serviria ao petista. Ontem, tucanos mandaram dizer que o ex não teme devassas. Mas convenham: ainda que temesse, não é? Quem é o presidente? Quem, a esta altura do campeonato, seria mais prejudicado?

    Reinaldo Azevedo

     00rs0213e

     

    jb

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    O comprometimento do governo e, acima de tudo, da Presidência da República fica evidenciado na ocorrência de uma negociação entre Oi/ Telemar e Brasil Telecom, em torno de R$ 5 bilhões, que só teria sentido com a concordância prévia de Lula para modificar a lei em benefício dos dois grupos. A peculiaridade negativa dessa evidência agravou-se por ser a Oi/Telemar a sócia e financiadora da Gamecorp que tem um filho de Lula como sócio e dirigente. Agora amplia-se e desvendam-se a trama e o ardil para proporcionar uma alegação técnica, falsamente técnica, como cobertura para a modificação da lei anunciada por José Dirceu, em artigo na Folha de ontem, já para os próximos dias.

    Janio de Freitas na Folha

     pater

    Se há situações ridículas nesta história toda dos cartões corporativos, como ministros pagarem tapioca com dinheiro público e alegarem que foi por engano, ou hotel de luxo nas férias, mais ridículo ainda é tentar transformar uma eventual CPI numa farsa em que o governo, incapaz de controlar os gastos dos seus subordinados, pretende controlar a investigação sobre os gastos. O anarquista francês do século XIX Proudhon tem uma frase que ficou famosa: “A fecundidade do inesperado supera grandemente a prudência do estadista”. E quando não há nem prudência nem estadista, o inesperado faz sempre uma surpresa, como já cantaria Johnny Alf.

    Quando o presidente Lula lamenta que o governo não tenha tido capacidade para controlar o uso dos cartões corporativos, cujos gastos estavam publicados no Portal da Transparência da Controladoria Geral da União, estava falando várias meias-verdades. Primeiro, porque, como demonstrou O GLOBO, o que está transparente no site da CGU representa apenas 11% dos gastos.

    Há denúncias sobre gastos abusivos dos cartões corporativos pelo menos desde 2005, e o governo optou, como em outras ocasiões, por negar sistematicamente a veracidade das acusações, sem a necessária prudência de negar em público e mandar investigar em privado.

    A sensação de impunidade, mesmo depois do escândalo do mensalão — ou talvez porque o escândalo acabou saindo barato para os envolvidos e para o governo como um todo até o momento — anestesiou todos os eventuais controles que o governo pudesse ter.

    Isso e o sentimento sincero de que a máquina pública dominada por “companheiros” pode ser usada desde que seja para o bem do país, ou por pessoas que se consideram imbuídas de uma missão especial, merecedoras do reconhecimento público.

    Merval Pereira no Globo

     

    É dando.....

    O clima esquentou durante a audiência pública no Senado Federal sobre as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. E o motivo não foi nem o projeto em si. O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e o senador César Borges (PR-BA) partiram para insinuações e agressões pessoais.

    Geddel já foi contrário às obras de transposição. Hoje é a favor. E o senador César Borges, que é contra o projeto, nunca entendeu isso direito

    Noblat

     

    Sobre a “noça prossima PresiMente”

    Metade dos jornalistas políticos de Brasília foi à festa dos 28 anos do PT, mas coube às repórteres Vera Rosa e Ana Paula Scinocca, de O Estado, captarem a frase da noite. Circulando como maior estrela da festa, a ministra Dilma Roussef  parecia em plena campanha. “Sou popular”, se definia a ministra. Então, tá.

    Blog da Época

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, anunciou ontem, em encontro com o presidente Lula, em Brasília, que seu país não garantirá, no inverno, os 30 milhões de metros cúbicos diários de gás previstos em contrato com a Petrobrás. Os jornais, infelizmente, não mostram qual será o real efeito desse corte, nem se o suprimento de gás do Espírito Santo, que passou a ser bombeado na semana passada, é capaz de atenuar o racionamento. Por curiosidade: o jornal boliviano La Razón  relata a visita do vice-presidente como de ‘busca de investimentos” e que a questão do gás será discutida em encontro dos presidentes da Bolívia, Brasil e Argentina no dia 22. Na última linha, dá a informação mais importante: “atualmente a produção de gás é insuficiente para atender todos os (três) mercados”.

    Blog da Época

     

    A midia

    Sabem essa história de gastos com cartões de crédito que Marcelo Coelho acha uma bobagem? Pois é. Ranier Bragon e Hudson Corrêa, da própria Folha, mostram por que ele está errado. O TCU encontrou nada menos de 27 notas fiscais frias só na prestação de contas de uma única viagem do Babalorixá a Ponta Porá (MS), em 2003. Não é só, não. O governo diz que gastou com carros R$ 206 mil. O dono da empresa que forneceu o serviço diz que foram apenas R$ 40 mil.

    ....

    Segundo Marcelo Coelho, da Folha, isso tudo não passa de macarthismo: coisa da direita para desestabilizar o governo do operário...

    ....

    É o artigo mais indecoroso da grande imprensa em muito tempo. Faz a apologia da lambança sob o pretexto de ser severo e propor grandes questões. Nada mal para quem começou combatendo o “macarthismo das miudezas”. Terminou na impunidade das grandezas.
    Ah, sim: o rapaz deveria ler o seu próprio jornal. Noticia-se lá que o TCU encontrou notas frias até nas viagens do presidente. Coelhinho, se eu fosse como tu, tirava a mão do olho.

    Reinaldo Azevedo sobre o artigo do Marcelo Coelho . Post completo em http://arquivoetc.blogspot.com/2008/02/o-meu-corvo-vai-bicar-o-seu-coelho.html

     

    Dai a Cesar......

    Um dia depois de o bispo de Presidente Prudente, d. José Maria Libório Saracho, ter dito que apóia as invasões no Pontal do Paranapanema (SP), integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) ligados ao líder dissidente José Rainha Júnior ocuparam ontem a Fazenda Esperança, em Iepê, cidade da região. Foi a 19ª área invadida durante o chamado carnaval vermelho, segundo a liderança dos sem-terra, e a 15ª pelas contas do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).

    Estado

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Brasil é réu confesso no comércio de carne

    - Folha: Ministro diz que Brasil vendeu carne sem controle

    - Estado: País vendeu carne sem controle para a Europa

    - Globo: Marajás da Alerj ganham ação de R$ 300 milhões

    - Gazeta Mercantil: Investimento dos fundos de pensão em ações é recorde

    - Correio: Gastança nada científica

    - Valor: Bradesco e Itaú têm lucros de R$ 13 bilhões em reserva

    - Estado de Minas: Superfiscais em BH

    - Jornal do Commercio: Tribunal cancela folgas de juízes

     

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Sobre DirZeus

    Perfeito o início do artigo de José Dirceu ("A mentira é um recurso inesgotável na política, desde que seus autores tenham acesso aos meios de comunicação'). Só lamento que a Folha, sob o argumento de abrigar tendências diversas de pensamento, tenha aberto espaço para essa figura, que, pelo seu passado, já merecia estar definitivamente sepultada na vida nacional."

    Carta do leitor da Folha

     

     No texto "Os sonhos estão mais vivos do que nunca" ("Tendências/ Debates", 13/2), José Dirceu afirma que cometi um erro numa reportagem publicada na revista "Piauí".

    No artigo, Dirceu sustenta que, quando falou de "Lulinha", ele se referiu a um jornalista, e não ao empresário Fábio Luiz da Silva, filho do presidente da República. Pelo contexto em que foram feitas, porém, as declarações do ex-ministro não davam margem a ambigüidades. Cheguei a lhe perguntar: "O senhor está falando do Lulinha da Gamecorp?". E José Dirceu respondeu: "É". Ele se referiu mesmo ao filho do presidente, e não ao jornalista Luís Costa Pinto, que, aliás, nunca foi conhecido pelo apelido de "Lulinha" por seus colegas e fontes do mundo político.

    O próprio Costa Pinto, numa entrevista à Folha (5/1/2008), disse que já não trabalhava na imprensa antes mesmo de o presidente Lula iniciar o seu primeiro mandato. Logo, era impossível que José Dirceu se referisse a ele, ou a uma reportagem de sua autoria, quando falou de "Lulinha"."

    DANIELA PINHEIRO, repórter da revista "Piauí" (Rio de Janeiro, RJ), nas Cartas do leitor da Folha

     

    O Rio de Janeiro continua lindo...

     O valor dos salários atrasados de 1995 a 2001 de 326 servidores considerados marajás da Assembléia Legislativa do Estado do Rio poderá custar aos cofres públicos entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões, segundo cálculos feitos pelo advogado dos funcionários. Eles já ganharam a ação no início do mês por conta dos atrasados dos anos de 2002 e 2003. A Procuradoria Geral do Estado contestou o cálculo e a forma de pagamento, mas admitiu que pagaria o valor referente a 2002 e 2003 (R$ 30 milhões). A decisão de limitar os supersalários dos servidores, que ocorreu em 95 e foi do então presidente da Alerj, Sérgio Cabral, vai afetar as finanças da gestão do governador. Em nota, Cabral disse que cumpre as decisões da Justiça e que fez economia ao não pagar os supersalários durante nove anos

    Globo

     

    Piadas

    A HISTÓRIA DO RATO
    Certo dia, um homem entrou numa loja de antigüidades e se deparou com uma belíssima estátua de um rato, em tamanho natural. Bestificado com a beleza da obra de arte ele correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:
    - Quanto custa?
    - A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1000.
    - O quê? Você ficou maluco? Vou levar só a obra de arte.
    Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço. A medida que ia andando percebeu mortificado que inúmeros ratos saiam das lixeiras e dos ralos na rua e começaram a segui-lo.
    Correndo desesperado o homem foi até o cais do porto e atirou a peça com toda a sua força para o meio do oceano. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogarem atrás e morrerem afogadas.
    Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor disse:
    - Veio comprar a história, não foi?
    - Não, eu quero saber se você tem uma estátua do LULA..

     

    Perolas Internacionais

    O mundo ontem se tornou um lugar um pouquinho mais digno: uma bomba matou, na Síria, Imad Mughniyeh, chefe militar do Hizbollah. O facínora foi o responsável:
    - pelos atentados, em 1983, à embaixada americana em Beirute e a um alojamento de soldados americanos e franceses, matando 350 pessoas;
    - pelo assassinato, em 1984, de William Bickey, diretor da CIA em Beirute;
    - pelo seqüestro, em 1985, de um avião da TWA, no qual um mergulhador da Marinha americana foi morto;
    - pelos atentados de 1992 contra a embaixada israelense na Argentina, que deixou 29 mortos, e pelo ataque contra a Associação Mutual Israelense Argentina (Amia), em 1994, que matou 85 pessoas. O Hizbollah e o Irã, que financia a milícia terrorista, acusam o governo de Israel, que nega o envolvimento. A Síria classificou a explosão de “ato terrorista”. É mesmo? Olhem quem está falando...
    A morte de qualquer homem nos diminui, vocês sabem. A de Imad Mughniyeh, como direi?, nos aumenta — ainda que tenha sido assassinado por algum grupo religioso ou mesmo pela própria Síria, sei lá. Eu folgaria em saber que se tratou, de fato, de uma operação conjunta EUA-Israel.

    Reinaldo Azevedo

     

    The hit / Not merely revenge 

     The establishment has been embroiled for several days in a heated debate over killing Hamas leaders in the Gaza Strip, but when the first lethal blow fell, it was in Damascus. The victim of Tuesday night's assassination was Hezbollah's deputy secretary general, Imad Mughniyah. Despite Hamas recent successes, he is a considerably more deadly and sophisticated terrorist than anything the Palestinian sister-movement has ever produced.

    Like numerous assassinations of Lebanon- and Syria-based terrorists, from Islamic Jihad leader Fathi Shikaki (who was killed in Malta) to Hamas and Hezbollah members, Mughniyah's killing will remain, officially at least, a mystery.

    This is not the kind of operation for which states tend to take public credit. The prime minister's bureau's comment yesterday was more an evasion than a denial.

    What matters more is what Hezbollah believes. The organization accused Israel of the assassination, and threatened immediate revenge. The Israeli leadership - prime minister, defense minister and chief of staff - kept mum in front of the cameras, just like they did after the air force attack in Syria on September 6.

    The foreign reports - what would we do without them? - also gave credit to the Mossad. If that is true, it further corroborates the high regard Prime Minister Ehud Olmert has for Mossad chief Meir Dagan.

    The Mossad also received credit abroad for September's attack. No wonder Olmert chose to extend Dagan's term by one more, sixth year.

    In his life, Mughniyah spilled no less American blood than Israeli and Jewish blood. The Bush administration commended the assassination ("The world has become a better place") but as far as the United States was concerned, Mughniyah was more a terror celebrity than a real threat.

    For Israel he was a different story. Such an assassination, it may be assumed, is not merely a matter of revenge but also foiling future attacks.

    A person who was involved in a long list of terror attacks, including the abduction of the two reservists in July 2006, has most certainly been working on other plans. He died on Syrian land, contradicting Syria's denials of being in contact with him. Syria still has an open account with Israel over the attack on its nuclear facility.

    Mughniyah's assassination - if it was carried out by Israel - strengthens the impression that Olmert is unafraid of making complex defense decisions that involve considerable risks.

    The decision to enter the Second Lebanon War turned out to be a mistake that Israel is continuing to pay for. But the decisions that followed it apear balanced and justified. In view of Mughniyah's status and the future risk he posed, it was absolutely justified to attack him. The failure of Israel to strike at Hezbollah leaders, despite its efforts, had been seen as one of the war's greatest failures.

    A previous assassination - of Hezbollah secretary general Abbas Musawi in February 1992 - was labeled in retrospect as a mistake, because it led to Hassan Nasrallah's rise to power. But Mughniyah is better compared to Shikaki, whose assassination paralyzed Islamic Jihad for several years.

    The killing should worry mainly Nasrallah himself. Mughniyah helped maintain his personal security. He must be asking himself whether his enemies could reach him, too. No such success is possible without the target committing negligence, complacency or falling into a routine.

    The black flags hoisted yesterday in Beirut's Shi'ite neighborhoods and in some southern Lebanon villages also reflect a severe blow to Hezbollah's prestige. One Lebanese commentator described Mughniyah's assassination as the harshest blow in the organization's history - even more so than Musawi's assassination.

    This is precisely why Hezbollah is expected to seek vengeance as soon as possible. Hezbollah yesterday pledged "an eye for an eye, a man for a man, a leader for a leader."

    Haaretz.com

    February 13

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    AUTO_lila

    Depois da farra do cartão, chega a mudança imóvel

    Blog do Josias

     

    Câmara debate formas de retaliar a União Européia

    Blog do Josias sobre o boicote da Europa a nossa carne

     

    Frigoríficos exportaram carne não-rastreada para Europa, diz ministro

    Portal G1

     

    Mais uma morte por febre amarela no DF

    Noblat

     

    Bolívia diz que não tem como cumprir contrato de gás

    Noblat

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    AUTO_solda

    Lula e FH divergem sobre divulgação de despesas das famílias de presidentes. Para Lula, devem ficar sob sigilo; para FH, não.

    Globo

     00rs0212a

    O reitor da UnB, Timothy Mulholland, anunciou ontem que deixará a cobertura paga e reformada com dinheiro público. A Finatec, fundação da UnB que deveria liberar créditos para pesquisas, gastou R$ 470 mil na compra de móveis e utensílios de luxo para o apartamento do reitor, como lixeiras de quase R$ 1 mil, saca-rolha de R$ 859 e escorredor de pratos de R$ 549. Em crônica brilhante, Conceição Freitas, do Correio Braziliense, relata suas agruras tentando empatar em gastos com o reitor. “ Meu fracasso retumbante foi na hora de encontrar um escorredor de prato de R$ 549. Achei de R$ 13,90, de R$ 44, até que finalmente surgiu à minha frente um de três andares, em aço inox, com separações para pratos (16), copos, talheres, design minimalista, apesar de levemente espacial, como se fosse um escorredor de pratos de astronauta da Nasa. Alarme falso. Custa R$ 139. Um escorredor de R$ 549???!! Me dei por vencida”.

    Blog da Época

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    A farra dos cartões

    Protegidos da fiscalização de gastos com cartões corporativos, funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sacaram, na boca do caixa, R$ 26,5 milhões em verbas secretas entre 2003 e 2007. O JB teve acesso à relação de gastos entre 2003 e 2005: além de códigos incompletos para dificultar a checagem no período um agente, matrícula 29463, torrou em três meses de trabalho R$ 284.618, a maioria em saques de valores parecidos. Outro, com matrícula 909062, usou R$ 175 mil.

    JB

     00rs0212c

    O Ministério Público Federal em Goiás abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no uso dos cartões corporativos por órgãos federais no estado. Segundo dados do portal Transparência Brasil, 382 servidores do governo federal gastaram cerca de R$ 2,6 milhões no ano passado em Goiás com saques diretos no caixa e débitos no cartão.

    Na internet, os 18 órgãos federais no estado relacionam gastos com brinquedos, relojoarias e lojas de artesanato. É predominante a utilização dos cartões para saques em dinheiro no valor de R$ 1 mil e gastos com combustível. Um exemplo é a movimentação da funcionária do Cefet em Goiânia, Kelias de Oliveira, que num período inferior a 15 dias efetuou 23 saques de R$ 1 mi

    Globo

     

    Bate-boca sobre cartões corporativos

    De Roberto Lopes de Abreu, leitor:

    Por que será que o Noblat não fala dos cartões do Serra? Afinal, os cartões do Governo de SP gastaram R$108 milhões contra os R$78 milhões da União!

    Primeiro, PSDB e DEM (ex-Arena, PDS e PFL) exigiam a CPI e a mídia abria espaço dizendo que o Governo queria impedir para abafar as coisas. Quando o Governo, através de seu líder no Senado, requereu uma CPI no Senado (onde é melhor para a oposição), compartilhando o comando - já que no Senado a correlação de forças é igual -, o PSDB e o DEM exigiram uma CPI mista, o que é pior para eles.

    Agora, quando o Governo aceita a CPI mista requerida pelo PSDB, a oposição está arranjando pretexto para cair fora. Na CPI mista, o comando fica com o PMDB e o PT que têm as maiores bancadas no Senado e na Câmara. Isso já aconteceu na CPI "do fim do mundo" (formalmente, "dos Correios") e não houve blindagem do governo, nem reclamação da oposição. Na verdade, "elles" morrem de medo da investigação .

     

    De Highlander64, leitor:

    Os dados dos cartões de São Paulo estão disponíveis para deputados estaduais. Basta ir lá, digitar a senha e verificar item por item. Tanto é verdade que as informações estão vazando nos portais companheiros, os valores e os gastos, valores esses que vocês estão divulgando felizes da vida.

    Quanto aos 108 milhões contra 75 milhões do cartão corporativo federal, trata-se de outra mentira petista ''igualitária''. Os gastos federais ultrapassam 177 milhões. A ''transparência'' que vocês tão alegremente alegam é de apenas 11% do total.

    Noblat

     00rs0212e

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Dinheiro público é aquilo que o brasileiro ganha suando a camisa diariamente e os governos esbanjam como estróinas descontrolados. Exemplos recentes avultam as evidências. Não bastasse o caso da farra dos cartões, a repórter Leila Suwwan içou à superfície outra a bizarrice da mudança imóvel.

    Consiste no custeio de mudanças de funcionários públicos que não se mudam. A pretexto de financiar o retorno de Brasília para seus Estados de origem, dois servidores retiraram da bolsa da Viúva R$ 26.300. Tudo normal, não fosse um detalhe: os beneficiários da prebenda mudaram apenas de um prédio para outro.

    Nelson Machado recebeu R$ 18 mil para migrar da cadeira de ministro da Previdência para a poltrona de secretário-executivo da pasta da Fazenda. Pedro Brito embolsou R$ 8.300 para vencer a distância que separa o gabinete de ministro da Integração Nacional da sala de ministro dos Portos.

    Inquirido acerca do inadmissível, Nelson Machado recorreu ao inaceitável. "Qual o conceito de mudança? O termo mudança é ambíguo", disse ele. Não bastasse subverter a ética, o servidor deseja agora perverter o vernáculo.

    Blog do Josias

     AUTO_myrria

    É dando.....

    A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vetou a segunda indicação feita pelo senador José Sarney (PMDB) para presidir a Eletrobrás: o ex-presidente da Eletronorte José Antônio Muniz. A ministra não está disposta a abrir mão da indicação para o cargo do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat. O presidente Lula recebe hoje o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para tentar resolver impasse. Ilimar Franco, titular da coluna panorama político de O Globo,  indica que o PMDB vai ceder. Para entender bem os critérios dessas nomeações do PMDB, reproduzo um fantástico parágrafo da reportagem de O Estado : “O engenheiro Lívio de Assis Rodrigues, indicado pelo deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) para a Eletronorte, tem problemas com a Fazenda Nacional e é réu em processos envolvendo precatórios. Mas prometeu mostrar certidões negativas e documentos para provar sua inocência”. Então, tá. Se ele for inocente deve ter todas as qualificações para ocupar a Eletronorte…

    Blog da Época

     

    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    Os jornais de hoje destacam o suposto endurecimenro da bancada lulista pelo controle da CPI dos Cartões. Pura fumaça. O governo já topou a  indicação da senadora tucana Marina Serrano para a presidência da CPI, com um deputado do PT ficando com a relatoria. O que o governo fez foi só atazanar os nervos dos tucanos que não refeitos do acordo fechado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autorizando que as investigações da CPI avancem por todo o segundo governo FHC. O próprio ex-presidente não escondeu a sua irritação com a postura dos congresistas tucanos em entrevista dada à CBN. “A oposição não precisa fazer acordo de nada. Se no encadeamento da investigação, ficar claro que é necessário remontar ao passado, que se chegue até Deodoro da Fonsenca”, disse, com ironia. Esse racha no PSDB ficará claro hoje, com a escolha do novo líder do partido na Câmara. Há dois candidatos. Arnaldo Madeira, um parlamentar discreto, negociador hábil é apoiado pelo governador José Serra. E José Aníbal, deputado estridente, com experiência na guerrilha parlamentar e apadrinhado por FHC. Com Madeira, o PSDB garante uma relação de oposição ao governo Lula com possibilidades de conversas. Com Aníbal, será uma declaração de guerra pelo ano inteiro.

    Blog da Época

     

    Aos olhos da tropa do governador de São Paulo, o PSDB se divide em dois escassos grupos: os tucanos que já apóiam José Serra e os que ainda vão apoiar. Nesta quarta-feira (13), as duas alas se bicaram na Câmara. Pica daqui, pica dali, prevaleceram as aves que ainda não se animaram a voar ao lado de Serra.

    Numa disputa pela liderança do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP) bateu Arnaldo Madeira (SP), o preferido de Serra, por 36 votos contra 22. Teve o auxílio providencial do naco da bancada que se aninha sob as asas do governador mineiro Aécio Neves.

    Blog do Josias

      

    A oposição que o governo pediu a Deus....

    “Acordo muito bom"? Onde essa gente anda com a cabeça – ou melhor: com o bico? Não basta a estupidez de aceitar uma CPI para investigar gastos relativos a dez anos? E por que não antes? Ora, porque interessa usar a maioria governista para pegar FHC. Feita a primeira bobagem, aí parte-se para a outra?
    Os tucanos, com efeito, em matéria de política, tomam lições do Apedeuta – de má política, mas tomam. Sabem quem alardeou o suposto “acordo” da blindagem do ex e do atual presidentes? Sim, os governistas. E, assim, FHC passou a ser tratado como uma espécie de suspeito que tivesse pedido para a turma maneirar.
    Ah, sim: haverá algum documento dizendo que o presidente está imune a qualquer investigação? Deputados e senadores não têm de aceitar essa patuscada. Olhem aqui: em política, o preço da estupidez é maior do que o do cinismo.

    .....

    Tucanos e democratas dizem que, se não tiverem um dos dois cargos relevantes, começarão a fazer obstrução no Senado. É até possível que o governo ceda, mas reiterando: “Ninguém toca em Lula”. Certo de novo! Como se vê, o governo, com culpa no cartório, empurrou para a defensiva a oposição, que, até agora, não tem culpa nenhuma. Leio no Estadão o que disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio: “Aceitamos uma investigação que começa agora e termina em 1998. Fazemos isso até para não dar pretexto para melar essa CPI. Não queremos nada que cheire a pizza”.
    É, senador Virgílio: o senhor também não gostou, que eu sei, do encaminhamento idiota que foi dado ao caso. O cheiro, na verdade, não é de pizza, mas de tucano assado.
    A atuação do PSDB nesse episódio foi constrangedora. Quem cedeu tudo vai agora brigar pela relatoria ou pela presidência? Ocorre que a regra do jogo diz que os cargos pertencem a partidos que são da base aliada. Uma pena, não é mesmo?

    Reinaldo Azevedo

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    O vice-presidente da Bolívia, Alvaro Linera Garcia, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o país vizinho não tem como cumprir integralmente, até outubro, o contrato de fornecimento de gás entre a YPFB e a Petrobras. Por ele, os bolivianos têm que fornecer, mediante demanda brasileira, até 30 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. No entanto, restrições fazem com que a capacidade de oferta seja entre 27 milhões e 29 milhões de metros cúbicos (intervalo de consumo histórico do Brasil).

    Noblat

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Abin sacou R$ 26 milhões dos cartões em cinco anos

    - Folha: Ministros embolsam verba de mudança sem precisar

    - Estado: Inflação cai e Mantega diz que juros não devem subir

    - Globo: Planalto luta para ter comando total da CPI

    - Gazeta Mercantil: Itaú supera o Bradesco com lucro de R$ 8,5 bi em 2007

    - Correio: Reitor dá adeus à mordomia

    - Valor: Mercados ficam otimistas e bolsa ganha fôlego de alta

    - Estado de Minas: Alívio na crise dos EUA

    - Jornal do Commercio: Feijão vira artigo de luxo

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Ordem e Progresso

    O bispo de Presidente Prudente, d. José Maria Libório Saracho, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em São Paulo, disse ontem que vai incentivar sem-terra a continuarem invadindo fazendas no Pontal do Paranapanema, a região com maior número de conflitos agrários do Estado. Até ontem, tinham sido ocupadas 18 fazendas na região, no chamado “carnaval vermelho” do líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior.
    Novas ações devem ocorrer até o fim da semana. “O único jeito de chamar a atenção do governo para a reforma agrária é invadir e criar uma situação de insegurança”, afirmou d. José Maria ontem. “Animo o pessoal para que continue invadindo. As multinacionais não vão querer vir para cá se a situação for de insegurança. A cana-de-açúcar vai ser um fracasso e o governo vai ter de fazer alguma coisa pelo povo.”

    Estado

     

    Os Pensamentos do Dia

    Se os estudantes ainda tivessem força — ah, se a UNE fosse o que era há 40 anos! — esse reitor de Brasília não permaneceria no cargo nem uma semana depois daquela espécie de aula magna de sábado no Jornal Nacional. Uma obra-prima de cinismo, mesmo considerando o festival de desculpas esfarrapadas que vem assolando o país ultimamente, cada uma melhor do que a outra. Basta lembrar a do ministro da Pesca, que alegou ter gasto R$ 512,60 numa churrascaria de Brasília por causa de uma delegação chinesa (chinês come muito) e R$ 222,85 no Rio, na quarta-feira de cinzas, com o seu colega norueguês que veio ver a Imperatriz desfilar (bacalhau foi o tema do desfile, não se sabe se do almoço também).

    O magnífico começou contestando os R$ 475 mil que, de acordo com o Ministério Público, ele teria gasto na decoração do apartamento. Um exagero. Os custos foram de R$ 350 mil, afirmou, e assim afastou a suspeita de um grande absurdo.

    Não houve nada demais. O que são R$ 350 mil? Vai ver que tem professor ganhando isso por ano. Afinal, como argumentou, não é apenas um apartamento para ele morar, é também um local de “encontro com professores, cientistas e delegações estrangeiras”.

    Não precisou acrescentar que essa gente é muito exigente. Professor então! Está acostumado com luxo. Eles não aceitam fazer reunião em qualquer lugar e de qualquer jeito. Fico imaginando o reitor convocando-os para um encontro e tendo que ouvir: “Tudo bem, magnífico, mas só se o saca-rolhas for de R$ 859 e o abridor de latas de R$ 159. Outra coisa, magnífico, só jogamos lixo em lata inoxidável de R$ 1 mil. E no mínimo três, porque, enquanto discutimos, jogamos muito papel fora.” Em tom professoral como convém a um reitor, Timothy Mulholand aproveitou para ensinar que, além da necessidade de material durável, “não se mobilia uma casa de qualquer maneira, tem linhas de estética para poder ter um conjunto harmonioso”.

    Ele tem razão, estética não é como ética, que não precisa de linhas nem de regras. Estética é fogo.

    Além do mais, foi tudo bancado pela Finatec, a fundação que nos últimos seis anos recebeu R$ 23 milhões da Universidade de Brasília.

    O melhor o magnífico guardou para o final da aula. Pressionado pelas evidências, achei que ele teria um surto de sinceridade e daria ao repórter a única explicação séria, aceitável: “E como é que eu podia adivinhar que iam descobrir?” Em vez disso, ele encerrou a sua aula assim: “Não há nenhum problema ético envolvendo. Nem legal, nem ético. Aquilo foi feito propositadamente com a finalidade institucional.” Se criassem o Prêmio Óleo de Peroba para os maiores caras-depau do escândalo dos cartões corporativos, o reitor de Brasília seria forte candidato.

    Zuenir Ventura no Globo

    February 12

    Perolas 1/2

     

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    Elogio em boca própria é....

    Comentário: entre os inúmeros serviços que Alvaro Caputo presta à cidadania, o seu Blog se notabiliza pela apresentação das várias opiniões sobre os eventos. Ao contrário de muitos analistas, que apenas sabem cantar a salmodia de sua igreja, seita ou partido, Caputo apresenta, diariamente, os muitos lados de um problema. E, coisa rara também, apresenta sua posição, sem disfarces e lealmente.

    Professor Roberto Romano em seu blog, comentando as perolas Especiais de ontem. Post completo em http://robertounicamp.blogspot.com/2008/02/blog-perolas-especial-reproduao-na.html

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    untitled

     

    Acordo evita "devassa" em contas de Lula e FHC na CPI

    Folha

      00rs0211b

    Governo ignora pressão e insiste em controlar CPI dos Cartões

    Folha Online

      pater

    Cartão - Cotado para presidir a CPI é ligado a Sarney

    Noblat

      AUTO_marcoaur

    Cartão - Relatoria ficará com o PT, garante Jucá

    Noblat

      AUTO_solda

    Com lucro de R$ 8,4 bi, Itaú ultrapassa o Bradesco

    Blog do Josias

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Não tem com que se preocupar. As roupas da Ruth era eu mesmo quem pagava

    De FHC para um deputado do PSDB, sobre os gastos na época em que era presidente:, segundo o Painel da Folha de SP

     

    Qual o símbolo até agora do desperdício de dinheiro público depois que se começou a falar em cartão corporativo?

    Não são os R$ 78 milhões gastos pelo governo por meio de cartões no ano passado. Nem o crescimento de quase 900% dos gastos feitos com cartões de 2003 para cá.

    É a lixeira comprada para o Reitor da Universidade de Brasília que custou pouco menos de R$ 1 mil.

    Se a CPI limitar sua ação ao exame dos grandes números, o governo poderá descansar em paz. Mas se esbarrar em um vestidinho comprado aqui, um botox aplicado acolá ou uma dentadura de porcelana novinha em folha paga com cartão, tachau e benção. O estrago será grande.

    Noblat

     

    Caiu-se em tal grau de degenerescência que o lulopetismo já nem tenta mais protestar inocência. Ao contrário: cada vez que aparece um escândalo, limita-se a gritar "eu faço, mas eles também fazem". Aliás, a frase-símbolo do atual governo é "o PT fez o que todo mundo faz", pronunciada na esquisita entrevista que Lula deu em Paris, durante o escândalo do mensalão.
    Mesmo que "todo mundo faça", não deveria o presidente da República ser o primeiro a exigir que os "seus" não o façam, em vez de, ao absolver "todos", dar a senha para que continuem "fazendo"?

    Clovis Rossi na Folha

      00rs0211a

    Recordar é viver: Durante debate com Geraldo Alckmin em 2006 na Rede Bandeirantes de Televisão, Lula disse que cartão corporativo foi a única coisa boa criada por FHC.

    Noblat

     

     

    Não é sem razão que o Brasil, com seus juros extraordinários, continue sendo um país tão rico em pobres.

    Blog do Josias

     

    Lembrete aos fiéis do Governo e a oposição: mês que vem se inicia a entrega do Imposto de Renda 2008.

    Lembrem-se de fazer tudo muito bem explicadinho, e muito bem documentado, para que o Fisco não duvide de você e você caia na malha fina.

    Se cair na malha fina, lembre-se de ter todos os comprovantes dos últimos 5 anos, ok?

    Você vai ter que ter total transparência com o Governo, pois senão ele vai lhe multar e ainda pode abrir processo contra você, atazandano a sua vida !

    Mas lembre-se: essa regra de transparência, só vale para você.... contribuinte.

    O texto acima foi publicado na seção "Desabafe", no site do Noblat

    AUTO_brum

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    A farra dos cartões

    Não se pode evocar a proteção em si da Presidência para ter-se uma verdadeira blindagem [...]Não deve haver o sigilo de forma alguma. Nós vivemos em uma República, e é princípio básico da administração pública a publicidade, que nada mais é que a transparência".

    Marco Aurélio Mello, ministro do STF no Blog do Josias

     

    um dos debates com o concorrente Geraldo Alckmin, em 2006, o presidente Lula, então candidato à reeleição, considerou os cartões corporativos "a única coisa boa que o Fernando Henrique criou no governo dele". Foi assim, curto e grosso, que evitou responder ao tucano que prometia "absoluta" transparência nas prestações de contas do instrumento e cobrava do oponente promessa igual. Deu no que deu, como se descobre a cada dia mais. Os saques em dinheiro se transformaram em farra, bem parecida com os excessos de ostentação a que não resistem os novos ricos, dos integrantes da Presidência da República aos do mais anônimo órgão público.

    JB

      jb

    Edital público para assunto de "segurança nacional".

    Um comentarista anônimo alerta e dá o argumento definitivo contra os incompetentes e despreparados que cuidam da "segurança nacional" do Governo Lula. E contra os cínicos que alegam a dita cuja para blindar o presidente da república e a sua família gastadora. Abriram um edital para fazer uma concorrência para a manutenção dos carros que cuidam da segurança da filha do presidente, em Florianópolis, Santa Catarina. Um edital público. Todo mundo saberá onde os carros serão consertados. E ainda fornecem vistosos cartões para que a equipe de militares compre sistematicamente nos mesmos lugares, indo contra os princípios mais básicos de proteção a autoridades. O que estão querendo não é proteger o esquema de segurança, que eles mesmos escancaram. Estão querendo é esconder os gastos em lojinhas, supermercados, além dos saques cash que a turma utiliza.

    Blog do Coturno Noturno

     

    Despesas palacianas foram proibidas de constar no Portal da Transparência. Os companheiros não estão preocupados com a segurança física do chefe. Só com a segurança eleitoral de Lula.

    Augusto Nunes na Gazeta

     

    CPI das ONGs quer que Timothy Mulholland se explique sobre gastos de R4 470 mil para decorar apartamento. Tudo pago pela Finatec, fundação voltada para empreendimentos científicos e tecnológicos. "Não é difícil entender por que falta dinheiro para pesquisa", indigna-se o senador Álvaro Dias

    Correio

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Desde que aumentou o desmatamento, o governo está perdido num matagal de confusões. O presidente Lula anunciou medidas contra desmatadores, inocentou o agronegócio, desconfiou do Inpe, acusou as ONGs. Ministros da Agricultura e do Meio Ambiente divergiram sobre quem desmatou, decidiram anistiar quem desmatou e ontem negaram o que o secretário-executivo do Meio Ambiente tinha confirmado.
     O ministro Reinhold Stephanes passa o tempo todo repetindo que o país está fazendo confusão entre Amazônia Legal e Bioma Amazônia. Todo mundo que lida com o assunto sabe muito bem o que é uma coisa e o que é outra, e  que está se falando é da derrubada de árvores da Floresta Amazônica; portanto, do bioma.

    Quem confunde tudo é o governo. As reações do primeiro dia não foram confirmadas pelo que foi dito e feito nos dias seguintes. Uma das medidas anunciadas foi a suspensão do financiamento para quem desmatou. Nas semanas seguintes, o governo reduziu as taxas de juros dos fundos de desenvolvimento do Norte e do Centro-Oeste, o que, na prática, é financiar mais barato atividades sob suspeição. Depois, técnicos dos dois ministérios passaram a estudar a mais incendiária de todas as idéias: dar uma anistia a quem desmatou mais que a lei permite.

    Miriam Leitão em O Globo

     

    Reunido nesta terça-feira (12), em Brasília, o Conselho Nacional de Biossegurança pôs fim à polêmico sobre o plantio de milho transgênico pelos agricultores brasileiros. Integrado por 11 ministros, o conselho autorizou o uso de dois tipos de semente de milho genericamente modificado. Foram sete votos a favor e quatro contra.

    Prevaleceram os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Nelson Jobim (Defesa), Tarso Genro (Justiça), Celso Amorim (Relações Exteriores) e Dilma Roussef (Casa Civil). Foram derrotados José Gomes Temporão (Saúde), Marina Silva (Meio Ambiente), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Altermir Gregolin (Pesca).

    Blog do Josias

     

    O governo federal recuou e, quase um mês e meio após polêmicas e protestos, suspendeu a obrigatoriedade do selo ou etiqueta do Inmetro nos capacetes de motociclistas no país. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) decidiu que a exigência desse comprovante de certificação do instituto de metrologia, em vigor desde 1º de janeiro, vai valer somente para quem tiver capacetes fabricados a partir de agosto de 2007, e não mais para todos. E, mesmo assim, a medida foi postergada: tanto a presença de selo ou etiqueta do Inmetro como a obrigatoriedade das faixas refletivas nas laterais e traseira do capacete só passarão a ser fiscalizadas em 1º de junho. O recuo da gestão Lula (PT) ocorreu depois de questionamentos do próprio Inmetro.

    Folha

     

    A midia

    O efeito dessa hegemonia tucano-petista sobre o pensamento crítico foi devastador. Quantos radicais do nada, quantos Fla x Flus imaginários! Mas tudo sempre pode piorar. Em termos de degradação moral e miséria intelectual, nada supera hoje certos blogs politicamente aparelhados por PT e PSDB.
    Farei como falou um dia Demétrio Magnoli: não direi seus nomes, assim como não jogo lixo na rua. O pequeno dândi que serve a Lula e o grasnador a serviço do serrismo são, no fundo, a mesma pessoa. Um não existe sem o outro.

    Fernando Barros e Silva na Folha

     

    Na sua coluna de sábado, à página A2, Fernando de Barros e Silva opina sobre blogs de política e cita uma frase que usei em contexto distinto, tratando de outro tema. Ele não distorceu o que eu disse, mas no contexto usado a citação pode dar origem a interpretações equivocadas. Considero o blogueiro que ele classifica como "grasnador a serviço do serrismo" como um analista político que está a serviço apenas de suas próprias convicções. Eu o leio, concordando e discordando. Já o blogueiro que ele define como "pequeno dândi a serviço de Lula" não merece leitura pois não tem convicções, adaptando suas opiniões a seus interesses conjunturais.
    DEMÉTRIO MAGNOLI (São Paulo, SP) nas cartas do leitor da Folha

     

    Demétrio Magnoli, um filme e caráter

    .... Leitores me enviam cópia da carta que Demétrio Magnoli, colunista de O Globo e do Estadão, enviou ao Painel do Leitor, da Folha de S. Paulo. Magnoli, tantas vezes recomendado neste blog como um dos melhores textos da imprensa e dono de uma voz lúcida, também é, eu já sabia, uma pessoa de caráter. Concordamos em muita coisa e discordamos outro tanto, mas há respeito mútuo.
    Dia desses, a Globo voltou a exibir um grande filme. Sempre que posso, vejo. Se vocês não conhecem, corram à locadora: trata-se de O Imperador do Norte, de Robert Aldrich. A história poderia ser corriqueira, mas se torna um pequeno e denso tratado das relações humanas, num ambiente de crise social. Nos anos da Depressão, o desafio dos “vagabundos”, que vivem pelas ferrovias, é pegar carona nos trens que cortam os EUA. A sua única vitória – a possível – consiste em driblar a vigilância.
    Dois pólos de conflito se estabelecem: o primeiro entre o vagabundo Nº 1 (Lee Marvin, estupendo!) e o segurança Shack (Ernest Borgnine, idem). O outro acontece entre o Nº 1 e Cigaret (Keith Carradine), apenas um aspirante a "grande vagabundo”, mas que já chega no pedaço tentando desbancar aquele reconhecido, sem dúvida, como o melhor – e, por isso, “Nª 1”.
    Não vou contar mais. Quero muito que vocês vejam o filme, que, ademais, prende a atenção — não é uma dessas charadas que requerem manual de instrução. Num dado momento, o Nº 1 é obrigado a dizer ao aspirante que este tinha, sim, algum talento, mas lhe faltava uma coisa essencial: caráter!!!
    É isso aí. Não basta ser bom. É preciso ter caráter. Magnoli tem. Eu tenho. Alguns outros caem do trem.
    Reinaldo Azevedo

     

    "Em sua coluna de 10/2 ("Costume nacional", caderno Brasil), Janio de Freitas afirmou que Itamar Franco criou, FHC extinguiu e Lula recriou a Controladoria Geral da União. Errou. FHC extinguiu uma Comissão Especial de Investigação criada por Itamar Franco para ampliar as investigações da CPI do Orçamento. Essa comissão não foi criada como um órgão permanente de governo e apresentou seu relatório final ao presidente da República no fim de 1994. FHC criou a Corregedoria Geral da União em 2/4/2001. Lula manteve o órgão e mudou o nome para Controladoria. A CGU pode ter cumprido "um papel extraordinário", como diz Janio de Freitas, mas, à época, houve quem criticasse sua criação. José Dirceu, por exemplo, disse que ela representava "um atestado de incompetência" ao procurador-geral da República. Outro petista, o então senador José Eduardo Dutra, disse: "Um órgão de governo não tem condições de fiscalizar o próprio governo. Uma investigação conseqüente dos atos do Poder Executivo só pode ser realizada por agentes externos, como as Comissões Parlamentares de Inquérito, o Ministério Público e o TCU"."

    EDUARDO GRAEFF , ex-assessor da Presidência no governo FHC (Brasília, DF)

    Resposta do jornalista Janio de Freitas - Quanto à CGU e seus nomes, nada a opor. Mas a comissão criada por Itamar Franco foi extinta por decisão de governo - o de Fernando Henrique. Não citei e nada tenho com posições do PT.

    Painel do leitor  da Folha

     

    O “jornalismo” dos “dualéticos” (a turma das duas éticas) e dos tocadores de tuba atinge, com esta CPI, o seu momento sublime. A tese é a de que o presidente Lula acenou para uma distensão com o PSDB. Ulalá! A distensão consistiu em criar uma variante do “dossiê fajuto” em São Paulo e em fazer uma CPI envolvendo o governo FHC sem que haja nem mesmo uma denúncia?
    Nunca o papel viu antes, em letra impressa, misto tão extravagante de sabujice e estupidez.

    Reinaldo Azevedo

     

    Da série “ a zelite num gosta de mim.....”

    Num instante em que mega-bancos dos EUA e da Europa dobram os joelhos diante da crise do mercado imobiliário, as casas bancárias do Brasil dão uma lição ao mundo: banco que é banco só se arrisca quando não há o menor perigo.

    Ainda outro dia, o Bradesco encantava o país com o anúncio de seu lucro no ano da graça de 2007: notáveis R$ 8,01 bilhões. Pois nesta terça (12), o Itaú provou que, no setor bancário, muito mais ainda é muito pouco.

    O Itaú anunciou lucros de R$ 8,474 bilhões. Quase o dobro (96%) do resultado que obtivera em 2007: R$ 4,309 bilhões. Coisa que não se via há duas décadas. Parte do estrepitoso resultado está escorada na carteira de empréstimos. Que continua apontando para o alto.

    Blog do Josias

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Lula e FH buscam blindagem na CPI

    - Folha: Governo e oposição fazem acordo para esfriar a CPI

    - Estado: Anistia a desmatador racha ministério e governo recua

    - Globo: Acordo garante CPI mista e com investigação até 1998

    - Gazeta Mercantil: Fusões no País na contramão do mundo

    - Correio: CPI poupa FHC e Lula. Serra proíbe saques

    - Valor: Primeiro IPO do ano revela investidores mais exigentes

    - Estado de Minas: Acordo para a CPI dos cartões racha partidos

    - Jornal do Commercio: Guerra ao fumante

     

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

     

    Perolas 2/2

     

    Ainda o “são todos iguais????”

    O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em contato no domingo com Sérgio Guerra, procurando um entendimento para a criação de uma "CPI civilizada", que não tenha o único intuito de investigar os gastos presidenciais de Lula e de FHC. Do lado tucano, o ministro ouviu não ser interesse do partido fazer uma devassa nas contas do petista, mas uma investigação profunda sobre o uso dos cartões

    Folha

     

    Do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista à rádio CBN:

    - Eu vejo toda hora nos jornais que temos que preservar a família dos presidentes. Claro, deve-se preservar a intimidade das famílias, mas não os gastos das famílias se eles forem feitos com dinheiro público. Se alguém da minha família, não houve isso, mas se tivesse usado conta B, cartão corporativo, seja lá o que for, para comprar o que é pessoal e indevido, não pode. É errado.

    - A oposição não precisa fazer acordo de nada. Faz a CPI a partir do fato determinado. Se no encadeamento da investigação ficar claro que é necessário remontar ao passado, que se chegue até Deodoro (Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil, de 1889 a 1891). Isso dá uma impressão de que estamos escondendo alguma coisa. Esconder o que? Se tiver ocorrido alguma coisa errada no meu governo, eu sou o primeiro a querer saber o que foi para dizer que infelizmente houve isso e que não se deve fazer

    Noblat

     

    Levados à berlinda, Lula e José Serra vêem no debate um quê de conspiração. No plano federal, seria insuflada pela por tucanos e ‘demos’. Na esfera estadual, seria urdida pelo petismo.

    Que há interesses partidários em jogo, não há dúvida. E é bom que seja assim. Democracia pressupõe a existência de oposição, de contraditório. O certo e o errado não podem ser substituídos pelo conveniente e o inconveniente.

    Pois bem, a despeito do todo o muxoxo, o alarido dos cartões já produziu resultados. Em Brasília, o governo limitara os saques com cartões corporativos a 30%. De resto, arrancara os cartões das mãos dos ministros de Estado.

    Nesta segunda-feira (11), embora sustente que não há nada de errado com os cartões de sua administração, o governador tucano José Serra proibiu todo e qualquer tipo de saque. Trata-se de uma providência temporária. Vai durar até que o governo faça um levantamento dos gastos realizados em 2007. Alvíssaras!

    Blog do Josias

     

    Quem teme CPIs são governos de plantão, não os que acabaram há cinco anos. Mas o Planalto não ficou na defensiva, foi para o ataque.
    Ele deveria estar na berlinda, mas puxou os governos FHC e Serra. A oposição pode berrar à vontade que antes só havia "gastos do tipo B" e os cartões só começaram em 2001; ou que os cartões de Serra são diferentes dos de Lula, porque dirigidos para gastos bem específicos da administração. Do ponto de vista político, o efeito é quase nulo.
    Tecnicamente, CPIs são para apurar "fatos determinados". Politicamente, quando a onda vem, a rede pesca tudo. Quanto maior e mais disseminado for esse "tudo", maiores as chances de dar em nada. Melhor para Lula, melhor para eles todos, governo e oposição.

    Eliane Cantanhede na Folha

     

    As minhas contas não estão comigo, estão com o atual governo. Eles não precisam nem de CPI para investigar. Basta olhar os documentos que têm em mãos
    Fernando Henrique Cardoso, no Estado

     

    Vampiros não sangram.

    Ao final do primeiro turno de 2006, um PSDB embasbacado passou uma semana sem saber o que fazer com a campanha para o segundo turno. Nenhum movimento. Enquanto isso, Lula saiu a campo e dominou a cena política. Ninguém esquece o exterminador de florestas, Blairo Maggi, descendo a rampa do Planalto com R$ 1 bilhão de verba liberada para virar o jogo no seu estado. E o ninho tucano jogado às traças, com José Serra e Aécio Neves comemorando as suas eleições e Geraldo Alckmin abandonado. Deviam ter aprendido. Agora, novamente, demoraram uma semana para vir a público e bater de frente contra as calúnias petistas. Deixaram que a CPI que era da Oposição virasse da Situação. Mesmo com Lula em férias, dentro de um forte apache, sem aparecer em público, foram incompetentes e lerdos. FHC e Serra ficaram apanhando feito cachorro, de quem? Da tropa de choque do Lula. Se os tucanos quiserem transformar mais esta CPI em pizza, achando que têm que levar as coisas em banho-maria até ganhar por VO em 2010, vão quebrar a cara, novamente. Com o PAC numa mão e um cartão corporativo na outra, Lula elege até mesmo o Ciro Gomes, que ontem já estava chamando meio mundo de "besta". Desejamos que os democratas descubram que podem ser protagonistas e não uma mera tropa de figurantes. E que os tucanos rasguem o seu figurino de bons moços. Que alguém assuma o leme de uma oposição dura, malvada, irredutível. A CPI dos Cartões tem um imenso simbolismo. Se for bem utilizada para mostrar o quanto se rouba neste país, de cima até em baixo. Que seja usada com este objetivo. Claramente. Não vamos esquecer que a história se repete. 2006 mostrou, da mesma forma que o mensalão já havia mostrado, que com esta gente não dá para esperar sentado, não dá para deixar sangrar. Vampiros não sangram.

    Blog coturno noturno

     

    Pronto, vem aí a CPI dos Cartões Corporativos, pronta para investigar o mundo, de Lula a Fernando Henrique, dos ministros de Lula aos ministros de Fernando Henrique (que, por coincidência, muitas vezes são os mesmos), do PSDB ao PT. Teremos aqueles políticos de sempre gritando com as testemunhas, fazendo cara de conteúdo, desempenhando o papel de ferozes inquisidores.

    E daí? Shakespeare, o genial dramaturgo britânico, deu a resposta com antecedência de quase 500 anos: “much ado for nothing”, muito barulho por nada. Ninguém espere que o líder do Governo Lula no Senado, Romero Jucá, seja implacável ao pesquisar o Governo Fernando Henrique, cujo líder no Senado era Romero Jucá. Nem que um dos principais aliados de Fernando Henrique no Senado, José Sarney, seja duro ao investigar o Governo Lula, que tem em José Sarney um de seus principais aliados no Senado. Nem que Renan Calheiros, lulista desde criancinha, que evitou a perda de seu mandato graças ao apoio de Lula, queira investigar o ministro da Justiça de Fernando Henrique, Renan Calheiros. Nem que o senador César Borges, aliado do PT, esclareça suas declarações de 2004 sobre o “inescrupuloso uso" da máquina administrativa pelo PT.
    Mas haverá show, TV, rigoroso inquérito – que, como notou Luís Fernando Veríssimo, não é a mesma coisa que inquérito rigoroso, e sim o seu oposto – e severas punições. Três faxineiros e quatro ascensoristas, ah, esses não escapam!

    Carlos Brinckman no blog do prof. Romano

     

    Para o presidente do PSDB, o governo gere de forma inadequada a crise dos cartões. Ele diz que, em entrevista concedida na semana passada, a minsitra Dilma Rousseff, "tratou do problema como se não dissesse respeito ao governo". Queixa-se da tática de arrastar FHC para o centro do problema:

     "Toda a vez que o governo é acusado, ele remete para o passado. Isso não é uma coisa honesta. Recebem uma acusação e dizem: eu fiz, mas quem nao fez? Isso é recorrente. Dessa vez, eles se moveram para trás, com FHC, e para o lado, com José Serra. Não é coisa de gente séria. O importante é fazer uma investigação correta, de maneira construtiva. De modo que o Senado possa continuar trabalhando."  

     Do modo como foi conduzido, o acerto não-declarado marginalizou os senadores do PSDB e do DEM, que não se sentem comprometidos. O líder tucano Arthur Virgílio, por exemplo, elogia os termos do requerimento de CPI de Carlos Sampaio. Acha que é o "ideal". Entre quatro paredes, porém, insurge-se contra qualquer coisa que se pareça com um acordo capaz de restringir as investigações. Acha que o PSDB deve comparecer à CPI de lanças em punho.

     Em privado, José Agripino Maia (RN), líder do DEM, dá de ombros para os acertos informais. Diz que "os fatos é que vão ditar os rumos da investigação, não as conveniências de A ou de B". Sustenta que o "fato determinado" a ser apurado na CPI diz respeito à gestão Lula. "Não adianta tergiversar nem tentar escamotear." De resto, senadores como Demóstenes Torres (DEM-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) tampouco parecem o dispostos a preservar Lula.

    Reservadamente, Demóstenes chega a dizer que, havendo irregularidades no período de FHC, não há acordo capaz de deter a averiguação. Deve-se investigar com o mesmo rigor, opina. 

    Blog do Josias

     

    A má consciência não pode ser guardiã da imparcialidade

    A isenção, o apartidarismo e a independência de um veículo de comunicação e dos seus jornalistas não podem se converter num tribunal em que todos são, de saída, igualmente culpados. Quando isso acontece, a má consciência se torna guardiã da imparcialidade. E, vejam só!, acaba-se sendo condescendente e, às vezes, até conivente com o crime. Os petistas perceberam muito bem as fragilidades técnicas, intelectuais e morais do “isentismo”, que é a doença infantil do jornalismo, e a transformaram numa arma a ser favor. Uma arma, acreditem, terrível.
    .......

    A forma que o jornal ou revista têm de provar que não se alinham com este ou com aquele é publicar reportagens também contra o partido adversário – tenha ele ou não culpa no cartório. Acreditem: em certos ambientes jornalísticos, toma-se mesmo a clara decisão de “pegar o partido B, já que estamos dando muita notícia negativa sobre o partido A”. É isso a independência? É isso a isenção? É isso a virtude?
    .....

    . Quando aquele petista porra-louca depredou o Congresso, liderando baderneiros que se diziam sem-terra, aquilo certamente contou como “notícia negativa” para o PT – negativa, entenda-se, segundo a linha editorial dos grandes veículos, que defendem o respeito às leis democráticas (quase sempre...) Será preciso, depois, equilibrar o jogo forjando, sei lá, uma “notícia negativa” para o PSDB ou o DEM. Em suma: os dois partidos de oposição devem sofrer, também, as conseqüências negativas do gesto delinqüente do petista.
    Boa parte dos veículos se deixa patrulhar, de maneira miserável, por essas formas disfarçadas do petismo. E acabam caindo em esparrelas patéticas – além, é claro, de confundirem o certo com o errado, o legal com o ilegal, o virtuoso com o vicioso. Como o PT é o único partido organizado nessa área de comunicação e como ele reclama muito, tem-se, então, a propagação da mentira deslavada de que a grande imprensa é antipetista. Alguns, por tolice, e outro, por má fé mesmo, levam em conta a falsidade e, em vez da isenção, praticam o “isentismo”.
    Foi o que se viu nessa história dos cartões de débito em São Paulo. Uma ministra de Estado caiu porque não conseguiu explicar os seus gastos. A conta secreta da Presidência da República secreta é – e, pois, trata-se de uma caixa preta. Se Lula gasta bem ou mal alguns milhões por ano, não podemos saber. De fato, ninguém sabe. Nada menos de 60% dos gastos são saques na boca do caixa – nesse caso, saques de verdade, já que não se trata de operações bancárias de pagamento. O governo federal estava mal, não é? Precisava sair das cordas. Tinha de reagir.
    E foi o que fez com a ajuda do “isentismo”. Pensando bem, essa história dos cartões de débito de São Paulo foi uma versão um pouco mais light do dossiê dos aloprados:
    - cartão de débito não é de crédito porque tem prévio provionamento;
    - inexistem contas secretas em São Paulo;
    - o primeiro escalão do governo não tem cartões;
    - é mentira que São Paulo gaste mais em despesas de emergência (R$ 108 milhões) do que o governo federal (supostos R$ 76,5 milhões). Os gastos emergenciais federais são de R$ 177 milhões, não de R$ 76,5 milhões;
    - é mentira que o governo federal é mais transparente, já que teria todos os dados no Portal da Transparência, e o governo de São Paulo, não.
    Este último item, então, é de lascar. Reportagem de O Globo de segunda demonstrou que, dos R$ 177 milhões, é possível saber o destino DE APENAS 11% do dinheiro. Que transparência vagabunda é essa? Os gastos emergenciais do governo de São Paulo não estão, é verdade, na Internet, mas todos os deputados têm acesso a 100% do que se gasta – e esse “todos” inclui a diligente bancada petista. Quer dizer que, antes, eram, então, coniventes com irregularidades? Mas quais irregularidades? Essa história de que basta botar na Internet para ser transparente é coisa, de fato, de um idiota.

    Reinaldo Azevedo

     

    Da serie pensando bem

    I'm a Republican Because...
    I BELIEVE the strength of our nation lies with the individual and that each person’s dignity, freedom, ability and responsibility must be honored.
    I BELIEVE in equal rights, equal justice and equal opportunity for all, regardless of race, creed, sex, age or disability.
    I BELIEVE free enterprise and encouraging individual initiative have brought this nation opportunity, economic growth and prosperity.
    I BELIEVE government must practice fiscal responsibility and allow individuals to keep more of the money they earn.
    I BELIEVE the proper role of government is to provide for the people only those critical functions that cannot be performed by individuals or private organizations, and that the best government is that which governs least.
    I BELIEVE the most effective, responsible and responsive government is government closest to the people.
    I BELIEVE Americans must retain the principles that have made us strong while developing new and innovative ideas to meet the challenges of changing times.
    I BELIEVE Americans value and should preserve our national strength and pride while working to extend peace, freedom and human rights throughout the world.
    FINALLY, I believe the Republican Party is the best vehicle for translating these ideals into positive and successful principles of government.

    De um blogueiro do Daniel Piza

     

    Eu acredito que o futuro da nossa nacao repousa sobre os pensamentos e acoes do PT.

    Eu acredito no PT, porque todos sao iguais perante a lei, e que as excecoes so se aplicam ao PT. 

    Eu acredito que o Estado seja o maior criador de riquezas e que sua geracao seja distribuida preferencialmente ao PT.

    Eu acredito que sempre que for a favor do PT a responsabilidade social, politica e fiscal sejam praticadas.

    Eu acredito que o Estado deve participar de todos os setores da economia e os cargos preenchidos somente pelo pessoal do PT.

    Eu acredito no PT e em todos os fundamentos economicos, politicos e social que favorecam ao PT.

    Eu acredito que todas as praticas do PT devam fazer parte da nossa cultura em todos os niveis recebedores e jamais das classes pagadoras de impostos.

    Eu acredito que todos os principios do PT sejam exportados para que o Mundo seja melhor e que uma comissao seja paga ao PT como royalties, devido a criatividade, iniciativa,flexibilidade e ensino de know-how na gestao publica.

    Versao pindoramica, enviada por um amigo....

     

     

    Perolas Internacionais

    The latest Rasmussen Reports tracking poll finds that 49% of Americans now say the U.S. and its allies are winning the War on Terror (see crosstabs). That’s up from 43% a month ago and is the highest level of confidence measured in more than three years.

    Not only that, just 23% now believe the terrorists are winning. That’s down two points from a month ago and down seven points from 30% three months ago. It’s the lowest level of pessimism recorded during the President’s second term in office.

    For the third straight month, a plurality expects that the situation in Iraq will get better over the next six months. The Rasmussen Reports national telephone survey found that 36% of all American voters take that optimistic view. Thirty percent (30%) take the opposite view and expect things to get worse.

    The change in perceptions concerning Iraq over the past eight months are remarkable. While 30% continue to offer a pessimistic assessment of the next six months in Iraq, that figure was 49% in July. Today, 36% expect things to get better, that’s up from 23% last July.

    Partisan divides on these topics remain substantial.

    Republicans, by a 76% to 10% margin say the U.S. and its allies are winning the War on Terror. Democrats, by 37% to 29% margin, say the terrorists are winning. As for voters not affiliated with either major party, 46% believe the U.S. and its allies are winning while 19% believe the opposite.

    As for Iraq, Republicans expect things to get better over the next six months by a 66% to 13% margin. Democrats, by a 44% to 16% margin, expect the situation in Iraq to get worse. Unaffiliated voters are evenly divided.

    Overall, 33% believe that history will record the U.S. involvement in Iraq as a success. Forty-eight percent (48%) believe that history will judge the mission to be a failure while 19% are not sure. Those figures reflect a net improvement of six percentage points over the past month.

    President Bush hasn’t gotten much credit for the increased optimism. Just 30% of voters say he has done a Good or an Excellent job handling the situation in Iraq. That’s up just two points over the past month. Forty-nine percent (49%) say the President has done a poor job handling the situation in Iraq. That figure is down two points from 51% a month ago.

    http://rasmussenreports.com/public_content/politics/mood_of_america/war_on_terror/war_on_terror_update

     

    Piadas

    Chelsea Clinton recently discussed current events with a U.S. soldier . She asked if, as an American fighting man, anything scared him .

    He told her there were only three things he feared:

    1) Osama

    2) Obama

    AND

    3) Yo Mama

     

    February 11

    Perolas

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Só 11% das pequenas despesas são transparentes

    Globo

     00rs0210a

    PT tenta levar crise dos cartões ao PSDB

    Estado

     

    Para PT, a crise dos cartões é ‘ação demagógica’

    Blog do Josias

     00rs0210c

    Virgílio pede no STF cartões sigilosos de Lula e de FHC

    Blog do Josias

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    “A boa novidade no Brasil é que essas maiorias elegeram um presidente oriundo da classe dominada, de quem não se esperava que transgredisse a lei da honestidade e da moralidade. E quando ele se viu obrigado a jogar o jogo da classe dominante para continuar no poder, houve uma grita a partir da classe média, sinceramente honesta, contra a corrupção e a fraude que esse mesmo presidente antes condenava.......

    .... a honestidade e a moralidade da maioria da população sempre foram o esteio da sociedade de classes

    Do artigo que a petista Rose Marie Muraro publicou na Folha de S. Paulo no dia 12 de setembro de 2006, referindo-se ao mensalão. Artigo completo em http://www.brasiliaemdia.com.br/2006/9/14/Pagina869.htm

     

    Entre 1999 e 2006, o governo federal destinou R$ 15 bilhões em dinheiro público a mais de 7 mil ONGs. As despesas com essas entidades subiram 71% no primeiro mandato do governo Lula em relação ao último do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    O que era para ser uma solução virou um problema. De acordo com auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais de R$ 10 bilhões em convênios do governo com ONGs deixaram de ser fiscalizados nos últimos anos. As ONGs ainda não prestaram contas de R$ 2 bilhões recebidos do governo. A falta de fiscalização transformou essas entidades em mais um foco de corrupção, segundo o Ministério Público Federal.

    Epoca

     

    Antes, fechava-se a porta da cozinha. Fazia-se tudo às escondidas e empurrava-se a sujeira para baixo do tapete. Agora...... Perdeu-se o recato, eis a grande diferença. Atingiu-se o vale-tudo sem culpa.

    Vem daí que, neste sábado (9), os ministros Edison Lobão e José Múcio reuniram-se no Planalto. Foram cuidar do rateio das estatais que pendem do organograma da pasta das Minas e Energia. Tudo às claras.

    Blog do Josias

     

    De tudo o que foi dito e escrito sobre a farra apoteótica da gastança de comissários e familiares do presidente da República com os cartões de crédito administrativos, faltou enunciar claramente, sem subterfúgios nem meias palavras, uma verdade conclusiva: foi roubo puro e simples, e os roubadores, se vivêssemos sob o império da lei, deveriam ser indiciados como ladrões comuns. É o espetáculo da impunidade.

    Antonio Sepulveda no JB

     angeli

    A população também tem culpa no cartório

    Meus amigos: responsabiliza-se muito, e com toda razão, os políticos, os três poderes, a classe empresarial (urbana e rural).

    Mas... e o povo, os cidadãos?

    Onde estão os artistas, os intelectuais, os estudantes, as donas de casa, as classes trabalhistas, os professores, os profissionais liberais, enfim o povo?

    Será que o população pobre brasileira ainda é aquela que não percebe nada, que é ingênua, que é massa de manobra?

    Não sei não... A globalização está aí, as informações correm e mesmo quem não sabe ler, vê e escuta as notícias. Não acredito que o marketing político tenha todo esse poder de convencimento.

    A população está aí ganhando a Bolsa-Família, indo ao funk, ao samba, fumando e cheirando muito. Uma boa parte dos artistas está com medo de perder os seus patrocínios. A classe média está mamando nas tetas do governo.

    Levantando a bola para discussão: sim, o Estado corrupto é grandemente responsável, mas a população tolerante, medíocre também tem culpa neste cartório. O que fazer?

    Blogueiro do Noblat

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    A farra dos cartões

    Dentre as pequenas despesas do governo em 2007, feitas sem licitação e que somam R$ 177,5 milhões gastos em cartões corporativos ou contas tipo B, apenas 11% foram detalhados no Portal da Transparência. As contas tipo B, de controle precário, serão extintas até junho.

    Globo

     AUTO_marcoaur

    Partidos oposicionistas vão consultar o Supremo Tribunal Federal sobre os limites de investigação de uma comissão de inquérito em relação a dados sigilosos do Palácio do Planalto. E reforçam ofensiva pela criação de uma CPI mista para investigar os gastos com os cartões corporativos.

    Correio

     clayton

    Sobre a CPI, o correspondente do Financial Times, Jonathan Wheatley, faz uma previsão certeira: “os brasileiros podem ter certeza que nada vai vir dessa investigação. Também podem ter certeza que os políticos vão continuar confundindo dinheiro publico com o deles”.

    Blog da Época

     AUTO_waldez

    A Presidência da República tem pelo menos 150 cartões corporativos, conforme levantamento obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a repórter Sônia Filgueiras, juntos, os titulares desses cartões gastaram no ano passado R$ 6,2 milhões. Do grupo, apenas 68 servidores tiveram suas despesas divulgadas no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU) na internet. Ou seja, cerca de 80 funcionários ligados à Presidência realizaram despesas que foram omitidas no site. Os servidores cujos nomes e despesas não são divulgados no portal gastaram, conforme o levantamento, R$ 5,3 milhões ao longo de 2007, e R$ 1,4 milhão foram sacados em espécie.

    Carlos Alberto Di Franco  no Estado

     

    Ao tachar a reação de “demagógica” e “moralista”, obra de “reacionários”, o PT converte em lero-lero a pseudodisposição de “assumir com vigor a defesa da apuração de todos e quaisquer desmandos administrativos, defendendo com firmeza a investigação de fatos e a punição de eventuais envolvidos em toda e qualquer conduta que envolva a prática de atos ilegais ou de improbidade administrativa [...].”

    Blog do  Josias

     

    O PT decidiu emitir uma nota de desagravo à ex-ministra Matilde Ribeiro, que teria cometido apenas um engano. O ministro Tarso Genro, muito apropriadamente da Justiça, filosofou: “Ela não agiu de maneira dolosa. Ela não quis obter vantagem pessoal; foi falta de prática para manusear um recurso administrativo”. Em certo sentido, Tarso tem razão. Todos os outros petistas têm mais “prática” do que Matilde. Ela deveria ter feito como seus companheiros práticos, né? Deveria ter sacado na boca do caixa. Coitada! Caiu porque ainda era uma petista sem prática... O mais prático deles todos, sem dúvida, é Lula. Depois, creio, vem Delúbio Soares.

    Reinaldo Azevedo

     

    Membros da CPI das ONGs apostam na investigação da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), entidade sem fins lucrativos de apoio à Universidade de Brasília (UnB), para entrar no mundo dos cartões de crédito corporativos do governo e, assim, esquentar os trabalhos da comissão.

    O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) deve apresentar nesta semana requerimentos pedindo informações ao Ministério Público do Distrito Federal e à UnB, e também a convocação do reitor da instituição, Timothy Mulholland, e de funcionários da Finatec.

    O Ministério Público afirma que a Fundação empregou recursos, inicialmente destinados à pesquisa científica e tecnológica, para reformar o apartamento funcional do reitor da UnB.

    Folha

     

    Chico Otávio informa no Globo desta segunda que o Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília vai se mobilizar para pedir o afastamento do reitor Thimoty Mulholland. De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos gastou nada menos de R$ 470 mil para reformar e mobilizar a luxuosa cobertura em que mora o digníssimo. Vocês se lembram, não é? Em matéria de lixo, por exemplo, o reitor não abre mão do melhor: só uma das lixeiras custou a bagatela de R$ 990.

    Reinaldo Azevedo

     

    A tatica do gambá, ou o “sou mas quem não é?????

     Reunidos sábado em Brasília, petistas adotaram um discurso de ataque ao PSDB para defender o governo Lula das denúncias do mau uso dos cartões corporativos. Em tom de desafio, petistas afirmaram que o governo do tucano José Serra em São Paulo gasta muito com os cartões e não tem transparência na prestação de contas. Em 2007, o Estado gastou R$ 108,4 milhões por este sistema.

    ....

    Na sexta-feira, o governo Serra anunciou que disponibilizará na internet a partir de maio todos os dados de gastos com os cartões de débito do Estado.

    Os tucanos acusam o PT de "criar confusão na opinião pública, tratando questões diferentes como se fossem iguais" e "tentar justificar seus abusos com a idéia de que os outros partidos também os cometem". 

    Estado

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    Abrindo links para planilhas detalhadas de gastos dos pilotos do Aerolula, o Contas Abertas mostra toda a mordomia e toda a falta de prestação de contas que envolve as viagens presidenciais. “É preciso esclarecer a relação jurídica dos pilotos com o governo e informar a população sobre isso. Quanto ao montante dos contratos, depende do valor que o mercado pagaria a esse tipo de profissionais”, diz Antonio Flavio Testa, cientista político. Leia aqui.

    Blog coturno noturno

     

    O ex-ministro José Dirceu, derrubado pelas denúncias do mensalão, volta a preocupar o governo Lula, diante da crise provocada pelas denúncias de uso irregular de cartões de crédito corporativo, que já bate à porta do Palácio do Planalto, com as últimas revelações da imprensa. O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a possibilidade de Dirceu ter usado notas frias em despesas de aluguel de dois veículos.

    JB

     

    Para tentar reduzir e compensar o desmatamento na Amazônia Legal, o governo Lula planeja dar uma anistia a quem derrubou ilegalmente a floresta, informa o O Estado . Pela medida em estudo nos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, empresas e agricultores poderão manter 50% das fazendas desmatadas, voltar à legalidade e ter direito ao crédito agrícola oficial se aceitarem recuperar e repor a floresta dos outros 50% das propriedades. Feitas as contas, se a decisão for adotada, o governo vai legalizar em torno de 220 mil quilômetros quadrados de Amazônia desmatada ilegalmente, uma área correspondente à soma dos Estados do Paraná e Sergipe.

    Blog da Época

     

    É dando.....

    A principal reação do governo Lula à nova CPI foi a divulgação de que Jose Antônio Mariz, ex-presidente da Eletronorte, será o novo presidente da Eletrobrás. Para o seu antigo posto, vai Lívio de Assis. Uma das diretorias da Eletrobrás será ocupada por Miguel Colassuomo, enquanto Nestor Zelada vai comendar a área de operações internacional da Petrobras. Agora, o nome aos bois: Mariz é indicação de José Sarney; Assis, de Jader Barbalho; Colassuomo, de Michel Temer e Orestes Quércia. Zelada foi apadrinhado por Temer e o PMDB mineiro. A O Globo, o ministro que em tese vai chefiar todo esse povo, Edison Lobão, reconheceu que as nomeações vão ajudar o governo a controlar a CPI dos Cartões:  “Essas articulações todas contribuem para a consolidação da base. Do ponto de vista político, o governo se fortalece”, disse. Então, tá.

    Blog da Época

     AUTO_novaesjb

    Novo programa do governo vai beneficiar o PT e seus aliados - Entre os potenciais favorecidos pelo projeto federal, voltado para a população rural, 75% estão em Estados da base do governo. Está prevista a aplicação de R$ 7 bilhões neste ano na ação, que foi batizada de Territórios da Cidadania e atenderá 958 municípios.

    Folha

     

    O cruzamento dos dados das contribuições eleitorais, das emendas de bancada e da execução do Orçamento da União mostra que muitas doações têm retorno certo. Obras rodoviárias receberam recursos de emendas de bancadas que foram parcialmente financiadas justamente pelas empreiteiras que executam esses empreendimentos. No Rio Grande do Sul, as empresas Cotrel e Sultepa tocam a construção de trecho na BR-158, entre Santa Maria e Rosário, na região central do estado. Elas receberam cerca de R$ 27 milhões do governo no ano passado. O dinheiro foi gerado por emendas da bancada gaúcha. Nas eleições de 2006, essas empreiteiras fizeram doações para quatro candidatos do estado. Casos como esse também acontecem na Bahia, em Mato Grosso e Rondônia.

    Correio

     

    Olha ela aí, de volta, pessoal.....

    Uma matemática difícil de entender nas padarias de todo o Brasil. O preço do trigo caiu. Mas o do pãozinho, ao contrário, subiu. E muito. Quem vai à padaria de manhã não entende preços tão altos.

    Bom Dia Brasil

     

    Mais uma vez, o Brasil se curva ante a...

    Uma delegação boliviana virá ao Brasil ainda em fevereiro para tratar de um assunto diplomaticamente complicado. A Bolívia não tem gás para cumprir seu contrato de fornecimento à Argentina e pretende abrir negociação tripartite, envolvendo o Brasil, com o objetivo de acertar uma redução da exportação de gás ao Brasil para aumentar a oferta à Argentina. A medida evitaria o agravamento da crise energética argentina. Segundo o jornal boliviano "La Razón", a Bolívia só tem condição de enviar 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia à Argentina, embora contrato acertado para 2008 fixe o fornecimento mínimo de 4,6 milhões de metros cúbicos. O governo boliviano tenta organizar uma reunião entre os presidentes Evo Morales, Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, Morales tentaria convencer Lula a ceder parte do gás a que tem direito em benefício da Argentina. O contrato de venda de gás da Bolívia para o Brasil estabelece a disponibilidade diária de até 30 milhões de metros cúbicos. Desde o terceiro trimestre do ano passado, o país vem usando gás quase no limite contratual. A Bolívia produz 36 milhões de metros cúbicos por dia. O consumo interno está perto de 6 milhões

    Valor

     

    A PTrobras....

    Os investimentos das empresas estatais federais bateram recorde no ano passado, quando atingiram R$ 39,97 bilhões, um crescimento nominal de 21,8% em relação a 2006, segundo o Ministério do Planejamento. Esse desempenho, no entanto, foi garantido quase que exclusivamente pelo grupo Petrobrás, pois os investimentos do grupo Eletrobrás e do conjunto das demais empresas do setor produtivo estatal caíram.

    Estado

     

     

    O defensor dos frascos e comprimidos...

    O acesso dos brasileiros aos serviços de infra-estrutura melhorou de maneira geral, mas piorou sensivelmente nas camadas mais pobres, segundo estudo que será divulgado hoje pela Abdib.
    Nos quatro serviços analisados (coleta de esgoto, abastecimento de água, energia elétrica e telefonia), a proporção da camada mais pobre (até três salários mínimos) na fila de espera pelo atendimento aumentou de 1999 para 2006.
    Em 1999, 51% do total de pessoas sem acesso à coleta de esgoto eram pobres. Em 2006, a proporção se ampliou para 61,9%.

    Folha

     

    Manchetes de hoje

    - JB: País perde R$ 30,4 bilhões com acidentes de trânsito

    - Folha: Obama leva prévias e se aproxima de Hillary

    - Estado: Petrobrás garante recorde de investimento

    - Globo: Só 11% das pequenas despesas são transparentes

    - Gazeta Mercantil: Brasil perde R$ 30,4 bilhões com acidentes nas rodovias

    - Correio: Fisco caça e pune sonegadores do DF em R$ 3 bilhões

    - Valor: Bolívia quer gás do Brasil para socorrer a Argentina

     

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Sobre a America LatRina

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou parar de vender petróleo para os Estados Unidos, a não ser que eles parem uma "guerra econômica" que incluiria, a seu ver, a ação movida pela Exxon Mobil. A Justiça britânica determinou o congelamento de US$ 12 bilhões em bens da estatal PDVSA.

    Folha

     

    O presidente Hugo Chávez tem algumas manias. Uma delas é brigar com o cliente. Outra é culpar as grandes empresas pelos seus fracassos. Nas últimas horas ele teve um ataque das duas manias.

    Primeiro, ameaçou suspender o fornecimento de petróleo para os Estados Unidos se a ExxonMobil continuar com a ação na Justiça para congelar os bens da PDVSA. A ação da Exxon é um exagero. Ela teve seus bens confiscados na Venezuela e decidiu agir assim em outros países e acaba de ter um vitória na Justiça Inglesa. Mas a ameaca do presidente Chávez é repetida a cada vez que há qualquer problema na relação com os Estados Unidos ou alguma empresa americana. E é uma ameaça que ele nunca cumpre. sabe por que? Porque ele é mais dependente do petróleo dos Estados Unidos do que vice versa. Os EUA compram da Venezuela 11% de todo o petróleo importado; a Venezuela vende para os EUA mais da metade de todo o petróleo que vende. Se parar de exportar, a primeira economia a entrar em colapso será a Venezuela porque 85% dela é petróleo.

    A Colômbia com que Hugo Chávez vive brigando tem uma excelente e intensa relação comercial com a Venezuela. Se o comércio entre os dois países for interrompido em algum momento, a economia venezuelana também sentiria muito.

    A briga agora com a Nestle e a Parmalat já é a outra mania de Chávez: de culpar grandes multinacionais pelos seus fracassos. A Venezuela tem enfrentado uma crise cada vez mais longa de escassez de produtos e desabastecimento. O grande culpado disso é o próprio Chávez que ameaça qualquer setor de expropriação, e isso tem inibido os investimentos para aumento da produção. A desorganização do setor produtivo vem desde a grande greve geral de 2003. Naquela época eu estive em Caracas e o entrevistei. Durante as horas de espera pela entrevista eu vi cenas de desabastecimento dentro do Palácio Miraflores. Vi funcionárias comprando e vendendo farinha para pão no corredor que dava para o banheiro próxima a sala em que ele me concedeu a entrevista. E o papel higiênico do Palácio ficava trancado no armário, e cada funcionário quando precisava tinha que pedir que se abrisse o armário para receber um pedaço do rolo. Mesmo assim quando eu perguntei para ele sobre desabastecimento, ele reagiu furioso dizendo que não havia desabastecimento que era invenção da oposição.

    Chávez governa a Venezuela como se ela fosse sua propriedade, e ele pudesse impor aos venezuelanos tudo o que lhe dá na telha. Mas ele mais late muito e morde pouco. Até porque ele sabe bem que se suspender o petróleo para os Estados Unidos será um bom tiro no seu próprio pé.

    Miriam Leitão no seu blog

     

    Perolas Internacionais

    Em tom dramático, o geralmente sóbrio The Wall Street Journal prevê uma segunda fase na crise financeira americana, ampliando os efeitos da catástrofe das carteiras imobiliárias. Esse novo problema tem o mesmo DNA do anterior: investidores usaram empréstimos para se financiar, esperando quitar a dívida com os ganhos futuros. Nos últimos anos, muitos investidores americanos compraram títulos lastreados em empréstimos bancários de empresas. O WSJ informa que, temendo a recessão, os bancos prepararam uma queima desses papéis, o que naturalmente vai provocar um deságio no seu valor. Isso pode ter o efeito de um dominó de prejuízos sem precedentes, em que muitos investidores terão de um lado ações desvalorizadas e, de outro, um empréstimo a pagar.

    Blog da Época

     

    Os Pensamentos do Dia

    O liberalismo, esse desconhecido...

    Para elogiarmos ou criticarmos qualquer idéia, é óbvio que nossa primeira providência deve ser procurar tomar conhecimento do que ela significa. No Brasil, onde quem leu apenas meia dúzia de livros durante toda a vida é considerado um "intelectual" - e, dadas as enormes carências de nosso sistema escolástico formativo, se for marxista, embora tendo lido não mais do que uma ou duas críticas à obra de Marx (escritas por marxistas, naturalmente), é reverenciado como um verdadeiro sábio - há, por parte dos críticos do liberalismo, incontáveis demonstrações de falta de atenção para com essa premissa elementar, a de saber sobre o que se está a falar.

    O que é de fato essa doutrina, quase sempre pintada como um monstro devorador de pobres e alimentador de ricos, que os críticos tupiniquins costumam denominar, já em demonstração preliminar de ignorância, de "neoliberalismo" e que é conhecida apenas por uma pequena fração de brasileiros, espremidos entre o predomínio cultural da esquerda jurássica, de um lado, e do nacionalismo xenófobo, de outro?

    Em poucas palavras, o liberalismo pode ser resumido em quatro princípios fundamentais: o individualismo metodológico, o mérito como um valor (meritocracia), a igualdade de oportunidades e a primazia da liberdade de escolha.

    O individualismo metodológico pode ser sintetizado em uma frase de Ludwig von Mises, o grande economista austríaco, autor da memorável obra Ação humana (1948): "A idéia de uma sociedade que operasse ou se manifestasse independentemente da ação dos indivíduos é absurda". Com efeito, embora o todo seja a soma das partes, deveria ser evidente - mas, infelizmente, não o é - que esse "todo", ou seja, a sociedade, não pensa, dorme, compra, vende, toma café, vibra com os gols do seu time ou canta uma canção, como os indivíduos que o formam fazem quotidianamente.

    O estímulo ao mérito, ao esforço individual e ao trabalho duro, sob leis justas que os amparem, é o segundo princípio, ao lado dos incentivos à competição não predatória, que, tanto na esfera intelectual como na material, é o meio mais eficaz para atingir os fins humanos, como nos ensinou Friedrich von Hayek, outro famoso economista da Escola Austríaca, Nobel de Economia em 1974.

    O terceiro princípio é o da igualdade, não de resultados, mas de oportunidades, pois, se o postulado da dignidade da pessoa humana nos ensina que não existe um só indivíduo que seja mais importante do que outro, é bastante justo que todos os indivíduos, desde o filho do banqueiro até a filha do catador de xepa nos finais de feiras, tenham acesso à boa educação e saúde, para que possam, por seus próprios méritos - e não por decretos, como acontece com os sistemas de cotas em universidades - lutar pela vida ao lado dos demais, sob condições razoáveis de igualdade.

    Por fim, o princípio da primazia da liberdade de escolha deriva da própria natureza humana e pode ser resumido como o fez Thomas Jefferson: "Acreditamos que sejam evidentes estas verdades: que todos os homens foram criados iguais; que o próprio Criador os dotou de alguns direitos inalienáveis; que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade". É importante ressaltarmos que os liberais e os libertários divergem no que diz respeito à definição de liberdade: para os últimos, liberdade significa fazer o que der na veneta, sem maiores restrições de ordem moral, enquanto que, para os primeiros, somos livres para fazermos o que pretendemos, mas desde que nossas ações estejam subordinadas à lei moral, que deve determinar o próprio sistema jurídico da sociedade e, por conseqüência, não venhamos a agredir direitos de outros indivíduos.

    O liberalismo ainda não desembarcou no Brasil, embora, paradoxalmente, seus críticos - que, em sua quase totalidade, o desconhecem - o apontem como o grande responsável pelo nosso atraso. Aqui, quase todos pensam em "país", ao invés de em cidadãos; desestimula-se o mérito e a busca pelo sucesso, quer pela ausência de educação e saúde de qualidade, quer pela imposição de barreiras burocráticas e regulamentares que prejudicam o trabalho formal ou a abertura de um negócio; temos um dos maiores níveis de desigualdade de oportunidades do planeta e, finalmente, nossa liberdade de escolha também é bastante restrita, pela forte presença do Estado em nossas vidas.

    Com vocês, resumidamente, o liberalismo. Agora, sim, defendam-no ou o critiquem!

    Ubiratan Iorio no JB

     

    Na prática, o comunismo, como foi concebido, acabou: subsistir em Cuba ou na Coréia do Norte é a melhor evidência de que é passado. Mas restou como um terrível norte moral: em nome da causa, tudo é permitido. A reforma social é uma aspiração justa e que faz avançar o mundo? É claro que sim. Mas se tornou um esconderijo de larápios, de bandidos, de ladrões — que, não obstante, falam em nome de amanhãs gloriosos.
    Não há, no Brasil ou no mundo, pensadores ou partidos considerados sérios, de respeito, que usem, sei lá, Hitler como referência — ou que fundamentem seu pensamento nas teses genocidas e anti-semitas do nazismo. Na maioria dos países, e eu acho que é o certo, estão na ilegalidade. Caso se manifestem, vão para a cadeia. Ainda bem: eles querem destruir o nosso sistema de liberdades democráticas. Mas os caudatários do comunismo, ah, estes não. Os herdeiros do império do crime se transformam em verdadeiros poetas. Lembram-se da reação dos esquerdopatas à reportagem de VEJA que pôs o facínora Che Guevara em seu devido lugar?
    Os tolinhos, meros serviçais dos apologistas do crime, preferem atribuir aos que apontam essa fraude histórica uma espécie de temor paranóico ou de anticomunismo passadista. Besteira! O meu anticomunismo é, digamos, futurista. Ah, eu também sei que os herdeiros do “progressismo homicida” não querem mais a tal “revolução social”. Hoje em dia, eles só querem aparelhar o estado para bater a nossa carteira — se puder ser num regime autoritário, a exemplo do que faz Hugo Chávez, tanto melhor. A “causa da humanidade” serve apenas como pretexto para seus "roubos éticos".


    Fui claro ou preciso desenhar?

     Reinaldo Azevedo

     

    Perolas - Edição Especial

     

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    Perolas – Edição Especial - São realmente iguais??????

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    MillorRataria.jjg

     

    "Ideologia emburrece"
    A filósofa diz que Lula age como um tirano, afirma que Alckmin foi escolhido para perder e denuncia o oportunismo de intelectuais de esquerda
    Veja – Na sua opinião, quais as chances de o candidato tucano, Geraldo Alckmin, vencer a eleição?
    Maria Sylvia – Eu sempre imaginei que havia algo por trás dessa escolha de Alckmin. Por que a opção por uma pessoa tão inexpressiva – sem carisma, sem ligações importantes em lugar nenhum – para enfrentar um homem como Lula? Hoje está na cara. Alckmin foi escolhido para perder.
    Veja – Como assim?
    Maria Sylvia – Aécio (Neves, governador de Minas Gerais) e Tasso (Jereissati, presidente do PSDB) escolheram alguém para ser queimado. O projeto do PSDB é para 2010. As chances de Alckmin são muito pequenas porque, inclusive, o tucanato não vai se empenhar. Diz-se que Lula não tem herdeiros, daí o "Lulécio", o Lula com Aécio. Meu marido (o filósofo Roberto Romano) tem uma expressão muito adequada. Afirma que os tucanos são primos do PT e que, no futuro, vão se reunir em família e dividir o bolo. Acho que haverá um ajuntamento entre Lula e esses dirigentes mais novos, como Aécio. O único problema é o PMDB, um partido muito forte e oligárquico. O Brasil é assim: de um lado, a força do governo federal; de outro, o poder das oligarquias regionais. E quem congrega essas oligarquias é o PMDB.
    VEJA  -  5 de julho de 2006

     fausto
    Bem, você leu esta entrevista. Talvez tenha se esquecido do trecho acima. A posição que nela fica evidente, valeu ao casal muitas calúnias de ambos os lados, petistas e tucanos (sem falar nos auxiliares das referidas igrejas políticas), valeu muitos "desconvites" e afastamentos (a decretação silenciosa de persona non grata contra mim, na Folha, é apenas um episódio menor no processo), valeu cortes de bolsas de estudos para meus alunos e para mim, valeu o afastamento de "amigos" (alguns com mais de 40 anos de "amizade"), etc. E o que dissemos no período? Algo espantoso, terrível, criminoso? Não. Apenas indicamos aos incautos (os eleitores domados por Duda Mendonça e quejandos) que existe um vínculo familiar entre tucanos e petistas. E quando se fala de elos assim, é-se obrigado a ir aos "mores", à ética. E o costume familiar, além da arrogância e dezprezo por quem ousa discordar dos oráculos sagrados, é imaginar-se acima do bem e do mal, intangível, invisível. Tais hábitos, no entanto, cedo ou tarde causam estragos mais evidentes à vida pública. E nesta hora, as acusações mútuas servem apenas para camuflar a identidade fundamental, que deixa de ser estabelecida em termos doutrinários (muitos no PT e no PSDB partlham uma educação estalinista, católica conservadora, católica "progressista", etc) para se pautar pela identidade com as oligarquias partidárias nacionais. Entre elas, a que se acolhe sob o nome de PMDB.
    Chega de falar do que passamos nas mãos dos primos e aliados. Vejam o que diz Eliane Cantanhede, em sua crônica [abaixo] . Analisem o que esta jornalista brilhante escreve, comparem com o que é dito na entrevista da Veja, em outra entrevista na Veja comigo, e avaliem se merecemos o silêncio, os cortes, a perseguição, as calúnias. Se julgarem que o rol de censuras é merecido, permitam-me a sincerida máxima e perdoem a justificada bitterness : vocês merecem os primos!
    Prof. Roberto Romano em seu blog


    Da tapioca à pizza
    Os R$ 108 milhões dos cartões do governo Serra em 2007 são o Eduardo Azeredo da crise da tapioca. Quando os tucanos mais comemoravam o mensalão, Azeredo entrou na roda e estragou-lhes a festa. Quando começavam a brindar a tapiocaria, vem a água fria dos cartões de Serra.
    Quanto mais se acusam, mais tucanos e petistas se parecem. Os dois lados blefam ao alardear a criação de uma CPI em Brasília e outra em São Paulo para investigar uso do dinheiro público em restaurantes caros e baratos, lojas de doces e de jóias, hotéis e carros alugados em feriados. Uma orgia.
    A CPI e a crise tendem a evoluir de tapioca para pizza e emperram três movimentos que tucanos e petistas vinham ensaiando antes e durante o Carnaval: Serra e os filhos de Lula aos sorrisos num camarote no Rio de Janeiro; conversas mais do que amigáveis entre Aécio Neves e Fernando Pimentel para uma candidatura única em Belo Horizonte; os acertos Lula-Serra-Aécio para acabar com a reeleição e rever o cronograma.
    Como pano de fundo, a entrevista de José Dirceu à revista "Piauí", em que ele releva antigas e sólidas divergências e elogia Serra como homem público e presidenciável. Neste momento, Dirceu deixou de lado o consultor e se reassumiu como um dos principais quadros políticos do país. Não foi descuido.
    Os petistas e tucanos de internet, essas novas categorias do cenário político, irresponsáveis e agressivas, ficariam surpresíssimos se ouvissem a troca de elogios que Serra e ilustres lulistas trocam fora dos holofotes. Mas não seguiriam. Aliás, nem compreenderiam.
    Qualquer tentativa de pensar grande, seja de Lula, seja de Serra, seja de Aécio, acaba indo de roldão na avalanche de pequenos e grandes erros comuns aos dois lados. O dinheiro público vai para o ralo, e a política vai junto. Certamente porque o poder é deletério e talvez porque falte grandeza ao ser humano.

    ELIANE CANTANHÊDE na Folha

     

    Queiram desculpar a impaciência... Mas é muita falta de informação!

    "Os petistas e tucanos de internet, essas novas categorias do cenário político, irresponsáveis e agressivas, ficariam surpresíssimos se ouvissem a troca de elogios que Serra e ilustres lulistas trocam fora dos holofotes".
    (Eliane Cantanhêde, na Folha de S. Paulo de hoje)


    Me parece que os tucanos e petistas de imprensa, estas velhas categorias do cenário político, tão dissimuladas e viciadas, conhecem nada de internet. Caso contrário, saberiam que a troca de elogios entre Serra e ilustres lulistas não surpreende a ninguém - e faz tempo.

    Blog da Nariz Gelado http://narizgelado.apostos.com/

     

    Uma fábula em Banânia

    Tio Rei conta uma fábula pra vocês.
    Era uma vez um país chamado Banânia. Um belo dia, estoura um escândalo milionário envolvendo cartões corporativos. Coisa muito feia mesmo. Os batedores de carteira que estão no poder buscam desesperadamente uma forma de culpar as oposições, como sempre.
    Aí, um grupo do Partido dos Trapaceiros decide criar uma espécie de dossiê fajuto contra a principal figura do Partido Adversário, dizendo que ele gasta mais com cartões e é ainda menos transparente. E passa as informações, com exclusividade, para o Jornal Imparcial.
    O Jornal Imparcial sente o cheiro da tramóia e decide amalocar o material. Foi, claro, um erro. Poderia ter feito com ele jornalismo de primeira — ou seja: demonstrar que se tratava de uma peça publicitária destinada a inverter o ônus moral da lambança dos cartões. Seja por simpatia àquele que era o alvo do falso dossiê, seja por falta de agilidade mental, seja por uma soma das duas coisas, não fez nada. E, como sempre nesses casos, acabou numa cilada. Banânia tem, como se sabe, alguns jornalistas banânios.
    Ora, o autor do dossiê mixuruca, inconformado com o fato de que sua "denúncia" não prosperara, passa, então, aquelas mesmas informações para um anão banânio que presta serviços remunerados ao Partido dos Trapaceiros. E este, vejam só, começa a fazer uma espécie de chantagem com o Jornal Imparcial de Banânia.
    Desafia: “E aí, Jornal Imparcial? Não vai publicar o que tem contra o Partido Adversário? Vai ou não vai? Vai continuar a esconder o material?”
    Vejam só: o Jornal Imparcial poderia ter feito uma de duas coisas, ma fez uma terceira:
    A – poderia ter comprado, de cara, a versão dos bandidos (como acabou fazendo depois);
    B – poderia ter denunciado a versão dos bandidos — que era a coisa certa;
    Mas preferiu uma terceira: transformou o dossiê do Partido dos Trapaceiros em almofada, sentando em cima. E, assim, expôs-se a uma forma de achaque moral.
    Acuado por um erro de cálculo, patrulhado pelo bandido, o Jornal Imparcial, então, publica o dossiê fajuto que amalocara antes, optando por ser ainda mais duro do que o próprio batedor de carteira.
    Um Blogueiro Sem Nenhuma Importância diz, então, que o Jornal Imparcial se deixou pautar pelo anão banânio. Aí um representante do JI diz que o Blogueiro Sem Nenhuma Importância emite o som dos corvos, dos abutres. E ainda o acusa de servilismo àquele que era o alvo do Partido dos Trapaceiros.
    Servilismo? Mas o Blogueiro Sem Nenhuma Importância não amalocou material nenhum. Nem contra nem a favor quem quer que seja. Se uma fábula fosse contada também a seu respeito, poder-se-ia dizer que compareceu ao debate para chamar os bandidos de bandidos; os inocentes, de inocentes; e os trapalhões, de trapalhões.

    Reinaldo Azevedo

     

    CPI de mentirinha

    Lembra do Fiat Elba que o presidente Fernando Collor ganhou de presente do seu tesoureiro de campanha PC Farias? Foi a mancha de batom na cueca de Collor, responsável por sua queda.

    Somente um fato assim carregado de forte simbolismo poderá criar sérios embaraços para o governo Lula no caso do mau uso dos cartões de crédito corporativo.

    Faz sentido dizer que se sabe como uma CPI começa, mas não como ela termina. A que provocou a queda de Collor, por exemplo, começou com uma entrevista de Pedro, irmão dele, denunciando sem provas corrupção no governo - e terminou no Fiat.

    Mas também não faz sentido dizer que o desfecho de uma CPI é quase sempre imprevisível. Na maioria das vezes é previsível, sim. Os governos costumam safar-se delas apenas com escoriações.

    CPIs são instrumentos de luta política da oposição. Governos têm horror a elas.

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso matou a pau todas as CPIs propostas pelo PT. Sem sucesso, Lula tentou fazer o mesmo com as CPIs que brotaram no rastro do escândalo do mensalão. Acabou obrigado a conviver com três delas de uma vez só. Uma, a do Correio, apontou 40 pessoas como membros de uma “sofisticada organização criminosa”.

    A seu modo, Lula parece ter aprendido a lição. Diante do risco de a oposição criar uma CPI no Senado para investigar a lambança dos cartões corporativos, ele mandou criar sua própria CPI. Incumbiu-se da tarefa Romero Jucá (PMDB), líder do governo no Senado.

    Pelos próximos três meses assistiremos ao espetáculo de uma CPI controlada pelo governo ocupada em investigar irregularidades cometidas – por quem mesmo? Pelo governo.

    O ministro Tarso Genro, da Justiça, acha que o governo merece elogios por sua transparência – afinal, o caso dos cartões só se tornou público porque os gastos bancados com eles estão disponíveis na internet.

    Balela! As despesas com cartões no ano passado somaram R$ 78 milhões. Do total, R$ 58 milhões foram sacados em dinheiro vivo. Cadê a prestação de contas de toda essa grana? Na internet não está. Só o governo sabe onde está.

    É possível que nem mesmo o governo saiba.

    Na semana passada, os ministérios receberam um questionário com 13 perguntas formuladas pela Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. Eis algumas: por que os cartões permitem saques em dinheiro? Como são feitas as prestações de conta? Como é possível garantir que a despesa realizada não foi de caráter pessoal? E por que certos gastos da presidência da República são sigilosos?

    Espantoso que o governo não tenha respostas prontas para tais perguntas. Revela o absoluto descontrole com gastos que cresceram quase 900% nos últimos cinco anos.

    Caberia a uma CPI responder a essas e a outras perguntas, mas isso não ocorrerá. Se depender da CPI encomendada por Lula, a fatura do escândalo do mau uso dos cartões será debitada unicamente na conta de assessores descuidados de ministros e boys de repartições públicas.

    Resta saber como se comportará a oposição.

    O DEM, ex-PFL, é impermeável à acusação de que abusou de cartões quando ajudou o PSDB a governar durante os oito anos de Fernando Henrique Cardoso. Sob Marco Maciel (DEM-PE), a vice-presidência da República dispôs de três cartões – e ele jamais usou um. O DEM, pois, quer ver jorrar sangue na CPI. O PSDB, não. Teme mais a CPI do que o próprio governo.
    Primeiro porque uma CPI manietada pelo governo nada aprovará que possa lhe causar maiores aborrecimentos. Segundo porque é o governo que manda na máquina administrativa capaz de produzir informações. E a máquina foi acionada para levantar tudo que possa constranger Fernando Henrique e seus aliados – do estoque passado de vinhos finos e caros degustados no Palácio do Planalto a compras de artefatos eróticos.

    O jogo do poder é pesado, sujo e sem regras. Para vencê-lo, o governo Lula está disposto a se valer de todas as armas.

    Noblat

     

    Fuscas, bilhar e churrasco

    O que há em comum entre os "fusquinhas" que o então prefeito de São Paulo, Paulo Salim Maluf, doou aos campeões mundiais de futebol de 1970 e a farra com cartões de crédito/débito nos governos federal e paulista?
    Há duas coisas: primeiro, você pagou por todas essas farras. Segundo, é formidável a facilidade com que funcionários graduados e não tão graduados confundem o bolso próprio com o erário.
    Entre os "fuscas" e os cartões, há não apenas o longo tempo decorrido (38 anos), mas uma mudança das regras do jogo, que passou da ditadura para a democracia, e uma aparente -e só aparente- guinada nos partidos/personalidades envolvidas, da direita para a esquerda, ainda que a esquerda tenha se tornado tão conservadora quanto a direita.
    Tucanos e lulopetistas foram, durante um tempo, os mais duros críticos do malufismo, com o qual disputavam espaço em São Paulo. Ao chegarem ao poder, no entanto, ambos casaram-se com esse, digamos, modelo de usar dinheiro público para compras particulares, sejam "fuscas", seja tapioca, seja mesa de bilhar, seja uma montanha de carne em churrascaria.
    Depois que o malufismo entrou em irremediável declínio, tucanos e lulopetistas fazem o mais indigente Fla-Flu da história política brasileira, um duelo que se vai repetir agora nas prometidas CPIs dos cartões de um e outro lado, como se se tratasse de apurar quem é mais corrupto.
    Sim, porque o abuso no uso dos cartões é corrupção e até o plástico de que eles são feitos sabe que o abuso é decorrência de uma cultura política profundamente apodrecida.
    Os 38 anos passados entre os "fuscas" de Maluf e os cartões tucanos e lulopetistas serviram apenas para comprovar que tudo mudou para que tudo ficasse exatamente igual: o seu, o meu, o nosso dinheirinho paga "fuscas", paga tapiocas, mesa de bilhar e muito churrasco.

    Clovis Rossi na Folha

     

    Ministros se encontram para repartir a ‘omelete’

    A receita da omelete não é nova. Foi elaborada por Tancredo, levada à mesa por Sarney, aprofundada por Collor, mantida por Itamar e institucionalizada no cardápio por FHC. Sob Lula, a diferença é que a coisa foi banalizada.

    Antes, fechava-se a porta da cozinha. Fazia-se tudo às escondidas e empurrava-se a sujeira para baixo do tapete. Agora, todos vêem os ovos sendo quebrados. Ouve-se o crec-crec. As cascas são deixadas sobre a pia. Perdeu-se o recato, eis a grande diferença. Atingiu-se o vale-tudo sem culpa.

    Vem daí que, neste sábado (9), os ministros Edison Lobão e José Múcio reuniram-se no Planalto. Foram cuidar do rateio das estatais que pendem do organograma da pasta das Minas e Energia. Tudo às claras. Sem desperdiçar a gema.

    Conversaram por cerca de uma hora e meia. Na saída, Lobão desconversou: "Não posso adiantar os nomes porque ainda vamos levar ao presidente [Lula]. Mas as discussões de hoje levaram a algumas conclusões." Nem precisava. As conclusões são sabidas e consabidas.

    Prevalecendo o acerto, a divisão deve ficar assim:

    Presidência da Eletrobrás: José Antônio Muniz (José Sarney);

    Diretoria Administrativa: Miguel Colassuono (Orestes Quércia);

    Diretoria de Projetos Especiais: Benjamin Maranhão (José Maranhão, presidente da Comissão de Orçamento do Congresso;

    Diretoria de Engenharia: Walter Cardeal (Dilma Rousseff);

    Diretoria Financeira: Astrogildo Quental (Sarney, de novo);

    Presidente da Eletronorte: Lívio de Assis (Jader Barbalho).

    Diretoria Internacional da Petrobras: Jorge Zelada (bancada de deputados federais mineiros do PMDB).

    No Brasil, como se sabe, nunca houve políticos de direita. Sumiram também os últimos que se diziam de esquerda. Restou um enorme centrão. Amorfo, isotrópico, inefável. Vive-se a redenção da política à FHC. Em meio a um surto de amnésia coletiva, já ninguém se lembra do que escreveu, disse ou fez. O pragmatismo já não se dá ao luxo de moralismos ideológicos.

    Blog do Josias

     

    As calúnias da matilha adestrada.

    Petralhas são sujos e nojentos. A matilha adestrada, paga com dinheiro de ONGs e de empresas estatais, que formam a verdadeira Rede 13, tem espalhado a mentira de que o segurança de Fernando Henrique utiliza um dos cartões liberados e descontrolados do Lula para saques cash, como os mordomos da família pau-de-arara e metalúrgica, que agora dorme em lençois egípicios, embebedada pelos melhores vinhos e perfumes. O pobre diabo que dirige o carro para FHC sacou R$ 200 em três anos, o resto gastou em gasolina no mesmo posto da esquina.

    A segunda mentira é sobre Roberta Sudbrack, a chefe de cozinha que trabalhou no Palácio do Planalto, durante os anos tucanos. Ligam seu nome a jantares luxuosos da Era FHC, no exato momento em que a mordomia comprovada é a do metalúrgico que gasta milhares de reais nas lojas mais finas de Brasília, para se empanturrar do bom e do melhor.

    Roberta Sudbrack entrou no Planalto para trabalhar como auxiliar de cozinha e, graças ao seu talento, acabou assumindo o posto principal. Não era chef quando entrou no Planalto e só depois de 2003, quando saiu, é que abriu um buffet no Rio e passou a ter sucesso em vários empreendimentos. Lula, inclusive, fez de tudo para que ela continuasse, mas a decência e a independência falaram mais alto.

    Este tipo de calúnia brota de blogs como aquele "Sou Sem-Mídia e Sem-Vergonha", que prega a invasão a jornais e TVs da P.I.G, porque estão divulgando a podridão da cozinha do Lula. Paulo Henrique Amorim faz escola na escória. Por dinheiro, eles fazem qualquer coisa. E se público, melhor ainda.

    http://coturnonoturno.blogspot.com/

    February 10

    Perolas

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Lula só abre gasto sigiloso junto com o de FHC

    Folha

      fausto

    Funcionários de confiança controlam 44% dos cartões

    Folha

      jmarcos

    PAC prevê "desfavelizar" área sem favela

    Folha

     

    Inadimplência já preocupa o comércio

    Folha

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    Estimativa baseada em relatórios do Tesouro Nacional e dos Estados indica que, ao longo de 2007, a carga tributária pulou de 35,9% para 37% do Produto Interno Bruto, principalmente na esfera federal. Desde 1995, a carga tributária tem crescido quase 1 ponto percentual por ano

    Estado

     

    Cogitar, em si, que dados sigilosos são de segurança nacional é subestimar a inteligência mínima dos brasileiros

    Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello afirma, em entrevista ao JB, que o governo não pode impedir acesso público às informações sobre gastos de funcionários com cartões corporativos

     

    Não vamos jogar tapioca no ventilador

    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que eventual CPI sobre cartões corporativos não deve investigar gastos de parentes de presidentes, no Estado

     

    o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Napoleão Maia Filho faz uma rara declaração pública de um magistrado sobre a natureza das decisões judiciais envolvendo políticos no Brasil. Para ele, "há políticos tão blindados pela sociedade" que suspeita de corrupção "não pega neles" -citando Lula como principal exemplo.

    Folha

     

    até hoje cultivamos o ideal da vagabundagem paga por um Estado incompetente e grande demais. Pior que isso, nos sujeitamos alegremente às propinas, aos desmandos, aos impostos exorbitantes, aos luxos da “corte” nababesca que sustentamos sem reclamar. Nós amamos o pai Estado acima de tudo e dele somos dependentes como se fossemos uma Nação criança.

    ....

    A ministra Dilma se mostrou irritada, furiosa, como é do seu estilo. Justificou os gastos de modo pouco convincente e consolou o povo dizendo que não somos uma republiqueta das bananas. Nesse ponto concordo com a ministra. Somos uma republiqueta dos bananas.....

    Sem dúvida foi uma entrevista para brasileiro ver. E quem viu deve ter aplaudido e dito: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa”.

    Maria Lucia Victor Barbosa no artigo ENTREVISTA PARA BRASILEIRO VER em Pensamentos do Dia

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    A farra dos cartões

    Funcionários em cargos preenchidos por indicação política são detentores de 3.144 cartões de crédito corporativo do governo federal. A cifra corresponde a 44% dos 7.145 cartões que foram usados para pagar despesas diversas ao longo de 2007. Ao todo,15% dos assessores em postos DAS (Direção e Assessoramento Superiores) utilizaram o cartão federal. O preenchimento destes postos deveria respeitar um mínimo de servidores concursados, mas a norma não é cumprida.

    Folha

     

    Eremildo é um idiota, fez um estágio no jornal "Granma", do comandante Fidel, e acredita que um dia conseguirá trabalhar numa redação dirigida pelo comissário Tarso Genro.
    De sua cadeira de ministro da Justiça, ele deu um parecer sobre a farra dos cartões e disse que "essa cobertura está completamente equivocada. O que permitiu a detecção do problema foi a transparência do governo. Não podem transformar isso em culpabilidade". O idiota acha que a verdadeira origem do problema esteve na prática da malfeitoria. Há milhares de pessoas nas penitenciárias nacionais prontas para explicar ao ministro da Justiça que, mesmo tendo ofendido a lei, foram prejudicadas por "coberturas equivocadas".

    Elio Gaspari na Folha

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    O Ministério das Cidades liberou recursos de R$ 20 milhões para Maringá (a 428 km de Curitiba) desfavelizar um bairro já urbanizado. A obra, que pode chegar a R$ 25,2 milhões com contribuições do governo do Paraná e do município, é anunciada no site do governo federal como parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para urbanização de favelas no Estado.
    Na apresentação do projeto, no site do governo federal, fotos de quatro casebres são exibidos como se fossem localizados no bairro Santa Felicidade.
    A Folha apurou que três deles não existem em Maringá. O outro, visitado pela reportagem, é a casa de uma catadora de papel em um fundo de vale no Jardim Alvorada 3, na zona norte da cidade. Só que o Santa Felicidade fica na zona sul.
    Além de as fotos exibidas não serem do Santa Felicidade, os moradores do bairro (267 proprietários no total) dizem que a prefeitura quer usar a verba do PAC para expulsá-los do local. O prefeito Silvio Barros 2º (PP) nega
    O prefeito é irmão do ex-líder do PP na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP), e do mesmo partido do ministro Márcio Fortes (Cidades)

    Folha

      angeli

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    PRESIDIDO POR UMA "metamorfose ambulante", o governo está detonando a credibilidade que os contribuintes precisam dispensar ao poder público. Precisam, porque pagam para ser governados por pessoas confiáveis. Em três episódios, quem acreditou no governo fez papel de bobo. São eles o do uso dos cartões de crédito por funcionários da Presidência, o alcance do desmatamento da Amazônia e a reação oficial ao embargo das importações de carne pela União Européia.

    Elio Gaspari na Folha

     

    Para Lula e para Fernando Henrique é igualmente significativo que o proponente, no Senado, da investigação de dez anos seja Romero Jucá. Líder do governo Lula no Senado, teve a mesma função de absoluta confiança no governo Fernando Henrique. Do qual recebeu as benesses recompensadoras e ao qual, hoje, lança nas suspeições merecedoras de CPI. Quem quiser, a isso pode dar o nome de ingratidão, caso não queira chamar pelo nome mais apropriado de traição. Bem, são políticos, os três. E se entendem nos seus motivos para evitar CPIs ou embaraçá-las. O que pode tranqüilizá-los, mas não engana ninguém.

    Janio de Freitas na Folha

     

    A tatica do gambá(ou o “sou, mas quem não é????)

    O governo Lula aceita liberar os gastos sigilosos da Presidência para uma eventual CPI dos Cartões apenas se o mesmo ocorrer com as despesas da gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Na estratégia governista, os dados seriam enviados juntos à CPI.
    Apesar de reconhecer que o potencial de estrago na imagem de Lula é muito maior caso sejam encontradas irregularidades, o governo avalia que é preciso mostrar que situações similares teriam ocorrido com o tucano para ao menos reduzir os danos à imagem do petista.
    Essa estratégia será acionada apenas se o governo concluir ser inviável evitar a quebra do sigilo dos gastos ligados diretamente a Lula.

    Folha

     

    Olha ela aí, de volta, pessoal.....

    Consumidores de menor poder aquisitivo estão com maior dificuldade para manter as contas em dia. A alta nos preços dos alimentos já corrói parte da renda do trabalhador. Resultado: começam a crescer os atrasos no pagamento de prestações de produtos financiados, como eletrodomésticos e móveis

    Folha

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Rio atrai R$ 26 bi de outros países

    - Folha: Terra atinge preço recorde no país

    - Estado: Governo vai anistiar desmatador e reduzir áreas de preservação

    - Globo: Doenças da pobreza matam mais do que trânsito no país

    - Correio: Cartões são usados para driblar licitação

    - Veja: O mundo encantado deles

    - Época: Cartões corporativos

    - IstoÉ: Exclusivo - Governo quer ficar com parte da Varig

    - IstoÉ Dinheiro: Riachuelo vai ao banco

    - Carta Capital: Estados Unidos - E eles acuam a direitona

    - Exame: Onde investir 2008

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos.

     

    Os Pensamentos do Dia

    ENTREVISTA PARA BRASILEIRO VER

    Patrimonialismo, termo cunhado pelo sociólogo Max Weber, significa a utilização por detentores do poder do que é público de modo privado. Entre nós essa tradicional prática foi legada por nossos colonizadores e, juntamente com a burocratização excessiva, o clientelismo, o nepotismo e a corrupção, patrimonialismo é doença estatal que impede o Brasil de progredir como seria possível por conta de nossa potencialidade. Em vez disso somos o país do futuro que nunca chega.

     

    As mazelas vieram com o transplante da máquina burocrática portuguesa trazida por D. João VI, em 1808, e foram por nós aperfeiçoadas. Desse modo, até hoje cultivamos o ideal da vagabundagem paga por um Estado incompetente e grande demais. Pior que isso, nos sujeitamos alegremente às propinas, aos desmandos, aos impostos exorbitantes, aos luxos da “corte” nababesca que sustentamos sem reclamar. Nós amamos o pai Estado acima de tudo e dele somos dependentes como se fossemos uma Nação criança.

     

    Escorando-se na história, o presidente Luiz Inácio costuma, certamente instruído por companheiros assessores, explicar a impressionante corrupção existente em seu governo a partir da seguinte idéia: se sempre existiu corrupção, então, não tem importância sermos corruptos. Por isso, certa vez pontificou Sua Excelência: “caixa dois sempre existiu”, logo, qual o problema de termos a nossa? Impressionado com a sabedoria do seu glorioso líder o cidadão brasileiro achou tudo muito natural e justificou. “Se estivesse lá faria a mesma coisa”. Como se nota, é uma questão de mentalidade plasmada ao longo dos séculos e difícil de ser modificada.

     

    A lógica do atual governo é, portanto, a seguinte: sempre se apropriou do dinheiro público, então, podemos ir à forra. Uma lógica perigosa que libera todos os crimes, coisa facilitada num País onde a lei funciona precariamente ou não funciona.

     

     Além dessas justificativas bizarras, o PT no poder usa um álibi: a herança maldita, ou seja, a culpa pelos “pecados” ora cometidos deve ser atribuída ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o grande pecador que induz a todos os erros. Como FHC e seu partido não se defendem, a classe dominante do momento fica isenta de erros e o principal mandatário do país, que nada sabe e nada vê, se torna um cidadão acima de qualquer suspeita.

     

    No momento outro escândalo estronda e respinga para os lados da família presidencial. É a chamada farra dos cartões corporativos. Possivelmente mais esse acinte aos pagadores de impostos não passará de uma “piada de salão, como diria o sorridente Delúbio Soares, um homem que parece não ter medo de ser feliz. E haja imposto para sustentar a “corte”.

     

    Quem não deve ter achado graça na “piada de salão” foi a ex-ministra da Igualdade Racial, que em nome da Igualdade certa vez declarou achar natural “um negro não gostar de um branco”, clamoroso apelo ao ódio num país onde agora não existem mais mulatos ou pardos, mas tão somente brancos e negros. E como no momento ser negro é ser de esquerda, portanto, bom, ético e oprimido, em oposição a uma elite branca, asquerosa, cruel, opressora (se tiver olhos azuis pode matar) um militante petista certa vez me escreveu que não gosto do Lula porque ele é “não branco”. Sinceramente não sabia que Lula da Silva era o primeiro presidente negro do Brasil. Faltou o dito militante me chamar de “loura fascista”, como na novela Duas Caras.

     

    Mas voltando à ministra Matilde, sua queda por uso abusivo do cartão corporativo, em que pese ter sido dito que tal ocorreu porque ela era negra e mulher (o que quer dizer que negras e mulheres podem fazer o que bem entender porque são imunes à lei), abriu uma brecha na visão dos abusos cometidos pela “corte”.  Logo foram responsabilizados funcionários pelos desmandos dos chefes. Estes não sabem de nada, nada viram, nada usufruíram. Em seguida veio a entrevista na Globo News, dada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Jorge Félix. O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, se limitou a ironias finais dirigidas aos seus colegas de imprensa.

     

    O general Félix reduziu tudo a uma questão de segurança e em nome da transparência disse que o Portal da Transparência, que divulga dados sobre o uso dos cartões corporativos deve ser eliminado, tornando-se opaco para o bem de todos.

     

    A ministra Dilma se mostrou irritada, furiosa, como é do seu estilo. Justificou os gastos de modo pouco convincente e consolou o povo dizendo que não somos uma republiqueta das bananas. Nesse ponto concordo com a ministra. Somos uma republiqueta dos bananas.

     

    Quando terminou a defesa governamental e iam começar as perguntas dos jornalistas, a Globo News voltou ao Jornal. Sem dúvida foi uma entrevista para brasileiro ver. E quem viu deve ter aplaudido e dito: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa”.

     

    Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

    February 09

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    Despesas secretas do governo somam R$ 25,4 milhões

    Epoca

     AUTO_solda

    Cartão - Governistas prometem investigar era FHC

    Noblat

     ronaldo

    Regras confusas facilitam abusos

    Globo

     noblat

    Surto de febre amarela é "bastante sério", diz OMS

    Noblat

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

     

    GRáfico+da+Veja

    Veja

     

    Em poucas palavras, embora a ciência esteja conosco de forma razoavelmente bem estabelecida há apenas 200 anos, já fez mais pelo bem-estar da humanidade do que todas as rezas e mandingas de religiosos durante milênios.

    Hélio Schwartsman, na  Folha  Online.  Artigo completo em Pensamentos o Dia

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    A farra dos cartões

    As chamadas “despesas secretas” do governo federal – que incluem uma parcela dos gastos com cartão corporativo – bateram recorde em 2007, segundo a ONG Contas Abertas, que monitora o uso do dinheiro público. Foram R$ 25,4 milhões gastos pela União em ações de interesse da segurança do Estado e da manutenção da ordem política e social que, por lei, são mantidas em segredo.

    De acordo com a ONG, os gastos desta natureza vêm aumentando anualmente e o total de 2007 é quatro vezes maior do que o de 1996, quando o governo desembolsou R$ 6,3 milhões.

    A Presidência da República foi o órgão mais perdulário – responsável por quase metade das despesas com caráter reservado. Foram R$ 10,7 milhões utilizados, R$ 5,8 milhões deles empregados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) recebeu outros R$ 4,5 milhões para monitorar ameaças ao Estado Brasileiro.

    Epoca

     jean

    CPIs para os cartões de Lula e de Serra

    Para os que se identificam com o governo Lula ou com a oposição a ele: recomendo que acompanhem com toda a atenção os desdobramentos do primeiro escândalo político do ano - o dos gastos com cartões corporativos.

    Não, não me refiro apenas ao que atingiu logo de partida o governo federal. Refiro-me também ao que começa a causar embaraços ao governo de São Paulo. Para que não digam que omiti o nome completo dele: o governo de José Serra.

    Nos dois casos, haverá diferenças de regras que orientam o uso dos cartões, eu sei disso. E até que novos fatos venham à tona para jogar mais luz sobre o caso paulista não se poderá dizer que ele é menos ou mais escandaloso do que o outro.

    A natureza dos dois, contudo, parece ser a mesma - o mau uso do dinheiro público. E por enquanto é isso basta.

    Estamos de acordo que ambos os casos devem ser investigados a fundo - ou não estamos? E que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é um bom instrumento de investigação (alguém discorda?).

    Então que se monte uma CPI para cada um dos casos. A princípio, não faz sentido que apenas um deles seja objeto de CPI. Os argumentos que a oposição esgrime para defender a CPI do cartão de Lula servem também para que o PT defenda a CPI do cartão de Serra.

    A tudo assistiremos de camarote. Com direito a comer pipoca, a beber guaraná e a dar palpites

    Noblat

    nani

     

    É dando.....

    Turma da boquinha inferniza o Planalto

    Num movimento silencioso, mas crítico, líderes do PP, do PT e de uma ala do PMDB têm levado aos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, uma queixa que o Palácio do Planalto já está farto de saber. Que o PMDB é insaciável, é. Agora, os aliados reclamam que só uma turma do PMDB, a da boquinha, tem conseguido liberação imediata de emendas desde o fim do ano passado.

    A turma tem cabeças de ouro: o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (BA), os deputados federais Eduardo Cunha (RJ), Fernando Diniz (MG) e Jader Barbalho (PA), e os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP). Não por acaso, são alguns desses ilustres senhores que, como bônus, têm emplacado apadrinhados em cargos do segundo e terceiro escalões do governo federal com a complacência do Planalto. Cunha coroou Luiz Paulo Conde com a direção de Furnas e pode ver outro aliado, Flavio Decatt, mandando na Eletrobrás. Geddel pleiteou a presidência da Sudene e Jarbas tem nome certo na direção da Eletronorte. A vaga da Diretoria Internacional da Petrobras entrou na cota do mineiro Diniz. Edison Lobão, a pedido de Sarney, comanda o Ministério de Minas e Energia. Sem falar dos cargos que Renan controla no Senado. É o grupo que atualmente manda no Planalto e, por tabela, no Brasil.

    JB

     

     AUTO_waldez

    Sobre "os amigo do homi"....

    LÍNGUA, PRA QUE VOS QUERO?
    Linguagem. Ainda e sempre.
    Voltando ao dr. Aldo Rebelo, que outros preferem Rabelo.
    Como o senhor é um nobre batalhador pela pureza da língua (se fosse geneticista ou hitlerista proibiria também as moças brancas de transar com escurinhos e os negões de transar com louras burras, e estaria condenada essa execrável miscigenação), lembrei-o de que a mais brasileira das palavras é futebol.
    E tem mais, nobre deputado (é nobre ainda, deputado?), futebol talvez seja hoje a mais universal das palavras. Estrangeira em toda parte. Nacional em todo lugar.

    Millôr  na Veja, comentando o projeto sobre a pureza do portugues em pindorama

     

    Um pais com a saúde publica quase perfeita....

    Desde o início do ano, três pessoas - duas crianças e um idoso - morreram de dengue no município do Rio, onde a doença já fez, somente em janeiro, 2.150 vítimas, mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

    Globo

     

    Ao mesmo tempo que dizia ser suficiente o estoque de vacinas contra febre amarela, o governo brasileiro negociava a importação do produto com a Organização Mundial da Saúde. O lote solicitado foi de 4 milhões de doses, segundo nota oficial da OMS.

    Estado

     

    O surto de febre amarela que matou 13 pessoas desde o fim de dezembro no Brasil é "bastante sério", disse a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira. As infecções ocorreram em áreas rurais de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, segundo o Ministério da Saúde.

    O Globo Online

     

    Manchetes de hoje

    - JB: CPI dos Cartões é inevitável

    - Folha: PT e PSDB abrem disputa em torno de CPI dos cartões

    - Estado: Conta de gastos secretos do governo dobra em 4 anos

    - Globo: Cartão corporativo: regras confusas facilitam abusos

    - Correio: Libertada após 14 dias em cadeia masculina

     

    Clipping do dia

     

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    Veja

    Veja capa380

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos.

     

    Os Pensamentos do Dia

    A crise ética que assola o país

    O Congresso, mais do que o governo, estava a poucos passos de um beco sem saída: ou assumia a iniciativa e a responsabilidade de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar um dos maiores escândalos da crônica republicana, com a roubalheira que foram os cartões de crédito corporativo, ou a crise ética que corrói os três poderes contaminaria a campanha eleitoral, liquidando com o que sobra da sua credibilidade.

    Na undécima hora, quando os líderes oposicionistas, com destaque para o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, coligia as últimas assinaturas para a criação da CPI mista, o governo surpreende o Congresso e o país com a inédita e extravagante iniciativa de propor a instalação de uma CPI no Senado para investigar o governo. Não há como negar que foi uma tacada de mestre. Mas que levanta dúvida quanto à ética extravagante de o governo investigar a si próprio.

    Correndo fora dos trilhos, como trem fantasma, a CPI do governo para investigar o governo abre uma frente de confronto no Congresso que não se sabe quando e como vai terminar. Nada faltou do requinte provocativo, com o alargamento das investigações para a mistura dos cinco anos e quebrados de dois mandatos do presidente Lula com os quatro anos da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    A exumação de prováveis desvios de recursos públicos no clima clássico de fim de festa do segundo mandato mexerá com os humores da oposição, com a lavagem da roupa mofada retirada do fundo do baú esquecido no porão.

    A cartada é sofisticada demais para virar o jogo. A começar, que será complicado convencer a opinião pública de que o governo, num delírio moralista, resolveu acusar-se em frente ao espelho. O lance de fina matreirice foi articulado às pressas, com a participação decisiva da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e que aposta na parada a sua candidatura à sucessão do presidente a que serve. E com a ajuda de titulares do primeiro time, no Congresso e no governo.

    Pelo que se sabe, não foi difícil convencer o principal interessado. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, conseguiu a autorização do presidente Lula, consultado em suas curtas férias na praia, no Guarujá. Lula aprovaria qualquer coisa para aliviá-lo do sufoco da amazônica avalanche de denúncias sobre os gastos irregulares com o cartão corporativo, envolvendo a sua família. E certamente deleitou-se com a astúcia dos companheiros que armaram a arapuca para pegar a oposição e o seu detestado antecessor.

    Mas não há a menor dúvida de que a conta será salgada. A sessão legislativa que se inicia será profundamente perturbada pelas duas ou três CPIs, uma do governo e duas da oposição, que vão revirar o passado e o presente à caça de denúncias de gastos injustificáveis com o cartão corporativo - vítima inocente da sua utilização como gazua para o pagamento de despesas que vão do conserto da mesa de sinuca a compra de vinhos, licores e bebidas de luxo e aos R$ 2.600 da locação por carro de luxo, com motorista, pela ex-ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, flanando pelas ruas de São Paulo, ou nas compras em lojas de vinho e butiques para o palácio presidencial..

    Agora é esperar pelo melhor ou pelo pior. As bolinhas giram nas roletas do governo e da oposição. E se, como ensina a velha canção, ninguém foge ao seu destino, a platéia deve estar preparada para lances de sensação. Muitos defuntos serão perturbados na sua paz e retirados do armário. Se o governo deu uma rasteira na oposição, não há artifício que disfarce a inacreditável incompetência oficial, a negligência do sistema de fiscalização, a omissão com cheiro de cumplicidade diante de um depósito de pólvora, a reclamar vigilância permanente. O cartão de crédito corporativo não é exclusivo do Brasil. É usado em muitos países, por um número restrito de titulares, para o pagamento de despesas em situações de emergência.

    Até aí, nada a criticar. Um toque de desconfiança diante da sucessão de casos da mais audaciosa malandragem. Mas só um crédulo de inocente palermice pode aceitar as desculpas oficiais de "não sabia nem desconfiava de nada". Como o governo não enxergou a mancha negra que se espalha por todos os caminhos dos privilegiados com a gazua em que se transformaram os cartões da fortuna?

    Villas Boas no JB

     

    A fé na ciência

    Minha coluna da semana passada, em que defendi a ciência de ataques neocriacionistas e "humanitários", gerou mais controvérsia do que eu poderia supor. Leitores questionaram-me acerca da eugenia, das bases epistemológicas do darwinismo, do caráter laico do Estado e até da validade do discurso científico. Acreditar na ciência, sugeriram alguns, exige tanta fé quanto crer em Deus.

    Será? Aceito a provocação, de modo que vou tentar mostrar hoje por que a ciência não é uma religião.

    Comecemos pelas semelhanças. Como qualquer um que já abriu um livro de epistemologia sabe, a ciência busca seus fundamentos em meia dúzia de postulados, ou seja, de premissas que, a exemplo dos dogmas religiosos, são tomadas como auto-evidentes, isto é, consideradas verdadeiras sem necessidade demonstração. Para o monoteísmo, sentenças como "Deus criou o mundo" constituem verdades inquestionáveis. Já na ciência, quem desempenha esse papel são princípios como o de identidade e o de não-contradição. O primeiro afirma que, se A=A, então A=A, e o segundo reza que, se A=não-B, na ocorrência de A não ocorre B, e vice-versa. Convenhamos que não são idéias revolucionárias e nem mesmo particularmente brilhantes, mas já aí começam a emergir algumas das diferenças entre ciência e religião.

    Um juízo como "Deus criou o mundo" é contingente, ou seja, eu posso, ainda que apenas no plano da lógica, conceber um mundo criado pelo acaso, pelo diabo ou até pelo presidente Lula ("nunca antes na história desse universo..."). Já os postulados científicos são em tese mais fortes, pois lidam com juízos necessários: para imaginar que uma coisa seja diversa dela mesma, eu preciso renegar ou pelo menos suspender os fundamentos da lógica.

    Até aqui, a vantagem é da religião. Ela já está emitindo pareceres sobre o mundo, enquanto a ciência permanece presa ao reino das abstrações matemáticas. Se queremos que a ciência fale sobre o mundo --e, para possuir alguma utilidade, ela tem de fazê-lo--, precisamos dar um passo temerário. Precisamos autorizá-la a lidar com induções, ou seja, admitir que, partindo de casos particulares observados, proceda a generalizações. Exemplo: o sol nasceu hoje e em todos os dias que antecederam o dia de hoje, logo, o sol nascerá também amanhã. Ao aceitar esse tipo de raciocínio, conquistamos o direito de proferir juízos sobre a realidade física, mas sacrificamos o plano sólido das certezas matemáticas no qual antes caminhávamos. Com efeito, o fato de o sol ter nascido todos os dias no passado não encerra a garantia lógica de que também nascerá amanhã. Isso é no máximo muito provável, mas de maneira alguma necessário.

    Por paradoxal que pareça, esse súbito rebaixamento do grau de certeza com que lidam as ciências é uma excelente notícia. Juízos científicos tornam-se daqui em diante verdades provisórias. Não contam mais com nenhum tipo de garantia lógica, uma vez que se baseiam em meros encadeamentos entre experiências passadas e raciocínios generalizantes --processo que sabemos falível e propenso a erro.

    Assim a ciência, diferentemente da maioria das religiões, perde o direito até mesmo de pretender afirmar verdades acabadas. Tudo que ela pode fazer é gerar hipóteses a ser testadas e refutadas empiricamente. Quando essas suposições passam muito tempo sem ser cabalmente desmentidas, como é o caso da evolução mediante seleção natural, dizemos que são corroboradas. É claro que esse é um processo em aberto, pois o fato de não terem sido refutadas até aqui não encerra a garantia de que não o serão amanhã. Isso é o mais perto da "prova" que a ciência pode chegar.

    Essa precariedade epistemológica cerca toda a ciência, do neordarwinismo, à chamada lei da gravidade. Embora não ouçamos com muita freqüência gente afirmando que a gravidade é "só uma teoria", é exatamente isso que ela é. O que o neocriacionismo travestido de 'design inteligente' faz é embaralhar o sentido de teoria em suas acepções fraca (a do dia a dia) e forte (epistemológica) para, em meio à confusão conceitual, semear seus pressupostos algo dogmáticos. O fato de o neoevolucionismo apresentar, como toda teoria, algumas lacunas de maneira alguma nos autoriza a inferir um deus logo à primeira dificuldade.

    A incerteza e a subseqüente maleabilidade da ciência vão ainda mais longe. No limite, ela admite até que seus próprios "dogmas" sejam revistos. Algumas hipóteses da mecânica quântica, por exemplo, vão de encontro ao princípio da não-contradição. Seria como se a religião negasse Deus em determinadas situações. Os dogmas da ciência se articulam de maneira tão particular que a tornam o menos dogmático dos discursos.

    É claro que estamos aqui falando na teoria. No mundo real, encontraremos cientistas tão fanáticos quanto o mais exaltado dos padres inquisidores. Encontraremos indivíduos que de bom grado mandariam queimar todos os que ousassem desafiar o "mainstream" científico. Ainda assim, é digno de nota o fato de que, enquanto a religião só existe com o dogma, a ciência como método trabalha para falsear idéias aceitas e noções estabelecidas --em uma palavra, para falsear dogmas. Não acho que eu avance muito o sinal quando afirmo que essa diferença ajuda a explicar o fato de que mesmo o mais tacanho positivismo produziu menos fogueiras do que a mais tolerante das religiões.

    Podemos eventualmente nos deparar com um cético radical, para o qual dogmas, postulados e axiomas são todos indiscerníveis entre si e valem a mesma coisa, isto é, nada. É oportuno lembrar que o filósofo e matemático austríaco Kurt Gödel (1906-78), com seus teoremas da incompletude, se não colocou em xeque, ao menos criou dificuldades para a própria lógica formal. Mas, mesmo nesse registro hiperbólico, a ciência apresenta vantagens sobre as religiões.

    Ela tem como subproduto tecnologias, que constituem uma "prova" indireta não tanto de sua "exatidão", mas pelo menos de que o métodos científico leva a algum lugar. O foguete que eu construo com base em minhas idéias sobre a física, desde que corretamente lançado, me levará à Lua quer eu seja judeu, ateu, católico, muçulmano ou corintiano. Já com as religiões, as mesmas ações que levariam o partidário de uma ao paraíso atiram-no no inferno segundo a doutrina da outra.

    Tomemos uma dessas medidas indiretas, a evolução da expectativa de vida ao nascer. Estima-se que o tempo médio de vida do homem de Neanderthal fosse de 20 anos. No Paleolítico Superior, o Homo sapiens chegava a algo como 33 anos. Na Idade do Bronze, com o advento da agricultura e o aumento do tamanho dos assentamentos humanos (mais doenças e guerras mais mortíferas), a expectativa de vida cai para 18 anos. Noções de higiene desenvolvidas por gregos e romanos (saneamento) conseguem elevar a média para 36-45 (Grécia clássica) 20-30 (Roma clássica). Mas, no século 20 e início do 21, na chamada era científica, assistimos a um um verdadeiro salto da esperança de vida, que atinge os 67 anos (média global), quase 80 se considerarmos só os países desenvolvidos. Um cético hiperbólico diria que a correlação nada prova. Um dogmático religioso diria que este é o plano de Deus. Já eu prefiro atribuir tal avanço a subprodutos da ciência como antibióticos, vacinas e grandes excedentes agrícolas. Em poucas palavras, embora a ciência esteja conosco de forma razoavelmente bem estabelecida há apenas 200 anos, já fez mais pelo bem-estar da humanidade do que todas as rezas e mandingas de religiosos durante milênios.

    Hélio Schwartsman, na  Folha  Online

    February 08

    Perolas

     
     

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    Resumo do dia nas manchetes dos jornais e dos posts dos blogs....

    00rs0207d

    Cartão corporativo paga de camelô a Copacabana Palace

    Globo

     00rs0208b

    Suspeita atinge cartão usado para alugar carro de José Dirceu

    Época

     iotti

    Cartão - Marinha comprou jóias, vinhos e artigos de pelúcia

    ...

    O luxo do lixo: R$ 990 por lixeira para reitor

    ....

    Cartão - Planalto tenta intimidar a oposição na CPI

    Noblat sobre noticias do Globo

     

    Para Genro, oposição e imprensa criaram 'falso escândalo'

    Valor

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    Pérolas, Deboches e Frases do dia......

    zerramos no noblat

    Pelo menos R$ 407,8 mil de despesas das duas residências oficiais da Presidência da República - o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto - no ano passado foram pagas com cartões corporativos do governo. Entre 2003 e 2007, os dez ecônomos - profisionais responsáveis pelas compras com cartões - encarregados de pagar compras para o gabinete da Presidência gastaram R$ 10,8 milhões em pagamentos feitos com dinheiro eletrônico

    Estado

     jb

    É como se destampasse o esgoto, despejando a lameira fétida ladeira abaixo. Ora, nada pior poderia acontecer ao presidente, no início do segundo ano do mandato da reeleição - depois de tantos embaraços, crises políticas, derrota no Senado com a derrubada da CPMF, o imposto do cheque - do que um megaescândalo, que não poupa sequer a sua família.

    Inútil inventar culpados para repassar o fardo sujo das responsabilidades. A cada vez fica mais evidente o deficiente modelo de administração forjado na aprendizagem do maior líder sindical do país. Mas governo não é sindicato.

    Villas Boas no JB

     

    Os argumentos usados pelo governo Lula para defender-se no "escândalo dos cartões" - que adquire dimensões antes insuspeitadas, com a divulgação diária de novos abusos - revelam, para dizer o menos, a baixa avaliação que muitos integrantes da cúpula governamental fazem da capacidade crítica (para não dizer da inteligência) dos brasileiros. Afirmar, como o fizeram com palavras diferentes, mas no mesmo sentido, o ministro das Comunicações, Franklin Martins, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica, general Jorge Armando Felix, que a revelação de gastos feitos com cartões corporativos, por funcionários, assessores ou familiares do presidente da República, assim como das despesas do Palácio (incluindo as com churrascos e com lavanderia), compromete a "segurança nacional" - por colocar em algum risco a "segurança" do presidente da República e de seus convidados -, é, realmente, dose de elefante!

    Editorial do Estado

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    A tatica do gambá, ou o “sou, mas quem não é????

     cada questionamento do DEM e do PSDB sobre gastos, aliados vão divulgar dados do segundo mandato de FH

    O governo iniciou ontem uma operação para tentar intimidar a oposição e tentar limitar a investigação da CPI do Cartão Corporativo no Senado. Emissários do Palácio do Planalto mandaram recados a caciques do PSDB, em tom de ameaça velada, de que a disposição é fazer uma devassa nos gastos feitos durante o segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso (1998-2002).

    Segundo um articulador político do governo, "a ordem é trocar chumbo grosso" com tucanos e democratas: os dados que a oposição pedir para investigar também serão fornecidos em relação ao segundo mandato de Fernando Henrique.

    O que o governo pretende é um acordo de procedimentos com a oposição para impedir excessos e, principalmente, blindar a Presidência. Não por acaso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), incluiu no requerimento de criação da CPI a ampliação da investigação até 1998. Como os cartões corporativos só foram instituídos a partir de 2001, o requerimento englobou os gastos de suprimentos de fundos, que são as despesas feitas por intermédio da conta "tipo B".

    O Globo

     

    O PT de SP divulgou levantamento de gasto de R$ 108 milhões pelo governo José Serra com cartões de débito, sendo 44,5% em saques. O governo tucano diz que todos os gastos são previamente autorizados.

    Globo

     

    A farra dos cartões

    O Ministério Público do Distrito Federal abriu, há duas semanas, um inquérito para apurar suspeita de irregularidades no uso de cartões de crédito da secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência. Incluem as despesas de hospedagem de comitiva precursora de uma viagem de Lula. Deu-se em 2 de maio de 2003. Nesse dia, Lula visitou os municípios paulistas de Ribeirão Preto e Sertãozinho. Inaugurou uma termelétrica e compareceu a uma feira agrícola.

    Para organizar a viagem, o Planalto enviara um "escalão avançado" -agentes de segurança e equipe de apoio técnico. Hospedaram-se em dois hotéis. Descobriu-se que, com cartão de crédito do Planalto, um funcionário pagou R$ 3.030 por 22 diárias de pessoas que não constavam da lista de integrantes da comitiva oficial. Pagou também R$ 1.475 em diárias que excederam ao período de permanência de alguns dos membros da comitiva.

    Folha

     fausto

    ÉPOCA teve acesso com exclusividade a um relatório do Tribunal de Contas da União que aponta indícios de irregularidades nos gastos sigilosos da Presidência da República. Os auditores descobriram notas frias, empresas fictícias e irregularidades nos saques de dinheiro vivo. Eles investigam o uso irregular de cartão para alugar um carro para o ex-ministro José Dirceu em São Paulo. Em nota, Dirceu (foto) nega envolvimento no caso.

    Epoca

     

    Cartão corporativo foi usado até para compra em feira que vende produtos piratas

    Os cartões corporativos do governo federal, que deverão virar tema de CPI no Congresso, vêm sendo usados para pagar de itens luxuosos a despesas inusitadas que ignoram as regras de limite e urgência. Um ministro e outras autoridades pagaram no cartão corporativo diárias no luxuoso Hotel Copacabana Palace, no Rio. Na outra ponta, servidores de segundo e terceiro escalões da Secretaria de Administração da Presidência pagaram, principalmente em Brasília, contas em floriculturas, cosméticos, drogarias, lojas de roupas, piscinas e cinefotos. Nessa lista há até uma compra numa barraca da Feira dos Importados, conhecida como Feira do Paraguai, local famoso por vender produtos piratas.

    No dia 6 de dezembro passado, a servidora Ariene Meneses pagou com o cartão do governo uma compra de R$ 40. Pelo registro da Receita Federal, o estabelecimento Zheng Chunliang, que aparece no portal da Controladoria Geral da União, é descrito como uma loja de comércio de bijuterias e souvenires. Mas a pequena barraca do chinês Zheng é especializada na venda de óculos de sol. Modelos Dolce & Gabbana, Gucci e outras marcas famosas falsificadas são vendidos na barraquinha por cerca de R$ 40. Zheng vende também sutiãs Wondebra, igualmente piratas, ao preço de R$ 10.

    O Globo

     00rs0208a

    O Comando da Marinha é o órgão das Forças Armadas que mais gastou com cartão corporativo: R$ 915,7 mil em 2007. A Marinha usou o sistema de pagamento para comprar em joalherias presentes para visitantes estrangeiros e pagar diárias e despesas em sofisticados hotéis e restaurantes na Avenida Atlântica e na Lagoa, no Rio, e em Brasília e Recife. Na lista de compras estão ainda chocolates, vinhos finos e artigos de pelúcia. Um cartão foi usado para pagar a confecção de placas comemorativas.

    Os gastos mais vultosos registrados no Portal da Transparência para o Comando da Marinha foram pagos com os cartões usados pelas capitãs de corveta Ana Paula Rosner e Luisa M. F. de Souza. No dia 25 de junho, Luisa pagou uma despesa de R$ 1.615 na Churrascaria Potência Grill, em Brasília. Em 23 de julho, coube a Ana Paula pagar, na mesma churrascaria, uma conta de R$ 1.995.

    Segundo a assessoria de imprensa da Marinha, os gastos com os cartões de crédito corporativo foram, principalmente, decorrentes de visitas oficiais, especialmente de dignitários de outras Marinhas. Mas, pela relação de datas de visitantes em 2006 e 2007, não há coincidência com os pagamentos com cartão corporativo. 

    O Globo

     

    Ministério Público do Distrito Federal vai acionar o Ministério Público Federal para que abra investigação contra o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland. Ele é suspeito de se beneficiar de recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à UnB. Segundo o Ministério Público, a Finatec gastou R$ 470 mil na compra de móveis e utensílios domésticos de luxo — incluindo latas de lixo por até R$ 990 — para equipar o apartamento funcional onde mora Mulholland.

    O Globo

     

    O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deputado federal licenciado pelo PMDB, gastou 25% de seu cartão corporativo em 2007 bancando hospedagem e alimentação de assessores da pasta em Curitiba (PR), sua base eleitoral.

    Segundo a assessoria de Stephanes, os próprios servidores, todos de seu gabinete, usaram o cartão pessoal para fazer os gastos, o que contraria o texto do decreto 5.355/05, que regula o uso.

    Folha

     

    O gasto da Receita Federal com cartões corporativos somou R$ 1,9 milhão no ano passado, R$ 500 mil a mais que no ano anterior. A maior parte desses cartões está nas mãos de funcionários de alfândegas e delegacias regionais.
    Um levantamento no Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União, mostrou que, além do uso dos cartões em lojas de material de construção, papelarias e material de escritório, eles foram utilizados para pagar despesas em livrarias, clubes e farmácias. Além de compras, são comuns os saques em dinheiro, o que torna difícil o rastreamento da finalidade da despesa.

    Folha

     

    A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gastou no ano passado R$ 11,58 milhões com cartões corporativos, dos quais R$ 10,55 milhões de verba secreta. Cerca de 50 arapongas movimentaram R$ 1 milhão. Dez deles sacaram quase R$ 500 mil, o mesmo que as agências Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Nacional de Telecomunicações (Anatel) juntas, e muito mais que o Comando da Marinha (R$ 65,7 mil) e o Ministério da Cultura (R$ 62 mil).

    Estado de Minas

     

    No mundo da Lula (ops, desculpem nossa falha, no mundo da Lua, onde tudo vale...)

    O BNDES vai emprestar dinheiro subsidiado para que os empresários Carlos Jereissati, da La Fonte, e Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, comprem ações de seus sócios na Telemar Participações, controlada da Oi.

    Valor

     

    A suspensão das importações de carne brasileira pela União Européia já repercute junto a outros compradores, como Rússia, Egito e Chile, que pediram informações sobre o sistema de rastreamento de bovinas no país

    Valor

     

    É dando.....

    Há dois atores da política nacional infelizes com o pedido feito às pressas para criação da CPI do Cartão Corporativo. E há um terceiro feliz da vida.

    Os infelizes: o governo e a oposição (PSDB-DEM e alguns pequenos partidos). O feliz: o PMDB.

    O governo pediu a criação da CPI para se antecipar à oposição. Ela teria votos suficientes para criar a CPI no Senado. Foi uma decisão amadurecida em poucas horas por Lula na última quarta-feira.

    Está para nascer um governo que por livre e espontânea vontade peça a abertura de uma CPI contra ele mesmo. Sob vários aspectos, o governo Lula é original - mas não a esse ponto.

    A oposição não perdoa o governo por ter sido mais rápido no gatilho. Ela pretendia deixar o assunto se arrastar por mais duas ou três semanas. E só depois apresentaria o requerimento para instalação da CPI.

    Quanto mais o governo se empenhasse para evitar a CPI, maior seria seu desgaste. De fato, a oposição ficou a reboque do governo.

    O PMDB é dono da maior bancada de senadores. E desfruta da merecida fama de ser um partido ávido por cargos e verbas. Existe algum que não seja?

    Haveria nada melhor para o PMDB do que ver o governo precisando de sua ajuda para controlar uma CPI que poderá lhe causar sérios estragos? E logo no momento em que o PMDB cobra do governo o que tem e o que não tem direito?

    Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado, já mandou avisar aos apressadinhos dos demais partidos: o cargo de relator da CPI do Cartão é do PMDB e não se discute mais isso. Relator é mais importante do que presidente de CPI.

    Em horas graves da vida nacional, o PMDB sempre soube cumprir com o seu dever - e saberá novamente. Só não lhe peçam para proceder bem e ao mesmo tempo ser maltratado. Isso, jamais.

    Noblat

     00rs0207a

    Um encontro entre o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deverá bater, entre hoje e amanhã, o martelo no nome do novo presidente da Eletrobrás. Fontes do ministério afirmavam ontem que o nome mais cotado para o cargo é o de José Antônio Muniz Lopes, ex-presidente da Eletronorte e uma indicação da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lopes também conta com uma ficha limpa no Tribunal de Contas da União (TCU) como vantagem na corrida pela vaga.

    A certidão negativa do preferido de Dilma ajuda a colocá-lo em vantagem em relação a Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear que é réu num processo movido pelo Ministério Público Federal. De acordo com Múcio, os nomes estão sendo avaliados pelo corpo técnico do ministério. O presidente do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), afirmou que o nome do ex-prefeito de São Paulo e também seu correligionário, Miguel Colasuonno, está certo na diretoria administrativa da estatal.

    O PMDB também já dá como certa a indicação de Jorge Luiz Zelada para a diretoria internacional da Petrobras.

    Gazeta

     ronaldo

    A pressa para entregar o requerimento da CPI do Cartão antes da oposição levou o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), a cometer erros que o obrigarão a reapresentar o pedido. O clima no Congresso é de guerra

    Globo

     henrique

    Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)

    A venda da Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp) vai opor os mais influentes nomes do PSDB: os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (MG). Uma lei paulista veta a participação de estatais em privatizações, mas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em seu processo expancionista, não abre mão de participar do leilão, previsto para este mês. O valor da estatal paulista pode chegar a R$ 20 bilhões, dinheiro que Serra diz que destinará a áreas como educação e saúde.

    Gazeta

     

    O Brasil cada vez mais firme na sua rota rumo a África...

    Além de desfilar em carro aberto do Corpo de Bombeiros nas comemorações da vitória no carnaval, o presidente de honra da Beija-Flor, Aniz Abrahão David, o bicheiro Anísio, recebeu a proteção de outro órgão público: a Guarda Municipal de Nilópolis, cuja prefeitura é administrada por um irmão de Anísio. Quatro guardas fardados fizeram a escolta do bicheiro.

    Globo

     

    Um pais com a saúde publica quase perfeita....

    A Organização Mundial de Saúde considerou "bastante sério" o surto de febre amarela que matou treze pessoas em menos de dois meses em áreas silvestres de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, informa a agência Reuters. Numa entrevista em Genebra, Suíça, o porta-voz da OMS indicou que morreram 49. O Ministério da Saúde diz que são 25 casos confirmados, incluindo os 13 mortos.

    Claudio Humberto

     

    Vamos inventar a roda na economia????.....

    A saída de dólares do país, em janeiro, somou US$ 2,35 bilhões, enquanto o resultado foi positivo no ano passado, com a entrada de US$ 3,77 bilhões, segundo o balanço das transações de câmbio apresentado ontem pelo Banco Central.

    JB

     

    Manchetes de hoje

    - JB: Menos mortes, mais acidentes

    - Folha: SP gasta R$ 108 milhões com cartões

    - Estado: Governo quer volta de diárias para ministros

    - Globo: Cartão corporativo paga de camelô a Copacabana Palace

    - Gazeta Mercantil: Cesp faz Serra e Aécio entrarem em choque

    - Correio: Festival de saques na Abin, HUB e Funai

    - Valor: BNDES exigirá garantia inédita no crédito à Oi

    - Estado de Minas: Lei seca com mais rigor

    - Jornal do Commercio: Material escolar em falta nas livrarias

     

    Clipping do dia

    Clique nos links acima para ter acesso aos artigos. No clipping do dia ha um resumo do noticiario com links para as noticias dos principais jornais do Brasil

     

    De Sanguessugas e outros espécimes pindoramicos...

    Em janeiro, em pleno recesso, a Câmara pagou R$ 3,1 milhões em verba indenizatória para deputados. Trata-se de recurso extra a que eles têm direito, para exercer o mandato em seus Estados. Os gastos vão de combustível a “divulgação da atividade parlamentar”, o que inclui aluguel de outdoors, impressão de panfletos e outros tipos de propaganda.

    Folha

     

    Ordem e Progresso

    Um grupo de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) foi abertamente hostilizado, ontem pela manhã, por moradores do município de Taió, na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A Polícia Militar teve que intervir para evitar confronto.
    Os sem-terra, num grupo de quase de 50 pessoas, estavam concentrados diante do fórum, onde era realizada uma audiência de conciliação entre seus representantes e os donos da Mato Queimado, fazenda invadida pelo MST desde o dia 30 de janeiro. Eles foram surpreendidos com a chegada de quase 400 pessoas da cidade, em ônibus fretados. Elas portavam faixas e gritavam palavras de ordem contra a presença do MST no município.
    “Taió não merece isso”, dizia uma das faixas. O comércio da cidade mostrou apoio aos fazendeiros mantendo as portas fechadas durante duas horas. Mesmo em menor número e com crianças entre eles, os sem-terra responderam agitando suas bandeiras vermelhas e entoando hinos do MST.

    Estado

     

    O bambolê.....

    Estudo feito nos EUA e publicado na revista Science mostra que a produção de biocombustíveis feitos de milho, soja, palmeiras e cana-de-açúcar pode, em alguns casos, piorar as condições do aquecimento global.

    JB

     

    Os Pensamentos do Dia

    A CPI masoquista

    A tramóia com os cartões corporativos, ou plano de auxílio aos companheiros (PAC), reabre a temporada de escândalos envolvendo o governo, com a singularidade de uma vasta rede de suspeitos que cresce a cada momento com novas revelações.

    É cedo para as previsões apocalípticas do juízo final. Mas, com as novas denúncias que pipocam de todos os lados, invadem a privacidade do presidente Lula e de seus familiares e salpicam lama em ministros e assessores da sua absoluta confiança, o governo não pode cruzar os braços e insistir no despiste de que as providências estão sendo adotadas para a clássica rigorosa apuração que costuma dar em coisa nenhuma.

    Não é necessário remexer no monturo para o levantamento das CPIs do mensalão, do caixa 2, das ambulâncias, das absolvições em cascata dos parlamentares enterrados até o pescoço nas investigações que concluíram por recomendar a cassação de mandatos. Nem atiçar a fogueira com a suspeita de operações de emergência - como a que dissipou milhões com remendos na buraqueira da rede rodoviária, que não resistiram à primeira chuvarada.

    O caldo engrossou de vez com a denúncia de que o cartão corporativo foi largamente usado pelos seguranças para pagar despesas de Lurian Cordeiro da Silva, filha do presidente Lula, que mora em Florianópolis com a família e que atingem a soma considerável de R$ 55 mil em lojas de autopeças, material de construção e em livrarias.

    Não se trata de uma intriga maldosa. Mas, de fatos apurados pela reportagem da Folha de S.Paulo. Saques em dinheiro com o cartão corporativo de duvidosa legitimidade para a filha do presidente, que não exerce função pública e confiado a João Roberto Fernandes, ultrapassam o limite de R$ 800 mil.

    É como se destampasse o esgoto, despejando a lameira fétida ladeira abaixo. Ora, nada pior poderia acontecer ao presidente, no início do segundo ano do mandato da reeleição - depois de tantos embaraços, crises políticas, derrota no Senado com a derrubada da CPMF, o imposto do cheque - do que um megaescândalo, que não poupa sequer a sua família.

    Inútil inventar culpados para repassar o fardo sujo das responsabilidades. A cada vez fica mais evidente o deficiente modelo de administração forjado na aprendizagem do maior líder sindical do país. Mas governo não é sindicato. E a encrenca dos cartões corporativos enfileira erros em marcha batida. Técnicos e espertos defendem o seu uso para agilizar urgências e cutucar a lerdeza da burocracia.

    Mas as severas medidas de controle são da mais translúcida obviedade: 1) restringir o uso do privilégio ao mínimo; 2) estabelecer o menor prazo para as prestações de conta, logo submetidas às investigações de praxe; 3) dar publicidade às prestações de conta para o conhecimento da opinião pública.

    Ora, o que se constata é que no governo imperou a bagunça e o deboche. A ex-ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, justificou o desperdício de R$ 2.600 pela locação de um carro Astra de luxo, com motorista para cinco dias de agenda vazia em São Paulo, com brilhante drible: "Eu encontrei com pessoas, escrevi, me locomovi".

    Pois a ministra foi demitida com os mais calorosos elogios do presidente Lula, que reafirmou a confiança e o apreço à demissionária. Um lance de transparente malícia política para tentar abafar o caso e mudar de assunto.

    Não deu certo. E certamente Lula despertou para a gravidade da situação criada, com toda a probabilidade da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mista ou apenas de senadores, que ninguém sabe onde irá parar.

    CPI do governo para investigar o governo é caso para psiquiatra

    VillasBoas no JB